Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 2 169253
IFPE 2014
TEXTO 1
BRASI DE CIMA E BRASI DE BAXO (Fragmento)
Meu compadre Zé Fulô,
Meu amigo e companhêro,
Faz quage um ano que eu tou
Neste Rio de Janêro;
Eu saí do Cariri
Maginando que isto aqui
Era uma terra de sorte,
Mas fique sabendo tu
Que a miséra aqui no Su
É esta mesma do Norte.
Tudo o que procuro acho.
Eu pude vê neste crima,
Que tem o Brasi de Baxo
E tem o Brasi de Cima.
Brasi de Baxo, coitado!
É um pobre abandonado;
Um do ôtro é bem deferente:
Brasi de Cima é pra frente,
Brasi de Baxo é pra trás.
Aqui no Brasil de Cima,
Não há dô nem indigença,
Reina o mais soave crima
De riqueza e de opulença;
Só se fala de progresso,
Riqueza e novo processo
De grandeza e produção.
Porém, no Brasi de Baxo
Sofre a feme e sofre o macho
A mais dura privação.
Brasi de cima festeja
Com orquestra e com banquete,
De uísque dréa e cerveja
Não tem quem conte os rodete.
Brasi de baxo, coitado!
Vê das casa despejado
Home, menino e muié
Sem achá onde morá
Proque não pode pagá
O dinhêro do alugué.
No Brasi de Cima anda
As trombeta em arto som
Ispaiando as propaganda
De tudo aquilo que é bom.
No Brasi de Baxo a fome
Matrata, fere e consome
Sem ninguém lhe defendê;
O desgraçado operaro
Ganha um pequeno salaro
Que não dá pra vive
Inquanto o Brasi de cima
Fala de transformação,
Industra, matéra-prima,
Descobertas e invenção,
No Brasi de Baxo isiste
O drama penoso e triste
Da negra necissidade;
É uma coisa sem jeito
E o povo não tem dereito
Nem de dizê a verdade.
No Brasi de Baxo eu vejo
Nas ponta das pobre rua
O descontente cortejo
De criança quage nua.
Vai um grupo de garoto
Faminto, doente e roto
Mode caçá o que comê
O de Cima tem cartaz,
Onde os carro põe o lixo,
Como se eles fosse bicho
Sem direito de vivê.
Estas pequenas pessoa,
Estes fio do abandono,
Que veve vagando à toa
Como objeto sem dono,
De manêra que horroriza,
Deitado pela marquiza,
Dromindo aqui e aculá
No mais penoso relaxo,
É deste Brasi de Baxo
A crasse dos Marginá.
Meu Brasi de Baxo, amigo,
Pra onde é que você vai?
Nesta vida do mendigo
Que não tem mãe nem tem pai?
Não se afrija, nem se afobe,
O que com o tempo sobe,
O tempo mesmo derruba;
Tarvez ainda aconteça
Que o Brasi de Cima desça
E o Brasi de Baxo suba.
[...]
(ASSARÉ, Patativa do. Melhores poemas. Seleção de Cláudio Portella. São Paulo: Global, 2006. p.329-332)
Ao observar a variedade linguística e o nível de linguagem utilizados no poema, é correto caracterizar o eu lírico como
Questão 1 169184
IFPE 2014Leia o Texto para responder à questão.
TEXTO
BRASI DE CIMA E BRASI DE BAXO (Fragmento)
Meu compadre Zé Fulô, Inquanto o Brasi de cima
Meu amigo e companhêro, Fala de transformação,
Faz quage um ano que eu tou Industra, matéra-prima,
Neste Rio de Janêro; Descobertas e invenção,
Eu saí do Cariri No Brasi de Baxo isiste
Maginando que isto aqui O drama penoso e triste
Era uma terra de sorte, Da negra necissidade;
Mas fique sabendo tu É uma coisa sem jeito
Que a miséra aqui no Su E o povo não tem dereito
É esta mesma do Norte. Nem de dizê a verdade.
