Questões de EFAF História
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Questão 2 10771538
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
O bullying é um tema que vem despertando o interesse e a atenção de pais e profissionais das áreas de educação, saúde e justiça.
Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO se sustenta em nenhum momento do texto.
Questão 4 10634263
CMSM 6º Ano 2008Com base no texto abaixo, responda o item:
Leia o fragmento de texto abaixo.
“No dia 29/11/1807, zarparam da cidade de Lisboa, em Portugal, com destino ao Brasil, 19 navios, sendo 8 naus, 4 fragatas, 4 brigues, 1 corveta e 2 escunas. O navio em que D. João VI viajou chegou primeiro na cidade de Salvador/BA em 22/01/1808, após 55 dias de viagem. Depois da cidade de Salvador, o navio de D. João VI foi para a cidade do Rio de Janeiro. Na cidade do Rio de Janeiro, a família real só chegou depois de 99 dias da saída de Lisboa.”
Após passar algum tempo conhecendo a cidade de Salvador, a família real partiu rumo à cidade do Rio de Janeiro, chegando nesta cidade:
Questão 2 10171928
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2008Rápida Utopia
Ação à distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo das massas,
Holocausto: através das metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos anos,
aparece a verdadeira doença do progresso.
Primeira regra: não se pode julgar um século, sobretudo alguns anos antes de seu fim,
[5] sem recolocá-lo na devida perspectiva histórica. Pensem no que teria respondido um geógrafo
do século XV se lhe tivessem pedido uma síntese de seu século em 1º de janeiro de 1490. Ou
no que feríamos respondido se nos tivessem pedido um balanço de 1989 um mês antes da
queda do Muro de Berlim e da revolução na Romênia.
Segunda regra: quem julga? O julgamento de um cidadão do mundo ocidental é
[10] diferente do de um biafrense que morre de fome. Mas, se essa regra é válida para cada
século, ela o é um pouco menos para o nosso. Para o bem ou para o mal, o modelo ocidental
se impõe gradativamente sobre uma grande parte do planeta. Um camponês chinês está hoje,
para o bem ou para o mal, mais próximo de um camponês francês do que estava há dois
séculos.
[15] Terceira regra: não se pode avaliar emocionalmente um século estando dentro dele e
sem proceder a comparações estatísticas. O número de pessoas que hoje morrem de fome no
mundo nos causa horror. Mas o número de pessoas que morriam de fome no século passado
também nos deve causar horror, sobretudo se o comparamos à população mundial da época.
(...)
[20] Ora, nosso século talvez tenha sido menos hipócrita que os outros. Ele enunciou regras
de convivência; certamente as violou, mas moveu e move processos públicos contra essas
violações. Isso não impede que elas se repitam, mas teve alguma influência sobre nossos
comportamentos cotidianos e sobre as probabilidades de um grande número de cidadãos,
sobretudo no mundo ocidental, viver por mais tempo, evitando abusos de poder de toda ordem.
[25] Hoje posso andar pela rua sem me fazer matar por alguém que queira manter sua
trajetória na mesma calçada que a minha, e sei que meus filhos não receberão cacetadas do
filho de um duque como meio de aprendizagem do poder. Indivíduos prepotentes tentam ainda
hoje expulsar uma mulher negra do ônibus, mas a opinião pública os condena.
Vejamos agora os aspectos ambíguos deste século. Ele terá sido o século das massas.
[30] Para o bem ou para o mal. Os direitos das massas foram reconhecidos: é muito Importante o
direito à palavra, à contestação, ao voto, exercer um cargo político, e não avaliamos o que isso
representa porque não vivemos em séculos em que era normal um artesão morar num casebre
imundo e um senhor que não tinha dinheiro para pagar-lhe mandar seus servidores baterem
nele. Experimente tratar a murros seu encanador que exige pagamento e compreenderá que
[35] alguma coisa mudou.
Nosso século é o da aceleração tecnológica e científica, que se operou e continua a se
operar em ritmos antes inconcebíveis. (...)
O custo dessa aceleração da descoberta é a hiperespecialização. Estamos em via de
viver a tragédia dos saberes separados: quanto mais os separamos, tanto mais fácil submeter
[40] a ciência aos cálculos do poder. Esse fenômeno esta intimamente ligado ao fato de ter sido
neste século que os homens colocaram mais diretamente em questão a sobrevivência do
planeta.
O equivalente tecnológico da separação dos saberes foi a linha de montagem. Nesta,
cada um conhece apenas uma fase do trabalho. Privado da satisfação de ver o produto
[45] acabado, cada um é também liberado de qualquer responsabilidade. Poderia produzir, e isso
ocorre com frequência, venenos sem que o soubesse. Mas a linha de montagem permite
também fabricar aspirina em quantidade para o mundo todo. E rápido. Tudo se passa num
ritmo acelerado, desconhecido dos séculos anteriores. Sem essa aceleração, o Muro de Berlim
poderia ter durado milênios, como a Grande Muralha da China. É bom que tudo se tenha
[50] resolvido no espaço de trinta anos, mas pagamos o preço dessa rapidez. Poderíamos destruir
o planeta num dia.
