Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 26 10564204
Colégio Embraer 2016“Por toda parte nós só vemos luto, só escutamos suspiros. Roma, outrora senhora do mundo, curva-se sob indivisível dor, sob o assalto dos bárbaros, sob a ruína de seus monumentos. Onde está o Senado? Onde está o povo? As glórias do mundo foram aniquiladas; resta apenas uma multidão miserável, exposta, todos os dias, ao gládio1 dos bárbaros. Que foi feito da glória de Roma? Que foi feito do seu orgulho? O Senado desapareceu, o povo pereceu, a cidade desaba sobre si mesma.”
1 gládio – espada de dois gumes
(São Gregório. Homilias II, 6. In: São Paulo. Secretaria de Estado da Educação. Coletânea de documentos históricos para o 1° grau: 5ª a 8ªséries. São Paulo, 1978)
A situação de decadência mostrada no texto do século VI apresenta, entre outras causas,
Questão 12 10531414
OBJETIVO 9º Ano - Português 2016Texto - O SINO DE OURO
Contaram-me que, no fundo do sertão de Goiás, numa localidade de cujo nome não estou certo, mas acho que é Porangatu, que fica perto do rio de Ouro e da serra de Santa Luzia, ao sul da Serra Azul – mas também pode ser Uruaçu, junto do rio das Almas e da serra do Passa-Três (minha memória é traiçoeira e fraca; eu esqueço os nomes das vilas e a fisionomia dos irmãos, esqueço os mandamentos e as cartas e até a amada que amei com paixão) –, mas me contaram que em Goiás, nessa povoação de poucas almas, as casas são pobres e os homens pobres, e muitos são parados e doentes indolentes, e mesmo a igreja é pequena, me contaram que ali tem – coisa bela e espantosa – um grande sino de ouro.
Lembrança de antigo esplendor, gesto de gratidão, dádiva ao Senhor de um grão-senhor – nem Chartres, nem Colônia, nem S. Pedro ou Ruão, nenhuma catedral imensa com seus enormes carrilhões tem nada capaz de um som tão lindo e puro como esse sino de ouro, de ouro catado e fundido na própria terra goiana nos tempos de antigamente.
É apenas um sino, mas é de ouro. De tarde seu som vai voando em ondas mansas sobre as matas e os cerrados, e as veredas de buritis, e a melancolia do chapadão, e chega ao distante e deserto carrascal, e avança em ondas mansas sobre os campos imensos, o som do sino de ouro. E a cada um daqueles homens pobres ele dá cada dia sua ração de alegria. Eles sabem que de todos os ruídos e sons que fogem do mundo em procura de Deus – gemidos, gritos, blasfêmias, batuques, sinos, orações, e o murmúrio temeroso e agônico das grandes cidades que esperam a explosão atômica e no seu próprio ventre negro parecem conter o germe de todas as explosões – eles sabem que Deus, com especial delícia e alegria, ouve o som alegre do sino de ouro perdido no fundo do sertão. E então é como se cada homem, o mais pobre, o mais doente e humilde, o mais mesquinho e triste, tivesse dentro da alma um pequeno sino de ouro.
Quando vem o forasteiro de olhar aceso de ambição, e propõe negócios, fala em estradas, bancos, dinheiro, obras, progresso, corrupção – dizem que esses goianos olham o forasteiro com um olhar lento e indefinível sorriso e guardam um modesto silêncio. O forasteiro de voz alta e fácil não compreende; fica, diante daquele silêncio, sem saber que o goiano está quieto, ouvindo bater dentro de si, com um som de extrema pureza e alegria, seu particular sino de ouro. E o forasteiro parte, e a povoação continua pequena, humilde e mansa, mas louvando a Deus com sino de ouro. Ouro que não serve para perverter, nem o homem nem a mulher, mas para louvar a Deus.
E se Deus não existe não faz mal. O ouro do sino de ouro é neste mundo o único ouro de alma pura, o ouro no ar, o ouro da alegria. Não sei se isso acontece em Porangatu, Uruaçu ou outra cidade do sertão. Mas quem me contou foi um homem velho que esteve lá; contou dizendo: “eles têm um sino de ouro e acham que vivem disso, não se importam com mais nada, nem querem mais trabalhar; fazem apenas o essencial para comer e continuar a viver, pois acham maravilhoso ter um sino de ouro”.
O homem velho me contou isso com espanto e desprezo. Mas eu contei a uma criança e nos seus olhos se lia seu pensamento: que a coisa mais bonita do mundo deve ser ouvir um sino de ouro. Com certeza é esta mesma a opinião de Deus, pois ainda que Deus não exista ele só pode ter a mesma opinião de uma criança. Pois cada um de nós quando criança tem dentro da alma seu sino de ouro que depois, por nossa culpa e miséria e pecado e corrupção, vai virando ferro e chumbo, vai virando pedra e terra, e lama e podridão.
(Rubem Braga. Os melhores contos de Rubem Braga. 10. ed. São Paulo: Global, 1999, p. 131-132.)
