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Questão 10 10770402
COLUNI/UFV 1° Dia 2013Leia o texto a seguir e com base nele responda à questão.
Texto
O direito à literatura
Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as
suas crenças, os seus sentidos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles.
Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação,
entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade
[5] preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação
dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos
dialeticamente os problemas. Por isso é indispensável tanto a literatura sancionada quanto a literatura proscrita; a que os
poderes sugerem e a que nasce dos movimentos de negação do estado de coisas predominantes.
A respeito destes dois lados da literatura, convém lembrar que ela não é uma experiência inofensiva, mas uma
[10] aventura que pode causar problemas psíquicos e morais, como acontece com a própria vida, da qual é imagem e
transfiguração. Isto significa que ela tem papel formador de personalidade, mas não segundo as convenções; seria antes
segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade. Por isso, nas mãos do leitor o livro pode ser fator de
perturbação e mesmo de risco. Daí a ambivalência da sociedade em face dele, suscitando por vezes condenações violentas
quando ele veicula noções ou oferece sugestões que a visão convencional gostaria de proscrever. No âmbito da instrução
[15] escolar o livro chega a gerar conflitos, porque o seu efeito transcende as normas estabelecidas.
Numa palestra feita há mais de 15 anos em uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sobre
o papel da literatura na formação do homem, chamei a atenção entre outras coisas para os aspectos paradoxais desse papel,
na medida em que os educadores ao mesmo tempo preconizam e temem o efeito dos textos literários. De fato (dizia eu), há
―conflito entre a idéia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força
[20] indiscriminada de iniciação na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não
corrompe nem edifica, portanto; mas, trazendo livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza
em sentido profundo, porque faz viver".
(CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários Escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2012. p.175-176.)
Dentre os trechos poéticos abaixo, assinale aquele que representa a ideia central do texto de Antonio Candido sobre o papel do texto literário:
Questão 9 10770371
COLUNI/UFV 1° Dia 2013Leia o texto a seguir e com base nele responda à questão.
Texto
O direito à literatura
Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as
suas crenças, os seus sentidos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles.
Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação,
entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade
[5] preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação
dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos
dialeticamente os problemas. Por isso é indispensável tanto a literatura sancionada quanto a literatura proscrita; a que os
poderes sugerem e a que nasce dos movimentos de negação do estado de coisas predominantes.
A respeito destes dois lados da literatura, convém lembrar que ela não é uma experiência inofensiva, mas uma
[10] aventura que pode causar problemas psíquicos e morais, como acontece com a própria vida, da qual é imagem e
transfiguração. Isto significa que ela tem papel formador de personalidade, mas não segundo as convenções; seria antes
segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade. Por isso, nas mãos do leitor o livro pode ser fator de
perturbação e mesmo de risco. Daí a ambivalência da sociedade em face dele, suscitando por vezes condenações violentas
quando ele veicula noções ou oferece sugestões que a visão convencional gostaria de proscrever. No âmbito da instrução
[15] escolar o livro chega a gerar conflitos, porque o seu efeito transcende as normas estabelecidas.
Numa palestra feita há mais de 15 anos em uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sobre
o papel da literatura na formação do homem, chamei a atenção entre outras coisas para os aspectos paradoxais desse papel,
na medida em que os educadores ao mesmo tempo preconizam e temem o efeito dos textos literários. De fato (dizia eu), há
―conflito entre a idéia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força
[20] indiscriminada de iniciação na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não
corrompe nem edifica, portanto; mas, trazendo livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza
em sentido profundo, porque faz viver".
(CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários Escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2012. p.175-176.)
Releia o seguinte trecho do texto de Antonio Candido:
―Os valores que a sociedade preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação dramática.‖(linhas 4-6)
O termo destacado acima pode ser substituído, sem alteração significativa de sentido, por:
Questão 8 10770370
COLUNI/UFV 1° Dia 2013Leia o texto a seguir e com base nele responda à questão.
Texto
O direito à literatura
Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as
suas crenças, os seus sentidos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles.
Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação,
entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade
[5] preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação
dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos
dialeticamente os problemas. Por isso é indispensável tanto a literatura sancionada quanto a literatura proscrita; a que os
poderes sugerem e a que nasce dos movimentos de negação do estado de coisas predominantes.
A respeito destes dois lados da literatura, convém lembrar que ela não é uma experiência inofensiva, mas uma
[10] aventura que pode causar problemas psíquicos e morais, como acontece com a própria vida, da qual é imagem e
transfiguração. Isto significa que ela tem papel formador de personalidade, mas não segundo as convenções; seria antes
segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade. Por isso, nas mãos do leitor o livro pode ser fator de
perturbação e mesmo de risco. Daí a ambivalência da sociedade em face dele, suscitando por vezes condenações violentas
quando ele veicula noções ou oferece sugestões que a visão convencional gostaria de proscrever. No âmbito da instrução
[15] escolar o livro chega a gerar conflitos, porque o seu efeito transcende as normas estabelecidas.
