Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 1 10627346
COTIL 1° Ano 2019Texto para a questão:
Fomos proibidos de te amar, São Paulo
Herdamos o mito dos bandeirantes, e vocês transformaram Borba Gato, esse genocida, em fundador de nossa identidade. De legado, temos esta metástase em forma de desenvolvimentismo estéril, estas milhões de toneladas de concreto que hoje tentamos adornar para deixá-las suportáveis, mas que seria melhor não existissem.
Nos confinaram em bolhas de metal, em bolhas de concreto, em bolhas de vidro, como se fôssemos gado que tem por ração plástico. Disseram na nossa cara que11 praia de paulistano é shopping5, que Cumbica é o melhor lugar de nossa cidade, que plano de aposentadoria é pousada na Bahia. Que aqui não se cria filho, que essa terra só serve para ganhar dinheiro, como uma versão apocalíptica de Serra Pelada.
Nos deram uma ponte hedionda como novo cartão postal4, transformaram nossa espinha dorsal em uma avenida de banqueiros, bairros inteiros em cidades-dormitório. Nos chamaram de feios, sem horizonte, sem perspectiva além da fuga. Que aqui não tem amor3. Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam1.
Por identidade nos deram os bairros, que ainda assim se digladiam entre si, o excesso de trabalho e um superpoder: a capacidade de deixar o outro invisível, praticada todos os dias com pessoas e lugares, nos semáforos, quando nos deparamos com o dependente químico que9 chamamos de zumbi, metáfora usada em tom cruel e irônico para dar nome ao nosso maior monstro social2, justamente porque eles não produzem como nós, os viventes.
Nossa história e arquitetura foram deixadas às ruínas, que ativamente permitimos que desmoronem6. Nos legaram um palimpsesto de cidade, onde sobrepomos uma camada de concreto à outra, sem respeito pelo passado, planejamento ou cuidado.
Nos disseram que devemos conquistar ou ser conquistados, non ducor duco*, fomos colocados em estado permanente de guerra uns contra os outros, nos envenenaram com o medo pelas ruas e deixaram que o único elemento que nos cimentasse fosse o ódio comum e ancestral por São Paulo. Sem história, sem horizonte, perdidos. Fomos proibidos de te amar, São Paulo.
Chega. Talvez essa relação atávica de ódio nos encha os olhos de cataratas e não consigamos dar nome a essa emergência ainda, mas o faremos, com o devido distanciamento histórico. Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência7. Vimos no feio o belo13, deixamos de ter medo da rua, que surge como um eixo que começa a aglutinar em torno de si uma nova identidade de paulistano. Lutamos com mil unhas e dentes por um pedaço de terra que até então não era mais do que10 um estacionamento e que chamaremos de parque. Fizemos da cicatriz causada pelo militarismo um espaço para ensinar os novos paulistanos a andarem de bicicleta. Ocupamos lugares que nunca tínhamos visto e recuperamos a avenida das mãos dos banqueiros. Faremos turismo na cidade que habitamos. Não aceitamos mais esse ódio, esse estado permanente de guerra, a necessidade de conquistar o outro diariamente.
São Paulo é uma cidade no futuro: pós-apocalíptica, radioativa, seca, onde um dia dinheiro e trabalho não serão os únicos imperativos da vida social. Quando o mundo tremer, todas as cidades serão parecidas com a nossa. Do caos e da feiúra emerge uma beleza que apenas nós, que rejeitamos sua ideia de belo, vemos.8
Temos vontade de rua, negamos seus heróis, seus monumentos, seus carros, seus modos de vida. Nem que12 nos custem décadas, mas faremos algo belo com os escombros que herdamos e deles faremos uma cidade, não uma abstração chamada São Paulo. Ocuparemos cada fresta, cada trinca, cada buraco da cidade cinza. Aqui se encerra esse ciclo de ódio e se abre uma possibilidade de um novo começo na relação com São Paulo.
Nossa terra está em transe. Somos afortunados. Somos os novos paulistanos, e essa cidade é nosso rolê.
* expressão latina: “não sou conduzido, conduzo”
(GUERRA, Facundo. Fomos proibidos de te amar, São Paulo. Carta Capital. Caderno Sociedade. 27/08/2015. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/fomos-proibidos-de-te-amar-sao-paulo-2365.html. Acessado em 11/08/2018)
Sobre o texto, pode-se dizer que:
Questão 14 10605923
Colégio Embraer 2019Leia o texto para responder à questão
Doodle do Google homenageia a brasileira Dorina Nowill, ativista pelos direitos dos deficientes visuais
A educadora e ativista pelos direitos dos deficientes visuais Dorina Nowill é homenageada pelo doodle do Google nesta terça-feira [28.05.2019], no centenário do seu nascimento. A paulistana morreu em 2010 aos 91 anos de idade e dá nome à Fundação Dorina Nowill, instituição especializada na produção e distribuição gratuita de livros acessíveis a deficientes visuais.
