Questões de EFAF História - Brasil - Império
330 Questões
Questão 10 16237373
ONHB Fase 4 2021Conhecendo e Debatendo a História do Maranhão
É preciso ressaltar que, por muito tempo, a história oficial discriminou o movimento dos balaios, denominando esta revolta como sendo de “bandidos”, “facínoras” (...) deflagrada por membros da “ralé”, indicando os membros da revolta como saqueadores, violentos e proclamadores do clima de instabilidade (...) Historiadores (...) estabeleceram nas suas pesquisas um novo olhar para a Balaiada, que passou a ser analisada também sob o prisma dos vencidos, das classes subalternas oprimidas pelo poder (...)
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro paradidático OBSERVAÇÃO: Com essa questão, deixamos nossa homenagem ao professor Joan Botelho (1960-2021), mais uma das vítimas do Covid-19. Apaixonado estudioso da história do Maranhão, Joan Botelho foi um entusiasta da ONHB, tendo deixado as melhores lembranças entre estudantes e docentes. ORIGEM: Joan Botelho. Conhecendo e Debatendo a História do Maranhão, São Luís: Gráfica e Editora Impacto, 2010, 3ª edição, p. 101. CRÉDITOS: Joan Botelho PALAVRAS-CHAVE: balaiada, brasil independente, maranhão
Sobre o movimento descrito e sua compreensão posterior, é correto afirmar:
Questão 3 16212916
ONHB Fase 3 2021O documento apresentado abaixo é a dedicatória escrita por Francisco Adolpho de Varnhagen para a publicação da História Geral do Brazil . Com base nele, escolha uma alternativa.
Dedicatoria (página 1)

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro ORIGEM: Francisco Adolpho de Varnhagen [Visconde de Porto Seguro]. História Geral do Brasil – Antes da sua separação e independência de Portugal. Tomo Primeiro. 2ª ed. Rio de Janeiro: Laemert, 1877. Disponível em: https://digital.bbm.usp.br/view/?45000030097&bbm/4825#page/6/mode/2up [https://digital.bbm.usp.br/view/?45000030097&bbm/4825#page/6/mode/2up] https://digital.bbm.usp.br/view/?45000030097&bbm/4825#page/6/mode/2up CRÉDITOS: Francisco Adolpho de Varnhagen [Visconde de Porto Seguro] GLOSSÁRIO: Lucubrações: Meditação profunda; Grande aplicação mental para criar e realizar um trabalho intelectual. PALAVRAS-CHAVE: brasil imperial, historiografia
Dedicatoria (página 2)

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro ORIGEM: Francisco Adolpho de Varnhagen [Visconde de Porto Seguro]. História Geral do Brasil – Antes da sua separação e independência de Portugal. Tomo Primeiro. 2ª ed. Rio de Janeiro: Laemert, 1877. Disponível em: https://digital.bbm.usp.br/view/?45000030097&bbm/4825#page/6/mode/2up [https://digital.bbm.usp.br/view/?45000030097&bbm/4825#page/6/mode/2up] https://digital.bbm.usp.br/view/?45000030097&bbm/4825#page/6/mode/2up CRÉDITOS: Francisco Adolpho de Varnhagen [Visconde de Porto Seguro] PALAVRAS-CHAVE: brasil imperial, historiografia
Dedicatoria (página 3)

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro ORIGEM: Francisco Adolpho de Varnhagen [Visconde de Porto Seguro]. História Geral do Brasil – Antes da sua separação e independência de Portugal. Tomo Primeiro. 2ª ed. Rio de Janeiro: Laemert, 1877. Disponível em: https://digital.bbm.usp.br/view/?45000030097&bbm/4825#page/6/mode/2up [https://digital.bbm.usp.br/view/?45000030097&bbm/4825#page/6/mode/2up] https://digital.bbm.usp.br/view/?45000030097&bbm/4825#page/6/mode/2up CRÉDITOS: Francisco Adolpho de Varnhagen [Visconde de Porto Seguro] PALAVRAS-CHAVE: brasil imperial, historiografia
Questão 9 16212507
ONHB Fase 2 2021Leia excertos de ”Autos da vila de Nossa Senhora da Assunção de Benevente”, da Comarca da Província do Espírito Santo, de outubro de 1822:
Autos da vila de Nossa Senhora da Assunção de Benevente
Auto de Independência
[...] nesta vila de Nossa Senhora da Assunção de Benevente Comarca da Província do Espírito Santo (...) declararam solenemente a sua independência e que por ela protestarão dar a vida por causa das Cortes de Portugal, pois todas as suas máximas (...) eram a procurar toda a nossa infelicidade e nos escravizar, e colonizar este Reino do Brasil, e por isso mesmo desde já declamavam, (...) pois, que aquelas Cortes não querem igualdade deles entre os brasileiros [...].
