Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 27 10784029
Liceu-SP 2013Leia os poemas a seguir para responder à questão.
CANÇÃO DO EXÍLIO
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
DIAS, Gonçalves. Poemas. São Paulo: Ediouro.
JOGOS FLORAIS
Cacaso
I
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
Vive comendo o meu fubá.
Ficou moderno o Brasil
Ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho
vira direto vinagre.
II
Minha terra tem Palmeiras
Memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital do Pará.
Bem, meus prezados senhores
Dado o avançado da hora
Errata e efeitos do vinho
O poeta sai de fininho.
(será mesmo com 2 esses
Que se escreve paçarinho?)
BRITO, Antônio Carlos. Lero-lero [1967-1985]. Rio de Janeiro: 7 letras; São Paulo: Cosac & Naify, p. 157.
No poema Jogos Florais, o uso do imperativo no verso “memória cala-te já” sugere que a memória sobre o Brasil é
Questão 26 10784025
Liceu-SP 2013Leia os poemas a seguir para responder à questão.
CANÇÃO DO EXÍLIO
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
DIAS, Gonçalves. Poemas. São Paulo: Ediouro.
JOGOS FLORAIS
Cacaso
I
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
Vive comendo o meu fubá.
Ficou moderno o Brasil
Ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho
vira direto vinagre.
II
Minha terra tem Palmeiras
Memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital do Pará.
Bem, meus prezados senhores
Dado o avançado da hora
Errata e efeitos do vinho
O poeta sai de fininho.
(será mesmo com 2 esses
Que se escreve paçarinho?)
BRITO, Antônio Carlos. Lero-lero [1967-1985]. Rio de Janeiro: 7 letras; São Paulo: Cosac & Naify, p. 157.
O verso “a água não vira vinho, vira direto vinagre”, presente na segunda estrofe de Jogos Florais, revela que, segundo o poema,
Questão 21 10784016
Liceu-SP 2013Leia o editorial de Hélio Schwartsman para responder à questão:
O BULLYING
SÃO PAULO — O bullying é por vezes um problema real que exige medidas drásticas. Assim, é positivo que a Justiça esteja prestando atenção ao fenômeno e já tenha até condenado alguns adolescentes à prestação de serviços comunitários, como mostrou a Folha na edição de domingo. Para conviver bem em sociedade, precisamos aprender a respeitar certos limites de agressividade no trato com terceiros.
O mundo, porém, é um lugar mais complexo e multifacetado do que querem as narrativas de que nos valemos para dar sentido às coisas. Declarar guerra ao bullying e propugnar por uma política de tolerância zero funciona mais como slogan publicitário que como remédio eficaz.
De acordo com a psicóloga Helene Guldberg, da Opend University de Londres, há uma histeria em torno do tema que já pode estar produzindo mais mal do que bem (vale frisar aqui que ela fala primordialmente da realidade anglo-saxônica, onde as campanhas contra o bullying são muito mais intensas e existem há bem mais tempo que no Brasil).
Segundo Guldberg, é perfeitamente saudável que um jovem não goste de um de seus colegas e expresse esse sentimento. Isso ocorre o tempo todo entre adultos e não é um problema. Crianças precisam aprender a lidar com inimizades, rejeições e agressividades, com as quais terão que conviver ao longo dos anos. Ela cita trabalhos sugestivos de que ter um inimigo na infância pode, na verdade, até fazer bem para o adulto.
Não se trata, é claro, de abandonar a garotada à própria sorte e deixar que a seleção darwiniana opere livremente nos playgrounds, elegendo os sobreviventes. Precisamos, porém, ser honestos para reconhecer que as dinâmicas do relacionamento entre jovens não podem ser resumidas numa luta das vítimas boazinhas contra agressores malvados. A intervenção de adultos cristalizando esses rótulos pode até mesmo revelar-se um tiro pela culatra.
SCHUARTSMAN, Hélio. O Bullying. Folha de São Paulo, São Paulo, p. 1, 01 maio 2012.
Com relação à principal estratégia de argumentação utilizada pelo autor, observa-se que ele
Questão 10 10770402
COLUNI/UFV 1° Dia 2013Leia o texto a seguir e com base nele responda à questão.
Texto
O direito à literatura
Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as
suas crenças, os seus sentidos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles.
Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação,
entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade
[5] preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação
dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos
dialeticamente os problemas. Por isso é indispensável tanto a literatura sancionada quanto a literatura proscrita; a que os
poderes sugerem e a que nasce dos movimentos de negação do estado de coisas predominantes.
A respeito destes dois lados da literatura, convém lembrar que ela não é uma experiência inofensiva, mas uma
[10] aventura que pode causar problemas psíquicos e morais, como acontece com a própria vida, da qual é imagem e
transfiguração. Isto significa que ela tem papel formador de personalidade, mas não segundo as convenções; seria antes
segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade. Por isso, nas mãos do leitor o livro pode ser fator de
perturbação e mesmo de risco. Daí a ambivalência da sociedade em face dele, suscitando por vezes condenações violentas
quando ele veicula noções ou oferece sugestões que a visão convencional gostaria de proscrever. No âmbito da instrução
[15] escolar o livro chega a gerar conflitos, porque o seu efeito transcende as normas estabelecidas.
