Questões de EFAF Português - Sintaxe -
10 Questões
Questão 33 10868730
Liceu-SP 2011Leia o conjunto de textos a seguir:
TEXTO 1
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
"Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária."
"Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais."
(lei Nº 8.069, De 13 De Julho De 1990.)
TEXTO 2
INFÂNCIA
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que
aprendeu
a ninar nos longes da senzala - e nunca
se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de
Robinson Crusoé.
(Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003, p. 6.)
FOTOGRAFIA 1

(www.blogdaresenhageral.com.br)
Releia os trechos a seguir:
Trecho I: "Meu irmão pequeno dormia."
Trecho II: "Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência".
As palavras grifadas nos trechos exercem a mesma função sintática de
Questão 19 11024930
IFRR Integrados 2022/1Considere o fragmento textual abaixo para responder à questão.
“A experiência do Axé prova que é possível educar os meninos de rua e transformá-los em cidadãos produtivos. Basta dar-lhes na prática o que a Constituição já lhes garante no papel: direito à educação, assistência médica, alimentação. Basta, enfim, tratá-los com o respeito que merecem.”
Os elementos destacados, no trecho acima, são respectivamente:
Questão 9 616046
COTIL 1° Ano 2019Texto para a questão:
Fomos proibidos de te amar, São Paulo
Herdamos o mito dos bandeirantes, e vocês transformaram Borba Gato, esse genocida, em fundador de nossa identidade. De legado, temos esta metástase em forma de desenvolvimentismo estéril, estas milhões de toneladas de concreto que hoje tentamos adornar para deixá-las suportáveis, mas que seria melhor não existissem.
Nos confinaram em bolhas de metal, em bolhas de concreto, em bolhas de vidro, como se fôssemos gado que tem por ração plástico. Disseram na nossa cara que11 praia de paulistano é shopping5, que Cumbica é o melhor lugar de nossa cidade, que plano de aposentadoria é pousada na Bahia. Que aqui não se cria filho, que essa terra só serve para ganhar dinheiro, como uma versão apocalíptica de Serra Pelada.
Nos deram uma ponte hedionda como novo cartão postal4, transformaram nossa espinha dorsal em uma avenida de banqueiros, bairros inteiros em cidades-dormitório. Nos chamaram de feios, sem horizonte, sem perspectiva além da fuga. Que aqui não tem amor3. Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam1.
Por identidade nos deram os bairros, que ainda assim se digladiam entre si, o excesso de trabalho e um superpoder: a capacidade de deixar o outro invisível, praticada todos os dias com pessoas e lugares, nos semáforos, quando nos deparamos com o dependente químico que9 chamamos de zumbi, metáfora usada em tom cruel e irônico para dar nome ao nosso maior monstro social2, justamente porque eles não produzem como nós, os viventes.
Nossa história e arquitetura foram deixadas às ruínas, que ativamente permitimos que desmoronem6. Nos legaram um palimpsesto de cidade, onde sobrepomos uma camada de concreto à outra, sem respeito pelo passado, planejamento ou cuidado.
Nos disseram que devemos conquistar ou ser conquistados, non ducor duco*, fomos colocados em estado permanente de guerra uns contra os outros, nos envenenaram com o medo pelas ruas e deixaram que o único elemento que nos cimentasse fosse o ódio comum e ancestral por São Paulo. Sem história, sem horizonte, perdidos. Fomos proibidos de te amar, São Paulo.
Chega. Talvez essa relação atávica de ódio nos encha os olhos de cataratas e não consigamos dar nome a essa emergência ainda, mas o faremos, com o devido distanciamento histórico. Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência7. Vimos no feio o belo13, deixamos de ter medo da rua, que surge como um eixo que começa a aglutinar em torno de si uma nova identidade de paulistano. Lutamos com mil unhas e dentes por um pedaço de terra que até então não era mais do que10 um estacionamento e que chamaremos de parque. Fizemos da cicatriz causada pelo militarismo um espaço para ensinar os novos paulistanos a andarem de bicicleta. Ocupamos lugares que nunca tínhamos visto e recuperamos a avenida das mãos dos banqueiros. Faremos turismo na cidade que habitamos. Não aceitamos mais esse ódio, esse estado permanente de guerra, a necessidade de conquistar o outro diariamente.
