Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 53 11230314
IFSP 2010/1O Brasil é um incinerador de cérebros
Cristóvam Buarque *
1 É comum o horror diante da brutalidade de dirigentes que queimam livros e prendem ou matam intelectuais como o imperador chinês Shih Huang Ti, que, 210 anos antes de Cristo, decidiu queimar todos os livros e matar todos os estudiosos do seu império.
2 Até hoje, a Inquisição horroriza o imaginário da humanidade pelo crime de destruir livros e matar intelectuais durante a Idade Média. Em Berlim, no campus da universidade Humboldt, há um local de reverência indignada no lugar onde Hitler queimou milhares de livros.
3 Mas não nos horrorizamos quando os livros são impedidos de ser escritos e os jovens de se transformarem em escritores. Indignamo-nos com a queima de livros e a prisão de escritores, mas não com a incineração de cérebros como se faz no Brasil, ao negarmos educação ao povo.
4 Pior do que queimadores de livros, somos incineradores de cérebros que escreveriam livros, se tivessem a chance de estudar. A história do Brasil é a história do impedimento de que livros sejam escritos e de que cientistas e intelectuais floresçam.
5 Quando os livros são queimados, alguns se salvam. Mas se eles não são escritos, não há o que salvar. Quando os escritores se salvam, eles escrevem outros livros, mas quando não aprendem a ler, queimamse todos os livros que poderia escrever.
6 O Brasil é um crematório de cérebros. Ao nascer, cada ser humano traz o imenso potencial de um cérebro vivo e virgem. Como um poço de energia a ser ainda construído pela educação. No Brasil, treze por cento dos adultos são analfabetos; apenas trinta e cinco por cento concluem o ensino médio; destes, só a metade tem uma educação básica com qualidade acima da média. Portanto, oitenta e dois por cento ficam impedidos de escrever e todos os livros que escreveriam são queimados antes de escritos. Como se o Brasil fosse um imenso crematório de inteligências.
7 As consequências são perfeitamente perceptíveis: basta olhar a cara da escola pública no presente para ver a cara do País no futuro. Apesar de nossos quase 200 milhões de cérebros, o quinto maior potencial intelectual do mundo, o Brasil continuará a ser um país periférico na produção de conhecimento.
8 O resultado já é visível: ineficiência, atraso, violência, desemprego, desigualdade, tolerância com a corrupção e a contravenção. Um país dividido por um muro da desigualdade que separa pobres e ricos e separado das nações desenvolvidas.
9 Durante anos, falou-se no decolar da economia. Achava-se que para um país ter futuro bastava educar uma elite, um pequeno conjunto de profissionais superiores a serviço da economia. Formamos uma minoria no ensino superior, escolhida depois de rejeitar a imensa maioria na educação de base, e perdermos o potencial das dezenas de milhões deixados para trás.
10 Ou o Brasil se educa ou fracassa: ou educamos todos ou não teremos futuro e a desigualdade continuará. Se a universidade é a fábrica do futuro, o ensino fundamental é a fábrica da universidade.
11 Sem uma professora primária que lhe tivesse ensinado as primeiras letras e as quatro operações, Albert Einstein não teria se tornado cientista. Nossos prêmios Nobel morreram antes de aprender as quatro operações.
12 Não podemos formar inteligências enquanto formos queimadores de cérebros. Não podemos melhorar a educação superior sem uma educação realmente universal e de qualidade para todos.
*Adaptado de um texto de sua autoria.
O texto defende a tese de que
Questão 10 10767279
UTFPR Verão 2010/2Marque a alternativa que NÃO pode ser lida a partir do texto dado.
