Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 3 10731171
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2017Para responder à questão, leia o texto abaixo.
TEXTO
“A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”
(Douglas Belchior)
Tenho plena consciência de que represento uma exceção. Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei. Alcancei o banco de uma universidade reconhecida, a PUC- SP, onde me formei em História e alcei o desvalorizado, mas nem por isso menos nobre, status de professor. Trabalhador da rede pública estadual de São Paulo, nada convidativo financeiramente, mas ainda assim, digno.
Conciliar profissão a militância política foi uma opção consciente – outro privilégio para poucos. Trabalho, ganho a vida e pago minhas contas fazendo o que amo: educação, logo, política. A vida que escolhi me levou a pessoas incríveis: lideres políticos, intelectuais, atletas e artistas. Me levou a lugares impensáveis: salas acarpetadas de governos, viagens para debates, palestras e atividades políticas das mais diversas em quase todos os estados brasileiros e até nos EUA. Em todos esses espaços, tanto em momentos de conflito com adversários, quanto em momentos de elaboração e confraternização com os meus da “esquerda”, uma coisa nunca mudou: sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.
Fui candidato a deputado federal nas eleições de 2014. Alcancei quase 12 mil votos, alcançando posição de segundo suplente à câmara federal. Como liderança política do diverso e confuso movimento negro brasileiro, me dediquei ao enfrentamento ao racismo, à denúncia do genocídio negro e à luta por direitos sociais para o povo negro, sobretudo no que diz respeito à educação e aos direitos humanos, temas em que atuo com mais profundidade. Ainda assim, sempre enfrentei olhares desconfiados, posturas desencorajadoras e a impressão de eterna dúvida quanto à minha capacidade política ou profissional. Depois da candidatura em 2014, essa impressão só aumentou. E agora finalmente transpareceu, verbalizada, em uma destas conversas de internet, na última semana: “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”
Um fato é inquestionável: negros não são tolerados na política, senão como serviçais, cabos eleitorais ou, no máximo, assistentes. No campo da esquerda isso não muda. E se for mulher é ainda mais difícil. Só que desta vez consegui reverter o efeito desestimulante. Diante da cultura racista dominante na ocupação dos espaços do poder político, dou aqui a minha resposta: “Vamos enfrentar, vamos disputar e vamos vencer! Lugar de preto é onde ele quiser – inclusive na política!”
(http://negrobelchior.cartacapital.com.br/politica-nao-e-lugar-pra-preto-vagabundo-feito-voce/. Texto adaptado)
Na frase “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”, o vocábulo destacado sugere que
Questão 1 10731146
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2017Para responder à questão, leia o texto abaixo.
TEXTO
“A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”
(Douglas Belchior)
Tenho plena consciência de que represento uma exceção. Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei. Alcancei o banco de uma universidade reconhecida, a PUC- SP, onde me formei em História e alcei o desvalorizado, mas nem por isso menos nobre, status de professor. Trabalhador da rede pública estadual de São Paulo, nada convidativo financeiramente, mas ainda assim, digno.
Conciliar profissão a militância política foi uma opção consciente – outro privilégio para poucos. Trabalho, ganho a vida e pago minhas contas fazendo o que amo: educação, logo, política. A vida que escolhi me levou a pessoas incríveis: lideres políticos, intelectuais, atletas e artistas. Me levou a lugares impensáveis: salas acarpetadas de governos, viagens para debates, palestras e atividades políticas das mais diversas em quase todos os estados brasileiros e até nos EUA. Em todos esses espaços, tanto em momentos de conflito com adversários, quanto em momentos de elaboração e confraternização com os meus da “esquerda”, uma coisa nunca mudou: sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.
Fui candidato a deputado federal nas eleições de 2014. Alcancei quase 12 mil votos, alcançando posição de segundo suplente à câmara federal. Como liderança política do diverso e confuso movimento negro brasileiro, me dediquei ao enfrentamento ao racismo, à denúncia do genocídio negro e à luta por direitos sociais para o povo negro, sobretudo no que diz respeito à educação e aos direitos humanos, temas em que atuo com mais profundidade. Ainda assim, sempre enfrentei olhares desconfiados, posturas desencorajadoras e a impressão de eterna dúvida quanto à minha capacidade política ou profissional. Depois da candidatura em 2014, essa impressão só aumentou. E agora finalmente transpareceu, verbalizada, em uma destas conversas de internet, na última semana: “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”
Um fato é inquestionável: negros não são tolerados na política, senão como serviçais, cabos eleitorais ou, no máximo, assistentes. No campo da esquerda isso não muda. E se for mulher é ainda mais difícil. Só que desta vez consegui reverter o efeito desestimulante. Diante da cultura racista dominante na ocupação dos espaços do poder político, dou aqui a minha resposta: “Vamos enfrentar, vamos disputar e vamos vencer! Lugar de preto é onde ele quiser – inclusive na política!”
(http://negrobelchior.cartacapital.com.br/politica-nao-e-lugar-pra-preto-vagabundo-feito-voce/. Texto adaptado)
Apenas não se pode afirmar que o autor desse texto
Questão 32 10184507
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2017O ano de 1989 marcou a história do Brasil com a eleição direta de Fernando Collor de Mello, do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), para presidente. Quando assumiu o poder em 1990, a inflação acumulada em 12 meses atingiu o índice de 1.764,8%. Como promessa para resolução do problema da inflação, o novo presidente lançou o Plano Collor.
Assinale a alternativa que apresenta uma das medidas adotadas pelo Plano Collor.
Questão 39 10117832
ENCCEJA* Encceja Fundamental I, II, III e IV 2017TEXTO I
Código Civil de 1916
Art. 233 - O marido é o chefe da sociedade conjugal.
BRASIL. Lei n. 3.071, de 1 de janeiro de 1916. Institui Código Civil. Disponível em: www.planaito gov.br. Acesso em: 2 ago. 2014.
TEXTO II
Código Civil de 2002
Art. 1.511 - O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de
direitos e deveres dos cônjuges.
BRASIL. Lei n. 10,406, de 10 de janeiro de 2002. Institui Código Civil. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 2 ago. 2014.
Qual fator social explica a modificação na legislação apresentada?
Questão 37 170733
ETEC 2017/2Nas primeiras décadas do século passado, operários de fábricas brasileiras formaram times de futebol que superaram a função de diversão do operariado.
Primeiramente fundados com o apoio dos patrões como um mecanismo de controle do tempo de lazer de seus funcionários, esses times logo se caracterizariam por um perfil mais democrático, em contraste com os padrões da sociedade brasileira de então. Além disso, a reunião proporcionada pelo futebol no ambiente industrial possibilitava a discussão e a mobilização pela melhoria das condições de trabalho.
<https://tinyurl.com/z76arjw> Acesso em: 10.02.2017. Adaptado.
De acordo com o texto, é Correto afirmar que
Questão 46 169401
IFMT 2017/1Num congresso de turismo, havia 50 pessoas entre homens e mulheres. Descubra quantas mulheres e quantos homens estavam presentes nesse congresso, sabendo-se que o produto das quantidades dos dois grupos é igual a 621 e que a quantidade de mulheres é maior do que a quantidade de homens.
06
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