Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 7 10781130
Liceu-SP C. Gerais 2019Leia o texto para responder à questão.
A nova rota da seda
Liu Bang nasceu pobre, mas teve uma chance na vida. Apareceu tarde, aos 54 anos. O imperador morreu e Liu, que era policial, montou um exército rebelde e tomou o poder. Ele trocou de nome e passou a ser conhecido como Gaozu de Han – o primeiro líder de uma dinastia poderosíssima, que duraria quatro séculos. Tudo porque Liu teve uma sacada genial: abriu a China, criando rotas e acordos de comércio que conectaram o país aos demais. Resultado: as exportações dispararam e a economia chinesa bombou. Mais ou menos como acontece hoje: só que no século 2 a.C. A iniciativa ficou conhecida como Rota da Seda, porque esse era o principal produto exportado, e os chineses aproveitaram a onda de comércio para dominar a Ásia, espalhando sua influência e negócios pelo continente. Agora, mais de 2 mil anos depois, eles querem fazer isso de novo – só que, desta vez, incluindo o mundo inteiro.
(Superinteressante, Edição 378. Adaptado)
De acordo com o texto, a grande chance na vida de Liu Bang foi
Questão 39 10779988
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2019“Somente no século XIX essa região passaria por um processo mais intenso de povoamento com a chegada de imigrantes da Alemanha e da Itália e em menor número da Rússia e da Polônia. (...) Essa imigração foi incentivada pelo governo brasileiro no século XIX, principalmente, após a abolição da escravidão. (...) Os imigrantes foram os fundadores de cidades de grande importância. (...) Introduziram a policultura e o sistema de pequenas propriedades marcando seus costumes no estilo arquitetônico, no idioma e na culinária. O grande número de imigrantes contribui para a construção de uma cultura local própria, exemplos disso, são as festas e as vestimentas típicas. O desenvolvimento da cultura do vinho também é uma marca dessa influência. (...) Atualmente, é a região que possui o melhor índice de desenvolvimento humano do país. (...) Possui um clima subtropical, diferente do restante do país. Em algumas cidades chega inclusive a nevar em algumas épocas do ano. (...) O povoamento diferente dessa região serve para percebermos a imensidão do nosso Brasil e como somos formados por diferentes culturas, que contribuíram na construção da nossa história.”
Disponível em: http://galeracult.com.br/humanas/historia-e-biografias/a-colonizacao-e-o-processo-de-imigracao. Acesso: 27 de setembro de 2018.
A região brasileira que corresponde ao processo de colonização descrito no texto é a representada no mapa:
Questão 7 10779841
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2019TEXTO
Por que temos poucos memoriais de abolição da escravidão?
Lilia Schwarcz
Lembrar é uma forma de não deixar esquecer. O Brasil foi destino de mais de 40% de africanos e africanas por
aqui escravizados, e precisa cuidar, de maneira crítica, da sua memória.
Bem no meio da pacata cidade de Nantes, na França, uma calçada reluz estranhamente ao sol. São centenas de
pequenas placas retangulares, feitas de um vidro translúcido e de cor azul celeste, espalhadas por uma via onde passam
[5] mães levando seus carrinhos de bebê, rapazes andando de bicicleta, moços e moças fazendo jogging1, senhores e
senhoras apressados a caminho do trabalho.
Somente apurando bem os olhos é possível notar que há sempre um título gravado por debaixo desses delicados
sinais brilhantes, dispostos simetricamente ao chão. Le Saint Jean Baptiste, Le Juste, L'Union, La Valeur, La Felicité, Le
Bien Aimée e Brésil2 são alguns dos muitos nomes de navios negreiros que, desde o século 16 e até o final do 19, partiram
[10] do porto de Nantes ou lá aportaram. Os apelidos dados aos barcos parecem denotar uma certa culpa, tamanha a
desproporção entre eles e a tarefa que buscavam descrever.
Essas eram embarcações que transportavam de tudo um pouco: tecidos, produtos agrícolas, azulejos, minérios,
especiarias, mas, acima de tudo, pessoas. Eles eram tumbeiros, navios negreiros que faziam o comércio de almas no
contexto moderno, quando o mundo ocidental reinventou uma nova escravidão; uma escravidão mercantil. Os navios
[15] vinham e voltavam cheios de “mercadorias”. Não havia espaço ocioso ou lugar nas embarcações que deixassem de
auferir lucro: de uma ponta saíam produtos agrícolas, de outra, metais preciosos, de outra, ainda, africanos e africanas
transformados em valiosos objetos de comércio.
Foram recenseadas mais de 27.233 expedições marítimas que partiram de portos europeus durante esses
quatro longos séculos em que perdurou o sistema escravocrata. No total, mais de 12 milhões e meio de mulheres, homens
[20] e crianças foram arrancadas à força da África e deportados para as Américas e para o Caribe. Mais de um milhão e meio
dessas pessoas morreram durante a travessia. Só de Nantes saíram em torno de 1.800 expedições negreiras, tendo elas
apresado mais 550 mil africanos e africanas.
Os números são fortes, definitivos, e explicam o motivo da criação, em Nantes, de um impressionante “Memorial
da abolição da escravidão”, inaugurado no dia 25 de março de 2012. A edificação é discreta e ao mesmo tempo tocante.
[25] Na verdade, é preciso conhecer o lugar, ou ser previamente informado, para saber que na cidade existe um memorial e,
ademais, um museu basicamente dedicado ao tema.
