Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 11 10774458
IFMG 2023/2Leia o texto a seguir.
Diplomas brasileiros dos ensinos fundamental e médio serão reconhecidos em Portugal
Acordo é um dos treze memorandos assinados entre os dois países
POR SERGIO LIRIO | 22.04.2023 16H28
Carta Capital
Brasil e Portugal assinaram um memorando de entendimento para reconhecimento mútuo dos diplomas dos ensinos fundamental e médio. A equivalência integra um pacote de 13 acordos encaminhados na cimeira entre os dois países em Lisboa e que alcançam áreas como saúde, cultura, direitos humanos e tecnologia aeroespacial. Haverá ainda o reconhecimento das respectivas carteiras de motorista.
A reunião de alta cúpula não acontecia desde 2016. O presidente Lula lamentou o distanciamento entre as duas nações, fruto, segundo ele, do descaso dos governos brasileiros anteriores, em especial do mandato de Jair Bolsonaro. “O Brasil, nos últimos quatro anos”, lamentou o petista, “foi o país mais isolado do mundo. O presidente não visitava ninguém, porque ninguém queria recebê-lo. E não recebia ninguém, porque ninguém queria visitá-lo.
Segundo Lula, a parceria não será negligenciada durante seu governo. “Portugal é uma extensão da casa chamada Brasil e o Brasil é uma extensão da casa chamada Portugal”.
O primeiro-ministro português, António Costa, valeuse de metáfora semelhante. “Presidente Lula”, afirmou, “esta é a sua casa”. O premier ressaltou que os acordos “cuidam do que mais interessa, as pessoas”.
Na segunda-feira 24, durante evento com empresários na cidade do Porto, Lula e Costa vão assinar mais um memorando: de adaptação de um novo caça militar da Embraer aos padrões da Otan. O centro de treinamento dos pilotos ficará sediado em Portugal.
O presidente brasileiro não tem agenda oficial no domingo.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/diplomas -brasileiros-dos-ensinos-fundamental-e-medio-serao-reconhecidos-em -portugal/. Acesso em: 8 mai. 2023.
Releia o trecho:
O premier ressaltou que os acordos “cuidam do que mais interessa, as pessoas”.
A palavra destacada no trecho retoma
Questão 1 10774428
IFMG 2023/2Leia os textos a seguir.
TEXTO I

DA VINCI, Leonardo. a Últi ma Ceia. 1498. Afresco. Têmpera e óleo sobre duas camadas de gesso aplicadas em estuque. 460 cm × 880 cm. Disponível em: htt ps://istoe.com.br/20-curiosidades-sobre-a-ulti ma-ceia-obra-prima-de-leonardo-da-vinci/. Acesso: 10 mai. 2023.
TEXTO II

Disponível em: htt ps://twitt er.com/aiturrusgarai/status/1643587182161014787. Acesso: 2 mai. 2023.
A reinterpretação do TEXTO I presente no TEXTO II apresenta uma
Questão 49 10773774
IFMG 2023/1Leia a passagem abaixo de referência a Alexis de Tocqueville:
Desta vala imunda a maior corrente da indústria humana flui para fertilizar o mundo todo. Deste esgoto imundo jorra ouro puro. Aqui a humanidade atinge o seu mais completo desenvolvimento e sua maior brutalidade, aqui a civilização faz milagres e o homem civilizado torna-se quase um selvagem.
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1979.
De acordo com a reflexão do trecho acima e seus conhecimentos sobre a Revolução Industrial assinale a opção CORRETA:
Questão 35 15404566
CEFET-RJ Técnico 2022Analise os documentos seguintes:
Documento 1:
“Ana Pimentel foi a primeira mulher que na América Portuguesa exerceu o cargo de governadora, com os poderes inerentes a esse cargo. (...)
Martim Afonso regressa ao reino na primeira quinzena de agosto de 1533 e irá partir para Índia em 12 de março de 1534, por três anos (que na prática foram cinco), como capitão-mor do mar, não sem ter primeiro nomeado a sua mulher, Ana Pimentel, procuradora dos seus negócios no Brasil.
E é esta fidalga, dama da rainha D. Catarina, mãe de família, habituada a trabalhos delicados e rodeada de criados, que ao saber das notícias alarmantes da sua capitania de São Vicente, quase abandonada nas mãos de inábeis administradores, constantemente atacados pelas tribos locais e pelos cobiçosos homens de Carlos V, que decide partir para o Brasil, para tratar, bem de perto, das terras de que era proprietária pelo casamento e como administradora. (...)
Ana Pimentel vai fazer prosperar, pouco a pouco, a vida em São Vicente. Consta mesmo que, na Armada em que viajou, embarcou também gado bovino - o primeiro que entrou no Brasil - e alfaias para exploração das terras, prática que foi comum na colonização portuguesa. Ela também terá provavelmente estado na origem da fundação do Hospital da Misericórdia.
(...) empenhava-se seriamente no desenvolvimento da sua donataria e era ela quem acompanhava as sementeiras, tendo introduzido ou desenvolvido o cultivo do trigo.
(...) terá permanecido entre 7 e 9 anos à frente da donataria, sendo de destacar a sua ação também no desenvolvimento da cultura do arroz e introdução da laranja”.
BOLÉO, Maria Luísa Viana de Paiva. Ana Pimentel, a primeira mulher à frente de uma capitania no brasil. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, ano CXIX, volume XCVII, 2013, pp. 143-156
Documento 2:

