Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 23 168809
IFRS 2016Sobre a polêmica lei restritiva, promulgada durante o Período Regencial, leia o trecho e assinale corretamente.
A iniciativa de criar a lei partiu da Regência, composta de Lima e Silva, Bráulio Muniz e Costa Carvalho, tendo sido o decreto referendado pelo padre Diogo Feijó, que era então ministro da Justiça. Estava, pois, completado o ato do Executivo.
Isso, porém, não impediu que a lei de 1831 fosse [...] constantemente ludibriada, e que o contrabando campeasse impune por toda a parte.
(ESTRADA, Joaquim Osório Duque. A Abolição. Brasília: Senado Federal, 2005, p. 31-32).
A lei sobre a qual o texto trata é
Questão 22 168808
IFRS 2016Assinale a alternativa que apresenta os tributos estabelecidos pela Coroa Portuguesa no território brasileiro durante o período colonial.
Questão 21 168807
IFRS 2016Sobre a Reforma Protestante, associe corretamente o bloco inferior ao superior.
(1) Luteranismo
(2) Calvinismo
(3) Anglicanismo
( ) Foi possível se desenvolver a partir da Paz de Augsburgo, que garantiu às pessoas o direito de crença.
( ) Sua criação resultou no confisco das terras da Igreja Católica no país pelo monarca, que se tornou o chefe supremo do novo culto.
( ) Marcado por avanços e retrocessos, somente conseguiu se estabelecer no país após a derrota da “Invencível Armada” que tentou invadir o país.
( ) Começando pela Suíça, foi o credo cristão reformado que se espalhou rapidamente pelo continente por seu apelo ao trabalho e à economia, que interessavam à burguesia em geral.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo é.
Questão 4 168649
IFRJ 2016Texto I
CULTURABRASILEIRA: DADIVERSIDADE À DESIGUALDADE
[1] Mesmo admitindo a existência de diversos estudos e discussões antropológicas sobre o conceito de
cultura, podemos considerá-la, grosso modo, da seguinte forma: a cultura diz respeito a um conjunto de
hábitos, comportamentos, valores morais, crenças e símbolos, dentre outros aspectos mais gerais, como forma
de organização social, política e econômica, que caracterizam uma sociedade. Além disso, os processos
[5] históricos são em grande parte responsáveis pelas diferenças culturais, embora não sejam os únicos fatores a
se considerar. Isso nos permite afirmar que não existem culturas superiores ou inferiores, mas sim diferentes,
com processos históricos também diversos, os quais proporcionam organizações sociais com determinadas
peculiaridades. Dessa forma, podemos pensar na seguinte questão: o que caracteriza a cultura brasileira?
Certamente, ela possui suas particularidades quando comparada ao restante do mundo, principalmente
[10] quando nos debruçamos sobre um passado marcado pela miscigenação racial entre índios, europeus e
africanos.
A cultura brasileira em sua essência seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa
aproximação que se desenvolveu desde os tempos de colonização, a qual, como sabemos, não foi,
necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre
[15] brancos e negros. Se é verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram em permanente contato,
também é fato que essa aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros
pelos europeus colonizadores, os quais, a seu modo, tentavam impor seus valores, sua religião e seus
interesses. Porém, ao retomarmos a ideia de cultura, adotada no início do texto, podemos afirmar que, apesar
desse contato hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a
[20] diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que
poderiam compor o que alguns autores chamam de caráter nacional. [...]
Ainda hoje há quem possa acreditar que nossa mistura étnica tenha promovido uma democracia racial
ao longo dos séculos, com maior liberdade, respeito e harmonia entre as pessoas de origens, etnias e cores
diferentes. Contudo, essa visão pode esconder algumas armadilhas. Nas ciências sociais brasileiras não são
[25] poucos os autores que já apontaram a questão da falsidade dessa democracia racial, apontando para a
existência de um racismo velado, implícito, muitas vezes, nas relações sociais. Dessa forma, o discurso da
diversidade (em todos os seus aspectos, como em relação à cultura), do convívio harmônico e da tolerância
entre brancos e negros, pobres e ricos, acaba por encobrir ou sufocar a realidade da desigualdade, tanto do
ponto de vista racial como de classe social. Ainda hoje, mesmo com leis claras contra atos racistas, é possível
[30] afirmarmos a existência do preconceito de raça na sociedade brasileira, no transporte coletivo, na escola, até
no ambiente de trabalho. Isso não significa que vivamos numa sociedade racista e preconceituosa em sua
essência, mas sim que esta carrega ainda muito de um juízo de valor dos tempos do Brasil colonial, de forte
preconceito e discriminação. Além disso, se a diversidade cultural não apagou os preconceitos raciais,
também não diminuiu outro ainda muito presente, dado pela situação econômico-social do indivíduo.
[35] É preciso considerar que a escravidão trouxe consequências gravíssimas de ordem econômica para a
formação da sociedade brasileira, uma vez que os negros (pobres e marginalizados em sua maioria) até hoje
não possuem as mesmas oportunidades, criando-se uma enorme distância entre as estratificações sociais.
Como sugere o antropólogo Darcy Ribeiro, mais do que preconceitos de raça ou de cor, os brasileiros têm um
forte preconceito de classe social.
[40] Dessa forma, o Brasil da diversidade é, ao mesmo tempo, o país da desigualdade. Por isso tudo, é
importante que, ao iniciarmos uma leitura sobre a cultura brasileira, possamos ter um senso crítico mais
aguçado, tentando compreender o processo histórico da formação social do Brasil e seus desdobramentos no
presente para além das versões oficiais da história.
