Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 3 15407085
CEFET-RJ Integrado 2024TEXTO
Você está dialogando com a juventude?
A eleição de 2022 correu o risco de ser aquela com a menor participação jovem desde a redemocratização. Começamos o ano com apenas 12% dos adolescentes entre 16 e 17 anos com título de eleitor, fração muito abaixo de eleições anteriores. Mas não se enganem: não estamos desinteressados na política. Como duas jovens orgulhosamente assinando este artigo, trazemos um spoiler: não somos o futuro, já estamos fazendo história.
O preconceito sobre o desinteresse do jovem na política poderia ser motivado pela falta de diálogo intergeracional e pela afirmação constante de uma narrativa dual sobre a juventude. Ou o jovem é uma exceção extraordinária — uma Malala Yousafzai, uma Greta Thunberg, uma Alice Pataxó —, ou um viciado em redes sociais sem nenhum envolvimento comunitário. A realidade, como sempre, é muito mais cheia de nuances. Somos diversos e assim queremos ser vistos e representados. Como ressignificar essa ideia de jovem que habita o imaginário das outras gerações e assegurar apoio para nossa formação e participação políticas?
Nós já estamos na política e queremos mais. Percebemos a curiosidade do jovem em entender esse mundo nebuloso da política. Porém, essa chama só se transforma em interesse quando as pautas dialogam com a gente. Em outras palavras, não faz sentido querermos que os jovens participem das eleições sem nos esforçarmos para criar mensagens com formatos e linguagens que nos acessem. O que falta para a juventude não é interesse, é espaço de protagonismo e apoio.
Esse é o poder de um chamado horizontal, menos interessado em dar uma bronca em um suposto encostado e mais comprometido com um diálogo verdadeiro com o jovem que já está mudando o mundo — e que, sim, adora um meme, joga videogame e é viciado em séries. Começamos 2022 com o menor número de jovens aptos a votar da história e vimos um crescimento de quase 45% no mês de março, algo que se destaca na comparação com outros anos.
Agora, imagine um país em que apenas os jovens votassem? Temos alguns palpites: maior representatividade de mulheres no Congresso, parlamentares com agendas sólidas com relação às mudanças climáticas e de proteção da Amazônia, projetos que preveem maior investimento na educação pública. Não é utopia, é a realidade tal qual sonhada por jovens que estarão aí para construir pelos próximos 50, 70 anos. Muitos de nós já começaram. Vamos conquistar os que faltam? Vamos fazer deles parte desse futuro mais sustentável e menos desigual?
BRANCO, Helena; SOUSA, Rebeca. Folha de São Paulo, 03/05/2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao /2022/05/voce-esta- dialogando-com-ajuventude.shtml. Acesso em: 30 out. 2024. Adaptado.
No terceiro parágrafo, o período “Nós já estamos na política e queremos mais.” apresenta formas verbais que são modificadas por construções de caráter:
Questão 2 15407084
CEFET-RJ Integrado 2024TEXTO
Você está dialogando com a juventude?
A eleição de 2022 correu o risco de ser aquela com a menor participação jovem desde a redemocratização. Começamos o ano com apenas 12% dos adolescentes entre 16 e 17 anos com título de eleitor, fração muito abaixo de eleições anteriores. Mas não se enganem: não estamos desinteressados na política. Como duas jovens orgulhosamente assinando este artigo, trazemos um spoiler: não somos o futuro, já estamos fazendo história.
O preconceito sobre o desinteresse do jovem na política poderia ser motivado pela falta de diálogo intergeracional e pela afirmação constante de uma narrativa dual sobre a juventude. Ou o jovem é uma exceção extraordinária — uma Malala Yousafzai, uma Greta Thunberg, uma Alice Pataxó —, ou um viciado em redes sociais sem nenhum envolvimento comunitário. A realidade, como sempre, é muito mais cheia de nuances. Somos diversos e assim queremos ser vistos e representados. Como ressignificar essa ideia de jovem que habita o imaginário das outras gerações e assegurar apoio para nossa formação e participação políticas?
Nós já estamos na política e queremos mais. Percebemos a curiosidade do jovem em entender esse mundo nebuloso da política. Porém, essa chama só se transforma em interesse quando as pautas dialogam com a gente. Em outras palavras, não faz sentido querermos que os jovens participem das eleições sem nos esforçarmos para criar mensagens com formatos e linguagens que nos acessem. O que falta para a juventude não é interesse, é espaço de protagonismo e apoio.
Esse é o poder de um chamado horizontal, menos interessado em dar uma bronca em um suposto encostado e mais comprometido com um diálogo verdadeiro com o jovem que já está mudando o mundo — e que, sim, adora um meme, joga videogame e é viciado em séries. Começamos 2022 com o menor número de jovens aptos a votar da história e vimos um crescimento de quase 45% no mês de março, algo que se destaca na comparação com outros anos.
Agora, imagine um país em que apenas os jovens votassem? Temos alguns palpites: maior representatividade de mulheres no Congresso, parlamentares com agendas sólidas com relação às mudanças climáticas e de proteção da Amazônia, projetos que preveem maior investimento na educação pública. Não é utopia, é a realidade tal qual sonhada por jovens que estarão aí para construir pelos próximos 50, 70 anos. Muitos de nós já começaram. Vamos conquistar os que faltam? Vamos fazer deles parte desse futuro mais sustentável e menos desigual?