Tudo o que procuro acho. No Brasi de Baxo eu vejo
Eu pude vê neste crima, Nas ponta das pobre rua
Que tem o Brasi de Baxo O descontente cortejo
E tem o Brasi de Cima. De criança quage nua.
Brasi de Baxo, coitado! Vai um grupo de garoto
É um pobre abandonado; Faminto, doente e roto
O de Cima tem cartaz, Mode caçá o que comê
Um do ôtro é bem deferente: Onde os carro põe o lixo,
Brasi de Cima é pra frente, Como se eles fosse bicho
Brasi de Baxo é pra trás. Sem direito de vivê.
Aqui no Brasil de Cima, Estas pequenas pessoa,
Não há dô nem indigença, Estes fio do abandono,
Reina o mais soave crima Que veve vagando à toa
De riqueza e de opulença; Como objeto sem dono,
Só se fala de progresso, De manêra que horroriza,
Riqueza e novo processo Deitado pela marquiza,
De grandeza e produção. Dromindo aqui e aculá
Porém, no Brasi de Baxo No mais penoso relaxo,
Sofre a feme e sofre o macho É deste Brasi de Baxo
A mais dura privação. A crasse dos Marginá.
Brasi de cima festeja Meu Brasi de Baxo, amigo,
Com orquestra e com banquete, Pra onde é que você vai?
De uísque dréa e cerveja Nesta vida do mendigo
Não tem quem conte os rodete. Que não tem mãe nem tem pai?
Brasi de baxo, coitado! Não se afrija, nem se afobe,
Vê das casa despejado O que com o tempo sobe,
Home, menino e muié O tempo mesmo derruba;
Sem achá onde morá Tarvez ainda aconteça
Proque não pode pagá Que o Brasi de Cima desça
O dinhêro do alugué. E o Brasi de Baxo suba.
[...]
No Brasi de Cima anda
As trombeta em arto som
Ispaiando as propaganda
De tudo aquilo que é bom.
No Brasi de Baxo a fome
Matrata, fere e consome
Sem ninguém lhe defendê;
O desgraçado operaro
Ganha um pequeno salaro
Que não dá pra vive
(ASSARÉ, Patativa do. Melhores poemas. Seleção de Cláudio Portella. São Paulo: Global, 2006. p.329-332)
O poema de Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, reflete sobre a existência de dois Brasis.
É correto afirmar que a principal crítica que se dá a ver através da leitura do poema diz respeito
Questão 36 168944
IFRS 2014
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre o emprego das classes de palavras na tira.
( ) O vocábulo aqui é um pronome.
( ) O vocábulo veículo é um substantivo.
( ) O vocábulo isso é um artigo.
( ) O vocábulo ia é um verbo.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Questão 33 168941
IFRS 2014O que significa orégano
[01] Você eu não sei, mas eu estou preocupadíssimo com ___ revelação de que os americanos têm
[02] monitorado tudo que é dito e escrito no Brasil nos últimos anos. Ouvem nossos telefonemas, leem nossos
[03] e-mails e, provavelmente, examinem o nosso lixo, atrás de indícios da nossa periculosidade. O que me
[04] preocupa é que essa informação, depois de coletada e classificada, é analisada talvez pelas mesmas
[05] pessoas que nunca duvidaram que o Saddam Hussein tivesse armas de destruição em massa e nunca
[06] estranharam que os sequestradores daqueles aviões que derrubaram as torres, no onze de nove, não se
[07] interessassem pelas aulas de aterrissagem nos seus cursos de aviação. Quer dizer, que garantia nós
[08] temos que não se enganarão de novo, e verão ameaças ___ segurança americana nas nossas
[09] comunicações mais inocentes? Um simples telefonema entre namorados (“desliga você”, “não, desliga
[10] você”) pode ser interpretado como parte de um plano para sabotar centrais elétricas. Um pedido para
[11] troca de bujão de gás, uma evidente referência cifrada à explosão da Casa Branca. O fato é que tenho
[12] tentado recapitular todos os meus telefonemas e e-mails nos últimos anos, com medo de que um deles,
[13] mal interpretado, acabe provocando minha aniquilação por um drone.
