Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 6 10187469
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2016Para responder à questão, leia o texto a seguir.
Meus irmãos e minhas irmãs, eu conheço um camponês que foi à floresta capturar um filhote de águia. O camponês o capturou e o trouxe para casa, deixando-o crescer no galinheiro com as demais galinhas. O filhote foi se tornando galinha. Ciscava como as galinhas, comia o milho que era ali jogado, embora andasse mal, porque a águia foi feita para voar, acabou se transformando numa galinha."
Fonte: A Notícia. Santa Catarina. Trecho de entrevista com Leonardo Boff
Na oração "Meus irmãos e minhas irmãs, eu conheço um camponês...", o termo destacado tem a função de
Questão 14 10150596
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2016TEXTO
O esporte pela inclusão na visão de Andrew Parsons
Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão catalisadores de avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência

Andrew Parsons, Presidente do Comité Paralímpico Brasileiro (Foto: CPB)
O esporte é um dos maiores veiculos de mudança das perspectivas em relação às pessoas
com deficiência. “O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença, afirma
o carioca Andrew Parsons. presidente do Comité Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice-presidente do
Comitê Paralímpico Internacional (IPC). Para ele, “nós só mudamos a realidade quando mudamos a
[5] percepção das pessoas .
Nesse sentido, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LB!) - também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência - no ano
passado. “Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
[10] questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades, opina Parsons. Sob a gestão dele, o
Brasil saltou do 9° lugar no quadro geral das Paralímpiadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de
ouro, para o 7° nos Jogos de Londres 2012, com 21 ouros. A meta é atingir o 5° lugar no quadro de
medalhas nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Nesta entrevista, saiba mais sobre o pensamento de Andrew Parsons, que, no Sustainable
[15] Brands Rio 2016, vai participar da Plenária Impulsionando nosso Propósito Coletivo, no próximo dia
21.
Apesar do progresso verificado entre os atletas, em nível competitivo, o apoio oficial e
empresarial aos esportes paralímpicos ainda enfrenta muitas barreiras. Isso, de alguma
[20] forma, reflete uma realidade quanto à inclusão social dos portadores de deficiências nos
diferentes setores? E o que o esporte tem a ensinar sobre isso?
Andrew Parsons: Em tese, este é o maior desafio. Atualmente, contamos com o apoio do
Ministério do Esporte. que, por meio de convênios. nos dá condição de elaborarmos um calendário
de competições internacionais e treinamentos. Além de podermos contar com uma equipe
[25] multidisciplinar para orientação, desenvolvimento e avaliação dos nossos atletas em diversas
modalidades. O paratletismo conta com o patrocínio da Braskem e 13 modalidades têm o patrocinio
das Loterias da Caixa, nosso maior parceiro. Temos ainda o Time São Paulo, projeto em parceria
com a Secretaria de Direito à Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, e o Time Rio, com a
Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Não tenho duvida de que houve mudanças positivas em
[30] relação às questões das pessoas com deficiência, e de que o esporte tem grande parcela de
responsabilidade nisso. O esporte é um dos maiores veículos de mudança das perspectivas em
relação às pessoas com deficiência. Nós só mudamos a realidade quando mudamos a percepção
das pessoas. O esporte paralímpico tem impacto na diversidade, no respeito à diferença.
[35] A Olimpíada é, também, uma oportunidade para chamar a atenção das pessoas, por
meio do esporte, para a questão da inclusão?
A.P.: Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 serão grandes catalisadores, em termos de
avanços para a inclusão social da pessoa com deficiência, sobretudo após a aprovação da Lei
Brasileira de Inclusão (LB), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência, no ano
[40] passado. Os Jogos Paralimpicos não são um fim, mas um passo adiante, ajudando a botar a
questão da inclusão na mídia e na agenda das autoridades.
A recente inauguração do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, fruto de uma
parceria com o governo paulista, pode ser um marco para uma mudança de mentalidade
[45] sobre essa questão no pais? Ou ainda são necessárias outras medidas, no sentido de se
fazer um trabalho de longo prazo com os atletas?
A.P.: Acredito que o CT veio para ser o eixo de desenvolvimento do esporte paralimpico no
Brasil. Já começamos a utilizá-lo com foco na preparação final para os Jogos do Rio. Ele tem
capacidade para abrigar 15 modalidades e, com certeza, será sede de várias competições
[50] importantes. Mas é preciso atentarmos para o fato de que a base do esporte está na escola. E a
inclusão do aluno com algum tipo de deficiência nas aulas de educação fisica é considerado um
grande avanço. Assim, aumenta-se a base de atletas e difunde-se a prática do esporte entre
pessoas com deficiência, principalmente em alto rendimento.
