Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 6 11020413
IFRR Integrados 2020/2De acordo com as informações da obra de Gilberto Dimenstein:
I – Os direitos humanos e a cidadania não resultam de valores universais, mas sim de decisões políticas.
II – Cabe ao Estado construir políticas de proteção social visando garantir a igualdade de direitos entre os cidadãos.
III – A desigualdade social tem como uma de suas causas a má distribuição de renda.
IV – Proteger as crianças e adolescentes irá garantir, dentre outros benefícios, a integridade do meio ambiente.
V – A violência contra mulher é um ato que vai contra os direitos humanos e o sentido da cidadania.
Está incorreto o que se diz em:
Questão 7 10779296
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Racismo contra imigrantes no Brasil é constante, diz pesquisador
Na tese Dois Séculos de Imigração no Brasil: A Construção da Identidade e do Papel dos Estrangeiros pela
Imprensa entre 1808 e 2015, [o pesquisador Gustavo] Barreto analisou a cobertura do tema em jornais como O Globo, O
Estado de S. Paulo, Folha da Manhã (hoje Folha de S. Paulo), Correio da Manhã, O País e Gazeta do Rio de Janeiro ao
longo de 207 anos.
[5] Em entrevista à BBC Brasil, ele explica como os termos são usados de forma diferente na imprensa. “O refugiado
é sempre negativo, um problema grave a ser discutido. O imigrante é uma questão a ser avaliada, pode ser algo positivo
ou negativo, mas em geral a visão é de algo problemático. Já o estrangeiro é sempre positivo, inclusive melhor do que o
brasileiro. É alguém com quem podemos aprender”, diz.
Veja os principais trechos da entrevista:
[10] Quanto ao racismo, é possível identificar avanços? Como tem sido a cobertura da chegada de imigrantes
haitianos e bolivianos ao Brasil, mais recentemente”
Barreto — O racismo era algo natural e aceitável no século 19, incluindo o destaque às ideias de supremacia de raças,
entre 1870 até o governo Vargas. A partir da Segunda Guerra, os grupos começam a ser valorizados. Judeus, alemães e
italianos no Brasil começam a recontar sua história, assim como os japoneses, depois de um momento muito difícil. Após
[15] as cartas de direitos humanos, os valores eugenistas1 já não são mais declarados, o que é um avanço.
Mais recentemente, o país passou a receber um número considerável de bolivianos e haitianos. Mas também chegam
portugueses e espanhóis. A imprensa, no entanto, costuma destacar muito os problemas que os haitianos trazem, e
rapidamente começa a ser construída uma visão de que eles são um problema. Enquanto isso, os imigrantes europeus
recentes são valorizados por sua cultura e contribuição ao Brasil.
[20] Contribuições culturais ou produtivas dos haitianos e bolivianos, que têm uma riqueza cultural enorme, dificilmente viram
notícia. O racismo atual se dá pelo não dito, pelo que a imprensa omite. Quando aparecem na mídia estão atrelados a
problemas, crises, marginalizações, ou ligados à ideia de uma invasão. (...)
Suas observações não contrastam com a ideia tão difundida do Brasil como um país hospitaleiro, e do brasileiro
como um povo acolhedor, famoso no mundo todo pela simpatia e boa recepção aos estrangeiros?
[25] Barreto — Na verdade entre os pesquisadores do assunto há a noção do “mito da hospitalidade”. Há uma diferença entre a
maneira como nos vendemos para o mundo e a verdadeira hospitalidade a qualquer estrangeiro ou a democracia racial.
O estudo de como a imigração é retratada no pais entre 1808 e 2015 mostra que a hospitalidade é seletiva, mas que essa
noção sempre foi difundida, em benefício do Brasil. Esta é uma das minhas principais conclusões na tese, a de que a
nossa famosa hospitalidade é um mito. (...)
[30] Você citou um editorial do jornal Folha da Manhã, de 1926, intitulado “Fechem-se as fronteiras”. Esta seria um
pouco a noção de que o Brasil enxergou durante muito tempo a imigração de forma unilateral e seletiva? Ainda
vemos este discurso?
Barreto — Sim, o tema do editorial de 1926 é justamente a noção de que o país já teria recebido todos os imigrantes
necessários. Já chegaram todos que nós queremos, após a vinda em massa de alemães e italianos, foi cumprida a função
[35] da imigração no Brasil. Já ocupamos e populamos o país, e agora as fronteiras devem ser fechadas e quem entrar deverá
ser muito bem selecionado.
Hoje em dia a posição continua, mas travestida por outro argumento. A imprensa trabalha com o mito de que somos um
país pobre, em desenvolvimento, e não temos condições de receber mais ninguém. Vamos receber somente os melhores
e mais úteis. São evidências no discurso da imprensa e na visão da sociedade brasileira que contrastam diretamente com
[40] a ideia do “Brasil hospitaleiro, onde todos são bem-vindos”.
