Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 28 482334
IFNMG 2014Para conter possíveis revoltas populacionais, os imperadores romanos criaram a “Política do Pão e Circo”. Tratava-se de uma estratégia política, no sentido de distribuir pão e trigo para alimentar a população e promover diversos espetáculos públicos – lutas de gladiadores nas arenas – com o objetivo de entretê-los, para desviar a atenção da real situação romana.
(Disponível em : http://periodicos.franca.unesp.br/index.php. Acesso: 01 out. 2013. Adaptado)
O Brasil vive um momento histórico muito parecido com o de Roma imperial com a aplicação de milhões para construção de “coliseus”, ou melhor, estádios de futebol na justificativa de investimento futuro, enquanto a população, no presente, morre na fila do hospital, na angústia de não ter um prato de comida ou na calamidade do transporte público sem contar os constantes escândalos sobre corrupção.
(Disponível em : http://www.opiniaocritica.com.br. . Acesso: 01 out. 2013. Adaptado)
As charges são relacionadas a acontecimentos atuais e são uma crítica social.
Sendo assim, identifique aquela que NÃO se relaciona às informações dos textos.
Questão 6 482252
IFNMG 2014TEXTO l
Que país é esse? Jovens protestam contra os gastos excessivos da Copa do Mundo
Manifestantes tomaram às ruas de Brasília para protestar contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa.
Brasília, 17 de Junho de 2013

Jovens foram ao estádio Mané Garrincha para protestar (Leanderson Lima)
Nos anos 80, os gritos de protesto da juventude de Brasília ganharam o país inteiro na voz de Renato Russo com a banda Legião Urbana. Eram tempos de redemocratização do Brasil com o fim da Ditadura Militar, tempos de fortes crises econômicas, tempos de falta de esperança...
No último sábado (15), outra geração, mas com a mesma vontade de mudar a situação do País, tomou às ruas de Brasília para fazer um grande protesto contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa do Mundo de 2014. Foi um grito de indignação, repúdio, desabafo.
Só que, desta vez, o grito dos jovens de Brasília não teve a poética de Renato Russo, mas ainda assim eles formaram uma legião, e o barulho feito foi muito mais longe do que qualquer música do poeta do rock nacional. Desta vez, o grito dos jovens de Brasília foi ouvido nos quatro cantos do mundo.
Gastança
A revolta foi motivada pelo preço astronômico que custou o estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrincha, nada menos que 1 bilhão e 200 milhões de reais. É o mais caro do mundial. Uma obra gigantesca para um futebol pequeno, que não tem apelo de público.
Revolta também pelo cancelamento de cirurgias no Hospital de Base de Brasília. Na última terça-feira, a Secretaria de Saúde informou que o hospital só voltaria a realizar cirurgias depois do jogo entre Brasil e Japão. O governo negou que a suspensão das cirurgias tivesse relação com o evento. Não colou.
Via Facebook
Os manifestantes se organizaram por meio de uma comunidade no Facebook. Mais de 11 mil pessoas curtiram a página e mais de mil participaram do protesto.
O grupo marcou como ponto de encontro a rodoviária, no Plano Piloto. Um dos gritos mais repetidos foi:
“Copa do Mundo, não quero não, quero dinheiro pra saúde e educação”.
O início da manifestação foi pacífico, mas, à medida em que os manifestantes chegaram aos portões do estádio, a confusão começou. Para controlar a situação, a Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo. De acordo com a Secretaria de Segurança de Brasília, oito pessoas foram presas e 23 saíram feridas do confronto. Nenhuma em estado grave.
Manifestante mascarado participa de protesto em Brasília
“Esta é a Copa da vergonha. A saúde tá precária. Não tem como gastar tanto dinheiro em um estádio, com essa grana dava pra fazer tanta coisa, inclusive cirurgias que foram canceladas aqui no Hospital de Base”, lembrou a manifestante Raquel Dente, 20, estudante de Desenho Industrial na UNB.(...)
O estudante Leandro Tadeu, 27, cobrou mais investimentos na educação. “Como é que a gente quer sediar uma Copa do Mundo se a gente não investe na educação? Enquanto se gasta esse dinheiro, precisamos investir nas escolas públicas, precisamos de um transporte decente. Aqui, a gente chega a ficar quatro horas esperando um ônibus”, revelou.
