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Questões de EFAF História - Temática

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1.155 Questões

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Questão 76 11178102
Difícil 00:00

CONCURSOS 4 2024
  • EFAF História
  • Sugira
  • Brasil - República Temática
  • Constituições Constituições Republicanas
  • Exibir tags
Resolução comentada

A Constituição ou Carta Magna é um conjunto de regras de governo, muitas vezes codificada como um documento escrito, que enumera e limita os poderes e funções de uma entidade política. No caso dos países e de suas regiões autônomas, o termo refere-se especificamente a uma Constituição que define a política fundamental, princípios políticos, e estabelece a estrutura, procedimentos, poderes e direitos de um governo.

 

Em relação às características das diversas constituições que existiram no Brasil é correto afirmar que a Constituição de

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Questão 155 11173987
Difícil 00:00

CONCURSOS 3 2024
  • EFAF História
  • Sugira
  • Brasil - República Temática
  • Nova república Política
  • Michel Temer (2017-2018)
  • Exibir tags
Resolução comentada

Julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta - sobre o Governo do ex-presidente Michel Temer.

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Questão 141 11173898
Difícil 00:00

CONCURSOS 3 2024
  • EFAF História
  • Sugira
  • Brasil - República Temática
  • Economia Nova república
  • José Sarney (1985-1990)
  • Exibir tags
Resolução comentada

Sobre o mandato do presidente José Sarney (1985-1990), assinale a alternativa incorreta:

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Questão 21 11161280
Difícil 00:00

CONCURSOS 3 2024
  • EFAF História
  • Sugira
  • Brasil - República
  • República Democrática (1945-1964)
  • Governo Dutra
  • Exibir tags
Resolução comentada

Em 1945, Getúlio Vargas foi deposto, encerrando o Estado Novo. Foram convocadas eleições gerais e o General Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente da República e empossado em janeiro de 1946.

 

Sobre a economia no governo Dutra, é correto afirmar que:

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Questão 19 10782654
Difícil 00:00

COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2024
  • EFAF História
  • Sugira
  • Temática
  • Questão indígena Sociedade
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO

 

Daniel Munduruku: “Eu não sou índio, não existem índios no Brasil

 

    – Peço licença para entrar no território de vocês. Eu venho questionar esse olhar quadrado que o ocidente desenvolveu e que  exclui olhares circulares.
    Foi assim que Daniel Munduruku deu início à sua fala histórica na 63ª Feira do Livro de Porto Alegre, trazendo a oralidade e a ancestralidade de seu povo em uma hora de conversa. Mediada pelo professor de história José Rivair de Macedo, a palestra teve também a presença de Angélica Kaingang, liderança jovem de sua comunidade e graduada em Serviço Social pela UFRGS. Um representante da etnia Guarani também foi convidado, mas não conseguiu comparecer.
    Ator representa o pajé Jurecê, em Terra e Paixão, na Rede Globo, é Doutor em Educação pela USP, Pós-Doutor em Literatura pela Universidade de São Carlos e autor de 52 livros, Daniel iniciou sua fala desconstruindo o imaginário que a média da população brasileira tem em relação à palavra “índio” e a sua carga simbólica. 
    – Quando leem minha biografia, dizem que não sou mais índio, que já sou “civilizado”. Eu não sou índio e não existem índios no Brasil. Essa palavra não diz o que eu sou, diz o que as pessoas acham que eu sou. Essa palavra não revela minha identidade, revela a imagem que as pessoas têm e que muitas vezes é negativa.