[14] Ou então me vejo chegando aos Estados Unidos, sendo barrado por um agente da imigração e levado
[15] para uma sala sem janelas, onde sou cercado por outros agentes, provavelmente da CIA, que me pedem
[16] explicações sobre um telefonema, obviamente em código, que fiz antes de viajar. Reconheço minha voz
[17] na gravação
[18] — O que quer dizer “à calabresa”, Mr. Verissimo? — pergunta um dos agentes
[19] Estou confuso. Não consigo pensar. Calabresa, calabresa...
[20] — Alguma referência à máfia? Uma ligação da organização terrorista ___ qual o senhor evidentemente
[21] pertence, como a camorra, visando a um atentado aqui nos Estados Unidos? O senhor veio se encontrar
[22] com ___ máfia americana para acertar os detalhes do complô. É isso, Mr. Verissimo?
[23] — Não, não. Eu...
[24] — Notamos que, mais de uma vez na gravação, o senhor diz “sem orégano, sem orégano”. Deduzimos
[25] que ___ uma divergência dentro do complô entre vocês e a máfia, uns a favor de se usar “orégano” no
[26] atentado, outros contra. O que, exatamente, significa “orégano”?
[27] Finalmente, me dou conta.
[28] — Orégano significa orégano. Eu estava pedindo uma...
[29] — Por favor, não faça pouco da nossa inteligência, Mr. Verissimo. Não gastamos milhões de dólares
[30] para ouvir que orégano significa orégano.
VERISSIMO, Luis Fernando. O que significa orégano. In: O Estado de S. Paulo, 18 jul. 2013.
Assinale a alternativa que NÃO justifica adequadamente o acento gráfico das palavras destacadas:
Questão 2 168378
IFMG 2014A ESMOLA DA FELICIDADE
— Deus lhe acrescente, minha senhora devota! exclamou o irmão das almas ao ver a nota cair em cima de dois níqueis de tostão e alguns vinténs antigos. Deus lhe dê todas as felicidades do céu e da terra, e as almas do purgatório peçam a Maria Santíssima que recomende a senhora dona a seu bendito filho!
Quando a sorte ri, toda a natureza ri também, e o coração ri como tudo o mais. Tal foi a explicação que, por outras palavras menos especulativas, deu o irmão das almas aos dois milréis. A suspeita de ser a nota falsa não chegou a tomar pé no cérebro deste: foi alucinação rápida. Compreendeu que as damas eram felizes, e, tendo o uso de pensar alto, disse piscando o olho, enquanto elas entravam no carro:
— Aquelas duas viram passarinho verde, com certeza.
Sem rodeios, supôs que as duas senhoras vinham de alguma aventura amorosa, e deduziu isto de três fatos, que sou obrigado a enfileirar aqui para não deixar este homem sob a suspeita de caluniador gratuito. O primeiro foi a alegria delas, o segundo o valor da esmola, o terceiro o carro que as esperava a um canto, como se elas quisessem esconder do cocheiro o ponto dos namorados. Não concluas tu que ele tivesse sido cocheiro algum dia, e andasse a conduzir moças antes de servir às almas. Também não creias que fosse outrora rico e adúltero, aberto de mãos, quando vinha de dizer adeus às suas amigas. “Ni cet excès d'honneur, ni cette indignité”. Era um pobre diabo sem mais ofício que a devoção. Demais, não teria tido tempo; contava apenas vinte e sete anos.