Auto de Aclamação
Ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e vinte dois, aos doze dias do mês de outubro do dito ano nesta vila de Nossa Senhora da Assunção de Benevente Câmara da Capitania do Espírito Santo, nas casas da Câmara paço do Conselho, onde estava o presidente do Senado o Capitão Antonio Rodrigues Cardoso, e os mais vereadores e Procurador do conselho abaixo assinados, o reverendo pároco desta freguesia, sargento-mor, capitães, e mais Povo desta vila, e todos unanimemente disseram que visto termos declarado nossa independência, e se ter nomeado o deputado para a Assembleia Geral Constituinte, e Legislativa do Brasil, era forçoso (ilegível) quem faça executar as leis que os nossos deputados iam deferir, e por isso desde já aclamaram por primeiro Imperador do Brasil ao Senhor Dom Pedro Primeiro hoje príncipe regente e defensor perpétuo do Brasil por contar unanime do mesmo Povo, com declaração que o mesmo senhor prestará previamente o juramento solene, de jurar, guardar, manter, e defender, a Constituição política que fizer Assembleia Geral constituinte do Brasil, que todos lhe prometeram dar seu sangue, para a defesa da nossa independência, e monarquia brasileira; e logo todos por repetidas e numerosas vezes, bradaram como vivas seguintes – viva a nossa santa religião – viva a independência do Brasil – viva a Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Brasil – viva o Imperador Constitucional do Brasil o Senhor Dom Pedro Primeiro – viva a Imperatriz do Brasil (...) – viva o Povo constitucional do Brasil de que de tudo para constar mandarem lavrar esta ata com que todos assinaram [...]
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Documento legal ORIGEM: Autos da vila de Nossa Senhora da Assunção de Benevente, outubro de 1822. Arquivo Nacional. Série Interior Idd 9 – 607. Rio de Janeiro. In: Rodrigo da Silva Goularte. Portos e Sertões: a província do Espírito Santo e a emancipação da América Portuguesa (1815-1825). 2015. 220 p. Tese (Doutorado) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia. Niterói, RJ. Disponível em: https://www.historia.uff.br/stricto/td/1757.pdf [https://www.historia.uff.br/stricto/td/1757.pdf] https://www.historia.uff.br/stricto/td/1757.pdf CRÉDITOS: Arquivo Nacional/Rodrigo da Silva Goularte PALAVRAS-CHAVE: atores políticos, celebrações, independência
Após ler os excertos, assinale a alternativa mais adequada:
Questão 4 16212238
ONHB Fase 2 2021Para lei escolar do Império, meninas tinham menos capacidade intelectual que meninos
A primeira grande lei educacional do Brasil, de 1827, determinava que, nas “escolas de primeiras letras” do Império, meninos e meninas estudassem separados e tivessem currículos diferentes. Em matemática, as garotas tinham menos lições do que os garotos. Enquanto eles aprendiam adição, subtração, multiplicação, divisão, números decimais, frações, proporções e geometria, elas não podiam ver nada além das quatro operações básicas. (...)
— A questão é se as meninas precisam de igual grau de ensino que os meninos. Tal não creio. Para elas, acho suficiente a nossa antiga regra: ler, escrever e contar. Não sejamos excêntricos e singulares. Deus deu barbas ao homem, não à mulher — discursou o senador Visconde de Cayru (BA).
A fala do Visconde de Cayru está guardada no Arquivo do Senado, em Brasília. Antes de ser assinada pelo imperador dom Pedro I e virar lei, a proposta que estruturava o ensino primário do Brasil foi discutida e votada na Câmara e no Senado. Os senadores travaram acalorados debates sobre qual seria o currículo mais apropriado para as crianças do sexo feminino nesse Brasil oitocentista.
