Questões de EFAF História - Brasil - República
967 Questões
Questão 28 6308449
CN 2° Dia 2021Leia o texto a seguir.
República Velha ou Primeira República do Brasil
“A partir de 15 de novembro de 1889, o Brasil adotou o modelo republicano como forma de governo. O período conhecido como República Velha durou de 1889 até 1930. Historicamente, este período é chamado de República Velha em contraposição ao período pós-revolução de 1930, que é visto como um marco na história da República, uma vez que provocou grandes transformações no Estado brasileiro.”
Disponível em: https;/Awww.politize.com.br/republica-velha/, Acesso em 23. mar. 2021.
Sobre o período que abrange a República Velha, marque a opção correta.
Questão 24 11014316
IFC Exame de Classificação 2020Leia o texto e observe a imagem abaixo:
Os 15 primeiros anos do Governo Vargas (1930–1945), assim como os quase quatro seguintes (1951–1954) foram profundamente marcantes para o Brasil. Para entender esses governos, contamos com trabalhos de fôlego de vários pesquisadores que detalharam fatos marcantes como a guerra civil de São Paulo (1932), as revoltas da Aliança Nacional Libertadora (1935), a tentativa dos integralistas de tomar o poder (1938) e a entrada do país na Segunda Guerra Mundial (1942), dentre outros temas, tais como o incremento da indústria nacional, a oficialização do samba, a extensão do direito de voto às mulheres e a invenção do trabalhismo.
Fonte: MOURELLE, T. C. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/as-varias- faces-de-vargas/. Acesso em: 25 jun. 2019.

Fonte: Disponível em: https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/uma-revisao-sobre-era-vargas.htm. Acesso em 25 jun. 2019.
A partir do texto e da imagem, julgue as afirmativas a seguir quantos às várias versões da ilustração de Getúlio Vargas, considerando a sequência da esquerda para a direita:
I. O primeiro Vargas pode ser associado ao momento em que ele tomou o poder pelo movimento de 1930, que depôs o presidente Washington Luís e pôs fim à política do café com leite.
II. O segundo Vargas pode ser associado ao momento em que ele foi eleito indiretamente pela Constituição de 1934, a qual trouxe direitos trabalhistas, algo inédito na história brasileira.
III. O terceiro Vargas pode ser associado ao momento em que ele, inspirado pela Revolução Russa de 1917, decretou um regime autoritário conhecido como Estado Novo.
IV. O quarto Vargas pode ser associado ao período em que ele se afastou da política nacional em decorrência de sua deposição após a derrota do Brasil na II Guerra Mundial.
V. O quinto Vargas pode ser associado ao momento em que ele foi eleito democraticamente e terminou seu mandato e sua vida com o suicídio.
Agora, assinale a alternativa que contém as afirmativas CORRETAS:
Questão 23 11014310
IFC Exame de Classificação 2020Em 15 de novembro de 1889, foi instaurada a República no Brasil, sistema que perdura até os dias atuais. Esse sistema é dividido em diferentes períodos históricos, dentre os quais: República Oligárquica, Era Vargas e Ditadura Militar.
Relacione as afirmativas com os seus respectivos períodos históricos.
1. República Oligárquica
2. Era Vargas
3. Ditadura Militar
( ) Período marcado por fraudes eleitorais, voto de cabresto, coronelismo e hegemonia política de São Paulo e Minas Gerais.
( ) Época marcada pelos atos institucionais. O AI-5 proibiu as manifestações contra o governo.
( ) Nesse período, o voto foi estendido para as mulheres.
( ) Ocorreu a revolta denominada Intentona Comunista, liderada pela Aliança Nacional Libertadora (ANL).
( ) Criação das leis trabalhistas, da Companhia Vale do Rio Doce e da Companhia Siderúrgica Nacional.
( ) Nesse período, foram realizadas construções consideradas faraônicas, como a ponte Rio Niterói, Usina Hidrelétrica de Itaipu e Rodovia Transamazônica.
( ) Período conhecido pela Política do Café com Leite.