“Até Chico gravar “A Banda”, em 1966, o mais famoso Buarque de Holanda era seu pai, Sérgio, autor do clássico “Raízes do Brasil”, obrigatório em todo curso de ciências humanas. Pior: nas reuniões familiares, ele precisava disputar espaço com João Gilberto, co criador da bossa nova e, entre 1965 e 1971, seu cunhado. Mas o jovem de olhos verdes e com consciência social foi enfileirando sucessos, arrancando suspiros, enfurecendo militares e, quando vimos, tinha conquistado corações ementes no Brasil. O sucesso de Chico inspirou a carreira de cantora das irmãs Cristina, Anna e Miúcha (mulher de João) – que empurrou a filha, Bebel Gilberto. A filha dele, Sílvia, é atriz como a mãe, Marieta Severo.
Não esquecendo que a outra filha, Heloísa, casou com o Carlinhos Brown, um genro do barulho (Revista Galileu).”
Questão 6 10739441
EPCAR 1º Ano - Português 2010Texto
Carta à Minha Escola
Aluno Furia
Minha querida EPCAR,
Já és uma senhora. Uma balzaquiana cheia de vida, de
esperanças e de sonhos não sonhados, uma senhora
responsável por centenas de jovens corações pulsando
vibrantes, com o futuro correndo nas veias, e a paixão
[5] estalando nos ossos.
Ah, mas não há uma noite que a saudade não se faça
presente, não há um de seus dias sempre iguais, em que a
solidão e a alma não estejam repletas de incertezas quanto
ao futuro. Como são bravos os teus filhos, tão cheios de
[10] vontade, capazes de dar a vida que ainda não tiveram para
honrar o teu nome! São filhos do sonho de voar, netos de
Ícaro, sobrinhos de Bartolomeu de Gusmão, herdeiros de
Santos Dumont.
Ah, minha Senhora, já viste tantas coisas! Quantos
segredos ouviste e não contaste a ninguém. Quantos
amores teus já partiram sem que derramasses uma única
lágrima. Quantos meninos de olhos assustados
transformaste em homens de coragem incontestável na
arte de pilotar um avião ou enaltecer a vida civil. Quantos
[20] destinos aqui se cruzaram. Quantos anos se passaram...
Em cada canto um nome, uma história para contar.
EPCAR, ninguém pode te explicar, nem tudo tem
explicações. Mas teu lema ecoa como um suspiro de
saudade no fundo do peito de cada um que já esteve em
[25] teus braços e acalentaste com teu afago, e cada um, ainda
que por um momento, entendeu o “Nom multa sed
multum.”
Há cinquenta e um anos vens moldando o caráter de
cidadãos brasileiros, ensinando-lhes a dignidade, a união, a
[30] compaixão e a amizade. De Barbacena, dizes a todos que o
destino dos sonhadores ainda não foi escrito e que ela
continua azul... E, se hoje completas mais um ano de
existência, faze-o com a certeza de ter cumprido tua
missão, com a certeza de que amanhã, quando a corneta
[35] tocar, outros meninos chegarão, serão irmanados e, como
todos os que aqui se formaram, guardarão na memória,
com suave ternura, teu legado de honra em prol da
educação militar no Brasil.
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50 – Barbacena, Dez 2000.
Assinale a proposição INCORRETA quanto à pontuação do texto.
Questão 5 10739434
EPCAR 1º Ano - Português 2010Texto
Carta à Minha Escola
Aluno Furia
Minha querida EPCAR,
Já és uma senhora. Uma balzaquiana cheia de vida, de
esperanças e de sonhos não sonhados, uma senhora
responsável por centenas de jovens corações pulsando
vibrantes, com o futuro correndo nas veias, e a paixão
[5] estalando nos ossos.
Ah, mas não há uma noite que a saudade não se faça
presente, não há um de seus dias sempre iguais, em que a
solidão e a alma não estejam repletas de incertezas quanto
ao futuro. Como são bravos os teus filhos, tão cheios de
[10] vontade, capazes de dar a vida que ainda não tiveram para
honrar o teu nome! São filhos do sonho de voar, netos de
Ícaro, sobrinhos de Bartolomeu de Gusmão, herdeiros de
Santos Dumont.