No Senado, o Visconde de Cayru foi um dos defensores de que o currículo de matemática das garotas fosse o mais enxuto possível. Nas palavras dele, o “belo sexo” não tinha capacidade intelectual para ir muito longe:
— Sobre as contas, são bastantes [para as meninas] as quatro espécies, que não estão fora do seu alcance e lhes podem ser de constante uso na vida. O seu uso de razão é mui pouco desenvolvido para poderem entender e praticar operações ulteriores e mais difíceis de aritmética e geometria. Estou convencido de que é vão lutar contra a natureza.
O senador Marquês de Caravelas (BA) fez uma argumentação semelhante:
— Em geral, as meninas não têm um desenvolvimento de raciocínio tão grande quanto os meninos, não prestam tanta atenção ao ensino. Parece que a sua mesma natureza repugna o trabalho árido e difícil e só abraça o deleitoso. Basta-lhes o saber ler, escrever e as quatro primeiras operações da aritmética. Se querem dar-lhes algumas prendas mais, ensinem-lhes a cantar e tocar, prendas que vão aumentar a sua beleza. O que importa é que elas sejam bem instruídas na economia da casa, para que o marido não se veja obrigado a entrar nos arranjos domésticos, distraindo-se dos seus negócios.
(...)
Procurando provocar medo nos colegas, o Visconde de Cayru insinuou que os estudos poderiam até mesmo corromper as mulheres:
— Não nego que tem havido mulheres de capacidade varonil. A história tem aplaudido as Aspásias, Cleópatras, Isabéis e Catarinas, mas são raridades da espécie. Todavia, não foram famosas em moral. Modernamente têm aparecido mulheres distintas na matemática. Torno a dizer, são raridades da espécie. Tem havido mulheres que até se lançaram ao mar da política, especialmente depois da revolução da França [em 1789]. Não se têm visto bons resultados. Bastará nomear a famosa inglesa Mary Wollstonecraft, que fez a obra Uma Reivindicação pelos Direitos da Mulher. Ela foi condenada por adúltera. Se formos nesse andar, não causará admiração que também se requeira que as mulheres possam ir estudar nas universidades, para termos grande número de doutoras. A lei educacional de 1827 foi sancionada por dom Pedro I em 15 de outubro. Pela importância da norma, a data se tornaria, em 1963, o Dia do Professor.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal Eletrônico ORIGEM: Ricardo Westin. Para lei escolar do Império, meninas tinham menos capacidade intelectual que meninos. Agência Senado. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/nas-escolas-do-imperio-menino-estudavageometria-e-menina-aprendia-corte-e-costura [https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/nas-escolas-doimperio-menino-estudava-geometria-e-menina-aprendia-corte-e-costura] https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/nas-escolas-do-imperio-menino-estudavageometria-e-menina-aprendia-corte-e-costura CRÉDITOS: Ricardo Westin / Agência do Senado PALAVRAS-CHAVE: legislação, mulheres, história da educação
Sobre o ensino para as mulheres e as concepções apresentadas pelos parlamentares, indique uma alternativa:
Questão 16 11067150
IFTM Integrados 2020/1“Brasileiros! Salta aos olhos a [...] perfídia, são patentes os reiterados perjuros do imperador, e está conhecida a nossa ilusão ou engano em adotarmos um sistema de governo defeituoso em sua origem e mais defeituoso ainda em suas partes componentes. As constituições, as leis e todas as instituições humanas são feitas para os povos e não os povos para elas. Eis, pois, brasileiros, tratemos de constituir-nos de um modo análogo às luzes do século em que vivemos [...], desprezemos as instituições oligárquicas, só cabidas na envelhecida Europa.”
Manifesto dos Revolucionários da Confederação do Equador, 1824.
Com base no texto, indique:
1. o tipo de governo considerado defeituoso.
2. o sistema de governo proposto pelos revolucionários.
Questão 20 10763795
COLTEC 2020“Nada se assemelha mais a um ‘saquarema’ do que um ‘luzia’ no poder”. Essa frase, atribuída ao político pernambucano Antônio Francisco de Paula Holanda Cavalcanti de Albuquerque, foi amplamente difundida no segundo reinado e dá evidências de como a política partidária ocorreu no Brasil no período em questão.
Sobre os Liberais brasileiros no segundo reinado, é CORRETO afirmar que
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