Em “...dizem que esses goianos olham o forasteiro com um olhar lento e indefinível sorriso...”, o olhar e o sorriso dos goianos indicam
Questão 25 10395552
CMT 2016Considerando-se as informações do texto, responda à questão:
TEXTO
OS JOGOS OLÍMPICOS

A Grécia antiga era, como vimos, um grande conjunto de cidades-
estados independentes umas das outras. Não existia aí um estado único
com um governo central, como no Egito e em outras regiões.
Além disso, havia muita rivalidade entre as pólis. Com frequência,
[5] essa rivalidade explodia em guerras. Esse foi o caso, por exemplo, da
Guerra do Peloponeso, travada entre Esparta e Atenas pelo domínio
político e econômico da região. Esse conflito se arrastou por 27 anos (de
435 a.C. a 404 a.C.) e terminou com a vitória dos espartanos.
Entretanto, apesar das rivalidades, havia um momento em que as
[10] diferenças eram deixadas de lado, pausavam-se as guerras e as pólis
celebravam em conjunto as muitas semelhanças culturais existentes entre
elas. Era na época dos Jogos Olímpicos, que reuniam atletas de toda a
Grécia.
Fonte: In Projeto Teláris: História – 6º Ano. São Paulo: Ática, 2012.Com adaptações
De acordo com o texto, é possível estabelecer uma relação entre “Realização dos Jogos Olímpicos” e “A interrupção das Guerras”.
Entre esses acontecimentos apresenta-se, respectivamente, uma relação de
Questão 24 10395546
CMT 2016Considerando-se as informações do texto, responda à questão:
TEXTO
OS JOGOS OLÍMPICOS

A Grécia antiga era, como vimos, um grande conjunto de cidades-
estados independentes umas das outras. Não existia aí um estado único
com um governo central, como no Egito e em outras regiões.
Além disso, havia muita rivalidade entre as pólis. Com frequência,
[5] essa rivalidade explodia em guerras. Esse foi o caso, por exemplo, da
Guerra do Peloponeso, travada entre Esparta e Atenas pelo domínio
político e econômico da região. Esse conflito se arrastou por 27 anos (de
435 a.C. a 404 a.C.) e terminou com a vitória dos espartanos.
Entretanto, apesar das rivalidades, havia um momento em que as
[10] diferenças eram deixadas de lado, pausavam-se as guerras e as pólis
celebravam em conjunto as muitas semelhanças culturais existentes entre
elas. Era na época dos Jogos Olímpicos, que reuniam atletas de toda a
Grécia.
Fonte: In Projeto Teláris: História – 6º Ano. São Paulo: Ática, 2012.Com adaptações
A expressão “Além disso” (l. 5), estabelece processo coesivo entre o primeiro e o segundo parágrafo, estabelecendo uma ideia de
Questão 19 10395490
CMT 2016Considerando-se as informações do texto, responda à questão:
Os Jogos Olímpicos tiveram origem, na Antiguidade, na Grécia. Monteiro Lobato, renomado escritor brasileiro, escreveu algumas aventuras dos personagens de “O Sítio do Picapau Amarelo” na Grécia Antiga, o país que deu origem aos Jogos. Vamos conhecer um pouco mais a Grécia a partir da visão desses famosos personagens de nossa literatura? Para isso, leia com atenção o texto a seguir:
TEXTO
UMA AVENTURA PUXA A OUTRA
Tudo acertado, dona Benta partiu com os meninos para a Grécia a bordo
do “Beija-Flor das Ondas”.
Mas, para que Grécia? Há duas – a Grécia de hoje, um país muito sem
graça, e a Grécia Antiga, também chamada de Hélade, que é a Grécia
[5] povoada de deuses e semideuses, de ninfas e heróis, de faunos e sátiros,
de centauros e mais monstros tremendos, como a Esfinge, a Quimera, a
Hidra, o Minotauro. Oh, sim, lá é que era a grande Grécia imortal. A de
hoje só tem uvas e figos secos – e soldados de saiote.
Enquanto o Beija-Flor singrava os mares, Dona Benta ia derramando
[10] pingos de história na cabeça das crianças.
– A Grécia de hoje, meus filhos, é um dos pequenos países da Europa,
com cento e dezesseis mil quilômetros quadrados e menos de cinco
milhões de habitantes.
– Só isso? – admirou Pedrinho.
[15] – Só, meu filho; e a famosa Grécia Antiga também não foi mais do que
isso. A importância dum país não depende do tamanho territorial, nem do
número de habitantes. Depende da qualidade do povo. Pequenina foi a
Grécia em tamanho – e tornou-se o maior povo da Antiguidade pelo brilho
da inteligência e pelas realizações artísticas. Tão grande foi o seu valor
[20] que, até hoje, o mundo anda impregnado de Grécia. Mesmo aqui neste
nosso continente americano, que era só bugres no tempo da Grécia,
sentimos a impregnação grega. A língua que falamos está embutida de
palavras gregas.
– “Geografia”, por exemplo – disse Narizinho. – E “gramática” também.