São Paulo é uma cidade no futuro: pós-apocalíptica, radioativa, seca, onde um dia dinheiro e trabalho não serão os únicos imperativos da vida social. Quando o mundo tremer, todas as cidades serão parecidas com a nossa. Do caos e da feiúra emerge uma beleza que apenas nós, que rejeitamos sua ideia de belo, vemos.8
Temos vontade de rua, negamos seus heróis, seus monumentos, seus carros, seus modos de vida. Nem que12 nos custem décadas, mas faremos algo belo com os escombros que herdamos e deles faremos uma cidade, não uma abstração chamada São Paulo. Ocuparemos cada fresta, cada trinca, cada buraco da cidade cinza. Aqui se encerra esse ciclo de ódio e se abre uma possibilidade de um novo começo na relação com São Paulo.
Nossa terra está em transe. Somos afortunados. Somos os novos paulistanos, e essa cidade é nosso rolê.
* expressão latina: “não sou conduzido, conduzo”
(GUERRA, Facundo. Fomos proibidos de te amar, São Paulo. Carta Capital. Caderno Sociedade. 27/08/2015. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/fomos-proibidos-de-te-amar-sao-paulo-2365.html. Acessado em 11/08/2018)
Considere a oração: “Vimos no feio o belo”13
I) O sujeito não está explícito na oração, mas sabe-se que é simples;
II) O sujeito não está explícito, mas pode-se identificá-lo pela desinência verbal;
III) O termo “o belo” desempenha a função de objeto indireto;
IV) O termo “no feio” desempenha a função de adjunto adverbial.
Está correto o que se afirma em:
Questão 5 416594
IFAL 2011TEXTO:
‘London River’ é drama simples e emocionante de tom político
André Barcinski
Crítico da Folha de São Paulo
“London River” – “Destinos Cruzados” é um filme simples e emocionante sobre como duas pessoas de origens totalmente diferentes podem ser afetadas da mesma maneira por uma tragédia.
Brenda Blethyn (“Segredos e Mentiras”) vive Elisabeth, viúva que mora num sítio no interior da Inglaterra.
No dia 7 de julho de 2005, Elisabeth está assistindo à TV quando vê o noticiário sobre atentados suicidas em Londres. Ela imediatamente liga para a filha, que mora na capital inglesa. Mas a filha não atende.
As horas passam, Elisabeth liga de novo, e nada. Preocupada, decide ir a Londres, procurar a menina.
Enquanto isso, Ousmane (Sotigui Kouyaté, veterano ator nascido em Mali e morto neste ano), um franco-africano mulçumano, também vai para Londres, procurando o filho.
Como antecipa o título do filme em português, os destinos dessas duas almas perdidas vão se cruzar. A vida deles está, de alguma forma, conectada.
O filme, até então um drama com ares de mistério, ganha um viés mais político, explorando temas como preconceito e a dificuldade de comunicação. Tanto Elisabeth quanto Ousmane vão perceber que nada sabem sobre o outro.
Dirigido pelo franco-argelino Rachid Bouchareb, “London River” peca por um roteiro um tanto esquemático, mas as atuações contidas de Blethyn e Kouyaté (vencedor do Urso de Ouro em Berlim) dão ao filme uma dignidade comovente.
(Folha de São Paulo, 01/10/2010)
Os termos grifados no texto constituem, respectivamente:
Questão 11 10717090
IFAL 6° Ano - Português e Matemática 2007Buscando identificar corretamente a função sintática das palavras grifadas nos trechos abaixo:
• Leda nomeou a irmã sua assessora na presidência da empresa.
• Informaram-lhes os preços dos cereais.
• A mãe foi salva da correnteza pelo filho.