No contexto atual, de crise econômica e política, há que se observar atentamente a maneira como o imigrante será
retratado na imprensa, por ele ser um excelente bode expiatório para os problemas. Não tem grande chance de defesa,
não está integrado ao país, é o outro, o diferente, que traz dificuldades.
Desemprego, inflação e crise tendem a tornar a visão dos imigrantes ainda mais negativa.
(PUFF, Jefferson. Racismo contra imigrantes no Brasil é constante. 26 ago. 2015. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150819 racismo imigrantes jp rm. Acesso em: 8 set. 2019)
Vocabulário
1Eugenista: adepto da eugenia, teoria desenvolvida no século XIX que defendia a superioridade e o melhoramento das raças, estimulando o embranquecimento da população
Leia o fragmento abaixo, destacado do Texto:
“Barreto — Sim, o tema do editorial de 1926 é justamente a noção de que o país já teria recebido todos os imigrantes necessários. Já chegaram todos que nós queremos, após a vinda em massa de alemães e italianos, foi cumprida a função da imigração no Brasil. Já ocupamos e populamos o país, e agora as fronteiras devem ser fechadas e quem entrar deverá ser muito bem selecionado.” (|. 33-36)
O efeito de sentido provocado pelo uso da primeira pessoa do plural é:
Questão 6 10779289
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Racismo contra imigrantes no Brasil é constante, diz pesquisador
Na tese Dois Séculos de Imigração no Brasil: A Construção da Identidade e do Papel dos Estrangeiros pela
Imprensa entre 1808 e 2015, [o pesquisador Gustavo] Barreto analisou a cobertura do tema em jornais como O Globo, O
Estado de S. Paulo, Folha da Manhã (hoje Folha de S. Paulo), Correio da Manhã, O País e Gazeta do Rio de Janeiro ao
longo de 207 anos.
[5] Em entrevista à BBC Brasil, ele explica como os termos são usados de forma diferente na imprensa. “O refugiado
é sempre negativo, um problema grave a ser discutido. O imigrante é uma questão a ser avaliada, pode ser algo positivo
ou negativo, mas em geral a visão é de algo problemático. Já o estrangeiro é sempre positivo, inclusive melhor do que o
brasileiro. É alguém com quem podemos aprender”, diz.
Veja os principais trechos da entrevista:
[10] Quanto ao racismo, é possível identificar avanços? Como tem sido a cobertura da chegada de imigrantes
haitianos e bolivianos ao Brasil, mais recentemente”
Barreto — O racismo era algo natural e aceitável no século 19, incluindo o destaque às ideias de supremacia de raças,
entre 1870 até o governo Vargas. A partir da Segunda Guerra, os grupos começam a ser valorizados. Judeus, alemães e
italianos no Brasil começam a recontar sua história, assim como os japoneses, depois de um momento muito difícil. Após
[15] as cartas de direitos humanos, os valores eugenistas1 já não são mais declarados, o que é um avanço.
Mais recentemente, o país passou a receber um número considerável de bolivianos e haitianos. Mas também chegam
portugueses e espanhóis. A imprensa, no entanto, costuma destacar muito os problemas que os haitianos trazem, e
rapidamente começa a ser construída uma visão de que eles são um problema. Enquanto isso, os imigrantes europeus
recentes são valorizados por sua cultura e contribuição ao Brasil.
[20] Contribuições culturais ou produtivas dos haitianos e bolivianos, que têm uma riqueza cultural enorme, dificilmente viram
notícia. O racismo atual se dá pelo não dito, pelo que a imprensa omite. Quando aparecem na mídia estão atrelados a
problemas, crises, marginalizações, ou ligados à ideia de uma invasão. (...)
Suas observações não contrastam com a ideia tão difundida do Brasil como um país hospitaleiro, e do brasileiro
como um povo acolhedor, famoso no mundo todo pela simpatia e boa recepção aos estrangeiros?
[25] Barreto — Na verdade entre os pesquisadores do assunto há a noção do “mito da hospitalidade”. Há uma diferença entre a
maneira como nos vendemos para o mundo e a verdadeira hospitalidade a qualquer estrangeiro ou a democracia racial.
O estudo de como a imigração é retratada no pais entre 1808 e 2015 mostra que a hospitalidade é seletiva, mas que essa
noção sempre foi difundida, em benefício do Brasil. Esta é uma das minhas principais conclusões na tese, a de que a
nossa famosa hospitalidade é um mito. (...)
[30] Você citou um editorial do jornal Folha da Manhã, de 1926, intitulado “Fechem-se as fronteiras”. Esta seria um
pouco a noção de que o Brasil enxergou durante muito tempo a imigração de forma unilateral e seletiva? Ainda
vemos este discurso?
