Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 3 435601
IFPR 2017LEIA ATENTAMENTE O TEXTO A SEGUIR QUE SERVIRÁ DE BASE PARA A QUESTÃO.
Agora quando você morrer poderá se transformar na árvore de sua preferência
Adaptado de: http://diariodebiologia.com/2014/10/que-tal-morrer-e-virar-arvore/
TEXTO
A BioUrna é um projeto que oferece de maneira inteligente, sustentável e ecologicamente correta de superar um dos momentos mais tristes de uma família: a hora da morte. Embora muitos se sintam incomodados em falar sobre ela, a morte faz parte do ciclo natural de nossas vidas e este projeto provavelmente irá mudar a forma como as pessoas veem a perda de um ente querido, transformando o fim da vida em “um retorno” através da natureza.
Trata-se de uma urna biodegradável, feita com casca de coco, contendo turfa compactada e celulose, com as quais as suas cinzas serão misturadas. A urna vem com uma semente de árvore, que irá germinar quando enterrada. Os familiares podem escolher entre diversos tipos de árvores. O projeto que foi desenvolvido por dois jovens (Roger e Gerard Moliné), visa principalmente a aceitação do ciclo de vida natural e custa 105 dólares. A pessoa que fizer o pedido receberá uma única caixa e a semente da árvore escolhida.
É lógico que ninguém quer morrer e muito menos perder um ente querido, mas que com essa ideia morrer ficou mais confortante: Ah isso ficou!
De acordo com o texto, o projeto BioUrna torna a morte mais confortante porque:
Questão 7 422982
IFSul - Rio-Grandense 2017/2Texto
Leia o texto, para responder à questão.
Onde mora sua muiteza?
A infância é um lugar complexo. Para quem já cresceu, foi aquele espaço em que
moramos quando ainda não tínhamos muita memória. Aqueles dias e noites que se sucediam sem
grandes planos em um corpo que mudava diariamente. Muito grande. Muito pequeno. Muito alto.
Muito baixo.
[5] Quando criança, entediada, Alice seguiu um coelho até sua toca e lá se viu em um espaço
totalmente novo. Um espaço onírico que reproduzia suas ansiedades e ensinava-lhe a buscar
dentro de si mesma recursos que lhe permitissem seguir em frente. Tentando fazer sentido do
espaço onde se encontrava, Alice foi protagonista de uma experiência fantástica de descoberta.
Ela descobriu que viver não é fácil, às vezes a vida é um jogo, mas mesmo assim vale a pena.
[10] Anos mais tarde, já adulta, prestes a embarcar em um casamento arranjado, com um
noivo patético, Alice se deixa conduzir novamente a esse espaço que lhe é familiar, mas do qual
não lembra quase nada. É um lugar que fica no jardim, no buraco de uma árvore e, pasmem,
onde mora um coelho de cartola e relógio!
É lá que ela, lembrando aos poucos de que já os conhecia, encontra velhos amigos que
[15] são rápidos em tecer críticas a seu respeito, dizendo, inclusive, que ela é a Alice “errada”. Mas é
a crítica do Chapeleiro Maluco que a atinge em cheio: você não é a mesma de antes, você era
muito mais “muita”, você perdeu sua muiteza. Lá dentro. Falta alguma coisa. De todas as coisas
que Alice esqueceu de compreender desse lugar, talvez essa seja a que faça mais sentido. Talvez
isso explique tudo. Talvez tenha sido isso que ela fora até lá buscar.
[20] A criança que fomos ocupa um espaço dentro de nós, nesse acúmulo de experiências que
é a vida. É nesse espaço que guardamos os joelhos ralados, as descobertas, os medos, a alegria
e a força que nos impulsiona para a frente. Há espaços mais sombrios, outros mais claros. Muitos
de nós já esqueceram o caminho para esse lugar. Estamos ocupados demais com as coisas
grandes para tentar encontrar uma toca de coelho que nos leve para dentro da terra. Então
[25] vivemos assim, sempre muito ocupados, sempre muito atrasados, com coisas sérias e
importantes a fazer. E vagamos. Vagamos pelo mundo com alguma coisa faltando. Lá dentro.
