Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 8 15404480
CEFET-RJ Técnico 2022Texto
Opinião: Vai ter indígena com iPhone, sim
Lídia Guajajara
Nós estamos na era digital e com o grande avanço da tecnologia e facilidade de acesso que se tem hoje, não é de se surpreender que essa onda também tenha chegado aos indígenas, não é mesmo?
"Índios fakes": esse é um de muitos termos racistas que usam e tem se tornando motivos de piada para questionar até nossa identidade quando descobrem que temos acesso à internet e celular.
Infelizmente grande parte da sociedade ainda é muito apegada a estereótipos e padrões, pois acredita que um celular ou qualquer aparelho tecnológico arrancam nossa origem, identidade e história; pelo contrário, só vieram para somar. Isso só mostra que desconhecem sua própria raiz e seus povos originários. Que na verdade só conhecem o “índio” genérico que está nos livros de história. Mas nós somos reais, estamos aqui, vivemos e existimos no território, nas cidades, nas universidades, em muitos lugares.
Temos ingressado nas mídias sociais para além de divulgar a nossa cultura e interagir com a sociedade. Ocupar as redes sociais também tem sido essencial no processo de resistência. Enquanto comunicadores e influencers indígenas, é importante que assumamos esse lugar, porque sempre tinha alguém falando por nós e muitas vezes contando a história de forma errada, principalmente na internet. Hoje esses espaços têm sido ocupados por nós como ferramenta de luta e deixa claro que é a nossa vez de protagonizar nossa própria história e dar visibilidade à luta dos povos indígenas do Brasil.
Se nos perguntam o que mudou até agora, diríamos que aconteceram mudanças positivas e nota-se que boa parte da sociedade, se não a maioria, tem atendido, aprendido e conhecido mais de nossas vivências e realidades. Antes, muitos não tinham acesso a informações verdadeiras referentes aos povos indígenas, como coisas básicas, por exemplo, não saber que a palavra “índio” é um termo pejorativo e ofensivo quando vem de um não indígena, que essa palavra "simples" relativiza os mais de 300 povos que existem no nosso país.
Estamos conectados, mas mais do que isso: ampliando vozes e conquistando espaços até então nunca alcançados; buscando representatividade, seja em campanhas, publicidades, música, cinema e política; naturalizando de vez esses espaços num país onde somos apagados e excluídos a todo tempo.
Diante de toda essa negligência do Estado quanto à proteção dos territórios indígenas e nossos corpos, torna-se ainda mais necessária a nossa autodefesa. Usamos essa facilidade para a articulação e mobilização a nível nacional.
E não adianta vir nos dizer que indígena não pode ter celular porque estamos trabalhando para desfazer essa visão romantizada sobre o indígena. Com iPhone ou Android, estamos denunciando crimes e atrocidades contra nossos direitos, corpos e territórios.
Adaptado de: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/midia-india/opiniao-vai-terindigena-com-iphone-sim,1162ac17f37ee2f972f50b9e4ff2b575ron139mt.html. Acesso em: 20/10/2022.
O termo destacado na frase “Usamos essa facilidade para a articulação e mobilização a nível nacional” (7º parágrafo do texto) faz referência à seguinte ideia mencionada anteriormente no texto:
Questão 7 15404477
CEFET-RJ Técnico 2022Texto
Opinião: Vai ter indígena com iPhone, sim
Lídia Guajajara
Nós estamos na era digital e com o grande avanço da tecnologia e facilidade de acesso que se tem hoje, não é de se surpreender que essa onda também tenha chegado aos indígenas, não é mesmo?
"Índios fakes": esse é um de muitos termos racistas que usam e tem se tornando motivos de piada para questionar até nossa identidade quando descobrem que temos acesso à internet e celular.
