Questões de EFAF História - Fundamentos da História e historiografia
108 Questões
Questão 2 11059925
IFNMG Integrado 2015/1INSTRUÇÃO: Leia o TEXTO, a seguir, para responder à questão.
TEXTO
O que é folclore?
De conservar o folclore
Todos têm obrigação,
Para que nunca descore
A popular tradição
Os homens de grande estudo
Como Mainá e Cascudo
Guardam sempre nos arquivos
Populares tradições,
Cantigas, superstições
E costumes primitivos.
Você, caboclo, que cresce,
Sem instrução nem saber,
Escuta, mas não conhece
Folclore o que quer dizer;
O folclore é um pilão,
É um bodoque, um pião,
Garanto que também é
Uma grosseira cangalha
Aparelhada de palha
De palmeira ou catolé.
Posso lhe afirmar também
Folclore é superstição
O medo que você tem
Do canto do curujão.
Folclore é aquele instrumento
Para o seu divertimento
Que chamamos birimbau,
E também a brincadeira
Ritmada e prazenteira
Chamada Maneiro-pau.
Folclore, meu camarada,
Ouvimos a toda hora,
É estória de alma penada
De lubisome e caipora.
Preste atenção e decore,
Pois, com certeza, folclore
Ainda posso dizer
Que é aquele búzio de osso
Que você põe no pescoço
Do filho pra não morrer.
É o aboio magoado
Do vaqueiro na amplidão,
É o festejo animado
Da debulha de fejão,
Carro de boi e gaiola
E desafio, à viola,
Do cantador popular.
E também a toadinha
Da Ciranda-cirandinha
Vamos todos cirandar.
Eu e você que vivemos
No nosso pobre sertão
Muitas coisas inda temos
Da popular tradição;
Além de outras, o girau
E a carrocinha de pau
Em vez de bonito carro.
Que prazer, satisfação,
A gente comer pirão
Mexido em prato de barro!
E agora, prezado irmão,
Estes versos lhe dedico,
Lhe dei alguma noção
Do nosso folclore rico.
Não posso continuar,
Pois nada pude estudar,
De dentro do tema saio.
O resto lhe dirá tudo
Romão Filgueira Sampaio,
Mainá e Câmara Cascudo.
Patativa do Assaré/Antônio Gonçalves da Silva
Fonte: http://www.blocosonline.com.br/versaoanterior2/literatura/poesia/p01/p010393.htm. Acesso em: 01 nov. 2014.
O título do texto é uma pergunta: “O que é folclore?”.
O eu poético responde à pergunta, EXCETO:
Questão 10 10635276
CMSM 6º Ano 2009No ano de 1582, o papa Gregório XIII, aconselhado pelos melhores astrônomos da época, decidiu fazer uma reforma no calendário vigente. A partir de então, foram criadas regras para se determinar a data da Páscoa, da sexta-feira santa, da terça-feira de carnaval e de várias outras datas comemorativas. De acordo com o calendário gregoriano, para sabermos o dia da terça-feira de carnaval devemos nos perguntar quando se comemora a Páscoa daquele ano e então subtrair 47 dias desta data.
Baseado nas informações do texto, sabendo que em 2015 a Páscoa será no dia 5 de abril, determine quando será comemorada a terça-feira de carnaval neste mesmo ano:
Questão 5 10732981
ENCCEJA* Ciências Humanas e suas Tecnologias 2006
Vistas do Mosteiro do Caraça, no século XIX e naatualidade. Revista Museu . Internet: www.revistamuseu.com.br/naestrada. Acesso em 13/4/2006.
O Parque Nacional do Caraça, localizado na Serra do Espinhaço, no município de Catas Altas, que já foi colégio e seminário (...), além de manter todo seu entorno natural, transformado em Reserva Particular de Patrimônio Natural em 1990, foi garantido que esse santuário ecológico não venha a sofrer futuros danos. A história do mosteiro se originou em 1774, quando o jesuíta Carlos Mendonça Távora fugiu de Portugal para o Brasil. Sendo Portugal, no século XVIII, um estado absolutista, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, acreditava que os jesuítas representavam uma séria ameaça à nobreza dominante da época, passando, então, a persegui-los impiedosamente. No ano de 1758, quando o Rei D. José foi vítima de um atentado, a suspeita recaiu sobre os Távoras, levando o Marquês de Pombal a castigar a família, queimando onze de seus membros em praça pública. Um deles, queimado em efígie, seria o jovem Carlos Mendonça Távora, que conseguiu fugir em um navio para o Brasil, escondendo sua origem sob um hábito religioso franciscano e utilizando o nome de Irmão Lourenço. Ao chegar a Minas Gerais, encontrou uma região isolada e protegida por montanhas. Numa dessas montanhas era possível enxergar os contornos do rosto de um gigante, batizado de Serra do Caraça.
