Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 8356389
AUTORAIS ENEM_LIKE 9ano FIL 2019Para Platão, a justificação última da Ética está relacionada ao conhecimento do ser e do cosmo do qual o homem é parte. Mas não se trata de pensar a natureza para pensar o homem e sim a descoberta da dimensão suprassensível ou de um mundo transcendente. Portanto, para compreender a natureza da justiça e da virtude é preciso alcançar a justa medida ou a medida completa, ou a medida suprema e para isso é preciso o conhecimento máximo. É preciso conhecer a ideia do Bem. [...] A justiça e a virtude têm a ver com harmonia e ordem, e a tarefa da alma é superar a desordem, o desregramento e o excesso. A virtude é uma ordem introduzida na alma que faz com que os elementos adquiram uma forma determinada, adaptando-se um ao outro na maneira mais conveniente até se obter um todo ordenado e perfeito. A virtude é conhecimento. Para alcançar a justa medida ou a medida completa, ou a medida suprema é preciso o conhecimento máximo: a ideia do Bem. A justa medida é dada pela igualdade proporcional. É preciso distribuir proporcionalmente o que cabe a cada um.
(CARVALHO, Jairo Dias. Ética para Platão. Rio de Janeiro: FGV Online, 2006.)
Sobre a noção de ética e política em Platão, pode-se afirmar que
Questão 8356388
AUTORAIS ENEM_LIKE 9ano FIL 2019

(Disponível em: <http://arteemanhasdalingua.blogspot.com.br/2014/11/calvin-e-o-poder-da-midia.html>.Acesso em: 13 nov. 2019.))

(Disponível em: <http://arteemanhasdalingua.blogspot.com.br/2014/11/calvin-e-o-poder-da-midia.html>.Acesso em: 13 nov. 2019.))
A charge aborda questões relativas à sociedade contemporânea como:
Questão 8356387
AUTORAIS ENEM_LIKE 9ano FIL 2019Embora mimesis seja normalmente traduzida por imitação, para os gregos ela significa muito mais que isso. Para Platão, no Crátilo, as palavras imitam a realidade. Nesse caso, a tradução mais correta para mimesis talvez fosse representar, e não imitar. Para Aristóteles, a arte imita a natureza. Arte, para ele, no entanto, englobava todos os ofícios manuais, indo da agricultura ao que hoje chamamos de belas-artes. Tal como afirma Aristóteles: olhando [a obra de arte] aprendem e discorrem sobre o que seja cada uma delas, e dirão, por exemplo, ’este é tal’. Porque, se suceder que alguém não tenha visto o original, nenhum prazer lhe advirá da imagem, como imitada, mas tão-somente da execução, da cor ou qualquer outra causa da mesma espécie.
(ARISTÓTELES, Poética. Trad. Eudoro de Sousa. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p.445. Os Pensadores apud ARANHA, Maria Lúcia de; MARTINS, Maria Helena P. Filosofando. São Paulo: ed.Moderna, 1993, p.363)
Ao se analisar o excerto sobre a noção de mimesis, pode-se afirmar que:
Questão 8356386
AUTORAIS ENEM_LIKE 9ano FIL 2019
Suponha-se que uma pessoa, embora dotada das mais vigorosas faculdades de razão e reflexão, seja trazida repentinamente a este mundo. É certo que tal pessoa observaria de imediato uma sucessão contínua de objetos e um fato sucedendo-se a outro; não seria porém capaz de descobri nada mais. A princípio, não haveria raciocínio que a conduzisse à idéia de causa e efeito, já que os poderes particulares graças aos quais se realizam todas as operações naturais não se manifestam aos sentidos; nem é razoável concluir, simplesmente porque um acontecimento em determinado caso precede um outro, que o primeiro é a causa e o segundo o efeito. A conjunção dos dois pode ser arbitrária e causal. Talvez não haja razão para inferir a existência de um do aparecimento do outro. Numa palavra: sem mais experiências, tal pessoa não poderia fazer uso de conjetura ou de raciocínio a respeito de qualquer questão de fato ou ter certeza de qualquer coisa além do que estivesse imediatamente presente à sua memória e aos seus sentidos.
((HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. in Coleção os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, pp.145-146))
Suponha-se que uma pessoa, embora dotada das mais vigorosas faculdades de razão e reflexão, seja trazida repentinamente a este mundo. É certo que tal pessoa observaria de imediato uma sucessão contínua de objetos e um fato sucedendo-se a outro; não seria porém capaz de descobri nada mais. A princípio, não haveria raciocínio que a conduzisse à idéia de causa e efeito, já que os poderes particulares graças aos quais se realizam todas as operações naturais não se manifestam aos sentidos; nem é razoável concluir, simplesmente porque um acontecimento em determinado caso precede um outro, que o primeiro é a causa e o segundo o efeito. A conjunção dos dois pode ser arbitrária e causal. Talvez não haja razão para inferir a existência de um do aparecimento do outro. Numa palavra: sem mais experiências, tal pessoa não poderia fazer uso de conjetura ou de raciocínio a respeito de qualquer questão de fato ou ter certeza de qualquer coisa além do que estivesse imediatamente presente à sua memória e aos seus sentidos.
((HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. in Coleção os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, pp.145-146))
A partir da análise do texto é pertinente afirmar que no pensamento de David Hume, a relação causa-efeito:
Questão 8356385
AUTORAIS ENEM_LIKE 9ano FIL 2019Num mundo em que predomina a produção alienada, também o consumo tende a ser alienado. A produção em massa tem por corolário o consumo de massa. O problema da sociedade de consumo é que as necessidades são artificialmente estimuladas, sobretudo pelos meios de comunicação de massa, levando os indivíduos a consumirem de maneira alienada. […] A mídia é estética porque o seu poder de convencimento, a sua força de verdade e autoridade, passa por categorias do entendimento humano que estão pautadas na sensibilidade, e não na racionalidade. A mídia nos influencia por imagens, e não por argumentos. Se a propaganda de um carro nos promete o dom da liberdade absoluta e não o entrega, a propaganda política não vai ser mais cuidadosa na entrega de suas promessas simbólicas, mesmo porque ela se alimenta das mesmas categorias de discurso messiânico que a religião, outra grande área de venda de castelos no ar.
(ARANHA, Maria Lúcia de; MARTINS, maria Helena P. Filosofando. São Paulo: ed.Moderna, 1993, p. 16-18)
Ao analisar o texto, a interação entre o campo da política e os meios de comunicação apresenta como implicação:
Questão 8356384
AUTORAIS ENEM_LIKE 9ano SOC 2019
Os fatos sociais devem ser tratados como coisas - eis a proposição fundamental de nosso método, e a que mais tem provocado contradições. […] Com efeito não afirmamos que os fatos sociais sejam coisas materiais, e sim que constituem coisas do mesmo tipo que as coisas materiais, embora de maneira diferente. […] Tratar fatos de uma certa ordem como coisas não é, pois, classificá-los nesta o naquela categoria do real; é observar, com relação a eles, certa atitude mental. Seu estudo deve ser abordado a partir do princípio de que se ignora completamente o que são, e de que suas propriedades características, assim como as causas desconhecidas de que estas dependem, não podem ser descobertas nem mesmo pela mais atenta das introspecções.
(Émile Durkheim. "Fatos sociais: estudo das representações coletivas" in Nelson Tomazi. Iniciação à Sociologia. São Paulo: Atual, 2001)
Os fatos sociais devem ser tratados como coisas - eis a proposição fundamental de nosso método, e a que mais tem provocado contradições. […] Com efeito não afirmamos que os fatos sociais sejam coisas materiais, e sim que constituem coisas do mesmo tipo que as coisas materiais, embora de maneira diferente. […] Tratar fatos de uma certa ordem como coisas não é, pois, classificá-los nesta o naquela categoria do real; é observar, com relação a eles, certa atitude mental. Seu estudo deve ser abordado a partir do princípio de que se ignora completamente o que são, e de que suas propriedades características, assim como as causas desconhecidas de que estas dependem, não podem ser descobertas nem mesmo pela mais atenta das introspecções.
(Émile Durkheim. "Fatos sociais: estudo das representações coletivas" in Nelson Tomazi. Iniciação à Sociologia. São Paulo: Atual, 2001)
O excerto expressa a intenção de Émile Durkheim em construir o conhecimento sociológico baseado na:
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