Infelizmente grande parte da sociedade ainda é muito apegada a estereótipos e padrões, pois acredita que um celular ou qualquer aparelho tecnológico arrancam nossa origem, identidade e história; pelo contrário, só vieram para somar. Isso só mostra que desconhecem sua própria raiz e seus povos originários. Que na verdade só conhecem o “índio” genérico que está nos livros de história. Mas nós somos reais, estamos aqui, vivemos e existimos no território, nas cidades, nas universidades, em muitos lugares.
Temos ingressado nas mídias sociais para além de divulgar a nossa cultura e interagir com a sociedade. Ocupar as redes sociais também tem sido essencial no processo de resistência. Enquanto comunicadores e influencers indígenas, é importante que assumamos esse lugar, porque sempre tinha alguém falando por nós e muitas vezes contando a história de forma errada, principalmente na internet. Hoje esses espaços têm sido ocupados por nós como ferramenta de luta e deixa claro que é a nossa vez de protagonizar nossa própria história e dar visibilidade à luta dos povos indígenas do Brasil.
Se nos perguntam o que mudou até agora, diríamos que aconteceram mudanças positivas e nota-se que boa parte da sociedade, se não a maioria, tem atendido, aprendido e conhecido mais de nossas vivências e realidades. Antes, muitos não tinham acesso a informações verdadeiras referentes aos povos indígenas, como coisas básicas, por exemplo, não saber que a palavra “índio” é um termo pejorativo e ofensivo quando vem de um não indígena, que essa palavra "simples" relativiza os mais de 300 povos que existem no nosso país.
Estamos conectados, mas mais do que isso: ampliando vozes e conquistando espaços até então nunca alcançados; buscando representatividade, seja em campanhas, publicidades, música, cinema e política; naturalizando de vez esses espaços num país onde somos apagados e excluídos a todo tempo.
Diante de toda essa negligência do Estado quanto à proteção dos territórios indígenas e nossos corpos, torna-se ainda mais necessária a nossa autodefesa. Usamos essa facilidade para a articulação e mobilização a nível nacional.
E não adianta vir nos dizer que indígena não pode ter celular porque estamos trabalhando para desfazer essa visão romantizada sobre o indígena. Com iPhone ou Android, estamos denunciando crimes e atrocidades contra nossos direitos, corpos e territórios.
Adaptado de: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/midia-india/opiniao-vai-terindigena-com-iphone-sim,1162ac17f37ee2f972f50b9e4ff2b575ron139mt.html. Acesso em: 20/10/2022.
Em relação ao processo de formação de palavras, é possível observar que as palavras “influencers” e “representatividade” são exemplos, respectivamente, de:
Questão 6 15404473
CEFET-RJ Técnico 2022Texto
Opinião: Vai ter indígena com iPhone, sim
Lídia Guajajara
Nós estamos na era digital e com o grande avanço da tecnologia e facilidade de acesso que se tem hoje, não é de se surpreender que essa onda também tenha chegado aos indígenas, não é mesmo?
"Índios fakes": esse é um de muitos termos racistas que usam e tem se tornando motivos de piada para questionar até nossa identidade quando descobrem que temos acesso à internet e celular.
Infelizmente grande parte da sociedade ainda é muito apegada a estereótipos e padrões, pois acredita que um celular ou qualquer aparelho tecnológico arrancam nossa origem, identidade e história; pelo contrário, só vieram para somar. Isso só mostra que desconhecem sua própria raiz e seus povos originários. Que na verdade só conhecem o “índio” genérico que está nos livros de história. Mas nós somos reais, estamos aqui, vivemos e existimos no território, nas cidades, nas universidades, em muitos lugares.
Temos ingressado nas mídias sociais para além de divulgar a nossa cultura e interagir com a sociedade. Ocupar as redes sociais também tem sido essencial no processo de resistência. Enquanto comunicadores e influencers indígenas, é importante que assumamos esse lugar, porque sempre tinha alguém falando por nós e muitas vezes contando a história de forma errada, principalmente na internet. Hoje esses espaços têm sido ocupados por nós como ferramenta de luta e deixa claro que é a nossa vez de protagonizar nossa própria história e dar visibilidade à luta dos povos indígenas do Brasil.