Fonte:http://acritica.uol.com.br/craque/manaus-amazonas-amazonia-Jovens-protestam-gastos-excessivos-Copa-Mundoconfederacoes-Brasilia-futebol-manifestacoes_0_939506053.html.
Leia o texto adaptado, abaixo, e responda o que se pede:
TEXTO II
-“Imagina na Copa” quer mudar o país
ONG (Organização Não Governamental) busca incentivar jovens engajados Algumas ideias capazes de fazer a diferença podem surgir em momentos inusitados. O embrião para o projeto Imagina na Copa – uma força-tarefa que tem o objetivo de inspirar os jovens brasileiros a assumirem atitudes para melhorar o país –, por exemplo, veio durante um almoço num restaurante grego, em São Paulo. Reunidos numa mesma mesa, os amigos Fernanda Cabral, Mariana Campanatti, Mariana Ribeiro e Tiago Pereira tiveram um “estalo”: porque não tornar o termo “imagina na Copa”, que tem uma carga negativa e que reflete uma sensação de incapacidade de o país se preparar para os desafios do Mundial, numa expressão positiva?
“A nossa pergunta é: é mais importante preparar o país para a Copa ou para a gente?”, provoca Mariana Ribeiro, de 27 anos, uma das criadoras do projeto. Lançado em 3 de janeiro, o Imagina na Copa é uma plataforma online de divulgação de ações sociais feitas nas 12 cidades-sede do Mundial. Até o fim do campeonato, previsto para 13 de julho de 2014, o grupo quer divulgar 75 trabalhos encabeçados por jovens de todo o país. “Mais do que ficar reclamando que as coisas não vão bem, nós queremos mostrar que a responsabilidade por um Brasil melhor é nossa também, e que existe uma galera boa fazendo algo pelo país”, acrescenta Mariana.
Até a última semana, o Imagina na Copa publicou 23 ações na sua página da internet (www.imaginanacopa.com.br). Os posts contêm descrições e vídeos feitos com os jovens transformadores nas suas respectivas cidades, que vão desde projetos de comunicação na periferia de Salvador até aulas de boxe no Rio de Janeiro e intervenções artísticas para incentivar as pessoas a jogar lixo no lugar certo em Curitiba. (...)
Ensinando a pescar
(...) O grupo promove ainda oficinas nas cidades-sede para ajudar as pessoas que querem transformar o país, mas não sabem direito como. Nessas atividades, os participantes refletem sobre o que eles gostam de fazer e quais são as lutas que mais têm a ver com o perfil deles. “(...) Nós precisamos atuar naquilo que faz sentido para a gente”, afirma Mariana. Ela conta que o Imagina na Copa acaba junto com o Mundial, quando o grupo pretende divulgar uma pesquisa com as informações coletadas sobre os jovens e o protagonismo social. (...)
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/gaz/mix/um-brasil-nao-so-para-a-copa/. Acesso em 14 out. 2013.

Fonte http://alexandretavora.blogspot.com.br/2013/05/hum or-politico-copa-do-mundo-de-2014-no.html - Acesso em 14 out.2013.
Comparando o texto II, com o texto I e a charge da questão anterior, SÓ NÃO podemos afirmar que:
Questão 2 482236
IFNMG 2014TEXTO
Que país é esse? Jovens protestam contra os gastos excessivos da Copa do Mundo
Manifestantes tomaram às ruas de Brasília para protestar contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa.

Nos anos 80, os gritos de protesto da juventude de Brasília ganharam o país inteiro na voz de Renato Russo com a banda Legião Urbana. Eram tempos de redemocratização do Brasil com o fim da Ditadura Militar, tempos de fortes crises econômicas, tempos de falta de esperança...
No último sábado (15), outra geração, mas com a mesma vontade de mudar a situação do País, tomou às ruas de Brasília para fazer um grande protesto contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa do Mundo de 2014. Foi um grito de indignação, repúdio, desabafo.
Só que, desta vez, o grito dos jovens de Brasília não teve a poética de Renato Russo, mas ainda assim eles formaram uma legião, e o barulho feito foi muito mais longe do que qualquer música do poeta do rock nacional. Desta vez, o grito dos jovens de Brasília foi ouvido nos quatro cantos do mundo.
