Questões de EFAF História - Brasil - Império
330 Questões
Questão 19 10768559
COLTEC 2023A charge abaixo retrata fazendeiros e abolicionistas em intensa disputa política sobre a abolição da escravidão, na segunda metade do século XIX, no Brasil.

AGOSTINI, Ângelo. Revista Ilustrada. In: Retrato do Brasil. São Paulo: Editora Três/Política Editora, s.d. fascículo 10, p. 110. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/abolicao-da-escravatura-no-brasil/. Acesso em: 01 set. 2021.
Sobre os debates políticos em torno da abolição, é INCORRETO afirmar que a
Questão 6 10739932
CEDAF 2023/1Leia o texto a seguir, observando seu objetivo
Como foi preservado o coração de D. Pedro I?
Era desejo de D. Pedro que, quando morresse, seu coração literalmente permanecesse na cidade que o via como herói – devido às batalhas que travara na região com Dom Miguel, seu irmão. [...] O coração é mantido preservado em formol – uma solução na qual microorganismos e bactérias são incapazes de sobreviver, evitando a decomposição do órgão. Enquanto segredos são supostamente guardados a sete chaves, o coração do ex-imperador é guardado a cinco – nesse caso, literais. A primeira abre uma placa de metal. Outras duas removem redes de ferro. A quarta abre uma urna. E, por fim, dentro de uma caixa de madeira atrás de outra tranca, encontra-se o órgão. Graças a essas precauções, o coração sobreviveu por tanto tempo depois da morte de D. Pedro.
(CAPARROZ, Leo. Como foi preservado o coração de D. Pedro I? Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-foi-preservado-o-coracao-de-d-pedro-i/. Acesso em: 07 set. 2022.)
Considerando o tipo textual, o objetivo do texto é
Questão 7 14946373
ONHB Fase 3 2022Leia a transcrição do diálogo ocorrido entre dois personagens da telenovela “Nos Tempos do Imperador”: o Duque de Saxe-Coburgo-Gota, marido da Princesa Leopoldina, e Dom Pedro II:
Nos Tempos do Imperador
Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota : E Solano López? O que diz o Marquês [de Caxias]?
Dom Pedro II : O miserável continua foragido... Vagando pelo país. O problema é que mesmo que consigam localizá-lo, ele será protegido.
Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota : Protegido? Como assim?
Dom Pedro II : Ele está acompanhado de um grupo de mulheres e crianças, Augusto. Você acredita nisso? Ele está usando essas pobres criaturas como escudo humano.
Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota : É inacreditável tamanha covardia. Isso... isso pode virar uma guerrilha.
Dom Pedro II : Eu escrevi a Caxias pedindo máximo empenho.
Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota : Ótimo.
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Telenovela ORIGEM: Thereza Falcão e Alessandro Marson, Nos Tempos do Imperador, Rede Globo, Capítulo 151, 2021-2022. CRÉDITOS: Thereza Falcão; Alessandro Marson; Rede Globo. PALAVRAS-CHAVE: telenovela, brasil império, meios de comunicação de massa
A partir da leitura do documento e de seus conhecimentos, escolha uma alternativa:
Questão 5 14946306
ONHB Fase 3 2022O conteúdo a seguir foi traduzido do espanhol pela pesquisadora Fernanda Gregolin. Trata-se de um texto assinado pela anarquista Maria Antônia Soares (1898-1991) publicado, em setembro de 1922, na capa do jornal Nuestra Tribuna, editado na Argentina.
O centenário brasileiro

Trechos traduzidos:
Os caça níqueis de todas as repúblicas e monarquias existentes estiveram reunidos nesta capital com o pretexto de comemorar o centenário da independência brasileira. E comemoraram lindamente! Os banquetes se sucedem de tal forma que aparecem empenhados em deixar bem presente a voracidade dos comensais e a generosidade do povo anfitrião. A exaltação despendida para obsequiar as delegações estrangeiras assumiu proporções escandalosas, porque nossos governantes parecem ter perdido aquela qualidade dos bons políticos a qual consiste em enganar o povo deixando-o contente, e então, a pouca vergonha que tinham.
Uma coisa ganharemos os brasileiros com tudo isso; ao voltar aos seus países, os ilustres hóspedes dirão aos jornalistas que os entrevistarão: ”o Brasil é uma grande nação; o povo brasileiro é hospitaleiro, cavalheiro, bom, generoso, rico, etc, etc.”
O povo do Brasil. Pobre povo!
Disso tudo, das festas do centenário, guardará uma lembrança muito amarga.
Jamais nossas misérias parecem tão grandes em relação aos demais. E neste caso, não houve ao menos a preocupação de fazer do contraste algo menos brutal.
Mas se a atitude do governo nestas festas foi de desprezo e provocação para com o povo, uma sábia precaução o colocou em condições de poder atuar livremente, sem nenhum contratempo, ao decretar estado de sítio.
