Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 3 11049761
IFNMG 2014/1TEXTO
Que país é esse? Jovens protestam contra os gastos excessivos da Copa do Mundo
Manifestantes tomaram às ruas de Brasília para protestar contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa.
Brasília, 17 de Junho de 2013

Jovens foram ao estádio Mané Garrincha para protestar (Leanderson Lima)
Nos anos 80, os gritos de protesto da juventude de Brasília ganharam o país inteiro na voz de Renato Russo com a banda Legião Urbana. Eram tempos de redemocratização do Brasil com o fim da Ditadura Militar, tempos de fortes crises econômicas, tempos de falta de esperança...
No último sábado (15), outra geração, mas com a mesma vontade de mudar a situação do País, tomou às ruas de Brasília para fazer um grande protesto contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa do Mundo de 2014. Foi um grito de indignação, repúdio, desabafo.
Só que, desta vez, o grito dos jovens de Brasília não teve a poética de Renato Russo, mas ainda assim eles formaram uma legião, e o barulho feito foi muito mais longe do que qualquer música do poeta do rock nacional.
Desta vez, o grito dos jovens de Brasília foi ouvido nos quatro cantos do mundo.
Gastança A revolta foi motivada pelo preço astronômico que custou o estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrincha, nada menos que 1 bilhão e 200 milhões de reais. É o mais caro do mundial.
Uma obra gigantesca para um futebol pequeno, que não tem apelo de público.
Revolta também pelo cancelamento de cirurgias no Hospital de Base de Brasília. Na última terça-feira, a Secretaria de Saúde informou que o hospital só voltaria a realizar cirurgias depois do jogo entre Brasil e Japão. O governo negou que a suspensão das cirurgias tivesse relação com o evento. Não colou. Via Facebook Os manifestantes se organizaram por meio de uma comunidade no Facebook. Mais de 11 mil pessoas curtiram a página e mais de mil participaram do protesto.
O grupo marcou como ponto de encontro a rodoviária, no Plano Piloto. Um dos gritos mais repetidos foi: “Copa do Mundo, não quero não, quero dinheiro pra saúde e educação”. O início da manifestação foi pacífico, mas, à medida em que os manifestantes chegaram aos portões do estádio, a confusão começou. Para controlar a situação, a Polícia Militar usou bombas de gás
lacrimogêneo. De acordo com a Secretaria de Segurança de Brasília, oito pessoas foram presas e 23
saíram feridas do confronto. Nenhuma em estado grave.
Manifestante mascarado participa de protesto em Brasília “Esta é a Copa da vergonha. A saúde tá precária. Não tem como gastar tanto dinheiro em um estádio, com essa grana dava pra fazer tanta coisa, inclusive cirurgias que foram canceladas aqui no Hospital de Base”,lembrou a manifestante Raquel Dente, 20, estudante de Desenho Industrial na UNB. (...)
O estudante Leandro Tadeu, 27, cobrou mais investimentos na educação. “Como é que a gente quer sediar uma Copa do Mundo se a gente não investe na educação? Enquanto se gasta esse dinheiro, precisamos investir nas escolas públicas, precisamos de um transporte decente. Aqui, a gente chega a ficar quatro horas esperando um ônibus”, revelou.
Fonte:http://acritica.uol.com.br/craque/manaus-amazonas-amazonia-Jovens-protestam-gastos-excessivos-Copa-Mundo-confederacoes-Brasilia-futebol manifestacoes_0_939506053.html.
Leia o trecho a seguir:
“Outra geração, mas com a mesma vontade de mudar a situação do País, tomou às ruas de Brasília para fazer um grande protesto contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa do Mundo de 2014. (...)
Só que, desta vez, o grito dos jovens de Brasília não teve a poética de Renato Russo, mas ainda assim eles formaram uma legião, e o barulho feito foi muito mais longe do que qualquer música do poeta do rock nacional”.
Recorrendo aos seus conhecimentos linguísticos/semânticos, leia o trecho anterior e marque a opção em que a análise feita NÃO é procedente:
Questão 2 11049733
IFNMG 2014/1TEXTO
Que país é esse? Jovens protestam contra os gastos excessivos da Copa do Mundo
Manifestantes tomaram às ruas de Brasília para protestar contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa.
Brasília, 17 de Junho de 2013

Jovens foram ao estádio Mané Garrincha para protestar (Leanderson Lima)
Nos anos 80, os gritos de protesto da juventude de Brasília ganharam o país inteiro na voz de Renato Russo com a banda Legião Urbana. Eram tempos de redemocratização do Brasil com o fim da Ditadura Militar, tempos de fortes crises econômicas, tempos de falta de esperança...