[55] Qual será o legado da Rio 2016 para os atletas paralimpicos? E qual a sua avaliação
desse legado?
A.P.: Penso que será o maior reconhecimento pela sociedade brasileira, que certamente
abraçará nossos atletas paralimpicos como representantes de um Brasil vencedor, que é o Brasil
Paralimpico. Isso mudará a percepção da população em relação às pessoas com deficiência em
[60] nosso Pais Além disso, teremos legados tangiveis, como o próprio Centro de Treinamento
Paralímpico Brasileiro e o aumento do financiamento ao esporte paralímpico. garantido pela
aprovação e sanção da Lei Brasileira da Inclusão. A soma de tais legados permitirá voos ainda mais
altos em Tóquio 2020 e no papel da pessoa com deficiência no Brasil.
[65] Como o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias impacta o desempenho
dos atletas e dos Jogos Paralímpicos?
A.P.: O esporte paraliímpico está para as pessoas com deficiência como a Fórmula 1 está para o
mercado automotivo. Novas tecnologias em próteses e cadeiras de rodas, por exemplo, surgem
primeiro no esporte de alto rendimento para, depois, chegarem às pessoas com deficiência em seu
[70] dia a dia Tais novas tecnologias, em termos de materiais mais leves, resistentes e de melhor
performance, levam os atletas paralimpicos a um novo patamar de rendimento, muitas vezes,
mesmo em relação a atletas sem deficiência. Exemplo disso são as marcas do alemão amputado
Markus Rehm, que, em 2015, no salto em distância, fez a marca de 8,40 m. superior à obtida por
Greg Rutherford, quando conquistou a medalha de ouro olímpica em Londres 2012, com 831
[75] metros.
Sob sua gestão no Comitê Paralímpico Brasileiro, o país saltou do 9º lugar no quadro
geral das Paralímpiadas de Pequim 2008, com 16 medalhas de ouro, para o 7º nos Jogos de
Londres 2012, com 21 ouros. O que esperar dos nossos atletas paralímpicos no Rio 2016?
[80] A.P.: Temos intensificado a preparação nas 22 modalidades do programa dos Jogos
Paralímpicos, dando especial atenção aos principais atletas de cada uma delas. proporcionando-
lhes uma preparação sob medida para cada um deles com os projetos de alto rendimento. Neste .
sentido, 0 foco é a conquista de medalhas de ouro, que são determinantes para atingirmos o 5º
lugar no quadro de medalhas nos Jogos Paralimpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
Fonte http //oglobo globo com/esportes/caminhos-para-o-futuro/0-esporte-pela-inclusao-na-visao-de-anditw-parsons: 19987 usb)
Texto adaptado
Acesso em 03/10/2016
No texto, a comparação realizada entre as paralimpiadas e a Fórmula 1 tem como principal objetivo
Questão 8 3180057
Colégio Pedro II 2016Texto

(Fonte: cantinholiterariososriosdobrasil.wordpress.com. Acesso 15/09/2018)
No texto, ao substituirmos a palavra “onça-pintada” por TIGRES, no 1° quadrinho, o comentário correto do Armandinho, no 2° quadrinho, será:
Questão 18 1384844
CN 2° Dia 2016Texto para a questão.
O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da lgnorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação às quais os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.
[...]
Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos afastam-se dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem - compreensão e diálogo - que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo - e ela mesma - é algo bem diferente.
(TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em http://revistacult .uol.com.br —- 31 de jan. 2016 = com adaptações)
Assinale a opção na qual o termo destacado tem a mesma função sintática que o destacado em "O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura [...]." (1º§)
Questão 16 1384839
CN 2° Dia 2016Texto para a questão.
O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da lgnorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação às quais os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.
[...]
Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos afastam-se dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem - compreensão e diálogo - que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo - e ela mesma - é algo bem diferente.
(TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em http://revistacult .uol.com.br —- 31 de jan. 2016 = com adaptações)
Em "Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância [...]."(2º§), a concordância verbal, de acordo com a variedade padrão da língua, é feita na 3º pessoa do singular.
Em que opção isso também deve ocorrer?
Questão 15 1384832
CN 2° Dia 2016Texto para a questão.
O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da lgnorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação às quais os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.
[...]
Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos afastam-se dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem - compreensão e diálogo - que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo - e ela mesma - é algo bem diferente.
(TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em http://revistacult .uol.com.br —- 31 de jan. 2016 = com adaptações)
Em "[...] se opõe à que nos deforma por estagnação.” (2º§) e "Muitos que foram educados para não pensar, [...]." (4º§), os termos destacados expressam, respectivamente, ideias de
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