Se nestas festas somente aos embaixadores e demais engravatados é dado o direito de estar no banquete e se divertir, também somente a eles é permitido falar. E assim dirão, em longos e retumbantes discursos, toda a grandeza de uma pátria independente e livre. Entoarão hinos à glória imensa deste povo que há cem anos se libertou do domínio português, mas esconderão muito bem escondido e não dirão que hoje vivem sob o domínio de um pequeno tirano sem escrúpulos, sofrendo das desastrosas consequências de uma política de escândalos e vergonhas.
Depois da campanha eleitoral em prol dos candidatos à presidência da República, e com a decisão tomada, os derrotados colocaram em atividade todas as suas habilidades intrigantes e prepararam um movimento revolucionário que teve início em princípios de julho p.p. com a Revolta do Forte de Copacabana.
Falta de preparação, de tática, ou por traição, o movimento fracassou. E alguns poucos jovens valentes que levaram a sério a coisa e vestiram seu heroísmo até o fim, foram sacrificados. Os feridos foram recolhidos a hospitais, os presos foram colocados em lugares incomunicáveis e desde então não se sabe deles. O estado de sítio foi logo decretado para que as bocas pudessem ser ainda mais amordaçadas e algumas consciências compradas pelo melhor preço.
Desde breve os jornais de oposição mudaram suas atitudes passando a enaltecer aqueles que até o dia anterior eram insultados por eles rudemente. E os nossos jornais, que naturalmente não podiam se prestar a essa atitude de renúncia e humilhação, tiveram que suspender a circulação. A censura é exercida com exagerada severidade e as partes censuradas não podem sair em branco, devem ser substituídas por outras. Assim, o que chega de fora, que nada disso sabe, nunca poderá supor que a censura existe. As aparências com o estrangeiro são salvas e o Brasil não perde seus privilégios legais de país livre.
O presidente Epitácio Pessoa vive sob o pesadelo de levantes militantes. Daí sua severidade, suas medidas reacionárias, e este ambiente de apreensão, de ameaças vagas e resultados obtusos: os governantes excluíram o povo das festas do centenário, e este povo por natureza sempre alegre e expansiva, encarou os mesmos festejos com atitude fria, indiferente.
E a alegria, como sempre, foi para os de cima... e para os outros...
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: Periódico: Nuestra Tribuna, Ano I, Número 4, capa, setembro de 1922. Documento digitalizado disponível em: https://americalee.cedinci.org/portfolio-items/nuestra-tribuna/ Tradução: Fernanda Gregolin in: Aline Ludmila et alli Unidas nos lancemos na luta: o legado anarquista de Maria A. Soares. São Paulo: Tenda de Livros, 2021, pp. 61-3. CRÉDITOS: Maria Antonia Soares; Tradução: Fernanda Gregolin in: Aline Ludmila. GLOSSÁRIO: p.p . = passado próximo PALAVRAS-CHAVE: jornal, centenário da independência, história das mulheres
A autora Maria Antônia Soares:
Questão 9 14945480
ONHB Fase 2 2022Observe a pintura e, em seguida, leia o texto:
Coroação de D. Pedro I

Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Óleo sobre tela ORIGEM: Jean-Baptiste Debret. Coroação de D. Pedro I. 1828, Palácio do Itamaraty. Ministério das Relações Exteriores. Brasília. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jean-Baptiste_Debret_- _Coroa%C3%A7%C3%A3o_de_D._Pedro_I_(detalhe).jpg#/media/Ficheiro:Jean-Baptiste_Debret_- _Coroa%C3%A7%C3%A3o_de_D._Pedro_I,_1828.jpg CRÉDITOS: Jean-Baptiste Debret TÉCNICA: Óleo sobre tela DIMENSÕES: 380 x 636 cm. PALAVRAS-CHAVE: brasil império, monarquia, história da moda
História da Moda
O traje áulico usado por Pedro I nas cerimônias de aclamação, sagração e coroação, em 1822, chegaram até nós pela iconografia criada por Debret. O imperador do Brasil escolheu as cores verde e amarelo, encomendando ao pintor novos símbolos que figurassem a nação brasileira durante um decisivo período de transição política. Na farda azul-escuro alterou-se o risco do bordado com ramagens de carvalho, signo da sabedoria e da força. Culote branco, espada e botas altas de montaria inteiravam o conjunto.
O uso das botas e manto real por D. Pedro de início causou estranheza depois se tornou uma tradição dos reis de Portugal. A escolha mostrava muito da personalidade do jovem imperador, seu caráter original e ativo, pouco afeito a formalidades. Nesse aspecto do militarismo manifesto no traje, vemos o caráter vigoroso e dinâmico das lideranças latino americanas da época.
O manto de veludo na forma do poncho sul americano era verde forrado de seda amarela, diferente do manto português, semicircular. O bordado dourado na borda tinha folhas e frutos da palmeira, símbolo da vitória e da imortalidade, e no meio, estrelas douradas, representando as províncias do império. A gola de rufos com três voltas à espanhola - usada durante o século XVI, item arcaizante de matiz romântico - e a pelerine feita de papos de tucano, tal as capas indígenas que fascinaram as elites europeias desde o descobrimento.