Barreto — Sim, o tema do editorial de 1926 é justamente a noção de que o país já teria recebido todos os imigrantes
necessários. Já chegaram todos que nós queremos, após a vinda em massa de alemães e italianos, foi cumprida a função
[35] da imigração no Brasil. Já ocupamos e populamos o país, e agora as fronteiras devem ser fechadas e quem entrar deverá
ser muito bem selecionado.
Hoje em dia a posição continua, mas travestida por outro argumento. A imprensa trabalha com o mito de que somos um
país pobre, em desenvolvimento, e não temos condições de receber mais ninguém. Vamos receber somente os melhores
e mais úteis. São evidências no discurso da imprensa e na visão da sociedade brasileira que contrastam diretamente com
[40] a ideia do “Brasil hospitaleiro, onde todos são bem-vindos”.
No contexto atual, de crise econômica e política, há que se observar atentamente a maneira como o imigrante será
retratado na imprensa, por ele ser um excelente bode expiatório para os problemas. Não tem grande chance de defesa,
não está integrado ao país, é o outro, o diferente, que traz dificuldades.
Desemprego, inflação e crise tendem a tornar a visão dos imigrantes ainda mais negativa.
(PUFF, Jefferson. Racismo contra imigrantes no Brasil é constante. 26 ago. 2015. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150819 racismo imigrantes jp rm. Acesso em: 8 set. 2019)
Vocabulário
1Eugenista: adepto da eugenia, teoria desenvolvida no século XIX que defendia a superioridade e o melhoramento das raças, estimulando o embranquecimento da população
A pesquisa de Gustavo Barreto, apresentada no Texto, conclui que os termos “refugiado”, “imigrante” e “estrangeiro” nos jornais brasileiros ao longo dos anos:
Questão 7 10736673
COTUCA 2020O texto a seguir é um trecho de um slam transcrito a partir da performance de sua autora, Midria, em um programa de televisão da TV Cultura. Leia-o para responder à questão.
Eu tenho um problema: meu ascendente é em Áries.
E eu tenho outro problema: é que eu sou a menina que nasceu sem cor.
Pra alguns eu sou "preta", para outras eu sou Preta, para muitos e muitos eu sou parda.
(...) Eu sou a menina que nasceu sem cor porque eu nasci num país sem memória, com amnésia,
que apaga da história todos os seus símbolos de resistência negra,
que embranquece a sua população e trajetória a cada brecha,
(...) E eu tenho outro problema... pô, eu não sei dar cambalhota
e não importa que pra alguns eu seja a menina que nasceu sem cor,
que falte melanina pra minha pele ser retinta, que os meus traços não sejam tão marcados.
O colorismo é uma política de embranquecimento do Estado
que por muito tempo fez com que eu odiasse meus traços genéticos do meu pai herdados.
Me odiasse, me mutilasse, meu cabelo alisasse.
Meninas pretas não brincam com bonecas pretas,
mas faço questão de botar no meu texto
que pretas e pretos estão se armando, se amando,
porque me chamam por aí de parda, morena,
moreninha, mestiça, mulata,
café com leite, marrom bombom...
Por muito tempo eu fui a menina que nasceu sem cor,
até que um dia gritaram-me: NEGRA.
E eu respondi.
(MIDRIA, 2018)
As alternativas abaixo são trechos extraídos de uma entrevista de Midria, autora do slam “A menina que nasceu sem cor”, para o blog “Como eu escrevo” (fonte: https://comoeuescrevo.com/midria-da-silva-pereira/).
Qual das alternativas melhor retrata a temática presente no slam “A menina que nasceu sem cor”?
Questão 119 10541993
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020Em 28 de agosto de 1963, Martin Luther King discursou sobre seu sonho de uma América (e um mundo) com igualdade entre negros e brancos. Dizia King: “Tenho um sonho de que meus quatro filhos viverão um dia em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo teor de seu caráter”.
Disponível em: http://exame.abril.com.br. Acesso em: 28 jul. 2015 (adaptado).
O discurso do líder do movimento negro nos Estados Unidos tinha por objetivo rejeitar o
Questão 111 10541963
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020TEXTO I

JOAQUIM, L. Vista da Lagoa do Boqueirão e do Aqueduto de Santa Teresa. Óleo sobre tela, 86 x 105 cm. Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, c1790.
Disponível em: www.historiaimagem.com.br. Acesso em: 2 nov. 2020.
TEXTO II

Panorama do Aqueduto da Carioca a partir do Largo da Lapa (século XXI)
WOLFHARDT. Disponível em: www.ipatrimonio.org. Acesso em: 2 nov. 2020.
A comparação entre as imagens de dois momentos históricos do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, revela a seguinte transformação:
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