Questões de EFAF História - Brasil - Período Colonial
671 Questões
Questão 33 170779
ETEC 2016/1Você sabia que o nome do rio Tietê significa, em língua Tupi, “água verdadeira”? Esse rio tinha grande importância, mesmo antes da chegada dos colonizadores, para todos os que viviam perto dele, uma vez que suas águas fertilizavam o solo das suas margens, após as cheias, ajudando a trazer boas colheitas e fartura às comunidades próximas.
Sobre o papel desse rio na história brasileira, é Correto afirmar que ele
Questão 18 170764
ETEC 2016/1Há muitas comunidades quilombolas, formadas no passado por africanos e afro-brasileiros, que atualmente são habitadas por seus descendentes em diversas partes do Brasil. No Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo, onde se localizam algumas dessas comunidades, está uma das áreas mais preservadas da Mata Atlântica. Nessa região, diversos moradores dos chamados “remanescentes de quilombos” se especializaram no manejo adequado do solo e dos recursos naturais, sendo que em algumas dessas comunidades se desenvolveu o cultivo de banana orgânica.
Em relação a essas comunidades, é Correto afirmar que
Questão 22 168808
IFRS 2016Assinale a alternativa que apresenta os tributos estabelecidos pela Coroa Portuguesa no território brasileiro durante o período colonial.
Questão 4 168649
IFRJ 2016Texto I
CULTURABRASILEIRA: DADIVERSIDADE À DESIGUALDADE
[1] Mesmo admitindo a existência de diversos estudos e discussões antropológicas sobre o conceito de
cultura, podemos considerá-la, grosso modo, da seguinte forma: a cultura diz respeito a um conjunto de
hábitos, comportamentos, valores morais, crenças e símbolos, dentre outros aspectos mais gerais, como forma
de organização social, política e econômica, que caracterizam uma sociedade. Além disso, os processos
[5] históricos são em grande parte responsáveis pelas diferenças culturais, embora não sejam os únicos fatores a
se considerar. Isso nos permite afirmar que não existem culturas superiores ou inferiores, mas sim diferentes,
com processos históricos também diversos, os quais proporcionam organizações sociais com determinadas
peculiaridades. Dessa forma, podemos pensar na seguinte questão: o que caracteriza a cultura brasileira?
Certamente, ela possui suas particularidades quando comparada ao restante do mundo, principalmente
[10] quando nos debruçamos sobre um passado marcado pela miscigenação racial entre índios, europeus e
africanos.
A cultura brasileira em sua essência seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa
aproximação que se desenvolveu desde os tempos de colonização, a qual, como sabemos, não foi,
necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre
[15] brancos e negros. Se é verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram em permanente contato,
também é fato que essa aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros
pelos europeus colonizadores, os quais, a seu modo, tentavam impor seus valores, sua religião e seus
interesses. Porém, ao retomarmos a ideia de cultura, adotada no início do texto, podemos afirmar que, apesar
desse contato hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a
[20] diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que
poderiam compor o que alguns autores chamam de caráter nacional. [...]
Ainda hoje há quem possa acreditar que nossa mistura étnica tenha promovido uma democracia racial
ao longo dos séculos, com maior liberdade, respeito e harmonia entre as pessoas de origens, etnias e cores
diferentes. Contudo, essa visão pode esconder algumas armadilhas. Nas ciências sociais brasileiras não são
[25] poucos os autores que já apontaram a questão da falsidade dessa democracia racial, apontando para a
existência de um racismo velado, implícito, muitas vezes, nas relações sociais. Dessa forma, o discurso da
diversidade (em todos os seus aspectos, como em relação à cultura), do convívio harmônico e da tolerância
entre brancos e negros, pobres e ricos, acaba por encobrir ou sufocar a realidade da desigualdade, tanto do
ponto de vista racial como de classe social. Ainda hoje, mesmo com leis claras contra atos racistas, é possível
[30] afirmarmos a existência do preconceito de raça na sociedade brasileira, no transporte coletivo, na escola, até
no ambiente de trabalho. Isso não significa que vivamos numa sociedade racista e preconceituosa em sua
essência, mas sim que esta carrega ainda muito de um juízo de valor dos tempos do Brasil colonial, de forte
preconceito e discriminação. Além disso, se a diversidade cultural não apagou os preconceitos raciais,
também não diminuiu outro ainda muito presente, dado pela situação econômico-social do indivíduo.
[35] É preciso considerar que a escravidão trouxe consequências gravíssimas de ordem econômica para a
formação da sociedade brasileira, uma vez que os negros (pobres e marginalizados em sua maioria) até hoje
não possuem as mesmas oportunidades, criando-se uma enorme distância entre as estratificações sociais.
Como sugere o antropólogo Darcy Ribeiro, mais do que preconceitos de raça ou de cor, os brasileiros têm um
forte preconceito de classe social.
[40] Dessa forma, o Brasil da diversidade é, ao mesmo tempo, o país da desigualdade. Por isso tudo, é
importante que, ao iniciarmos uma leitura sobre a cultura brasileira, possamos ter um senso crítico mais
aguçado, tentando compreender o processo histórico da formação social do Brasil e seus desdobramentos no
presente para além das versões oficiais da história.