É na infância que mora a nossa muiteza. E é para lá que devemos voltar para encontrá-la,
sempre que essa pantomima a qual chamamos de vida adulta nos puxa e empurra forte demais.
LHULLIER, Luciana. Onde mora sua muiteza? In: No coração da floresta (blog). 08 out. 2013 (adaptado). Original disponível em: . Acesso: 05 ago. 2016.
Vocabulário:
Onírico: de sonho e/ou relativo a sonho.
Pantomima: representação teatral baseada na mímica (ou seja, em gestos corporais); por extensão, situação falsa, representação, ilusão, fraude.Patético: que provoca sentimento de piedade ou tristeza; indivíduo digno da piedade alheia.
Observe estes trechos destacados do texto.
I. É um lugar que fica no jardim, no buraco de uma árvore e, pasmem, onde mora um coelho de cartola e relógio! (linhas 12 e 13)
II. É lá que ela, lembrando aos poucos de que já os conhecia, encontra velhos amigos que são rápidos em tecer críticas a seu respeito, dizendo, inclusive, que ela é a Alice “errada”. (linhas 14 e 15)
III. Mas é a crítica do Chapeleiro Maluco que a atinge em cheio: você não é a mesma de antes, você era muito mais “muita”, você perdeu sua muiteza. Lá dentro. Falta alguma coisa. (linhas 15 a 17)
Em relação aos tipos de discurso, é correto afirmar que
Questão 2 422972
IFSul - Rio-Grandense 2017/2Texto
Leia o texto, para responder à questão.
Onde mora sua muiteza?
A infância é um lugar complexo. Para quem já cresceu, foi aquele espaço em que
moramos quando ainda não tínhamos muita memória. Aqueles dias e noites que se sucediam sem
grandes planos em um corpo que mudava diariamente. Muito grande. Muito pequeno. Muito alto.
Muito baixo.
[5] Quando criança, entediada, Alice seguiu um coelho até sua toca e lá se viu em um espaço
totalmente novo. Um espaço onírico que reproduzia suas ansiedades e ensinava-lhe a buscar
dentro de si mesma recursos que lhe permitissem seguir em frente. Tentando fazer sentido do
espaço onde se encontrava, Alice foi protagonista de uma experiência fantástica de descoberta.
Ela descobriu que viver não é fácil, às vezes a vida é um jogo, mas mesmo assim vale a pena.
[10] Anos mais tarde, já adulta, prestes a embarcar em um casamento arranjado, com um
noivo patético, Alice se deixa conduzir novamente a esse espaço que lhe é familiar, mas do qual
não lembra quase nada. É um lugar que fica no jardim, no buraco de uma árvore e, pasmem,
onde mora um coelho de cartola e relógio!
É lá que ela, lembrando aos poucos de que já os conhecia, encontra velhos amigos que
[15] são rápidos em tecer críticas a seu respeito, dizendo, inclusive, que ela é a Alice “errada”. Mas é
a crítica do Chapeleiro Maluco que a atinge em cheio: você não é a mesma de antes, você era
muito mais “muita”, você perdeu sua muiteza. Lá dentro. Falta alguma coisa. De todas as coisas
que Alice esqueceu de compreender desse lugar, talvez essa seja a que faça mais sentido. Talvez
isso explique tudo. Talvez tenha sido isso que ela fora até lá buscar.
[20] A criança que fomos ocupa um espaço dentro de nós, nesse acúmulo de experiências que
é a vida. É nesse espaço que guardamos os joelhos ralados, as descobertas, os medos, a alegria
e a força que nos impulsiona para a frente. Há espaços mais sombrios, outros mais claros. Muitos
de nós já esqueceram o caminho para esse lugar. Estamos ocupados demais com as coisas
grandes para tentar encontrar uma toca de coelho que nos leve para dentro da terra. Então
[25] vivemos assim, sempre muito ocupados, sempre muito atrasados, com coisas sérias e
importantes a fazer. E vagamos. Vagamos pelo mundo com alguma coisa faltando. Lá dentro.