No último sábado (15), outra geração, mas com a mesma vontade de mudar a situação do País, tomou às ruas de Brasília para fazer um grande protesto contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa do Mundo de 2014. Foi um grito de indignação, repúdio, desabafo.
Só que, desta vez, o grito dos jovens de Brasília não teve a poética de Renato Russo, mas ainda assim eles formaram uma legião, e o barulho feito foi muito mais longe do que qualquer música do poeta do rock nacional.
Desta vez, o grito dos jovens de Brasília foi ouvido nos quatro cantos do mundo.
Gastança A revolta foi motivada pelo preço astronômico que custou o estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrincha, nada menos que 1 bilhão e 200 milhões de reais. É o mais caro do mundial.
Uma obra gigantesca para um futebol pequeno, que não tem apelo de público.
Revolta também pelo cancelamento de cirurgias no Hospital de Base de Brasília. Na última terça-feira, a Secretaria de Saúde informou que o hospital só voltaria a realizar cirurgias depois do jogo entre Brasil e Japão. O governo negou que a suspensão das cirurgias tivesse relação com o evento. Não colou. Via Facebook Os manifestantes se organizaram por meio de uma comunidade no Facebook. Mais de 11 mil pessoas curtiram a página e mais de mil participaram do protesto.
O grupo marcou como ponto de encontro a rodoviária, no Plano Piloto. Um dos gritos mais repetidos foi: “Copa do Mundo, não quero não, quero dinheiro pra saúde e educação”. O início da manifestação foi pacífico, mas, à medida em que os manifestantes chegaram aos portões do estádio, a confusão começou. Para controlar a situação, a Polícia Militar usou bombas de gás
lacrimogêneo. De acordo com a Secretaria de Segurança de Brasília, oito pessoas foram presas e 23
saíram feridas do confronto. Nenhuma em estado grave.
Manifestante mascarado participa de protesto em Brasília “Esta é a Copa da vergonha. A saúde tá precária. Não tem como gastar tanto dinheiro em um estádio, com essa grana dava pra fazer tanta coisa, inclusive cirurgias que foram canceladas aqui no Hospital de Base”,lembrou a manifestante Raquel Dente, 20, estudante de Desenho Industrial na UNB. (...)
O estudante Leandro Tadeu, 27, cobrou mais investimentos na educação. “Como é que a gente quer sediar uma Copa do Mundo se a gente não investe na educação? Enquanto se gasta esse dinheiro, precisamos investir nas escolas públicas, precisamos de um transporte decente. Aqui, a gente chega a ficar quatro horas esperando um ônibus”, revelou.
Fonte:http://acritica.uol.com.br/craque/manaus-amazonas-amazonia-Jovens-protestam-gastos-excessivos-Copa-Mundo-confederacoes-Brasilia-futebol manifestacoes_0_939506053.html.
Leia os trechos a seguir: “Nos anos 80, os gritos de protesto da juventude de Brasília ganharam o país inteiro na voz de Renato Russo com a banda Legião Urbana.”
“Outra geração, mas com a mesma vontade de mudar a situação do País, tomou às ruas de Brasília para fazer um grande protesto contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa do Mundo de 2014. Foi um grito de indignação, repúdio, desabafo.”
Os trechos acima, pela ordem dos enunciados, apresentam:
Questão 33 10783860
Liceu-SP 2014Leia o texto a seguir para responder à questão:
LENTES DA HISTÓRIA
Hélio Schwartsman
O que aconteceu com o sonho do fim da segregação racial que, há 50 anos, Martin Luther King anunciava para 250 mil pessoas na Marcha sobre Washington? Ele está perto de materializar-se ou continua uma esperança para o futuro?
A resposta depende dos óculos que vestimos. Se apanharmos a lente dos séculos e milênios, a longa duração de que falam os historiadores, há motivos para regozijo. A instituição da escravidão, especialmente cruel com os negros, foi abolida de todas as legislações do planeta. É verdade que, na Mauritânia, isso ocorreu apenas em 1981, mas o fato é que essa chaga que acompanhava a humanidade desde o surgimento da agricultura, 11 mil anos atrás, se tornou universalmente ilegal.
Apenas 50 anos atrás, vários Estados americanos tinham leis (Jim Crow Iaws) que proibiam negros até de frequentar os mesmos espaços que brancos. Na África do Sul, a segregação, com base legal, chegou até os anos 90. Hoje, disposições dessa natureza são não só impensáveis como despertam vívida repulsa moral.