Ah, minha Senhora, já viste tantas coisas! Quantos
segredos ouviste e não contaste a ninguém. Quantos
amores teus já partiram sem que derramasses uma única
lágrima. Quantos meninos de olhos assustados
transformaste em homens de coragem incontestável na
arte de pilotar um avião ou enaltecer a vida civil. Quantos
[20] destinos aqui se cruzaram. Quantos anos se passaram...
Em cada canto um nome, uma história para contar.
EPCAR, ninguém pode te explicar, nem tudo tem
explicações. Mas teu lema ecoa como um suspiro de
saudade no fundo do peito de cada um que já esteve em
[25] teus braços e acalentaste com teu afago, e cada um, ainda
que por um momento, entendeu o “Nom multa sed
multum.”
Há cinquenta e um anos vens moldando o caráter de
cidadãos brasileiros, ensinando-lhes a dignidade, a união, a
[30] compaixão e a amizade. De Barbacena, dizes a todos que o
destino dos sonhadores ainda não foi escrito e que ela
continua azul... E, se hoje completas mais um ano de
existência, faze-o com a certeza de ter cumprido tua
missão, com a certeza de que amanhã, quando a corneta
[35] tocar, outros meninos chegarão, serão irmanados e, como
todos os que aqui se formaram, guardarão na memória,
com suave ternura, teu legado de honra em prol da
educação militar no Brasil.
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50 – Barbacena, Dez 2000.
Assinale a alternativa INCORRETA.
Questão 4 10739432
EPCAR 1º Ano - Português 2010Texto
Carta à Minha Escola
Aluno Furia
Minha querida EPCAR,
Já és uma senhora. Uma balzaquiana cheia de vida, de
esperanças e de sonhos não sonhados, uma senhora
responsável por centenas de jovens corações pulsando
vibrantes, com o futuro correndo nas veias, e a paixão
[5] estalando nos ossos.
Ah, mas não há uma noite que a saudade não se faça
presente, não há um de seus dias sempre iguais, em que a
solidão e a alma não estejam repletas de incertezas quanto
ao futuro. Como são bravos os teus filhos, tão cheios de
[10] vontade, capazes de dar a vida que ainda não tiveram para
honrar o teu nome! São filhos do sonho de voar, netos de
Ícaro, sobrinhos de Bartolomeu de Gusmão, herdeiros de
Santos Dumont.
Ah, minha Senhora, já viste tantas coisas! Quantos
segredos ouviste e não contaste a ninguém. Quantos
amores teus já partiram sem que derramasses uma única
lágrima. Quantos meninos de olhos assustados
transformaste em homens de coragem incontestável na
arte de pilotar um avião ou enaltecer a vida civil. Quantos
[20] destinos aqui se cruzaram. Quantos anos se passaram...
Em cada canto um nome, uma história para contar.
EPCAR, ninguém pode te explicar, nem tudo tem
explicações. Mas teu lema ecoa como um suspiro de
saudade no fundo do peito de cada um que já esteve em
[25] teus braços e acalentaste com teu afago, e cada um, ainda
que por um momento, entendeu o “Nom multa sed
multum.”
Há cinquenta e um anos vens moldando o caráter de
cidadãos brasileiros, ensinando-lhes a dignidade, a união, a
[30] compaixão e a amizade. De Barbacena, dizes a todos que o
destino dos sonhadores ainda não foi escrito e que ela
continua azul... E, se hoje completas mais um ano de
existência, faze-o com a certeza de ter cumprido tua
missão, com a certeza de que amanhã, quando a corneta
[35] tocar, outros meninos chegarão, serão irmanados e, como
todos os que aqui se formaram, guardarão na memória,
com suave ternura, teu legado de honra em prol da
educação militar no Brasil.
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50 – Barbacena, Dez 2000.
Considere as proposições acerca do excerto abaixo.
“Quantos meninos de olhos assustados transformaste em homens de coragem incontestável na arte de pilotar um avião ou enaltecer a vida civil.”
I) Alunos da EPCAR mostrarão sua sólida formação, mesmo que, no futuro, não sigam a carreira de pilotos da FAB.
