Questões de EFAF Português
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Questão 14 10797617
Concursos Academia de Polícia 2013Leia o texto a seguir para responder à questão.
O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Há pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento
do ônibus, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara ao meu lado, e de quem eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o ônibus já ia longe.
Mas eu não estava preparado para achar uma bolsa, e comuniquei a descoberta ao passageiro mais próximo:
– A moça esqueceu isto.
Ele, sem dúvida mais experimentado, respondeu simplesmente:
– Abra.
Hesitei: constrangia-me abrir a bolsa de uma desconhecida ausente; nada haveria nela que me dissesse respeito.
– Não é melhor que eu entregue ao motorista?
– Complica. A dona vai ter dificuldade em identificar o ônibus. Abrindo, o senhor encontra um endereço, pronto.
Era razoável, e diante da testemunha abri a bolsa, não sem experimentar a sensação de violar uma intimidade. Procurei a esmo entre as coisinhas, não achei elemento esclarecedor. Era isso mesmo: o destino me dava as coisas pela metade. Fechei-a depressa.
– Leve para casa – ponderou meu conselheiro, como quem diz: – É sua. Mas acrescentou: – procure direito e o endereço aparece.
Como ele também descesse logo depois, vi-me sozinho com a bolsa na mão.
(Carlos Drummond de Andrade, “A bolsa e a vida”. In: Joaquim Ferreira dos Santos (org.) As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. Adaptado)
Em – Procurei a esmo entre as coisinhas, não achei elemento esclarecedor. –, a expressão em destaque pode ser corretamente substituída, sem que seja alterado o sentido da frase, por:
Questão 13 10797615
Concursos Academia de Polícia 2013Leia o texto a seguir para responder à questão.
O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Há pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento
do ônibus, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara ao meu lado, e de quem eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o ônibus já ia longe.
Mas eu não estava preparado para achar uma bolsa, e comuniquei a descoberta ao passageiro mais próximo:
– A moça esqueceu isto.
Ele, sem dúvida mais experimentado, respondeu simplesmente:
– Abra.
Hesitei: constrangia-me abrir a bolsa de uma desconhecida ausente; nada haveria nela que me dissesse respeito.
– Não é melhor que eu entregue ao motorista?
– Complica. A dona vai ter dificuldade em identificar o ônibus. Abrindo, o senhor encontra um endereço, pronto.
Era razoável, e diante da testemunha abri a bolsa, não sem experimentar a sensação de violar uma intimidade. Procurei a esmo entre as coisinhas, não achei elemento esclarecedor. Era isso mesmo: o destino me dava as coisas pela metade. Fechei-a depressa.
– Leve para casa – ponderou meu conselheiro, como quem diz: – É sua. Mas acrescentou: – procure direito e o endereço aparece.
Como ele também descesse logo depois, vi-me sozinho com a bolsa na mão.
(Carlos Drummond de Andrade, “A bolsa e a vida”. In: Joaquim Ferreira dos Santos (org.) As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. Adaptado)
Considere o trecho a seguir:
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara ao meu lado, e de quem eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto...
As expressões em destaque no trecho são utilizadas pelo autor para enfatizar a ideia de que a mulher estava
Questão 12 10797611
Concursos Academia de Polícia 2013Leia o texto a seguir para responder à questão.
O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Há pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento
do ônibus, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara ao meu lado, e de quem eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o ônibus já ia longe.
Mas eu não estava preparado para achar uma bolsa, e comuniquei a descoberta ao passageiro mais próximo:
– A moça esqueceu isto.
Ele, sem dúvida mais experimentado, respondeu simplesmente:
– Abra.
Hesitei: constrangia-me abrir a bolsa de uma desconhecida ausente; nada haveria nela que me dissesse respeito.
– Não é melhor que eu entregue ao motorista?
– Complica. A dona vai ter dificuldade em identificar o ônibus. Abrindo, o senhor encontra um endereço, pronto.
Era razoável, e diante da testemunha abri a bolsa, não sem experimentar a sensação de violar uma intimidade. Procurei a esmo entre as coisinhas, não achei elemento esclarecedor. Era isso mesmo: o destino me dava as coisas pela metade. Fechei-a depressa.
– Leve para casa – ponderou meu conselheiro, como quem diz: – É sua. Mas acrescentou: – procure direito e o endereço aparece.
Como ele também descesse logo depois, vi-me sozinho com a bolsa na mão.