Imagem do 1º donatário da capitania de São Vicente entre os anos de 1533 e 1564. In.: Sousa, Pero Lopes de. Diario da navegação da armada que foi á terra do Brasil em 1530 sob a capitania-mor de Martin Affonso de Souza.
Disponível em: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/bndigital0286/ bndigital0286.pdf
O documento 2 é uma das obras que retrata o marido de Ana Pimentel, o capitão donatário Martim Afonso de Souza. Em contrapartida, imagens de Ana são raras, bem como referências a todos os seus feitos, que, somente nos últimos anos, têm sido destacados, como no texto acadêmico do documento 1.
Considerando a história da colonização portuguesa nas Américas e os documentos apresentados, podemos afirmar que:
Questão 32 15404559
CEFET-RJ Técnico 2022Observe o mapa a seguir.

Fonte: FRANCO JÚNIOR, Hilário; ANDRADE FILHO, Rui de Oliveira. Atlas de história geral. São Paulo: Editora Scipione, 1995. p. 42.
As transformações indicadas no mapa da França exemplificam o processo de:
Questão 10 15404485
CEFET-RJ Técnico 2022Texto 1
Opinião: Vai ter indígena com iPhone, sim
Lídia Guajajara
Nós estamos na era digital e com o grande avanço da tecnologia e facilidade de acesso que se tem hoje, não é de se surpreender que essa onda também tenha chegado aos indígenas, não é mesmo?
"Índios fakes": esse é um de muitos termos racistas que usam e tem se tornando motivos de piada para questionar até nossa identidade quando descobrem que temos acesso à internet e celular.
Infelizmente grande parte da sociedade ainda é muito apegada a estereótipos e padrões, pois acredita que um celular ou qualquer aparelho tecnológico arrancam nossa origem, identidade e história; pelo contrário, só vieram para somar. Isso só mostra que desconhecem sua própria raiz e seus povos originários. Que na verdade só conhecem o “índio” genérico que está nos livros de história. Mas nós somos reais, estamos aqui, vivemos e existimos no território, nas cidades, nas universidades, em muitos lugares.
Temos ingressado nas mídias sociais para além de divulgar a nossa cultura e interagir com a sociedade. Ocupar as redes sociais também tem sido essencial no processo de resistência. Enquanto comunicadores e influencers indígenas, é importante que assumamos esse lugar, porque sempre tinha alguém falando por nós e muitas vezes contando a história de forma errada, principalmente na internet. Hoje esses espaços têm sido ocupados por nós como ferramenta de luta e deixa claro que é a nossa vez de protagonizar nossa própria história e dar visibilidade à luta dos povos indígenas do Brasil.
Se nos perguntam o que mudou até agora, diríamos que aconteceram mudanças positivas e nota-se que boa parte da sociedade, se não a maioria, tem atendido, aprendido e conhecido mais de nossas vivências e realidades. Antes, muitos não tinham acesso a informações verdadeiras referentes aos povos indígenas, como coisas básicas, por exemplo, não saber que a palavra “índio” é um termo pejorativo e ofensivo quando vem de um não indígena, que essa palavra "simples" relativiza os mais de 300 povos que existem no nosso país.
Estamos conectados, mas mais do que isso: ampliando vozes e conquistando espaços até então nunca alcançados; buscando representatividade, seja em campanhas, publicidades, música, cinema e política; naturalizando de vez esses espaços num país onde somos apagados e excluídos a todo tempo.
Diante de toda essa negligência do Estado quanto à proteção dos territórios indígenas e nossos corpos, torna-se ainda mais necessária a nossa autodefesa. Usamos essa facilidade para a articulação e mobilização a nível nacional.
E não adianta vir nos dizer que indígena não pode ter celular porque estamos trabalhando para desfazer essa visão romantizada sobre o indígena. Com iPhone ou Android, estamos denunciando crimes e atrocidades contra nossos direitos, corpos e territórios.
Adaptado de: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/midia-india/opiniao-vai-terindigena-com-iphone-sim,1162ac17f37ee2f972f50b9e4ff2b575ron139mt.html. Acesso em: 20/10/2022.
Texto 2
Texto que aparece na capa da revista:
“Diversos, modernos, conectados e mobilizados, os povos indígenas buscam cada vez mais espaços de poder e assumem o controle de suas narrativas na resistência e luta por direitos.

Fonte: https://revistacenarium.com.br/revista/revista-cenarium-abril-2022/. Acesso em 25/10/22.
Os textos 1 e 2 apresentam uma relação de proximidade temática evidente:
06
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