Questões de EFAF História - Fundamentos da História e historiografia
108 Questões
Questão 30 10519572
ENCCEJA* Encceja 2007Leia o texto a seguir sobre um dos pratos mais populares no Brasil, considerado patrimônio cultural:
Na Europa, sobretudo na Europa de herança latina, mediterrânica, havia – e há – um prato tradicional que remonta pelo menos aos tempos do Império Romano. Consiste basicamente em uma mistura de vários tipos de carne, legumes e verduras. (...) Esta tradição vem para o Brasil, sobretudo com os portugueses, surgindo com o tempo (...) a ideia de prepará-lo com o feijão-preto, inaceitável para os padrões europeus. Nasce, assim, a feijoada.
ELIAS, Rodrigo. Breve história da feijoada. Revista Nossa História, Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional, n° 4, fevereiro 2004. p. 36.
É correto afirmar que a feijoada
Questão 3 10732663
ENCCEJA* Ciências Humanas e suas Tecnologias 2005Leia o texto abaixo:
A cafeicultura atingiu a província de São Paulo, adentrando a região do Vale do Paraíba paulista. Cidades como Areias e Bananal tornaram-se após os anos 1850, as mais ricas vilas da província. Na Fazenda Resgate, em Bananal: “...São 21 quartos, dos quais cinco são alcovas, onde as moças dormiam vigiadas pelos pais. Sua sala de visitas é adornada em estilo rococó.
...Pertencia a Manoel de Aguiar Vallim, a Resgate chegou a produzir 1% da riqueza nacional. Na época, a fazenda era quase auto-suficiente. Só importava sal e peixe salgado. Produzia anil, fumo, açúcar mascavo e algodão, com o qual se teciam as roupas usadas pelos escravos.
(...) Longe de manter a Resgate para o próprio deleite, Braga [atual proprietário da fazenda] permite que grupos de estudantes visitem o casarão... ‘Eu me considero uma espécie de fiel depositário da Resgate. Acho justo que as pessoas tenham acesso à memória do país’”.
(Angela Pimenta. Pá na memória. Revista Veja, 24/04/1996, edição 1441, p. 122-125).
Pode-se considerar que:
I. A fazenda Resgate é um patrimônio histórico representativo do período de grande riqueza obtida com a cafeicultura na região.
II. A decadência da Fazenda Resgate relaciona-se com o descaso do poder público com o patrimônio cultural nacional.
III. A preservação da Fazenda Resgate ocorre devido à importância que o seu atual proprietário concede a ela, pois é parte da memória do desenvolvimento econômico do país.
Dentre essas afirmações acima,
Questão 2 10732662
ENCCEJA* Ciências Humanas e suas Tecnologias 2005Leia o texto abaixo:
“Praticada em 150 países por, como arriscam alguns, mais de 10 milhões de pessoas, a luta dos escravos brasileiros contra o Estado, segundo parte da historiografia sobre o tema, vai, enfim, receber do mesmo estado uma “reparação histórica”, nos termos do Ministério da Cultura. (...). O governo já iniciou as conversas para montar um projeto de resgate, estudo e dimensionamento da capoeira, iniciativa que pode culminar em um pedido para que a luta seja considerada. Patrimônio Cultural da Humanidade”.
Revista Nossa História. Out/2004, nº 12, p. 08
A partir das informações acima sobre a capoeira, podemos afirmar que
Questão 61 10534105
ENCCEJA* Encceja 2002Algumas cidades brasileiras como Ouro Preto (MG), Olinda (PE) e Goiás (GO) foram declaradas Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, órgão da Organização das Nações Unidas.
O objetivo dessa iniciativa é
Questão 11 14931536
ONHB 3 Fase 2025A memória, a história e o fogo
O incêndio do galpão da Cinemateca Brasileira, com quatro toneladas de acervo, mostra a importância de se preservar a cultura, independentemente de ideologias
Para liquidar os povos, começa-se por lhes tirar a memória. Destroem-se seus livros, sua cultura, sua história. E uma outra pessoa lhes escreve outros livros, lhes dá outra cultura e lhes inventa uma outra história.