(Carlos Drummond de Andrade, “A bolsa e a vida”. In: Joaquim Ferreira dos Santos (org.) As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. Adaptado)
Segundo o texto, o homem que encontrou a bolsa no assento do ônibus
Questão 11 10797602
Concursos Academia de Polícia 2013Leia o texto a seguir para responder à questão.
O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Há pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento
do ônibus, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara ao meu lado, e de quem eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o ônibus já ia longe.
Mas eu não estava preparado para achar uma bolsa, e comuniquei a descoberta ao passageiro mais próximo:
– A moça esqueceu isto.
Ele, sem dúvida mais experimentado, respondeu simplesmente:
– Abra.
Hesitei: constrangia-me abrir a bolsa de uma desconhecida ausente; nada haveria nela que me dissesse respeito.
– Não é melhor que eu entregue ao motorista?
– Complica. A dona vai ter dificuldade em identificar o ônibus. Abrindo, o senhor encontra um endereço, pronto.
Era razoável, e diante da testemunha abri a bolsa, não sem experimentar a sensação de violar uma intimidade. Procurei a esmo entre as coisinhas, não achei elemento esclarecedor. Era isso mesmo: o destino me dava as coisas pela metade. Fechei-a depressa.
– Leve para casa – ponderou meu conselheiro, como quem diz: – É sua. Mas acrescentou: – procure direito e o endereço aparece.
Como ele também descesse logo depois, vi-me sozinho com a bolsa na mão.
(Carlos Drummond de Andrade, “A bolsa e a vida”. In: Joaquim Ferreira dos Santos (org.) As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. Adaptado)
De acordo com o narrador do texto,
Questão 7 10797584
Concursos Academia de Polícia 2013Leia o texto para responder à questão.
Nova lei seca põe fim à brecha do bafômetro, mas depende de tribunais
Rosanne D’Agostino
As novas regras que endurecem a Lei Seca devem acabar com a brecha usada por muitos motoristas para fugir de punição. Segundo especialistas, recusar o bafômetro não vai mais impedir o processo criminal, mas há críticas à “subjetividade” do texto.
Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade policial de dizer quem está embriagado, e, para defensores da tolerância zero ao volante, a norma transfere aos tribunais a tarefa de interpretar cada caso, dando margem para que motoristas alcoolizados escapem da Justiça.
A mudança no Código Brasileiro de Trânsito possibilita
que vídeos, relatos, testemunhas e outras provas sejam considerados válidos contra os motoristas embriagados. Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$ 957,70 para R$ 1.915,40. Esse valor é dobrado caso o motorista seja reincidente em um ano.
A lei seca havia sido esvaziada depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para comprovar o crime. Motoristas começaram a recusar os exames valendo-se de um direito constitucional: ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. O condutor era multado, perdia a carteira e tinha o veículo apreendido, mas não respondia a processo.
Agora, passa a ser crime “conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência”. Com isso, o limite de álcool passou a ser uma das formas de se comprovar a embriaguez, e não mais um requisito de punição.
O advogado constitucionalista Pedro Serrano avalia que as novas regras possuem conceitos subjetivos que podem abrir espaço para contestações no Supremo Tribunal Federal (STF). “No direito penal, o crime tem que ser previsto usando palavras precisas, e não palavras abertas. É muito vago falar em ‘afetar a capacidade psicomotora’. Isso acaba jogando na autoridade policial o poder de definir, e não na lei. Cabe à lei definir qual é a conduta proibida, e não à autoridade policial”, afirma.
Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. “Agora basta qualquer tipo de prova que demonstre que você está embriagado. Não adianta recusar o bafômetro. A lei acabou com aquela situação do sujeito que sai cambaleando e não tem como comprovar que estava bêbado. Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer o exame clínico”, diz.
(http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/12/nova-lei-seca-poe-fim-brecha-do-bafometro-mas-depende-de-tribunais.html. 21.12.2012. Adaptado)
Em – Agora, passa a ser crime “conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool...” –, o termo em destaque introduz a ideia de
Questão 9 10797490
Concursos Pref de Piracicaba 2013Leia as orações abaixo:
I O vereador teve seus direitos políticos ___________ por corrupção. (cassados/caçados)
II Meu violão precisa de um ___________ urgente, pois está quebrado. (conserto/concerto)
III Zezinho sempre foi um _______ jogador de futebol. (mal/mau)
Completa, correta e respectivamente, as lacunas das orações acima o exposto na alternativa:
06
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