Revista Museu. Intenet: www.revistamuseu.com.br/naestrada. Acesso em 13/4/2006 (com adaptações).
O Parque Nacional do Caraça pode ser considerado um patrimônio que
Questão 29 15505832
CPM/ERJ 9 Ano 2026A Numismática é o estudo e coleção de cédulas, moedas e medalhas. O dinheiro de um país pode ser uma grande fonte de pesquisa, no qual importantes informações sobre a cultura, política e sociedade podem estar contidas de forma implícita ou explicita. Observe a imagem seguir.

Fonte: https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-d%C3%B3lares-inventam-isolado-no-fundo-branco-hong-kong-image69062198
Ao analisar a moeda, podemos afirmar que
Questão 3 14945977
ONHB Fase 3 2024Documento
O que são arquivos pessoais
As pessoas guardam documentos que testemunham momentos de sua vida, suas relações pessoais ou profissionais, seus interesses. São cartas, fotografias, documentos de trabalho, registros de viagens, diários, diplomas, comprovantes e recibos, entre tantos outros registros. Essa acumulação resulta da seleção do que deve ser guardado ao longo do tempo. Muitas vezes, principalmente no caso de arquivos privados de pessoas públicas, essa seleção pode ser feita também por auxiliares, familiares e amigos. Os arquivos pessoais constituem valiosa fonte de pesquisa para as diversas áreas do conhecimento, não se restringindo à de história da vida privada e história do cotidiano. A relevância desses documentos deve se refletir na preocupação com sua preservação, organização e abertura à consulta pública.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: O que são arquivos pessoais. Programa de Arquivos Pessoas. Rio de Janeiro: FGV/CPDOC. Sem data. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/acervo/arquivospessoais#:~: text=O%20que%20s%C3%A3o%20Arquivos%20Pessoais,recibos%2C%20entre%20tantos%20outros%20registros. Acesso em: 26 mai. 2024. CRÉDITOS: FGV/CPDOC PALAVRAS-CHAVE: historiografia, arquivos
Documento
Arquivos pessoais são arquivos
Os documentos de arquivo não diferem de outros documentos pelo seu aspecto físico ou por ostentarem sinais especiais facilmente reconhecíveis. O que os caracteriza é a função que desempenham no processo de desenvolvimento das atividades de uma pessoa ou um organismo (público ou privado), servindo-lhes também de prova. Instrumentos e produtos das ações de indivíduos e instituições, tais documentos continuam a representá-las mesmo quando as razões e os agentes responsáveis por sua criação se transformam ou deixam de existir (...)
Na própria definição do universo abrangido pelo arquivo pessoal, o prestígio do titular é que determina, muitas vezes, a possibilidade de estendê-lo de modo a abarcar livros, objetos, móveis e, no limite, até mesmo espaços edificados. Quando, ao contrário, trata-se de “vidas que nada têm de extraordinário”, as políticas institucionais tendem a estreitar essas fronteiras, seja retirando dos arquivos, para fins de preservação, apenas as espécies que supostamente atendem aos seus interesses de pesquisa, seja substituindo-os por relatos obtidos por meio da chamada história oral.
As [cartas pessoais] podem nos dar informações sobre muitos aspectos da vida de um indivíduo, mas provam, em primeiro lugar e acima de tudo, as relações e interações por ele mantidas.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: Adaptado de CAMARGO, Ana Maria de Almeida. Revista do Arquivo Público Mineiro. Belo Horizonte, vol 45, nº 2, jul./dez de 2009. pp. 28-34. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/rapm_pdf/2009-2-A02.pdf. Acesso em 26 mai. 2024. CRÉDITOS: Ana Maria de Almeida Camargo. PALAVRAS-CHAVE: arquivos, historiografia
Os documentos que se encontram em arquivos no Brasil
Questão 16 10782651
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2024TEXTO
Daniel Munduruku: “Eu não sou índio, não existem índios no Brasil
– Peço licença para entrar no território de vocês. Eu venho questionar esse olhar quadrado que o ocidente desenvolveu e que exclui olhares circulares.
Foi assim que Daniel Munduruku deu início à sua fala histórica na 63ª Feira do Livro de Porto Alegre, trazendo a oralidade e a ancestralidade de seu povo em uma hora de conversa. Mediada pelo professor de história José Rivair de Macedo, a palestra teve também a presença de Angélica Kaingang, liderança jovem de sua comunidade e graduada em Serviço Social pela UFRGS. Um representante da etnia Guarani também foi convidado, mas não conseguiu comparecer.
Ator representa o pajé Jurecê, em Terra e Paixão, na Rede Globo, é Doutor em Educação pela USP, Pós-Doutor em Literatura pela Universidade de São Carlos e autor de 52 livros, Daniel iniciou sua fala desconstruindo o imaginário que a média da população brasileira tem em relação à palavra “índio” e a sua carga simbólica.