    Segundo o escritor, há dois conceitos no imaginário da sociedade brasileira intrínsecos a esta palavra: o olhar romântico, do “índio” que vive no meio do mato, e o aspecto ideológico que considera que “índios são preguiçosos e atrasam o progresso”. Esse imaginário, fruto do pensamento ocidental e colonizador, criou um achatamento da riqueza cultural brasileira, explicou Daniel.
    – Quando a gente chama alguém de índio, não ofende só uma pessoa, ofende culturas que existem há milhares de anos. Esse olhar linear empobrece nossa experiência de humanidade. A gente defende um sistema de vida que tem dado certo há 3 mil anos – afirmou.
    Um dos 307 povos indígenas do país, o povo Munduruku vive no Pará, Amazonas e Mato Grosso. Segundo Daniel, há cerca de 15 mil pessoas da etnia Munduruku no Brasil.
    – No dia 19 de abril, a gente comemora um equívoco, porque se esconde a diversidade de povos que existem no Brasil. Cada povo cria seu modo de estar no mundo a partir da cultura, que é alimentada pela língua que ele fala. E cada povo tem suas tradições, sua crença, cultura, política e economia. Nós aprendemos que só existe a língua portuguesa por aqui né. Mas no Brasil existem 307 línguas muito antigas e diferentes entre si. E a língua é uma leitura de mundo. Quando a gente generaliza e diz que “o índio chama casa de oca”, imediatamente a gente está esquecendo que oca é apenas um jeito de falar. E essas línguas são tão diferentes entre si quanto o português é diferente do chinês. Se um Kaingang fala a língua dele, eu não sei para onde vai, porque é de um tronco linguístico diferente. Aí vocês podem entender porque o povo tupi (que é o meu caso, o povo Munduruku é tupi) se organiza de um jeito e porque o povo Kaingang, que é do tronco Macro-Je, se organiza de outro jeito.
    O autor também criticou o uso da palavra “tribo” para se referir às aldeias e etnias, já que ela significa apenas um pedaço de um povo. Já a palavra “índio” não tem relação alguma com o verdadeiro significado dos povos originários do Brasil. Ao ser perguntado sobre a maneira mais adequada de tratamento, Daniel defendeu o uso da palavra indígena, que significa “nativo”, e pediu também que sejam consideradas as etnias. 
    Crítico dos modelos neoliberal e neo-desenvolvimentista de governança, Daniel abordou a relação entre os indígenas, os brancos e a natureza.
    – É claro que nós [indígenas] temos muitas coisas em comum, porque nós somos parte da natureza, nós somos a natureza. A única diferença é que a sociedade “civilizada” trouxe o esquecimento para as pessoas – disse.
    Daniel ressaltou o papel do agronegócio como uma ameaça ao meio ambiente e às comunidades tradicionais. 

    – Não tem importância nenhuma se destruir a natureza, se construir hidrelétrica na Amazônia, se colocar gado para acabar com a floresta, se derrubar tudo para o agronegócio, não tem problema, porque afinal, agro é pop, é legal ser agro – ironizou. – O Brasil é como um adolescente que não se aceita. É preciso fazer um resgate da nossa história e saber que somos um povo formado pelos negros, indígenas e europeus. Caso contrário, vamos entregar nossas riquezas para fora, como estamos fazendo com nosso minério.
    Segundo ele, esse amadurecimento social contribuiria não só para os povos indígenas, mas para todo o país.
    – Nós, indígenas, não temos esse conceito de propriedade privada, somos parte da natureza e não nos colocamos acima dos outros seres vivos. Quando o indígena luta pela terra, está lutando por um conjunto de vidas. Talvez essa mensagem de pertencimento seja a grande contribuição dos indígenas.
    Representando a etnia Kaingang, Angélica deu seu depoimento enquanto Kaingang e moradora do Rio grande do Sul.
    – A gente entende que nossos territórios indígenas estão com a gente também quando estamos na cidade, na universidade. Nossos conhecimentos ancestrais e tradicionais são tão valorosos quanto os não indígenas. Já ouvi muitas vezes que “lugar de índio” é no mato. Mas que mato está sobrando pra nós? – questionou.
[...]

Disponível em: https://www.nonada.com.br/2017/11/daniel-munduruku-eu-nao-sou-indio-nao-existem-indios-no-brasil/ . Acesso em: 21 de agosto de 2023.

Considere o seguinte trecho “– O Brasil é como um adolescente que não se aceita.”, extraído do texto, para responder às questão.

 

O pronome oblíquo pode ocupar diferentes colocações dentro de uma oração, a depender de alguns fatores, podendo, assim, constituir próclise, ênclise ou mesóclise.

 

Considerando as regras para cada posição, assinale a alternativa que julgou de maneira CORRETA o trecho destacado.

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Questão 18 10782653
Difícil 00:00

COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2024
  • EFAF História
  • Sugira
  • Temática
  • Questão indígena Sociedade
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO

 

Daniel Munduruku: “Eu não sou índio, não existem índios no Brasil

 

    – Peço licença para entrar no território de vocês. Eu venho questionar esse olhar quadrado que o ocidente desenvolveu e que  exclui olhares circulares.
    Foi assim que Daniel Munduruku deu início à sua fala histórica na 63ª Feira do Livro de Porto Alegre, trazendo a oralidade e a ancestralidade de seu povo em uma hora de conversa. Mediada pelo professor de história José Rivair de Macedo, a palestra teve também a presença de Angélica Kaingang, liderança jovem de sua comunidade e graduada em Serviço Social pela UFRGS. Um representante da etnia Guarani também foi convidado, mas não conseguiu comparecer.
    Ator representa o pajé Jurecê, em Terra e Paixão, na Rede Globo, é Doutor em Educação pela USP, Pós-Doutor em Literatura pela Universidade de São Carlos e autor de 52 livros, Daniel iniciou sua fala desconstruindo o imaginário que a média da população brasileira tem em relação à palavra “índio” e a sua carga simbólica. 
    – Quando leem minha biografia, dizem que não sou mais índio, que já sou “civilizado”. Eu não sou índio e não existem índios no Brasil. Essa palavra não diz o que eu sou, diz o que as pessoas acham que eu sou. Essa palavra não revela minha identidade, revela a imagem que as pessoas têm e que muitas vezes é negativa.