Temos, respectivamente:
Questão 14 379793
IFSC 2017/2Texto
Somente 21 cidades catarinenses atingiram a meta de vacinação para HPV
[1] Apenas 21 dos 295 municípios catarinenses atingiram a meta de vacinação
[2] contra HPV em 2016, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica
[3] (Dive-SC). Ou seja, somente 7% das cidades superaram 80% de cobertura entre as
[4] meninas de nove anos. Santa Catarina pretendia imunizar 46.948 garotas nesta faixa
[5] etária no ano passado, mas somente 10.091 tomaram as duas doses da vacina, o que
[6] leva a uma cobertura de 21,5%. Especialistas defendem que, com essa baixa adesão,
[7] o Estado não conseguirá reduzir índices de doenças relacionadas ao vírus, como o
[8] câncer de colo de útero.
[9] A solução passa por mudança cultural, facilitar acesso aos postos e,
[10] principalmente, trabalhar a conscientização e reintroduzir vacinação nas escolas. Para
[11] Edison Natal Fedrizzi, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e
[12] chefe do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV do Hospital Universitário – um dos
[13] locais que analisaram a eficácia da imunização –, três fatores principais influenciam a
[14] baixa adesão. O primeiro é a faixa etária: adolescentes não estão acostumados à
[15] rotina de vacinação, que é mais intensa com crianças. O segundo está relacionado ao
[16] temor de injeção, que impede a busca voluntária dos jovens. Outro ponto seria o
[17] horário de funcionamento dos postos, que dificulta o acesso de pais que trabalham.
[18] – Todos esses fatores somados levam a uma cobertura bem menor do que
[19] gostaríamos. Isso traz impactos, porque a infecção HPV é muito frequente e muitas
[20] vezes a pessoa nem sabe que está infectada pelo vírus – reforça o professor Fedrizzi.
[21] A gerente de Doenças Imunopreviníveis e Imunização da Dive-SC, Vanessa
[22] Vieira da Silva, considera que o grande desafio nesta faixa ainda é o retorno para
[23] completar a segunda dose, essencial para eficácia da vacina:
[24] – Nós temos um número muito grande de primeira dose, mas elas não retornam
[25]para a segunda.
[26] Vanessa ressalta que os dados neste ano (2017), primeira vez que os meninos
[27] são incluídos na campanha, estão dentro do esperado. Até 30 de março, foram
[28] aplicadas 8.283 doses em meninas e 11.265 doses em meninos.
[29] Diferentes tipos de câncer estão relacionados ao HPV, entre eles o de colo de
[30] útero, vagina, região genital externa, anal e de cavidade oral. A vacina é a forma mais
[31] eficaz de prevenção. Para Fedrizzi, a solução passa por estimular as campanhas nas
[32] escolas, como foi feito no início da vacinação em 2014.
[33] [...]
[34] Vanessa lembra que, durante a Campanha de Multivacinação do ano passado,
[35] em setembro, chamaram também os adolescentes e conseguiram vacinar quatro
[36] vezes mais essa faixa etária.
Disponível em http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2017/04/somente-21-cidades catarinenses-atingiram a-metade- vacinacao-para-hpv-9768107.html Acesso em 10 de Abr 2017. [Texto adaptado]
Considere as afirmativas a seguir e assinale no cartão-resposta a alternativa CORRETA.
I. Em “Todos esses fatores somados levam a uma cobertura bem menor do que gostaríamos” (linhas 18-19), o sujeito do verbo em destaque é composto e inclui o autor do texto.
II. Em “Nós temos um número muito grande de primeira dose, mas elas não retornam para a segunda” (linhas 24-25), o pronome em destaque se refere a “primeira dose”.
III. Em “A vacina é a forma mais eficaz de prevenção” (linhas 30-31), o termo em destaque é objeto indireto.
IV. A presença do acento gráfico nas palavras clínica, útero e gostaríamos é justificada com base na mesma regra de acentuação.
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)