Se nos perguntam o que mudou até agora, diríamos que aconteceram mudanças positivas e nota-se que boa parte da sociedade, se não a maioria, tem atendido, aprendido e conhecido mais de nossas vivências e realidades. Antes, muitos não tinham acesso a informações verdadeiras referentes aos povos indígenas, como coisas básicas, por exemplo, não saber que a palavra “índio” é um termo pejorativo e ofensivo quando vem de um não indígena, que essa palavra "simples" relativiza os mais de 300 povos que existem no nosso país.
Estamos conectados, mas mais do que isso: ampliando vozes e conquistando espaços até então nunca alcançados; buscando representatividade, seja em campanhas, publicidades, música, cinema e política; naturalizando de vez esses espaços num país onde somos apagados e excluídos a todo tempo.
Diante de toda essa negligência do Estado quanto à proteção dos territórios indígenas e nossos corpos, torna-se ainda mais necessária a nossa autodefesa. Usamos essa facilidade para a articulação e mobilização a nível nacional.
E não adianta vir nos dizer que indígena não pode ter celular porque estamos trabalhando para desfazer essa visão romantizada sobre o indígena. Com iPhone ou Android, estamos denunciando crimes e atrocidades contra nossos direitos, corpos e territórios.
Adaptado de: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/midia-india/opiniao-vai-terindigena-com-iphone-sim,1162ac17f37ee2f972f50b9e4ff2b575ron139mt.html. Acesso em: 20/10/2022.
No 6º parágrafo do texto 3, há uma sequência de orações com verbos no gerúndio que completa o sentido do período “Estamos conectados, mas mais do que isso”.
O uso do gerúndio, nesse caso, justifica-se por:
Questão 7 14935680
ONC NÍVEL B - Fase 1 2022Observe a imagem a seguir.

Imagem: Reprodução/firstworldwar.com. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/album/2014/07/23/cartazes-da-1 guerra-pediam-racionamento-de-comida-doacoes-e-recrutamento.htm?mode=list&foto=12. Acessado em 14 de maio de 2022.
O primeiro cartaz foi produzido pelo Reino Unido e o segundo cartaz pelos Estados Unidos. Os cartazes, produzidos no contexto da Primeira Guerra Mundial:
Questão 50 10767688
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2022O governo incentivou a produção de automóveis e caminhões com capitais privados, especialmente estrangeiros. Estes foram atraídos para o Brasil graças às facilidades concedidas e graças também às potencialidades do mercado brasileiro.
As grandes empresas multinacionais, como a Willys Overland, a Ford, a Volkswagen e a General Motors concentraram-se no ABC paulista – área da Grande São Paulo que abrange os municípios de Santo André, São Bernardo e São Caetano –, mudando completamente a fisionomia daquela região.
(Boris Fausto, História concisa do Brasil)
O texto faz referência ao governo do presidente
Questão 18 10620611
CEFET MG 2022Como o Brasil lida hoje com o passado da escravidão?
[...] Há um resíduo de preconceito que está se manifestando hoje de forma mais explícita do que no passado. Os brasileiros criaram mitos a respeito da escravidão, até mesmo para mascarar a importância do tema na nossa história. Tem essa lenda de que o Brasil é uma democracia racial, que nossa escravidão foi patriarcal, benévola. Ao fazer a pesquisa, você percebe que a escravidão foi tão violenta quanto em qualquer outro lugar onde houve cativeiro. O Brasil é uma sociedade de castas, e essa estrutura, hierarquização por classes, é fruto desse processo. [...]
Fragmento de entrevista com Laurentino Gomes. Disponível em: https://www.terra.com. br/noticias/brasil/legado-da-escravidao-precisa-ser-combatido-no-brasil-diz-laurentino-. Acesso em: 30 jan. 2021.
No texto, a ideia defendida é a de que
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