Conhecida como a “dama da inclusão”, Dorina de Gouvêa Nowill nasceu na cidade de São Paulo em 1919 e ficou cega aos 17 anos, vítima de uma doença não identificada. Ela foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos, em São Paulo, e ainda colaborou para a integração de outra menina cega na mesma escola. Dorina também contribuiu para a elaboração da lei de integração escolar, regulamentada em 1956.
Em 1946, tendo conhecimento da baixíssima produção literária adaptada para pessoas com deficiência visual, ela criou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, aumentando a produção de livros acessíveis no país. Nowill também chegou a se especializar em educação de cegos no Teacher’s College da Universidade Columbia, em Nova York. No ano de 1948, a Fundação para o Livro do Cego no Brasil recebeu uma imprensa braille completa, com maquinários, papel e outros materiais, doação da Kellog’s Foundation e da American Foundation for Overseas Blind.
A educadora foi homenageada pelo cartunista Maurício de Souza, em 2004, após servir de inspiração para a criação da personagem Dorinha, uma menina cega que passou a fazer parte das histórias da turma da Mônica.
(Bernardo Falcão, “Doodle do Google homenageia a brasileira Dorina Nowill, ativista pelos direitos dos deficientes visuais”. https://oglobo.globo.com. Adaptado)
As informações do texto delineiam o perfil de Dorina Nowill como uma mulher que
Questão 116 10541633
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2019Aguardente: bebida extraída da canade-açúcar, de alto teor alcoólico, produzida no Brasil desde o século XVI, quando então era denominada “aguardente da terra”, para diferenciá-la da bagaceira fabricada na Metrópole.
BOTELHO, A. V.; REIS, L. M. Dicionário histórico do Brasil: Colônia e Império. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
A aguardente é fabricada no Brasil desde o período colonial e se constitui, hoje, em patrimônio cultural do país, pois é considerada uma bebida
Questão 64 10533450
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2019
Disponível em: https://diariocorreo.pe. Acesso em: 8 set. 2018 (adaptado).
O texto aborda o incêndio no Museu Nacional do Brasil. As imagens retratadas representam os(as)
Questão 1 10477970
OBS 2ª Fase 2019The Atlantic Slave Trade, 1731-1775

Based on the information presented by the map, one can say that, from 1731 to 1775,
Questão 6 10323112
IFPE Subsequente 2019/2TEXTO
POR QUE TODO MUNDO NÃO FALA A MESMA LÍNGUA?
(1) Porque as línguas foram surgindo nas várias regiões do mundo de forma independente. Algumas têm a mesma origem, como o hindu, o sueco, o inglês e o português. Elas vieram de uma grande língua comum, chamada proto-indo-europeu, que há milhares de anos era falada na Ásia.
(2) Esse idioma deu origem a quase todas as línguas ocidentais e algumas orientais. “Supõe-se que o indo-europeu tenha sido uma língua só, que foi se diferenciando com o tempo”, explica o professor de linguística Paulo Chagas de Souza, da Universidade de São Paulo.
(3) É que as línguas são vivas – elas se transformam com o uso. Mesmo as que vieram de uma raiz comum foram sendo modificadas pouco a pouco pela prática de cada grupo falante, que seleciona os termos adequados ao seu ambiente e à sua cultura. Os esquimós, por exemplo, criaram palavras capazes de descrever 40 tons de branco. Esses termos não fazem o menor sentido para um povo que mora no deserto, concorda?
(4) O Império Romano teve uma forte função na difusão e na construção de muitas das línguas que são faladas hoje. Naquela época, na região de Roma, falava-se o latim, uma língua derivada do proto-indo-europeu que floresceu na região do Lácio.
(5) À medida que o império avançava, conquistando novos territórios, esse idioma foi sendo imposto aos povos dominados, mas não sem sofrer influência das línguas locais, com mudanças de pronúncia e enxertos de palavras.
(6) Com o enfraquecimento do domínio dos césares, essas diferenças foram se intensificando e construindo dialetos, que se transformaram em idiomas próprios. Foi assim que surgiu o português, o italiano e o francês, por exemplo.
(7) Hoje, são faladas 7.099 línguas ao redor do mundo, segundo o compêndio Ethnologue, um livro que cataloga os idiomas do nosso planeta desde 1950. Mas a gente não ouve a maioria delas: mais de 90% dessas línguas estão na boca de apenas 6% dos habitantes da Terra. O restante da população mundial usa menos de 400 idiomas.
OLIVEIRA, Fábio. Por que todo mundo não fala a mesma língua? Disponível
em:http://super.abril.com.br/sociedade/por-que-todo-mundo-não-fala-a-mesma-lingua/amp/. Acesso em: 04 maio 2019.
As afirmativas a seguir apresentam reflexões sobre a sintaxe de concordância da língua portuguesa. Analise-as e marque a única que faz uma avaliação CORRETA sobre a sintaxe de concordância do TEXTO 2.
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