Em 2008, numa espécie de clímax, o negro Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, o que levou alguns analistas a falar em era pós-racial.
Basta, porém, apanhar a lente das décadas e passear pelos principais indicadores demográficos para verificar que eles ainda carregam as marcas do racismo. Negros continuam significativamente mais pobres e menos instruídos que a média do país. São mandados para a cadeia num ritmo seis vezes maior que o dos brancos. As Jim Crow Iaws foram declaradas nulas, mas alguns Estados mantêm regras que, na prática, reduzem a participação de negros em eleições.
É um caso clássico de copo meio cheio e meio vazio. Do ponto de vista da longa duração, estamos bem. Dá até para acreditar em progresso moral da humanidade. Só que não vivemos na escala dos milênios, mas na das décadas, na qual a segregação teima em continuar existindo.
Adaptado de SCHUWARTSMAN, Hélio. Folha de São Paulo. 28.08.2013
Leia as afirmações a seguir:
I) As perguntas, no primeiro parágrafo, são retóricas, ou seja, expressam que o autor não possui argumentos sobre o assunto.
II) As palavras “lente” e “óculos” foram usadas em sentido conotativo, no segundo parágrafo.
III) De maneira geral, os indicadores sociais apontam para o fim da segregação, apesar de as mudanças nas leis ainda darem brechas às marcas do racismo.
IV) A palavra “clímax”, no quarto parágrafo, remete à ideia de ponto máximo, de mais alto grau.
Estão corretas, apenas,
Questão 32 10783859
Liceu-SP 2014Leia o texto a seguir para responder à questão:
LENTES DA HISTÓRIA
Hélio Schwartsman
O que aconteceu com o sonho do fim da segregação racial que, há 50 anos, Martin Luther King anunciava para 250 mil pessoas na Marcha sobre Washington? Ele está perto de materializar-se ou continua uma esperança para o futuro?
A resposta depende dos óculos que vestimos. Se apanharmos a lente dos séculos e milênios, a longa duração de que falam os historiadores, há motivos para regozijo. A instituição da escravidão, especialmente cruel com os negros, foi abolida de todas as legislações do planeta. É verdade que, na Mauritânia, isso ocorreu apenas em 1981, mas o fato é que essa chaga que acompanhava a humanidade desde o surgimento da agricultura, 11 mil anos atrás, se tornou universalmente ilegal.
Apenas 50 anos atrás, vários Estados americanos tinham leis (Jim Crow Iaws) que proibiam negros até de frequentar os mesmos espaços que brancos. Na África do Sul, a segregação, com base legal, chegou até os anos 90. Hoje, disposições dessa natureza são não só impensáveis como despertam vívida repulsa moral.
Em 2008, numa espécie de clímax, o negro Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, o que levou alguns analistas a falar em era pós-racial.
Basta, porém, apanhar a lente das décadas e passear pelos principais indicadores demográficos para verificar que eles ainda carregam as marcas do racismo. Negros continuam significativamente mais pobres e menos instruídos que a média do país. São mandados para a cadeia num ritmo seis vezes maior que o dos brancos. As Jim Crow Iaws foram declaradas nulas, mas alguns Estados mantêm regras que, na prática, reduzem a participação de negros em eleições.
É um caso clássico de copo meio cheio e meio vazio. Do ponto de vista da longa duração, estamos bem. Dá até para acreditar em progresso moral da humanidade. Só que não vivemos na escala dos milênios, mas na das décadas, na qual a segregação teima em continuar existindo.
Adaptado de SCHUWARTSMAN, Hélio. Folha de São Paulo. 28.08.2013
No último parágrafo do texto, lê-se: “Dá até para acreditar em progresso moral da humanidade. Só que não vivemos na escala dos milênios”.
A relação existente entre esses dois períodos é de
Questão 30 10783855
Liceu-SP 2014Leia o texto a seguir para responder à questão:
LENTES DA HISTÓRIA
Hélio Schwartsman
O que aconteceu com o sonho do fim da segregação racial que, há 50 anos, Martin Luther King anunciava para 250 mil pessoas na Marcha sobre Washington? Ele está perto de materializar-se ou continua uma esperança para o futuro?
A resposta depende dos óculos que vestimos. Se apanharmos a lente dos séculos e milênios, a longa duração de que falam os historiadores, há motivos para regozijo. A instituição da escravidão, especialmente cruel com os negros, foi abolida de todas as legislações do planeta. É verdade que, na Mauritânia, isso ocorreu apenas em 1981, mas o fato é que essa chaga que acompanhava a humanidade desde o surgimento da agricultura, 11 mil anos atrás, se tornou universalmente ilegal.