Andar por aquela estranha calçada, agachar para ler os nomes dos navios, observar as datas em que cada uma
destas embarcações circulou, olhar para o mesmo mar, acaba sendo um exercício muito doloroso. Difícil sair de lá da
mesma maneira como se chegou. E impossível deixar de anotar a inacreditável quantidade de naus dedicadas a esse
[30] comércio de almas, que gerou a maior diáspora3 desde a época romana. Mais difícil ainda é tentar visualizar a maneira
como se “armazenavam” os bens importados, sem discriminação de pessoas ou produtos. Esse talvez seja o motivo de o
memorial continuar numa espécie de subsolo, onde se encontra uma cronologia da escravidão e uma série de frases
retiradas de textos de ativistas, literatos e filósofos que lutaram pela abolição desse sistema. [...]
Memória e história nem sempre andam juntas. Afinal, muitas vezes, quando é difícil lembrar, o melhor caminho
[35] parece ser ignorar. Fico me perguntando, no entanto, se esquecer ou descuidar não são maneiras de dar espaço à
incredulidade e de construir o pouco caso diante de uma realidade tão brutal e tão presente em nossa história nacional
contemporânea.
Em maio de 2018 faremos 130 anos de abolição da escravidão mercantil no Brasil. Que a data vire cicatriz. Como
escreveu Caio Fernando Abreu: “Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que
[40] provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva”.
(Adaptado de Nexo Jornal Ltda. Coluna. 9 de abril de 2018. Disponível em:
https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Por-que-temos-poucos-memoriais-de-aboli% CI HAY C3%A30-da-escravidhC3%A30. Acesso em 17 de setembro de 2018)
Notas:
1 Corrida
2 São João Batista, O Justo, A União, O Valor, A Felicidade, O Bem-Amado e Brasil.
3 Dispersão de um povo em consequência de preconceito ou perseguição política, religiosa ou étnica.
Considere o seguinte fragmento retirado do Texto: “Andar por aquela estranha calçada, agachar para ler os nomes dos navios, observar as datas em que cada uma destas embarcações circulou, olhar para o mesmo mar, acaba sendo um exercício muito doloroso.” (linhas 27-28).
O emprego recorrente de verbos no infinitivo confere à passagem em destaque o seguinte efeito semântico:
Questão 35 10777223
COLUNI/UFV 1° Dia 2019Leia o texto abaixo do Discurso final do Filme “O Grande Ditador”, de Charles Chaplin, e observe a figura retirada do mesmo filme:
Discurso Final do Filme “O Grande Ditador”
Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem
quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo
– não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que
é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos
homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. [...]
Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens,
mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. [...] Os homens que odeiam
desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem
homens, a liberdade nunca perecerá.
[...] Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que
não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! [...] Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e
bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós.
Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à
velhice. [...]
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se
dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão
acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa
para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!
(Disponível em: http://www.culturabrasil.org/discurso_grande_ditador_chaplin.htm. Acesso em: 2 out. 2018. Adaptado.)
Chaplin brinca com o globo terrestre em cena clássica de "O Grande Ditador"...

(Disponível em: https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-oticias/entretenimento/2015/12/16/satira-de-chaplin-ao-nazismo-de-hitler-o grande-ditador- completa-75-anos.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em: 2 out. 2018.)
O Filme "O Grande Ditador" foi lançado em 1940 durante a Segunda Guerra Mundial e faz uma sátira do regime do ditador da Alemanha, Adolf Hitler.
Sobre o regime nazista da Alemanha, que levou à Segunda Guerra Mundial e a crítica feita por Chaplin em seu filme, assinale a afirmativa CORRETA:
Questão 21 10759807
COLTEC 2019“(...) O candidato a salvador chamava-se Fernando Collor e era governador de Alagoas. (...) pretendia ganhar as eleições batendo duro em Sarney e liderando uma cruzada moralizadora contra o empreguismo e as distorções salariais do funcionalismo público (...) – os ‘marajás’, como ele dizia. (...) muita gente se encantou com sua panaceia: ia modernizar o país, acabar com a corrupção e botar o funcionalismo para trabalhar. (...)”
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 491.
Para grande parte dos eleitores que elegeram Fernando Collor, de acordo com o texto, ele era indicado para ser presidente porque
Questão 12 10736648
SENAI 1ºAno - CGE 2162 2019/1O texto abaixo se refere à questão.
Cerca de 300 línguas africanas foram trazidas ao Brasil, principalmente da África ocidental (grupo banto e ioruba) durante o período da escravidão.
Ao que tudo indica, vieram para cá 3,8 milhões de africanos, mas há quem fale até em 15 milhões. De todo modo, bem mais que os 800 mil enviados aos Estados Unidos.
Quando chegou ao Brasil, o grupo banto representava mais de 400 idiomas da família nigero- -congolesa.
(...)
Os negros têm participação ativa na difusão e na transformação da língua portuguesa desde pelo menos o Brasil colônia, nos séculos 17 e 18.
Buscaram um português franco, que com o tempo foi alterado por diferentes origens, fonéticas e sintaxes afros. Só no século 19 surgiram falantes de uma só língua africana.
O comércio escravista provocou migração contínua por todo o território. Isso ajudou a fazer com que os brasileiros se entendessem em português. O idioma não se fragmentou por completo no país em parte por esse uso relativamente uniforme (a que depois se somariam: 1- o desbravamento do interior do país, que não deu tempo suficiente à proliferação de dialetos muito acentuados; 2- a difusão via satélite; 3- a universalização da escola).
Obrigados a usar o idioma do dominador, os africanos reinventaram o português. Ao fraturar o idioma alheio, enriqueceram o léxico do amo, abrandaram a prosódia da casa-grande (ênfase na acentuação e sonoridade das palavras) e alteraram a estrutura das frases dos meninos cuidados por amas.
Fonte: Revista Língua Portuguesa, ano 9, n. 96, out. 2013, p. 23.
O núcleo temático do texto é
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