Assinale a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses de cima para baixo, é:
Questão 35 11012512
IFF Integrados 2020Texto I
“As dezessete horas da sexta feira, 12 de dezembro do ano bissexto de 1968, o Marechal Arthur da Costa e Silva, com a pressão a 22 por 13, parou de brincar com as palavras cruzadas e desceu a escadaria de mármore do Palácio Laranjeiras para presidir o Conselho de Segurança Nacional, reunido a grande mesa de jantar do Palácio. […]
O presidente abriu a sessão com um discurso no qual se denominou “legítimo representante da revolução de 31 de março de 1964” e lembrou que com “grande esforço […] boa vontade e tolerância” conseguiu chegar a “quase dois anos de governo presumidamente constitucional”. Ofereceu ao plenário “uma decisão optativa: ou a Revolução continua, ou a Revolução se desagrega”. Batendo na mesa, anunciou que “ a decisão esta tomada” e pediu que “ cada membro diga o que pensa e o que sente”. […] Com um preâmbulo de seis parágrafos, o Ato tinha doze artigos e cabia em quatro folhas de papel. Sua leitura atenta exigia pouco mais de 5 minutos. Costa e Silva retirou-se debaixo de aplausos”. (GASPARI, 2002, p. 333-334).
GASPARI, E. A Ditadura Envergonhada. São Paulo: Companhia das Letras. 2002.
O AI-5 foi um marco fundamental na história do governo militar no Brasil, sinalizando o endurecimento do regime, que assumiu feições abertamente ditatoriais.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE as principais medidas abrangidas por tal Ato:
Questão 7 10779296
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Racismo contra imigrantes no Brasil é constante, diz pesquisador
Na tese Dois Séculos de Imigração no Brasil: A Construção da Identidade e do Papel dos Estrangeiros pela
Imprensa entre 1808 e 2015, [o pesquisador Gustavo] Barreto analisou a cobertura do tema em jornais como O Globo, O
Estado de S. Paulo, Folha da Manhã (hoje Folha de S. Paulo), Correio da Manhã, O País e Gazeta do Rio de Janeiro ao
longo de 207 anos.
[5] Em entrevista à BBC Brasil, ele explica como os termos são usados de forma diferente na imprensa. “O refugiado
é sempre negativo, um problema grave a ser discutido. O imigrante é uma questão a ser avaliada, pode ser algo positivo
ou negativo, mas em geral a visão é de algo problemático. Já o estrangeiro é sempre positivo, inclusive melhor do que o
brasileiro. É alguém com quem podemos aprender”, diz.
Veja os principais trechos da entrevista:
[10] Quanto ao racismo, é possível identificar avanços? Como tem sido a cobertura da chegada de imigrantes
haitianos e bolivianos ao Brasil, mais recentemente”
Barreto — O racismo era algo natural e aceitável no século 19, incluindo o destaque às ideias de supremacia de raças,
entre 1870 até o governo Vargas. A partir da Segunda Guerra, os grupos começam a ser valorizados. Judeus, alemães e
italianos no Brasil começam a recontar sua história, assim como os japoneses, depois de um momento muito difícil. Após
[15] as cartas de direitos humanos, os valores eugenistas1 já não são mais declarados, o que é um avanço.
Mais recentemente, o país passou a receber um número considerável de bolivianos e haitianos. Mas também chegam
portugueses e espanhóis. A imprensa, no entanto, costuma destacar muito os problemas que os haitianos trazem, e
rapidamente começa a ser construída uma visão de que eles são um problema. Enquanto isso, os imigrantes europeus
recentes são valorizados por sua cultura e contribuição ao Brasil.
[20] Contribuições culturais ou produtivas dos haitianos e bolivianos, que têm uma riqueza cultural enorme, dificilmente viram
notícia. O racismo atual se dá pelo não dito, pelo que a imprensa omite. Quando aparecem na mídia estão atrelados a
problemas, crises, marginalizações, ou ligados à ideia de uma invasão. (...)
Suas observações não contrastam com a ideia tão difundida do Brasil como um país hospitaleiro, e do brasileiro
como um povo acolhedor, famoso no mundo todo pela simpatia e boa recepção aos estrangeiros?
[25] Barreto — Na verdade entre os pesquisadores do assunto há a noção do “mito da hospitalidade”. Há uma diferença entre a
maneira como nos vendemos para o mundo e a verdadeira hospitalidade a qualquer estrangeiro ou a democracia racial.
O estudo de como a imigração é retratada no pais entre 1808 e 2015 mostra que a hospitalidade é seletiva, mas que essa
noção sempre foi difundida, em benefício do Brasil. Esta é uma das minhas principais conclusões na tese, a de que a
nossa famosa hospitalidade é um mito. (...)
[30] Você citou um editorial do jornal Folha da Manhã, de 1926, intitulado “Fechem-se as fronteiras”. Esta seria um
pouco a noção de que o Brasil enxergou durante muito tempo a imigração de forma unilateral e seletiva? Ainda
vemos este discurso?