Gastança
A revolta foi motivada pelo preço astronômico que custou o estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrincha, nada menos que 1 bilhão e 200 milhões de reais. É o mais caro do mundial. Uma obra gigantesca para um futebol pequeno, que não tem apelo de público.
Revolta também pelo cancelamento de cirurgias no Hospital de Base de Brasília. Na última terça-feira, a Secretaria de Saúde informou que o hospital só voltaria a realizar cirurgias depois do jogo entre Brasil e Japão. O governo negou que a suspensão das cirurgias tivesse relação com o evento. Não colou.
Via Facebook
Os manifestantes se organizaram por meio de uma comunidade no Facebook. Mais de 11 mil pessoas curtiram a página e mais de mil participaram do protesto.
O grupo marcou como ponto de encontro a rodoviária, no Plano Piloto. Um dos gritos mais repetidos foi:
“Copa do Mundo, não quero não, quero dinheiro pra saúde e educação”.
O início da manifestação foi pacífico, mas, à medida em que os manifestantes chegaram aos portões do estádio, a confusão começou. Para controlar a situação, a Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo. De acordo com a Secretaria de Segurança de Brasília, oito pessoas foram presas e 23 saíram feridas do confronto. Nenhuma em estado grave.
Manifestante mascarado participa de protesto em Brasília
“Esta é a Copa da vergonha. A saúde tá precária. Não tem como gastar tanto dinheiro em um estádio, com essa grana dava pra fazer tanta coisa, inclusive cirurgias que foram canceladas aqui no Hospital de Base”, lembrou a manifestante Raquel Dente, 20, estudante de Desenho Industrial na UNB.(...)
O estudante Leandro Tadeu, 27, cobrou mais investimentos na educação. “Como é que a gente quer sediar uma Copa do Mundo se a gente não investe na educação? Enquanto se gasta esse dinheiro, precisamos investir nas escolas públicas, precisamos de um transporte decente. Aqui, a gente chega a ficar quatro horas esperando um ônibus”, revelou.
Fonte:http://acritica.uol.com.br/craque/manaus-amazonas-amazonia-Jovens-protestam-gastos-excessivos-Copa-Mundoconfederacoes-Brasilia-futebol-manifestacoes_0_939506053.html.
Leia os trechos a seguir: “Nos anos 80, os gritos de protesto da juventude de Brasília ganharam o país inteiro na voz de Renato Russo com a banda Legião Urbana.”
“Outra geração, mas com a mesma vontade de mudar a situação do País, tomou às ruas de Brasília para fazer um grande protesto contra o abuso do dinheiro público nas obras da Copa do Mundo de 2014. Foi um grito de indignação, repúdio, desabafo.”
Os trechos acima, pela ordem dos enunciados, apresentam:
Questão 8 421578
IFSul - Rio-Grandense 2014/1Leia o texto 1, o qual servirá de base para a questão.
Por que quem dirige mal é chamado de “barbeiro”?
Relacionar o ofício a quem dirige mal tem a ver com as múltiplas funções exercidas pelos barbeiros até o fim do século 19. Nessa época, tanto no Brasil como na Europa, barbeiros eram profissionais que, além de cortar e aparar pelos, faziam pequenos trabalhos médicos e odontológicos por falta de mão de obra especializada. Ou seja, os profissionais da navalha (palavra que também designa maus motoristas em português) também arrancavam dentes e faziam pequenas cirurgias e sangrias (retirada do sangue para eliminação de doenças). Por causa das condições de trabalho precárias e da falta de conhecimento, os barbeiros faziam trabalhos com pouca qualidade e que não agradavam muito aos seus pacientes. Tudo isso estimulou o uso, em Portugal, da expressão “barbeiro” para classificar quem fazia coisas malfeitas. Ao vir para o Brasil, a gíria passou a ser usada especificamente para bobagens cometidas no trânsito.
Revista Mundo Estranho. São Paulo: Editora Abril, set. 2013, p.43.
Leia o texto 2, o qual servirá de base para a questão.
POR QUE OS TRIATOMÍNEOS SÃO CHAMADOS DE “BARBEIROS”?