– Quando leem minha biografia, dizem que não sou mais índio, que já sou “civilizado”. Eu não sou índio e não existem índios no Brasil. Essa palavra não diz o que eu sou, diz o que as pessoas acham que eu sou. Essa palavra não revela minha identidade, revela a imagem que as pessoas têm e que muitas vezes é negativa.
Segundo o escritor, há dois conceitos no imaginário da sociedade brasileira intrínsecos a esta palavra: o olhar romântico, do “índio” que vive no meio do mato, e o aspecto ideológico que considera que “índios são preguiçosos e atrasam o progresso”. Esse imaginário, fruto do pensamento ocidental e colonizador, criou um achatamento da riqueza cultural brasileira, explicou Daniel.
– Quando a gente chama alguém de índio, não ofende só uma pessoa, ofende culturas que existem há milhares de anos. Esse olhar linear empobrece nossa experiência de humanidade. A gente defende um sistema de vida que tem dado certo há 3 mil anos – afirmou.
Um dos 307 povos indígenas do país, o povo Munduruku vive no Pará, Amazonas e Mato Grosso. Segundo Daniel, há cerca de 15 mil pessoas da etnia Munduruku no Brasil.
– No dia 19 de abril, a gente comemora um equívoco, porque se esconde a diversidade de povos que existem no Brasil. Cada povo cria seu modo de estar no mundo a partir da cultura, que é alimentada pela língua que ele fala. E cada povo tem suas tradições, sua crença, cultura, política e economia. Nós aprendemos que só existe a língua portuguesa por aqui né. Mas no Brasil existem 307 línguas muito antigas e diferentes entre si. E a língua é uma leitura de mundo. Quando a gente generaliza e diz que “o índio chama casa de oca”, imediatamente a gente está esquecendo que oca é apenas um jeito de falar. E essas línguas são tão diferentes entre si quanto o português é diferente do chinês. Se um Kaingang fala a língua dele, eu não sei para onde vai, porque é de um tronco linguístico diferente. Aí vocês podem entender porque o povo tupi (que é o meu caso, o povo Munduruku é tupi) se organiza de um jeito e porque o povo Kaingang, que é do tronco Macro-Je, se organiza de outro jeito.
O autor também criticou o uso da palavra “tribo” para se referir às aldeias e etnias, já que ela significa apenas um pedaço de um povo. Já a palavra “índio” não tem relação alguma com o verdadeiro significado dos povos originários do Brasil. Ao ser perguntado sobre a maneira mais adequada de tratamento, Daniel defendeu o uso da palavra indígena, que significa “nativo”, e pediu também que sejam consideradas as etnias.
Crítico dos modelos neoliberal e neo-desenvolvimentista de governança, Daniel abordou a relação entre os indígenas, os brancos e a natureza.
– É claro que nós [indígenas] temos muitas coisas em comum, porque nós somos parte da natureza, nós somos a natureza. A única diferença é que a sociedade “civilizada” trouxe o esquecimento para as pessoas – disse.
Daniel ressaltou o papel do agronegócio como uma ameaça ao meio ambiente e às comunidades tradicionais.
– Não tem importância nenhuma se destruir a natureza, se construir hidrelétrica na Amazônia, se colocar gado para acabar com a floresta, se derrubar tudo para o agronegócio, não tem problema, porque afinal, agro é pop, é legal ser agro – ironizou. – O Brasil é como um adolescente que não se aceita. É preciso fazer um resgate da nossa história e saber que somos um povo formado pelos negros, indígenas e europeus. Caso contrário, vamos entregar nossas riquezas para fora, como estamos fazendo com nosso minério.
Segundo ele, esse amadurecimento social contribuiria não só para os povos indígenas, mas para todo o país.
– Nós, indígenas, não temos esse conceito de propriedade privada, somos parte da natureza e não nos colocamos acima dos outros seres vivos. Quando o indígena luta pela terra, está lutando por um conjunto de vidas. Talvez essa mensagem de pertencimento seja a grande contribuição dos indígenas.
Representando a etnia Kaingang, Angélica deu seu depoimento enquanto Kaingang e moradora do Rio grande do Sul.
– A gente entende que nossos territórios indígenas estão com a gente também quando estamos na cidade, na universidade. Nossos conhecimentos ancestrais e tradicionais são tão valorosos quanto os não indígenas. Já ouvi muitas vezes que “lugar de índio” é no mato. Mas que mato está sobrando pra nós? – questionou.
[...]
Disponível em: https://www.nonada.com.br/2017/11/daniel-munduruku-eu-nao-sou-indio-nao-existem-indios-no-brasil/ . Acesso em: 21 de agosto de 2023.
As alternativas abaixo apresentam um posicionamento de Daniel Munduruku a respeito de um dado assunto, EXCETO:
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