A coroa elíptica, diferente da portuguesa, era ornamentada por folha de palmeira, na junção dos ramos uma esfera armilar em ajour e sobre ela, uma cruz da Ordem de Cristo incrustada de diamantes. Na base, as armas do Brasil, ramos de café e tabaco floridos, alternadas com florões. O cetro diferente do português, era longo e trazia no topo um dragão.
A escolha do traje de D. Pedro I tinha um propósito bem definido. Além do nexo entre os usos no Brasil e em Portugal, articulou cores, materiais e ornamentos com signos reconhecíveis, aspectos da moda europeia do início do séc. XIX e detalhes arcaicos ou exóticos escolhidos com o fito político de distinção. Resultou de embates político-ideológicos, envolvendo conservadores e outros mais liberais que criam na modernidade.
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Instagram ORIGEM: Maria Cristina Volpi. Texto publicado na conta do Instagram @historiadamoda.ufjf, organizada pela Profa. Dra. Maria Claudia Bonadio (UFJF). Disponível em: //www.instagram.com/p/CFLMLwWn3jO/
CRÉDITOS: Maria Cristina Volpi; @historiadamoda.ufjf
GLOSSÁRIO: Áulico : cortês; próprio da corte ou de seus cortesãos.
Pelerine : espécie de capa comprida com abertura para os braços.
Armilar : que tem círculos. Ajour : orifício; fresta.
PALAVRAS-CHAVE: história da moda, monarquia, brasil império
Escolha uma das alternativas.
Questão 9 14936275
ONHB Fase 1 2022Sessão Aniversária da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional
“Nasceu esta corporação sob o influxo dessas grandes paixões que deram em resultado o fausto acontecimento da independência do Brasil; tem, portanto justo titulo a ser considerada, entre suas irmãs, como a primogênita da fundação do império. Ignácio Álvares Pinto de Almeida iniciou-a em 1820, logrou dar-lhe princípio de existência legal em 1825, e a 19 de outubro de 1827 via inaugurada modestamente, mas cheia de fé e cercada de esperanças, a obra de seu puro e fervoroso patriotismo. Foram seus dignos e principais cooperadores o visconde de Alcântara, Francisco Cordeiro da Silva Torres (depois barão de Jurumerim), João Fernandes Lopes, Manoel José Onofre, João Francisco de Madureira Pará e João Rodrigues Pereira de Almeida (mais tarde barão de Ubá). Com estes nomes da primeira plêiade de seus beneméritos, a nossa associação recorda os de Raymundo José da Cunha Mattos, Januário da Cunha Barbosa, Cândido José de Araújo Vianna (hoje visconde de Sapucaí), Frederico Leopoldo César Burlamaqui, marquês de Abrantes e outros que, ou foram coevos dos fundadores, ou lhes sucederam em sua grandiosa inspiração, movidos pelo mesmo encedrado amor da pátria. Belos tempos eram esses que a paixão política se inflamava na concepção dos sólidos fundamentos do Império americano, e por toda parte a luta se travava no alto e majestoso terreno das ideias da verdadeira liberdade, e dos germens fecundos da união e grandeza nacional! Notar-se-ão talvez que a agricultura, primeiro elemento da nossa riqueza, segue ainda a trilha do primitivo empirismo, em grande parte do nosso vasto e fertilíssimo território: que a indústria fabril para a qual sobram no solo brasileiro os mais preciosos dons da natureza, é hoje, para assim dizer, o embrião do que deve ser: as nossas comunicações com o interior são ainda penosas, que há por aí um mundo inteiro deserto e até em partes desconhecido (...). Auxiliar e animar o trabalho nacional é dever de todo o cidadão, e mormente do Primeiro Representante da Nação; venho, pois, com o maior jubilo abrir a segunda exposição brasileira. Simboliza ele a união deste vasto Império, baseada no futuro grandioso que lhe prometem tamanhas riquezas naturais derramadas por suas províncias; afiança o desenvolvimento das relações que tanto nos interessa cultivar com os outros povos; enfim, é o mais nobre incentivo às conquistas da paz, as quais os brasileiros só pretendem, e cujos louros reunirão aos que têm ganho e ganharão defendendo a honra de sua Pátria e a causa da civilização.”
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Discurso
ORIGEM: Sessão Aniversária da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional. Honrada com as augustas presenças de SS. MM. II e Altezas Condessa e Conde D’eu e Duque de Saxe. Em 30 de Outubro de 1867. Rio De Janeiro: Typographia Indústria Nacional de Cotrim & Campos, 1867. In: WANZELLER, Patrícia Regina Corrêa. Sociedade Auxiliadora Nacional: o templo da Palas Atena. Rio de Janeiro, 2009. pp. 289-290. CRÉDITOS: José Maria da Silva Paranhos GLOSSÁRIO: Coevos : aqueles ou aquilo que é da mesma época de outro. Encedrado : aumentado. PALAVRAS-CHAVE: brasil império, economia, indústria
A partir do documento assinale a alternativa mais adequada.
06
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