Numa palestra feita há mais de 15 anos em uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sobre
o papel da literatura na formação do homem, chamei a atenção entre outras coisas para os aspectos paradoxais desse papel,
na medida em que os educadores ao mesmo tempo preconizam e temem o efeito dos textos literários. De fato (dizia eu), há
―conflito entre a idéia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força
[20] indiscriminada de iniciação na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não
corrompe nem edifica, portanto; mas, trazendo livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza
em sentido profundo, porque faz viver".
(CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários Escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2012. p.175-176.)
Leia os fragmentos abaixo, retirados do texto:
A. “[...] Os valores que a sociedade preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação dramática.[...]" (linhas 4-6)
B. “[...] Isto significa que ela tem papel formador de personalidade, mas não segundo as convenções; seria antes segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade.[...]" (linhas 11-12)
C. “[...] De fato (dizia eu), há ―conflito entre a ideia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) [...]" (linhas 18-19)
Sobre tais fragmentos, foram feitas as seguintes afirmativas:
I. Nos três fragmentos os termos destacados referem-se a outros termos já mencionados.
II. No fragmento “A” o termo destacado é um pronome relativo.
III. Apenas no fragmento “B” o termo destacado é um pronome relativo.
IV. Os termos destacados são conectores.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Questão 3 10770359
COLUNI/UFV 1° Dia 2013Leia os textos 1 e 2 e com base neles responda à questão.
Texto 1
O mundo que tudo vê
O romance 1984 do escritor inglês George Orwell, publicado pela primeira vez em 1949 e adaptado para o cinema na
década de 1980, retrata um futuro nada improvável, no qual a humanidade vive sob um regime totalitário sustentado por um
enorme aparato midiático. Os indivíduos circulam por uma cidade impregnada de rádios, cartazes e "teletelas" (espécie de
televisão que permite a população assistir determinadas programações e ao governo observar 24 horas por dia cada passo
[5] dos cidadãos por meio do personagem chamado "Big Brother") que garantem um constante fluxo de informação alienante
controlada pelo Estado. O livro é considerado pioneiro até hoje por antecipar o que seria (ou o que pode vir a ser) a chamada
"sociedade das imagens": excesso de informação, vigilância e controle absoluto sobre a vida das pessoas. (...)
Seja na perseguição intransigente dos paparazzi aos astros de Hollywood, no polêmico vazamento de fotos íntimas
de atores e atrizes na internet ou nas inocentes entrevistas concedidas aos programas de fofoca, a cobertura dos meios de
[10] comunicação de massa impõe a midiatização de todas as esferas da vida humana — e não só a das celebridades. "O perigo é
quando os valores de uma sociedade inteira passam pelo mesmo crivo e todos precisam "dar a cara a bater" num facebook da
vida", questiona Silvio. De fato, hoje, com a popularização de dispositivos digitais como celulares, smartphones, Iphones,
Ipads, todos podem ser, em certa medida, observadores e observados, mesmo que isso signifique a superexposição da própria
imagem. (...)
(CRUZ, Rodrigo. O mundo que tudo vê. Caros Amigos, ano XVI, Julho 2012, Editora Casa Amarela, p. 24.)
Texto 2

(GOMES, Clara. Bichinhos de jardim. Jornal Hoje em Dia, Belo Horizonte, 24 jul. 2012, seção Cultura, p. 8.)
A partir da leitura dos textos 1 e 2, analise as proposições abaixo:
I. O texto 2 é uma crítica ao caráter subversivo e apolítico da vida virtual na contemporaneidade, já que a personagem enfatiza tais posturas.
II. O texto 1, ao discorrer sobre a atual sociedade das imagens, usa como um dos seus recursos de construção textual a intertextualidade.
III. O pronome “nesse”, presente no primeiro quadrinho da tira de Clara Gomes, tem a função linguística explícita de retomada textual.
IV. No trecho do texto 1: “De fato, hoje, com a popularização de dispositivos digitais [...], todos podem ser, em certa medida, observadores e observados [...].”, o autor emite sua opinião sobre o assunto.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Questão 10 10747925
UTFPR Verão 2013/2Assinale a alternativa em que todas as palavras ou expressões em negrito estão grafadas corretamente.
Questão 9 10747911
UTFPR Verão 2013/2Em qual alternativa todas as palavras em negrito devem ser acentuadas graficamente?
06
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