II) A reescrita do trecho “... transformaste em homens com incontestável coragem na arte de pilotar um avião ou de enaltecer a vida civil.” está de acordo com a norma padrão e com o sentido original.
III) A expressão “Quantos meninos de olhos assustados...” determina o grande número de jovens que já passaram pelos bancos da EPCAR.
IV) O verbo enaltecer faz referência à habilidade para a escrita adquirida pelos alunos da EPCAR.
Está correto o que se afirma apenas em
Questão 13 10737002
CMBH 6° Ano - Português 2010TEXTO
ÍCARO
Dédalo construiu o labirinto para Minos, mas, depois, caiu no desagrado do rei e foi aprisionado em
uma torre. Conseguiu fugir da prisão, mas não podia sair da ilha por mar, pois o rei mantinha severa
vigilância sobre todos os barcos que partiam e não permitia que nenhuma embarcação zarpasse antes de
ser rigorosamente revistada.
[5] “Minos pode vigiar a terra e o mar, mas não o ar” - disse Dédalo. “Tentarei esse caminho.”
Pôs-se, então, a fabricar asas para ele próprio e para seu jovem filho, Ícaro. Uniu as penas, começando
das menores e acrescentado as maiores, de modo a formar uma superfície crescente. Prendeu as penas
maiores com fios e as menores com cera e deu ao conjunto uma curvatura delicada, como as asas das aves.
O menino Ícaro, de pé, ao seu lado, contemplava o trabalho, ora correndo para ir apanhar as penas que o
[10] vento levava, ora modelando a cera com os dedos e prejudicando, com seus folguedos, o trabalho do pai.
Quando, afinal, o trabalho foi terminado, o artista, agitando as asas, viu-se flutuando e equilibrando-se no
ar. Em seguida, equipou o filho da mesma maneira e ensinou-o a voar, como a ave ensina ao filhote,
lançando-o ao ar, do elevado ninho.
- Ícaro, meu filho – disse, quando tudo ficou pronto para o voo - , recomendo-te que voes a uma altura
[15] moderada, pois, se voares muito baixo, a umidade emperrará tuas asas e, se voares muito alto, o calor as
derreterá. Conserva-te perto de mim e estarás em segurança.
Enquanto dava essas instruções e ajustava as asas aos ombros do filho, Dédalo tinha o rosto coberto de
lágrimas e suas mãos tremiam. Beijou o menino, sem saber que era pela última vez, depois, elevando-se
em suas asas, voou, encorajando o filho a fazer o mesmo e olhando para trás, a fim de ver como o menino
[20] manejava as asas. Ao ver os dois voarem, o lavrador parava o trabalho para contemplá-los e o pastor
apoiava-se no cajado, voltando os olhos para o ar, atônitos ante o que viam, e julgando que eram deuses
aqueles que conseguiam cortar o ar de tal modo.
Os dois haviam deixado Samos e Delos à esquerda e Lebintos à direita, quando o rapazinho, exultante
com o voo, começou a abandonar a direção do companheiro e a elevar-se para alcançar o céu. A
[25] proximidade do ardente sol amoleceu a cera que prendia as penas e estas desprenderam-se. O jovem
agitava os braços, mas já não havia penas para sustentá-lo no ar. Lançando gritos dirigidos ao pai,
mergulhou nas águas azuis do mar que, de então para diante, recebeu o seu nome.
- Ícaro, Ícaro, onde estás? - gritou o pai.
Afinal, viu as penas flutuando na água e, amargamente, lamentando a própria arte, enterrou o corpo e
[30] denominou a região Icária, em memória ao filho. Dédalo chegou são e salvo à Sicília, onde ergueu um
templo a Apolo, lá depositando as asas, que ofereceu ao deus.
(Thomas Bulfinch. O livro de ouro da mitologia, Rio, Ed. Tecnoprint, 1965, p. 174-6)
Todos os trechos abaixo referem-se a personagens secundários, EXCETO:
06
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