[25] Quindim disse que gramática é palavra grega.
[...]
No intervalo de duas manobras do iate, Dona Benta tomou fôlego e
disse:
– Vocês já sabem que há duas “Grécias”, a antiga e a de hoje; mas só
[30] a Antiga nos interessa. Surge o problema: como penetramos na Grécia
Antiga?
– Pulando por cima da de hoje, vovó! - resolveu Pedrinho com maior
facilidade. – Resta saber qual dos períodos antigos é o mais interessante.
– Para mim foi o tempo de Péricles – disse Dona Benta –, mas para a
[35] gana de heroísmos que vejo em meus netos, deve ser o tempo ainda muito
anterior, em que aquilo por lá era uma coleção de pequeninos reinos, de
tribos em luta, de famílias poderosas; o tempo da Guerra de Troia que
Homero descreve na Ilíada; e o tempo dos heróis tebanos, a viagem dos
argonautas, dos monstros fabulosos, como a Hidra de Lerna e outros.
(LOBATO, M. O minotauro. São Paulo: Globo, 2008 [1937]).
No segundo parágrafo, o narrador apresenta informações sobre a Grécia Antiga e a Grécia atual. Ao falar da Grécia Antiga, utiliza vocábulos como “grande” e “imortal”; ao falar da Grécia atual, vale-se de palavras “sem graça”, “uvas e figos secos”.
Semanticamente, os vocábulos em tela, na construção do texto, querem transmitir um juízo de valor
Questão 18 10395487
CMT 2016Considerando-se as informações do texto, responda à questão:
Os Jogos Olímpicos tiveram origem, na Antiguidade, na Grécia. Monteiro Lobato, renomado escritor brasileiro, escreveu algumas aventuras dos personagens de “O Sítio do Picapau Amarelo” na Grécia Antiga, o país que deu origem aos Jogos. Vamos conhecer um pouco mais a Grécia a partir da visão desses famosos personagens de nossa literatura? Para isso, leia com atenção o texto a seguir:
TEXTO
UMA AVENTURA PUXA A OUTRA
Tudo acertado, dona Benta partiu com os meninos para a Grécia a bordo
do “Beija-Flor das Ondas”.
Mas, para que Grécia? Há duas – a Grécia de hoje, um país muito sem
graça, e a Grécia Antiga, também chamada de Hélade, que é a Grécia
[5] povoada de deuses e semideuses, de ninfas e heróis, de faunos e sátiros,
de centauros e mais monstros tremendos, como a Esfinge, a Quimera, a
Hidra, o Minotauro. Oh, sim, lá é que era a grande Grécia imortal. A de
hoje só tem uvas e figos secos – e soldados de saiote.
Enquanto o Beija-Flor singrava os mares, Dona Benta ia derramando
[10] pingos de história na cabeça das crianças.
– A Grécia de hoje, meus filhos, é um dos pequenos países da Europa,
com cento e dezesseis mil quilômetros quadrados e menos de cinco
milhões de habitantes.
– Só isso? – admirou Pedrinho.
[15] – Só, meu filho; e a famosa Grécia Antiga também não foi mais do que
isso. A importância dum país não depende do tamanho territorial, nem do
número de habitantes. Depende da qualidade do povo. Pequenina foi a
Grécia em tamanho – e tornou-se o maior povo da Antiguidade pelo brilho
da inteligência e pelas realizações artísticas. Tão grande foi o seu valor
[20] que, até hoje, o mundo anda impregnado de Grécia. Mesmo aqui neste
nosso continente americano, que era só bugres no tempo da Grécia,
sentimos a impregnação grega. A língua que falamos está embutida de
palavras gregas.
– “Geografia”, por exemplo – disse Narizinho. – E “gramática” também.
[25] Quindim disse que gramática é palavra grega.
[...]
No intervalo de duas manobras do iate, Dona Benta tomou fôlego e
disse:
– Vocês já sabem que há duas “Grécias”, a antiga e a de hoje; mas só
[30] a Antiga nos interessa. Surge o problema: como penetramos na Grécia
Antiga?
– Pulando por cima da de hoje, vovó! - resolveu Pedrinho com maior
facilidade. – Resta saber qual dos períodos antigos é o mais interessante.
– Para mim foi o tempo de Péricles – disse Dona Benta –, mas para a
[35] gana de heroísmos que vejo em meus netos, deve ser o tempo ainda muito
anterior, em que aquilo por lá era uma coleção de pequeninos reinos, de
tribos em luta, de famílias poderosas; o tempo da Guerra de Troia que
Homero descreve na Ilíada; e o tempo dos heróis tebanos, a viagem dos
argonautas, dos monstros fabulosos, como a Hidra de Lerna e outros.
(LOBATO, M. O minotauro. São Paulo: Globo, 2008 [1937]).
No trecho “– Para mim foi o tempo de Péricles – disse Dona Benta” (l. 34), observa-se, na afirmação de Dona Benta, em relação ao fato de se escolher entre as “duas Grécias” uma relação de
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