    Segundo o escritor, há dois conceitos no imaginário da sociedade brasileira intrínsecos a esta palavra: o olhar romântico, do “índio” que vive no meio do mato, e o aspecto ideológico que considera que “índios são preguiçosos e atrasam o progresso”. Esse imaginário, fruto do pensamento ocidental e colonizador, criou um achatamento da riqueza cultural brasileira, explicou Daniel.
    – Quando a gente chama alguém de índio, não ofende só uma pessoa, ofende culturas que existem há milhares de anos. Esse olhar linear empobrece nossa experiência de humanidade. A gente defende um sistema de vida que tem dado certo há 3 mil anos – afirmou.
    Um dos 307 povos indígenas do país, o povo Munduruku vive no Pará, Amazonas e Mato Grosso. Segundo Daniel, há cerca de 15 mil pessoas da etnia Munduruku no Brasil.
    – No dia 19 de abril, a gente comemora um equívoco, porque se esconde a diversidade de povos que existem no Brasil. Cada povo cria seu modo de estar no mundo a partir da cultura, que é alimentada pela língua que ele fala. E cada povo tem suas tradições, sua crença, cultura, política e economia. Nós aprendemos que só existe a língua portuguesa por aqui né. Mas no Brasil existem 307 línguas muito antigas e diferentes entre si. E a língua é uma leitura de mundo. Quando a gente generaliza e diz que “o índio chama casa de oca”, imediatamente a gente está esquecendo que oca é apenas um jeito de falar. E essas línguas são tão diferentes entre si quanto o português é diferente do chinês. Se um Kaingang fala a língua dele, eu não sei para onde vai, porque é de um tronco linguístico diferente. Aí vocês podem entender porque o povo tupi (que é o meu caso, o povo Munduruku é tupi) se organiza de um jeito e porque o povo Kaingang, que é do tronco Macro-Je, se organiza de outro jeito.
    O autor também criticou o uso da palavra “tribo” para se referir às aldeias e etnias, já que ela significa apenas um pedaço de um povo. Já a palavra “índio” não tem relação alguma com o verdadeiro significado dos povos originários do Brasil. Ao ser perguntado sobre a maneira mais adequada de tratamento, Daniel defendeu o uso da palavra indígena, que significa “nativo”, e pediu também que sejam consideradas as etnias. 
    Crítico dos modelos neoliberal e neo-desenvolvimentista de governança, Daniel abordou a relação entre os indígenas, os brancos e a natureza.
    – É claro que nós [indígenas] temos muitas coisas em comum, porque nós somos parte da natureza, nós somos a natureza. A única diferença é que a sociedade “civilizada” trouxe o esquecimento para as pessoas – disse.
    Daniel ressaltou o papel do agronegócio como uma ameaça ao meio ambiente e às comunidades tradicionais. 

    – Não tem importância nenhuma se destruir a natureza, se construir hidrelétrica na Amazônia, se colocar gado para acabar com a floresta, se derrubar tudo para o agronegócio, não tem problema, porque afinal, agro é pop, é legal ser agro – ironizou. – O Brasil é como um adolescente que não se aceita. É preciso fazer um resgate da nossa história e saber que somos um povo formado pelos negros, indígenas e europeus. Caso contrário, vamos entregar nossas riquezas para fora, como estamos fazendo com nosso minério.
    Segundo ele, esse amadurecimento social contribuiria não só para os povos indígenas, mas para todo o país.
    – Nós, indígenas, não temos esse conceito de propriedade privada, somos parte da natureza e não nos colocamos acima dos outros seres vivos. Quando o indígena luta pela terra, está lutando por um conjunto de vidas. Talvez essa mensagem de pertencimento seja a grande contribuição dos indígenas.
    Representando a etnia Kaingang, Angélica deu seu depoimento enquanto Kaingang e moradora do Rio grande do Sul.
    – A gente entende que nossos territórios indígenas estão com a gente também quando estamos na cidade, na universidade. Nossos conhecimentos ancestrais e tradicionais são tão valorosos quanto os não indígenas. Já ouvi muitas vezes que “lugar de índio” é no mato. Mas que mato está sobrando pra nós? – questionou.
[...]

Disponível em: https://www.nonada.com.br/2017/11/daniel-munduruku-eu-nao-sou-indio-nao-existem-indios-no-brasil/ . Acesso em: 21 de agosto de 2023.

Os mecanismos de progressão, conhecidos como articuladores textuais ou marcadores linguísticos, são combinados entre si de modo a manter o tema do texto e garantir sua coesão e a coerência.


Exemplo de articulador textual, a palavra dêitica – elemento linguístico que não tem sentido por si só, pois a sua função é fazer referência à situação, ao momento de enunciação ou aos interlocutores– está presente nos termos grifados nos pares da alternativa:

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