Milan Kundera, O Livro do Riso e do Esquecimento
Memória e história podem e devem ser consideradas partes indissociáveis do longo fio que tece nossa malha cultural, nossa identidade. É a partir delas que nos estruturamos, seja como indivíduos, seja – de uma forma muito mais ampla – como país. Qualquer um que um dia perdeu fotos antigas ou um velho e importante filme gravado em super-8 ou sem querer deletou todo seu álbum de fotos no smartphone sabe a dor que dá. Era a história que se esvanecia, deixando para a memória a tarefa de trazer de volta, em reminiscências cada vez mais fluidas, o que não existe mais. Agora, imagine se perder, literalmente da noite para o dia, por mais que alertas tivessem sido dados, cerca de quatro toneladas de documentos e filmes históricos, parte essencial da memória cinematográfica brasileira. Pois foi exatamente isso o que aconteceu na noite do último dia 29 de julho, quando as chamas consumiram três salas – cerca de 300 metros quadrados – de um galpão da Cinemateca Brasileira, na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo. Não, o fogo não queimou a sede da Cinemateca, na Vila Clementino, quase do outro lado da cidade, como chegou a se informar enquanto a fumaça subia. Isso importa? Por um lado, sim – afinal, o prédio continua lá, intacto e abandonado, como um símbolo em concreto da atual situação da cultura brasileira.

Localizado na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo, galpão da Cinemateca incendiado no dia 29 de julho guardava material audiovisual produzido pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP - Foto: Fotos Públicas
Por outro lado, foi o nome “Cinemateca Brasileira” que ardeu naquela quinta-feira. Mais: foi um pedaço considerável de nossa memória e de nossa história audiovisual – fios indissociáveis, lembram? –, até da nossa memória afetiva pode-se afirmar, que queimou noite adentro. Naquele galpão estavam parte dos arquivos da falecida Embrafilme e do Instituto Nacional do Cinema, documentos e filmes de Glauber Rocha, parte do acervo de filmes nacionais e estrangeiros da Pandora Filmes, matrizes de cinejornais como o icônico Canal 100, filmes domésticos – mas não menos importantes para nossa história cultural – e uma parcela considerável do acervo da produção audiovisual, em 16 mm e 35 mm, de alunos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Todos os fogos, o fogo, escreveu o argentino Julio Cortázar. Todos os fogos, o fogo, ecoou pela Vila Leopoldina até o amanhecer.
(...)
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal eletrônico ORIGEM: Marcello Rollemberg. “A memória, a história e o fogo”. Jornal da USP, 04/08/2021. Disponível em: https://jornal.usp.br/cultura/a-memoria-a-historia-e-o-fogo/ CRÉDITOS: Marcello Rollemberg; Juliana Alves, Simone Gomes. PALAVRAS-CHAVE: museus, cinema
A partir da leitura do texto escolha uma das alternativas abaixo:
Questão 7 11332958
CONCURSOS 2 2024O exercício da leitura e escrita entre jovens nas escolas brasileiras é um desafio diário. No Antigo Egito, a prática da leitura e escrita envolvia muitas etapas, como mostra o fragmento do texto, abaixo.
"Os aprendizes da escrita, que ingressavam na escola […] por volta dos cinco anos […] deveriam aprender a escrever, a ler e a realizar pequenos cálculos. O treinamento era aplicado por professores, escribas profissionais e sacerdotes que não se encontravam a serviço do culto templário. Incentivava-se a cópia de textos […] úteis para instruí-los sobre sua conduta e o modo de vida […]. Como suporte para essas cópias os jovens estudantes empregavam lascas de calcário ou fragmentos de cerâmica […], raramente teriam como praticar a escrita em um papiro […], visto que se tratava de um material caro e de difícil confecção. Este só era destinado àqueles que possuíam a experiência e o conhecimento necessário com o pleno domínio das regras de sintaxe e da ortografia".
(SANTOS, M. Elias. A Formação dos escribas entre os egípcios antigos. Philía. Jornal Informativo de História Antiga. Rio de Janeiro, ano XIII, n.38, abr./maio/jun.2001)
Sobre a escrita desenvolvida no Antigo Egito, pode-se afirmar que:
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