Adaptação de Ribeiro, Paulo S. Disponível em: . Acesso em: 05 set. 2015.
Com base na leitura do terceiro parágrafo ( L. 22-34), pode-se afirmar que a sociedade brasileira é
Questão 3 168648
IFRJ 2016Texto I
CULTURABRASILEIRA: DADIVERSIDADE À DESIGUALDADE
[1] Mesmo admitindo a existência de diversos estudos e discussões antropológicas sobre o conceito de
cultura, podemos considerá-la, grosso modo, da seguinte forma: a cultura diz respeito a um conjunto de
hábitos, comportamentos, valores morais, crenças e símbolos, dentre outros aspectos mais gerais, como forma
de organização social, política e econômica, que caracterizam uma sociedade. Além disso, os processos
[5] históricos são em grande parte responsáveis pelas diferenças culturais, embora não sejam os únicos fatores a
se considerar. Isso nos permite afirmar que não existem culturas superiores ou inferiores, mas sim diferentes,
com processos históricos também diversos, os quais proporcionam organizações sociais com determinadas
peculiaridades. Dessa forma, podemos pensar na seguinte questão: o que caracteriza a cultura brasileira?
Certamente, ela possui suas particularidades quando comparada ao restante do mundo, principalmente
[10] quando nos debruçamos sobre um passado marcado pela miscigenação racial entre índios, europeus e
africanos.
A cultura brasileira em sua essência seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa
aproximação que se desenvolveu desde os tempos de colonização, a qual, como sabemos, não foi,
necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre
[15] brancos e negros. Se é verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram em permanente contato,
também é fato que essa aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros
pelos europeus colonizadores, os quais, a seu modo, tentavam impor seus valores, sua religião e seus
interesses. Porém, ao retomarmos a ideia de cultura, adotada no início do texto, podemos afirmar que, apesar
desse contato hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a
[20] diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que
poderiam compor o que alguns autores chamam de caráter nacional. [...]
Ainda hoje há quem possa acreditar que nossa mistura étnica tenha promovido uma democracia racial
ao longo dos séculos, com maior liberdade, respeito e harmonia entre as pessoas de origens, etnias e cores
diferentes. Contudo, essa visão pode esconder algumas armadilhas. Nas ciências sociais brasileiras não são
[25] poucos os autores que já apontaram a questão da falsidade dessa democracia racial, apontando para a
existência de um racismo velado, implícito, muitas vezes, nas relações sociais. Dessa forma, o discurso da
diversidade (em todos os seus aspectos, como em relação à cultura), do convívio harmônico e da tolerância
entre brancos e negros, pobres e ricos, acaba por encobrir ou sufocar a realidade da desigualdade, tanto do
ponto de vista racial como de classe social. Ainda hoje, mesmo com leis claras contra atos racistas, é possível
[30] afirmarmos a existência do preconceito de raça na sociedade brasileira, no transporte coletivo, na escola, até
no ambiente de trabalho. Isso não significa que vivamos numa sociedade racista e preconceituosa em sua
essência, mas sim que esta carrega ainda muito de um juízo de valor dos tempos do Brasil colonial, de forte
preconceito e discriminação. Além disso, se a diversidade cultural não apagou os preconceitos raciais,
também não diminuiu outro ainda muito presente, dado pela situação econômico-social do indivíduo.
[35] É preciso considerar que a escravidão trouxe consequências gravíssimas de ordem econômica para a
formação da sociedade brasileira, uma vez que os negros (pobres e marginalizados em sua maioria) até hoje
não possuem as mesmas oportunidades, criando-se uma enorme distância entre as estratificações sociais.
Como sugere o antropólogo Darcy Ribeiro, mais do que preconceitos de raça ou de cor, os brasileiros têm um
forte preconceito de classe social.
[40] Dessa forma, o Brasil da diversidade é, ao mesmo tempo, o país da desigualdade. Por isso tudo, é
importante que, ao iniciarmos uma leitura sobre a cultura brasileira, possamos ter um senso crítico mais
aguçado, tentando compreender o processo histórico da formação social do Brasil e seus desdobramentos no
presente para além das versões oficiais da história.
Adaptação de Ribeiro, Paulo S. Disponível em: . Acesso em: 05 set. 2015.
O conectivo contudo em [...] Contudo, essa visão pode esconder algumas armadilhas. ( . 24), pode ser substituído pelo termo
Questão 26 167305
IFSC 2016/1Em 1808, a família real portuguesa chegou ao Brasil. Enquanto esteve na colônia, uma série de transformações aconteceram. Sobre esse período, leia e analise as afirmações abaixo:
I. Algumas atividades antes proibidas passaram a ser liberadas na colônia, como a tipografia.
II. Ainda que a família real tenha se transferido para a colônia também em função da política expansionista de Napoleão Bonaparte, artistas franceses foram convidados a virem ao Brasil.
III. A família real portuguesa foi transferida para o Brasil para resolver os problemas causados pelo fim da Guerra do Paraguai.
IV. A abertura dos portos às nações amigas beneficiou, em especial, a França e a Espanha, parceiras econômicas de Portugal.
Assinale a alternativa CORRETA.
06
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