Barreto — Sim, o tema do editorial de 1926 é justamente a noção de que o país já teria recebido todos os imigrantes
necessários. Já chegaram todos que nós queremos, após a vinda em massa de alemães e italianos, foi cumprida a função
[35] da imigração no Brasil. Já ocupamos e populamos o país, e agora as fronteiras devem ser fechadas e quem entrar deverá
ser muito bem selecionado.
Hoje em dia a posição continua, mas travestida por outro argumento. A imprensa trabalha com o mito de que somos um
país pobre, em desenvolvimento, e não temos condições de receber mais ninguém. Vamos receber somente os melhores
e mais úteis. São evidências no discurso da imprensa e na visão da sociedade brasileira que contrastam diretamente com
[40] a ideia do “Brasil hospitaleiro, onde todos são bem-vindos”.
No contexto atual, de crise econômica e política, há que se observar atentamente a maneira como o imigrante será
retratado na imprensa, por ele ser um excelente bode expiatório para os problemas. Não tem grande chance de defesa,
não está integrado ao país, é o outro, o diferente, que traz dificuldades.
Desemprego, inflação e crise tendem a tornar a visão dos imigrantes ainda mais negativa.
(PUFF, Jefferson. Racismo contra imigrantes no Brasil é constante. 26 ago. 2015. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150819 racismo imigrantes jp rm. Acesso em: 8 set. 2019)
Vocabulário
1Eugenista: adepto da eugenia, teoria desenvolvida no século XIX que defendia a superioridade e o melhoramento das raças, estimulando o embranquecimento da população
Leia o fragmento abaixo, destacado do Texto:
“Barreto — Sim, o tema do editorial de 1926 é justamente a noção de que o país já teria recebido todos os imigrantes necessários. Já chegaram todos que nós queremos, após a vinda em massa de alemães e italianos, foi cumprida a função da imigração no Brasil. Já ocupamos e populamos o país, e agora as fronteiras devem ser fechadas e quem entrar deverá ser muito bem selecionado.” (|. 33-36)
O efeito de sentido provocado pelo uso da primeira pessoa do plural é:
Questão 44 10775981
IFMG 2020/1Leia estes textos.
TEXTO I
Ontem, após forte bombardeio, a 3ª brigada e a 6ª tornaram novas posições ao inimigo, sendo conquistada a igreja nova, na qual entre aclamações de todo o exército, foi hasteada a bandeira da República. Está muitíssimo reduzida a área em poder do inimigo. Este cederá brevemente, pois já perdeu todos os recursos. Lavra no arraial intenso incêndio ateado pela explosão de bombas de dinamite, sendo inteiramente queimada a latada anexa à igreja nova, o último baluarte dos fanáticos.
Monte Santo, 7 de outubro de 1897. In: CUNHA, Euclides da. Diário de uma expedição. Organização de Walnice Nogueira Galvão. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. p. 265.
TEXTO II
Chegou o desejado dia da vitória! Segundo nos informou o telégrafo, estão satisfeitas as esperanças da nação e desafrontados os brios do Exército e da República. Canudos é nosso; desabou o último baluarte dos ferozes jagunços de Antônio Conselheiro. Sobre aquele antro maldito, túmulo de tantos bravos brasileiros que perderam a vida, ganhando imortalidade e a gratidão eterna do país tremula hoje avante o pavilhão sagrado da República e epinício dos triunfadores. Não mais a rapina dos bandidos, não mais a fereza dos fanáticos perversos, não mais a perfídia dos irmãos desnaturados. A onda generosa do exército fiel à religião do dever lavou de uma extremidade à outra o reduto fementido; salvou-se a honra da nossa bandeira e encerrou-se esse doloroso capítulo da história pátria.
Canudos: a vitória, em Gazeta de Notícias, 7 de outubro de 1897, n. 280. Rio de Janeiro.
TEXTO III
“Nem o fogo nem a água conseguiram apagar nossa história. Minha bisavó, que visitou o cemitério pouco antes de ficar submerso para sempre, dizia que seus mortos iam morrer duas vezes”
Depoimento de Yamilson Mendes, guia turístico de Nova Canudos. In.: BARCA, Antônio Gimenes. Canudos, a cidade do fim do mundo: depois de renascer de suas cinzas, Canudos foi afogada por uma represa. Esta é sua memória. El País, 4 de fevereiro de 2017. Disponível em: https://brasil.elpais. com/brasil/2017/02/04/politica/1486239968_195098.html. Acesso em: 10 de set. 2019.
Considerando esses textos, assinale a alternativa correta a respeito da Revolta de Canudos na história do Brasil República.
06
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