[1] O inseto transmissor do Trypanoswoma cruzi, causador da doença de Chagas, recebeu no
[2] Brasil, em linguagem popular sertaneja, vários nomes, conforme a região geográfica. De todos
[3] eles, o mais comum nas regiões sudeste e centro oeste, e o de barbeiro, onde a doença de
[4] Chagas passou a ser conhecida popularmente como “a doença do barbeiro”. O próprio Chagas
[5] usou a expressão “doença do barbeiro” em uma de suas publicações.
[6] É de admitir que a denominação popular de “barbeiro” tenha sido inspirada no
[7] comportamento do inseto, relacionando-o com a profissão de barbeiro.
[8] Duas interpretações são encontradas na literatura médica: a primeira, mais difundida, e
[9] de que o triatomíneo suga o sangue das pessoas principalmente na face, por ficar esta parte do
[10] corpo descoberta e, portanto, mais acessível ao ataque. Estabelece-se, assim, uma relação de
[11] face com barba e, desta, com a profissão de barbeiro. A segunda interpretação é de que, sendo o
[12] triatomíneo inseto hematófago, ao sugar o sangue das suas vítimas a noite, enquanto estas
[13] dormem, pratica verdadeiras sangrias.
[14] Até o século XIX, os profissionais barbeiros, além de cortar o cabelo e a barba, tinham
[15] outras atribuições, dentre as quais a de fazer sangrias por indicação médica e, até mesmo, por
[16] conta própria. A sangria era, então, uma panaceia universal que se aplicava a todas as doenças.
[17] Esta atribuição conferida aos barbeiros vem desde a Idade Média e era comum a todos os países
[18] europeus.
Disponível em: Acesso em: 7 set. 2013.
Sobre os dois textos, são feitas as seguintes afirmações:
I. O texto 1 é considerado literário porque se trata de uma narrativa poética acerca de uma curiosidade.
II. O texto 2 é considerado literário porque a palavra literatura (linha 08) assegura tal condição.
III. Os dois são considerados não-literários por se tratarem de textos informativos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Questão 3 421567
IFSul - Rio-Grandense 2014/1Leia o texto, o qual servirá de base para a questão.
Por que quem dirige mal é chamado de “barbeiro”?
Relacionar o ofício a quem dirige mal tem a ver com as múltiplas funções exercidas pelos barbeiros até o fim do século 19. Nessa época, tanto no Brasil como na Europa, barbeiros eram profissionais que, além de cortar e aparar pelos, faziam pequenos trabalhos médicos e odontológicos por falta de mão de obra especializada. Ou seja, os profissionais da navalha (palavra que também designa maus motoristas em português) também arrancavam dentes e faziam pequenas cirurgias e sangrias (retirada do sangue para eliminação de doenças). Por causa das condições de trabalho precárias e da falta de conhecimento, os barbeiros faziam trabalhos com pouca qualidade e que não agradavam muito aos seus pacientes. Tudo isso estimulou o uso, em Portugal, da expressão “barbeiro” para classificar quem fazia coisas malfeitas. Ao vir para o Brasil, a gíria passou a ser usada especificamente para bobagens cometidas no trânsito.
Revista Mundo Estranho. São Paulo: Editora Abril, set. 2013, p.43.
Observe: “... além de cortar e aparar pelos.”
Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, as formas pelo (contração da preposição por com o artigo o), pêlo (substantivo) e pêlo (forma do verbo pelar) deixam de se distinguir pelo acento gráfico, passando a haver apenas uma forma (pelo) para três palavras, que estabelecem uma relação de
Questão 10 421535
IFSudesteMinas 2014A questão seguinte é baseada em excertos do texto, mas não é questão de interpretação. Sua resolução, porém, deve ser feita considerando os fragmentos no contexto do texto.
Atente para as palavras destacadas; a seguir, resolva a questão proposta:
“O médico era uma pessoa direita: oferecia ao [1] seu cliente um preço adequado. (Nem [2] ele imaginaria que o [3] seu espelho valesse tanto!). Procurou [4] convencê-lo da honestidade de seus propósitos: amava aquele espelho desde que [5] o vira pela primeira vez.”
Em relação às palavras destacadas, assinale a alternativa INCORRETA quanto à identificação entre o referente e a referência:
06
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