BRANCO, Helena; SOUSA, Rebeca. Folha de São Paulo, 03/05/2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao /2022/05/voce-esta- dialogando-com-ajuventude.shtml. Acesso em: 30 out. 2024. Adaptado.
A palavra “spoiler”, presente no primeiro parágrafo, tem origem na língua inglesa, atuando como um estrangeirismo no português.
Sua principal função, no parágrafo de introdução desse artigo de opinião, é:
Questão 1 15407083
CEFET-RJ Integrado 2024TEXTO
Você está dialogando com a juventude?
A eleição de 2022 correu o risco de ser aquela com a menor participação jovem desde a redemocratização. Começamos o ano com apenas 12% dos adolescentes entre 16 e 17 anos com título de eleitor, fração muito abaixo de eleições anteriores. Mas não se enganem: não estamos desinteressados na política. Como duas jovens orgulhosamente assinando este artigo, trazemos um spoiler: não somos o futuro, já estamos fazendo história.
O preconceito sobre o desinteresse do jovem na política poderia ser motivado pela falta de diálogo intergeracional e pela afirmação constante de uma narrativa dual sobre a juventude. Ou o jovem é uma exceção extraordinária — uma Malala Yousafzai, uma Greta Thunberg, uma Alice Pataxó —, ou um viciado em redes sociais sem nenhum envolvimento comunitário. A realidade, como sempre, é muito mais cheia de nuances. Somos diversos e assim queremos ser vistos e representados. Como ressignificar essa ideia de jovem que habita o imaginário das outras gerações e assegurar apoio para nossa formação e participação políticas?
Nós já estamos na política e queremos mais. Percebemos a curiosidade do jovem em entender esse mundo nebuloso da política. Porém, essa chama só se transforma em interesse quando as pautas dialogam com a gente. Em outras palavras, não faz sentido querermos que os jovens participem das eleições sem nos esforçarmos para criar mensagens com formatos e linguagens que nos acessem. O que falta para a juventude não é interesse, é espaço de protagonismo e apoio.
Esse é o poder de um chamado horizontal, menos interessado em dar uma bronca em um suposto encostado e mais comprometido com um diálogo verdadeiro com o jovem que já está mudando o mundo — e que, sim, adora um meme, joga videogame e é viciado em séries. Começamos 2022 com o menor número de jovens aptos a votar da história e vimos um crescimento de quase 45% no mês de março, algo que se destaca na comparação com outros anos.
Agora, imagine um país em que apenas os jovens votassem? Temos alguns palpites: maior representatividade de mulheres no Congresso, parlamentares com agendas sólidas com relação às mudanças climáticas e de proteção da Amazônia, projetos que preveem maior investimento na educação pública. Não é utopia, é a realidade tal qual sonhada por jovens que estarão aí para construir pelos próximos 50, 70 anos. Muitos de nós já começaram. Vamos conquistar os que faltam? Vamos fazer deles parte desse futuro mais sustentável e menos desigual?
BRANCO, Helena; SOUSA, Rebeca. Folha de São Paulo, 03/05/2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao /2022/05/voce-esta- dialogando-com-ajuventude.shtml. Acesso em: 30 out. 2024. Adaptado.
No texto de Helena Branco e Rebeca Sousa, há uma clara defesa da diversidade da juventude em relação a seus desejos e suas motivações.
Ao se referirem à atuação política desse grupo no segundo parágrafo, as autoras buscaram:
Questão 45 15395378
FIRJAN 2024Em dezembro de 1948, após a Segunda Guerra Mundial, a Assembleia Geral das Nações Unidas, proclamou o documento que estabeleceu, pela primeira vez, a proteção universal de direitos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, religião, ou qualquer outra condição.
O documento em questão é:
Questão 44 15395376
FIRJAN 2024Oppenheimer chega aos cinemas de todo o Brasil, no dia 20 de julho, como um dos filmes mais aguardados de 2023. A cinebiografia do chamado, "pai da bomba atômica," tem um elenco estrelado e a difícil tarefa de levar um público de férias aos cinemas, para assistir a um drama de 3 horas de duração, sobre um tema tão delicado. O longa mostra como o físico Robert Oppenheimer se destacou e, por conta de seu projeto, mudou o mundo como ele era conhecido.
(Adaptado de: Mello. Oppenheimer. 2023. Disponível em: https://canaltech.com.br/cinema/oppenheimer-o-que-esperar-filme-christopher-nolan256366/).
O projeto citado no texto “mudou o mundo” porque resultou nas bombas atômicas:
Questão 43 15395375
FIRJAN 2024Enciclopédia: a internet do século XVIII. Proibida pelo rei e pelo papa, a Enciclopédia levou 21 anos para ser concluída. Seu objetivo era reunir todo o conhecimento humano, mas acabou divulgando uma nova maneira de pensar. Se o formato não era exatamente uma novidade, o que fez a Enciclopédia de Diderot e seu parceiro, Jean le Rond D’Alembert, se tornar uma referência? Simples: ela permitiu que as ideias discutidas nos altos salões da intelectualidade chegassem ao povo.
(Adaptado de: Montenegro. Aventuras na História. 2018. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-encyclopedie-primeiraenciclopedia.phtml).
A obra citada no texto faz parte de qual movimento intelectual?
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