Apenas 50 anos atrás, vários Estados americanos tinham leis (Jim Crow Iaws) que proibiam negros até de frequentar os mesmos espaços que brancos. Na África do Sul, a segregação, com base legal, chegou até os anos 90. Hoje, disposições dessa natureza são não só impensáveis como despertam vívida repulsa moral.
Em 2008, numa espécie de clímax, o negro Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, o que levou alguns analistas a falar em era pós-racial.
Basta, porém, apanhar a lente das décadas e passear pelos principais indicadores demográficos para verificar que eles ainda carregam as marcas do racismo. Negros continuam significativamente mais pobres e menos instruídos que a média do país. São mandados para a cadeia num ritmo seis vezes maior que o dos brancos. As Jim Crow Iaws foram declaradas nulas, mas alguns Estados mantêm regras que, na prática, reduzem a participação de negros em eleições.
É um caso clássico de copo meio cheio e meio vazio. Do ponto de vista da longa duração, estamos bem. Dá até para acreditar em progresso moral da humanidade. Só que não vivemos na escala dos milênios, mas na das décadas, na qual a segregação teima em continuar existindo.
Adaptado de SCHUWARTSMAN, Hélio. Folha de São Paulo. 28.08.2013
O texto lido é
Questão 9 10742112
UTFPR Verão 2014/2“12 anos de escravidão”: épico realista para contar uma história brutal
12 Anos de Escravidão dá uma amostra dos terríveis atos de maldades que milhões de seres humanos, subjugados por outros seres humanos, sofreram por séculos nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, numa das práticas mais infames da história. Encenado de forma extremamente realista e mesmo assim fascinante pelo diretor britânico Steve McQueen, vale por anos de aulas de história. Mais do que isso, nos faz refletir sobre o nosso presente.
O drama é baseado no relato de Solomon Northup (Chiwettel Ejiotor), um músico negro livre que em 1841 vivia no estado de Nova York e é atraído por uma proposta de trabalho em Washington, capital americana, onde é sequestrado e vendido como escravo por um traficante de pessoas que ironicamente se chama Freeeman (Paul Giamatti). Tem seu nome trocado, e passa de dono em dono, sendo que o último deles, Edwin Epps (Michael Fassbender) o conduz com violência física e psicológica. Rapidamente, Northup compreende que para sobreviver, deve renunciar a sua identidade, e enquanto busca uma oportunidade para escapar, observa o modo como compatriotas negros são tratados. Ele cria um vínculo com Patsey (Lupita Nyong’o), jovem escrava que é objeto de amor do seu dono, Epps, e por isso atrai o ódio da esposa deste, interpretada por Sarah Paulson.
O elenco é extraordinário, com grandes atuações de Ejiofor, Fassbender. Giamatti, Nyong’o, Paulson, entre outros. Enquanto Ejiotor transmite brilhantemente os diferentes estágios psicológicos por que Northup passa ao longo da narrativa, da confiança de um homem bem sucedido e feliz, à estupefação de ser aprisionado, ao desespero de ver sua vida por um fio, à conformidade e aniquilação total de sua individualidade, o personagem de Fassbender, Epps, parece estar sempre a uma respiração de uma explosão de violência e, apesar de seu amor por Patsey, não hesita em torturá-la brutalmente, numa sequência de puro horror.
Não por acaso, 12 Anos de Escravidão ganhou o Oscar de melhor filme. Com apenas três longas-metragens no currículo, o diretor Steve McQueen demonstra um total domínio da linguagem cinematográfica, com todos os elementos encaixando para um resultado coeso e poderoso.
Conhecido por obras intimistas (Fome, 2008 e Shame, 2011), o diretor transforma a trajetória de Northup em um épico, tornando a trajetória de apenas um homem uma história com que muitas pessoas podem se identificar. Apesar de ter optado por uma adaptação bastante próxima ao texto original, imprime sua marca, criando algumas sequências em que sutilmente transmite de forma inequívoca o martírio daqueles homens e mulheres cujo único “erro” foi ter nascido com uma cor de pele diferente daqueles que os dominavam.
Gilson Carvalho (http://cartazdacultura.com12/03/2014)
Considerando o texto, considere as seguintes afirmativas quanto ao sentido das palavras:
I) A palavra compatriotas significa pessoa que compartilha a mesma cor de pele.
II) A palavra estupefação significa pasmo, assombro.
III) A palavra conformidade significa resignação, passividade.
Está(ão) correta(s) apenas:
06
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