Adaptação de Ribeiro, Paulo S. Disponível em: . Acesso em: 05 set. 2015.
Com base na leitura do terceiro parágrafo ( L. 22-34), pode-se afirmar que a sociedade brasileira é
Questão 3 168648
IFRJ 2016Texto I
CULTURABRASILEIRA: DADIVERSIDADE À DESIGUALDADE
[1] Mesmo admitindo a existência de diversos estudos e discussões antropológicas sobre o conceito de
cultura, podemos considerá-la, grosso modo, da seguinte forma: a cultura diz respeito a um conjunto de
hábitos, comportamentos, valores morais, crenças e símbolos, dentre outros aspectos mais gerais, como forma
de organização social, política e econômica, que caracterizam uma sociedade. Além disso, os processos
[5] históricos são em grande parte responsáveis pelas diferenças culturais, embora não sejam os únicos fatores a
se considerar. Isso nos permite afirmar que não existem culturas superiores ou inferiores, mas sim diferentes,
com processos históricos também diversos, os quais proporcionam organizações sociais com determinadas
peculiaridades. Dessa forma, podemos pensar na seguinte questão: o que caracteriza a cultura brasileira?
Certamente, ela possui suas particularidades quando comparada ao restante do mundo, principalmente
[10] quando nos debruçamos sobre um passado marcado pela miscigenação racial entre índios, europeus e
africanos.
A cultura brasileira em sua essência seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa
aproximação que se desenvolveu desde os tempos de colonização, a qual, como sabemos, não foi,
necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre
[15] brancos e negros. Se é verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram em permanente contato,
também é fato que essa aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros
pelos europeus colonizadores, os quais, a seu modo, tentavam impor seus valores, sua religião e seus
interesses. Porém, ao retomarmos a ideia de cultura, adotada no início do texto, podemos afirmar que, apesar
desse contato hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a
[20] diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que
poderiam compor o que alguns autores chamam de caráter nacional. [...]
Ainda hoje há quem possa acreditar que nossa mistura étnica tenha promovido uma democracia racial
ao longo dos séculos, com maior liberdade, respeito e harmonia entre as pessoas de origens, etnias e cores
diferentes. Contudo, essa visão pode esconder algumas armadilhas. Nas ciências sociais brasileiras não são
[25] poucos os autores que já apontaram a questão da falsidade dessa democracia racial, apontando para a
existência de um racismo velado, implícito, muitas vezes, nas relações sociais. Dessa forma, o discurso da
diversidade (em todos os seus aspectos, como em relação à cultura), do convívio harmônico e da tolerância
entre brancos e negros, pobres e ricos, acaba por encobrir ou sufocar a realidade da desigualdade, tanto do
ponto de vista racial como de classe social. Ainda hoje, mesmo com leis claras contra atos racistas, é possível
[30] afirmarmos a existência do preconceito de raça na sociedade brasileira, no transporte coletivo, na escola, até
no ambiente de trabalho. Isso não significa que vivamos numa sociedade racista e preconceituosa em sua
essência, mas sim que esta carrega ainda muito de um juízo de valor dos tempos do Brasil colonial, de forte
preconceito e discriminação. Além disso, se a diversidade cultural não apagou os preconceitos raciais,
também não diminuiu outro ainda muito presente, dado pela situação econômico-social do indivíduo.
[35] É preciso considerar que a escravidão trouxe consequências gravíssimas de ordem econômica para a
formação da sociedade brasileira, uma vez que os negros (pobres e marginalizados em sua maioria) até hoje
não possuem as mesmas oportunidades, criando-se uma enorme distância entre as estratificações sociais.
Como sugere o antropólogo Darcy Ribeiro, mais do que preconceitos de raça ou de cor, os brasileiros têm um
forte preconceito de classe social.
[40] Dessa forma, o Brasil da diversidade é, ao mesmo tempo, o país da desigualdade. Por isso tudo, é
importante que, ao iniciarmos uma leitura sobre a cultura brasileira, possamos ter um senso crítico mais
aguçado, tentando compreender o processo histórico da formação social do Brasil e seus desdobramentos no
presente para além das versões oficiais da história.
Adaptação de Ribeiro, Paulo S. Disponível em: . Acesso em: 05 set. 2015.
O conectivo contudo em [...] Contudo, essa visão pode esconder algumas armadilhas. ( . 24), pode ser substituído pelo termo
Questão 38 168292
IFMG 2016A rápida urbanização brasileira também se caracterizou por um processo de concentração da população urbana nas metrópoles e nas regiões metropolitanas no Brasil, denominada de Metropolização. A região metropolitana e as aglomerações urbanas são conjuntos de cidades vizinhas, integradas a uma cidade principal, a metrópole.
Com base no texto acima e no mapa abaixo, marque V (Verdadeiro) e F(Falso), em seguida a opção correta, de acordo com a sequência escolhida:

( ) as regiões metropolitanas não são criadas por meio de leis no Brasil com objetivos administrativos.
( ) as aglomerações urbanas são criadas por meio de leis no Brasil com objetivos administrativos
( ) as aglomerações urbanas não são criadas por meio de leis no Brasil com objetivos administrativos.
( ) as regiões metropolitanas são criadas por meio de leis no Brasil com objetivos administrativos
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