Nosso século foi o da comunicação instantânea. Hernán Cortés pôde destruir uma
civilização e, antes que a notícia se espalhasse, teve tempo para encontrar justificativas a seus
empreendimentos. Hoje, massacres da Praça da Paz Celestial, em Pequim, tornam-se
[55] atualidade no momento mesmo em que se desenrolam e provocam a reação de todo o mundo
civilizado. Mas informações simultâneas em excesso, provenientes de todos os pontos do
globo, produzem um hábito. O século da comunicação transformou a informação em
espetáculo. Arriscamo-nos a confundir a todo instante a atualidade e o divertimento.
Nosso século presenciou o triunfo da ação à distância. Hoje, aperta-se um botão e
[60] entra-se em comunicação com Pequim. Aperta-se um botão e um país inteiro explode. Aperta-
se um botão e um foguete é lançado a Marte. A ação à distância salva numerosas vidas, mas
irresponsabiliza o crime.
O século do triunfo tecnológico foi também o da descoberta da fragilidade. Um moinho
de vento podia ser reparado, mas o sistema do computador não tem defesa diante da má
[65] intenção de um garoto precoce. O século está estressado porque não sabe de quem se deve
defender nem como: somos demasiado poderosos para poder evitar nossos inimigos.
Encontramos o meio de eliminar a sujeira, mas não o de eliminar os resíduos. Porque a sujeira
nascia da indigência, que podia ser reduzida, ao passo que os resíduos (inclusive os
radioativos) nascem do bem-estar que ninguém quer mais perder. Eis porque nosso século foi
[70] o da angústia e da utopia de curá-la. Com um superego mais forte, a humanidade se embaraça
num mal que conhece perfeitamente, confessa-o em público, tenta purificações expiatórias às
quais se juntam as igrejas e os governos e repete o mal porque ação à distância e linha de
montagem impedem identificá-lo no início do processo. Espaço, tempo, informação, crime,
castigo, arrependimento, absolvição, indignação, esquecimento, descoberta, crítica,
[75] nascimento, longa vida, morte... tudo em altíssima velocidade. A um ritmo de stress. Nosso
século é o do enfarte.
(ECO, Umberto. O segundo diário mínimo. 2. ed. Rio de Janeiro : Record, 1994 - Adaptado)
Dentre os recursos utilizados na argumentação do texto, NÃO se inclui:
Questão 8389911
AOCP AOCP 2008 Avulsas 2008Assinale a alternativa com o nome do grupo religioso que foi de extrema importância para a criação do primeiro modelo educacional no Brasil do século e :
Questão 8369501
UFRGS UFRGS 2008 1 FaseU HIS 2008A Idade da Pedra costuma ser dividida em três períodos: Paleolítico, Mesolítico e Neolítico. Associe as cinco características da Idade da Pedra listadas abaixo, no bloco inferior, aos períodos citados no bloco superior.
1 - Paleolítico.
2 - Mesolítico.
3 - Neolítico.
() Domesticação de animais.
() Descoberta do fogo.
() Formas e motivos abstratos na arte.
() Artefatos de pedra lascada.
() Difusão da agricultura.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Questão 8369500
ETECSP ETECSP 2008 2 FaseU Gerais 2008O texto e a tabela comparativa relacionam, do ponto de vista científico, o homem de Neandertal e o Homo sapiens, segundo dados de uma pesquisa realizada na Universidade de Wyoming, liderada pelo cientista Jason Shogren.
O Homo sapiens — homem atual — possivelmente surgiu na África e, desde então, vem se dissipando e aumentando seu número.
Por outro lado, o homem de Neandertal, que surgiu antes do Homo sapiens, tinha certas vantagens naturais em relação ao sapiens, pois seu corpo mais atarracado e forte, com ossos mais robustos e caixa torácica mais larga, tornava-o mais resistente aos rigores do frio, por exemplo.
No entanto, a extinção do homem de Neandertal não é bem esclarecida. Dentre as hipóteses, partindo do pressuposto da competição com o Homo sapiens, que apesar das questões anatômicas mencionadas era mais eficaz na sobrevivência da espécie, é então visto como o principal suspeito dessa extinção. Dessa forma, descarta-se a suposição de extinção por motivos climáticos.
Tabela comparativa entre essas duas espécies.
(Adaptado de: Revista Veja - 8 de junho de 2005)
De acordo com as informações fornecidas no texto e na tabela, assinale a alternativa correta.
06
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