Cumprimentou as senhoras, quando o carro passou. Depois ficou a olhar para a nota tão fresca, tão valiosa, nota que almas nunca viram sair das mãos dele. Foi subindo a Rua de S. José. Já não tinha ânimo de pedir; a nota fazia-se ouro, e a idéia de ser falsa voltou-lhe ao cérebro, e agora mais freqüente, até que se lhe pegou por alguns instantes. Se fosse falsa... "Para a missa das almas!" gemeu à porta de uma quitanda e deram-lhe um vintém, — um vintém sujo e triste ao pé da nota tão novinha que parecia sair do prelo. Seguia-se um corredor de sobrado. Entrou, subiu, pediu, deram-lhe dois vinténs, — o dobro da outra moeda no valor e no azinhavre e a nota sempre limpa, uns dois mil-réis que pareciam vinte. Não, não era falsa. No corredor pegou dela, mirou-a bem; era verdadeira. De repente, ouviu abrir a cancela em cima, e uns passos rápidos. Ele, mais rápido, amarrotou a nota e meteu-a na algibeira das calças; ficaram só os vinténs azinhavrados e tristes, o óbolo da viúva. Saiu, foi à primeira oficina, à primeira loja, ao primeiro corredor, pedindo longa e lastimosamente:
— Para a missa das almas!
Na igreja, ao tirar a opa, depois de entregar a bacia ao sacristão, ouviu uma voz débil como de almas remotas que lhe perguntavam se os dois mil-réis... Os dois mil-réis, dizia outra voz menos débil, eram naturalmente dele, que, em primeiro lugar, também tinha alma, e, em segundo lugar, não recebera nunca tão grande esmola. Quem quer dar tanto vai à igreja ou compra uma vela, não põe assim uma nota na bacia das esmolas pequenas. Se minto, não é de intenção. Em verdade, as palavras não saíram assim articuladas e claras, nem as débeis, nem as menos débeis; todas faziam uma zoeira aos ouvidos da consciência. Traduzi-as em língua falada, a fim de ser entendido das pessoas que me lêem; não sei como se poderia transcrever para o papel um rumor surdo e outro menos surdo, um atrás de outro e todos confusos para o fim, até que o segundo ficou só: "Não tirou a nota a ninguém... a dona é que a pôs na bacia por sua mão... também ele era alma"... À porta da sacristia que dava para a rua, ao deixar cair o reposteiro azul-escuro debruado de amarelo, não ouviu mais nada. Viu um mendigo que lhe estendia o chapéu roto e sebento, meteu vagarosamente a mão no bolso do colete, também roto, e aventou uma moedinha de cobre que deitou ao chapéu do mendigo, rápido, às escondidas, como quer o Evangelho. Eram dois vinténs, ficavam-lhe mil novecentos e noventa e oito réis. E o mendigo, como ele saísse depressa, mandou-lhe atrás estas palavras de agradecimento, parecidas com as suas:
— Deus lhe acrescente, meu senhor, e lhe dê...
O que fez o irmão das almas pensar que as duas mulheres tinham tido um encontro amoroso?
Questão 1 168371
IFMG 2014Leia o trecho abaixo retirado do livro “Esaú e Jacó” e responda às questões 01, 02 e 03.
A ESMOLA DA FELICIDADE
— Deus lhe acrescente, minha senhora devota! exclamou o irmão das almas ao ver a nota cair em cima de dois níqueis de tostão e alguns vinténs antigos. Deus lhe dê todas as felicidades do céu e da terra, e as almas do purgatório peçam a Maria Santíssima que recomende a senhora dona a seu bendito filho!
Quando a sorte ri, toda a natureza ri também, e o coração ri como tudo o mais. Tal foi a explicação que, por outras palavras menos especulativas, deu o irmão das almas aos dois milréis. A suspeita de ser a nota falsa não chegou a tomar pé no cérebro deste: foi alucinação rápida. Compreendeu que as damas eram felizes, e, tendo o uso de pensar alto, disse piscando o olho, enquanto elas entravam no carro:
— Aquelas duas viram passarinho verde, com certeza.