Numa palestra feita há mais de 15 anos em uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sobre
o papel da literatura na formação do homem, chamei a atenção entre outras coisas para os aspectos paradoxais desse papel,
na medida em que os educadores ao mesmo tempo preconizam e temem o efeito dos textos literários. De fato (dizia eu), há
―conflito entre a idéia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força
[20] indiscriminada de iniciação na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não
corrompe nem edifica, portanto; mas, trazendo livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza
em sentido profundo, porque faz viver".
(CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários Escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2012. p.175-176.)
Dentre os trechos poéticos abaixo, assinale aquele que representa a ideia central do texto de Antonio Candido sobre o papel do texto literário:
Questão 9 10770371
COLUNI/UFV 1° Dia 2013Leia o texto a seguir e com base nele responda à questão.
Texto
O direito à literatura
Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as
suas crenças, os seus sentidos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles.
Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação,
entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade
[5] preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação
dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos
dialeticamente os problemas. Por isso é indispensável tanto a literatura sancionada quanto a literatura proscrita; a que os
poderes sugerem e a que nasce dos movimentos de negação do estado de coisas predominantes.
A respeito destes dois lados da literatura, convém lembrar que ela não é uma experiência inofensiva, mas uma
[10] aventura que pode causar problemas psíquicos e morais, como acontece com a própria vida, da qual é imagem e
transfiguração. Isto significa que ela tem papel formador de personalidade, mas não segundo as convenções; seria antes
segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade. Por isso, nas mãos do leitor o livro pode ser fator de
perturbação e mesmo de risco. Daí a ambivalência da sociedade em face dele, suscitando por vezes condenações violentas
quando ele veicula noções ou oferece sugestões que a visão convencional gostaria de proscrever. No âmbito da instrução
[15] escolar o livro chega a gerar conflitos, porque o seu efeito transcende as normas estabelecidas.
Numa palestra feita há mais de 15 anos em uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sobre
o papel da literatura na formação do homem, chamei a atenção entre outras coisas para os aspectos paradoxais desse papel,
na medida em que os educadores ao mesmo tempo preconizam e temem o efeito dos textos literários. De fato (dizia eu), há
―conflito entre a idéia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força
[20] indiscriminada de iniciação na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não
corrompe nem edifica, portanto; mas, trazendo livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza
em sentido profundo, porque faz viver".
(CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários Escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2012. p.175-176.)
Releia o seguinte trecho do texto de Antonio Candido:
―Os valores que a sociedade preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação dramática.‖(linhas 4-6)
O termo destacado acima pode ser substituído, sem alteração significativa de sentido, por:
Questão 8 10770370
COLUNI/UFV 1° Dia 2013Leia o texto a seguir e com base nele responda à questão.
Texto
O direito à literatura
Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as
suas crenças, os seus sentidos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles.
Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação,
entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade
[5] preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação
dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos
dialeticamente os problemas. Por isso é indispensável tanto a literatura sancionada quanto a literatura proscrita; a que os
poderes sugerem e a que nasce dos movimentos de negação do estado de coisas predominantes.
A respeito destes dois lados da literatura, convém lembrar que ela não é uma experiência inofensiva, mas uma
[10] aventura que pode causar problemas psíquicos e morais, como acontece com a própria vida, da qual é imagem e
transfiguração. Isto significa que ela tem papel formador de personalidade, mas não segundo as convenções; seria antes
segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade. Por isso, nas mãos do leitor o livro pode ser fator de
perturbação e mesmo de risco. Daí a ambivalência da sociedade em face dele, suscitando por vezes condenações violentas
quando ele veicula noções ou oferece sugestões que a visão convencional gostaria de proscrever. No âmbito da instrução
[15] escolar o livro chega a gerar conflitos, porque o seu efeito transcende as normas estabelecidas.
Numa palestra feita há mais de 15 anos em uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sobre
o papel da literatura na formação do homem, chamei a atenção entre outras coisas para os aspectos paradoxais desse papel,
na medida em que os educadores ao mesmo tempo preconizam e temem o efeito dos textos literários. De fato (dizia eu), há
―conflito entre a idéia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força
[20] indiscriminada de iniciação na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não
corrompe nem edifica, portanto; mas, trazendo livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza
em sentido profundo, porque faz viver".
(CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários Escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2012. p.175-176.)
Leia os fragmentos abaixo, retirados do texto:
A. “[...] Os valores que a sociedade preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação dramática.[...]" (linhas 4-6)
B. “[...] Isto significa que ela tem papel formador de personalidade, mas não segundo as convenções; seria antes segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade.[...]" (linhas 11-12)
C. “[...] De fato (dizia eu), há ―conflito entre a ideia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) [...]" (linhas 18-19)
Sobre tais fragmentos, foram feitas as seguintes afirmativas:
I. Nos três fragmentos os termos destacados referem-se a outros termos já mencionados.
II. No fragmento “A” o termo destacado é um pronome relativo.
III. Apenas no fragmento “B” o termo destacado é um pronome relativo.
IV. Os termos destacados são conectores.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
06
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