Sem rodeios, supôs que as duas senhoras vinham de alguma aventura amorosa, e deduziu isto de três fatos, que sou obrigado a enfileirar aqui para não deixar este homem sob a suspeita de caluniador gratuito. O primeiro foi a alegria delas, o segundo o valor da esmola, o terceiro o carro que as esperava a um canto, como se elas quisessem esconder do cocheiro o ponto dos namorados. Não concluas tu que ele tivesse sido cocheiro algum dia, e andasse a conduzir moças antes de servir às almas. Também não creias que fosse outrora rico e adúltero, aberto de mãos, quando vinha de dizer adeus às suas amigas. “Ni cet excès d'honneur, ni cette indignité”. Era um pobre diabo sem mais ofício que a devoção. Demais, não teria tido tempo; contava apenas vinte e sete anos.
Cumprimentou as senhoras, quando o carro passou. Depois ficou a olhar para a nota tão fresca, tão valiosa, nota que almas nunca viram sair das mãos dele. Foi subindo a Rua de S. José. Já não tinha ânimo de pedir; a nota fazia-se ouro, e a idéia de ser falsa voltou-lhe ao cérebro, e agora mais freqüente, até que se lhe pegou por alguns instantes. Se fosse falsa... "Para a missa das almas!" gemeu à porta de uma quitanda e deram-lhe um vintém, — um vintém sujo e triste ao pé da nota tão novinha que parecia sair do prelo. Seguia-se um corredor de sobrado. Entrou, subiu, pediu, deram-lhe dois vinténs, — o dobro da outra moeda no valor e no azinhavre e a nota sempre limpa, uns dois mil-réis que pareciam vinte. Não, não era falsa. No corredor pegou dela, mirou-a bem; era verdadeira. De repente, ouviu abrir a cancela em cima, e uns passos rápidos. Ele, mais rápido, amarrotou a nota e meteu-a na algibeira das calças; ficaram só os vinténs azinhavrados e tristes, o óbolo da viúva. Saiu, foi à primeira oficina, à primeira loja, ao primeiro corredor, pedindo longa e lastimosamente:
— Para a missa das almas!
Na igreja, ao tirar a opa, depois de entregar a bacia ao sacristão, ouviu uma voz débil como de almas remotas que lhe perguntavam se os dois mil-réis... Os dois mil-réis, dizia outra voz menos débil, eram naturalmente dele, que, em primeiro lugar, também tinha alma, e, em segundo lugar, não recebera nunca tão grande esmola. Quem quer dar tanto vai à igreja ou compra uma vela, não põe assim uma nota na bacia das esmolas pequenas. Se minto, não é de intenção. Em verdade, as palavras não saíram assim articuladas e claras, nem as débeis, nem as menos débeis; todas faziam uma zoeira aos ouvidos da consciência. Traduzi-as em língua falada, a fim de ser entendido das pessoas que me lêem; não sei como se poderia transcrever para o papel um rumor surdo e outro menos surdo, um atrás de outro e todos confusos para o fim, até que o segundo ficou só: "Não tirou a nota a ninguém... a dona é que a pôs na bacia por sua mão... também ele era alma"... À porta da sacristia que dava para a rua, ao deixar cair o reposteiro azul-escuro debruado de amarelo, não ouviu mais nada. Viu um mendigo que lhe estendia o chapéu roto e sebento, meteu vagarosamente a mão no bolso do colete, também roto, e aventou uma moedinha de cobre que deitou ao chapéu do mendigo, rápido, às escondidas, como quer o Evangelho. Eram dois vinténs, ficavam-lhe mil novecentos e noventa e oito réis. E o mendigo, como ele saísse depressa, mandou-lhe atrás estas palavras de agradecimento, parecidas com as suas:
— Deus lhe acrescente, meu senhor, e lhe dê...
Leia a frase a seguir e responda à questão relacionada.
“— Aquelas duas viram passarinho verde, com certeza.”
Qual o sentido mais adequado da expressão acima citada?
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