É na infância que mora a nossa muiteza. E é para lá que devemos voltar para encontrá-la,
sempre que essa pantomima a qual chamamos de vida adulta nos puxa e empurra forte demais.
LHULLIER, Luciana. Onde mora sua muiteza? In: No coração da floresta (blog). 08 out. 2013 (adaptado). Original disponível em: . Acesso: 05 ago. 2016.
Vocabulário:
Onírico: de sonho e/ou relativo a sonho.
Pantomima: representação teatral baseada na mímica (ou seja, em gestos corporais); por extensão, situação falsa, representação, ilusão, fraude.Patético: que provoca sentimento de piedade ou tristeza; indivíduo digno da piedade alheia.
A respeito do título, é correto afirmar que
I. “Onde mora sua muiteza?” dirige-se à Alice fictícia, e o pronome possessivo “sua” remete claramente a essa personagem.
II. “Onde mora sua muiteza?” dirige-se, através do pronome possessivo “sua”, ao(à) leitor(a) implícito(a) do texto.
III. o pronome relativo “onde” e o verbo “morar”, no título, estão sendo empregados de forma coloquial.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Questão 1 422958
IFSul - Rio-Grandense 2017/2Texto
Leia o texto, para responder à questão.
Onde mora sua muiteza?
A infância é um lugar complexo. Para quem já cresceu, foi aquele espaço em que
moramos quando ainda não tínhamos muita memória. Aqueles dias e noites que se sucediam sem
grandes planos em um corpo que mudava diariamente. Muito grande. Muito pequeno. Muito alto.
Muito baixo.
[5] Quando criança, entediada, Alice seguiu um coelho até sua toca e lá se viu em um espaço
totalmente novo. Um espaço onírico que reproduzia suas ansiedades e ensinava-lhe a buscar
dentro de si mesma recursos que lhe permitissem seguir em frente. Tentando fazer sentido do
espaço onde se encontrava, Alice foi protagonista de uma experiência fantástica de descoberta.
Ela descobriu que viver não é fácil, às vezes a vida é um jogo, mas mesmo assim vale a pena.
[10] Anos mais tarde, já adulta, prestes a embarcar em um casamento arranjado, com um
noivo patético, Alice se deixa conduzir novamente a esse espaço que lhe é familiar, mas do qual
não lembra quase nada. É um lugar que fica no jardim, no buraco de uma árvore e, pasmem,
onde mora um coelho de cartola e relógio!
É lá que ela, lembrando aos poucos de que já os conhecia, encontra velhos amigos que
[15] são rápidos em tecer críticas a seu respeito, dizendo, inclusive, que ela é a Alice “errada”. Mas é
a crítica do Chapeleiro Maluco que a atinge em cheio: você não é a mesma de antes, você era
muito mais “muita”, você perdeu sua muiteza. Lá dentro. Falta alguma coisa. De todas as coisas
que Alice esqueceu de compreender desse lugar, talvez essa seja a que faça mais sentido. Talvez
isso explique tudo. Talvez tenha sido isso que ela fora até lá buscar.
[20] A criança que fomos ocupa um espaço dentro de nós, nesse acúmulo de experiências que
é a vida. É nesse espaço que guardamos os joelhos ralados, as descobertas, os medos, a alegria
e a força que nos impulsiona para a frente. Há espaços mais sombrios, outros mais claros. Muitos
de nós já esqueceram o caminho para esse lugar. Estamos ocupados demais com as coisas
grandes para tentar encontrar uma toca de coelho que nos leve para dentro da terra. Então
[25] vivemos assim, sempre muito ocupados, sempre muito atrasados, com coisas sérias e
importantes a fazer. E vagamos. Vagamos pelo mundo com alguma coisa faltando. Lá dentro.
É na infância que mora a nossa muiteza. E é para lá que devemos voltar para encontrá-la,
sempre que essa pantomima a qual chamamos de vida adulta nos puxa e empurra forte demais.
LHULLIER, Luciana. Onde mora sua muiteza? In: No coração da floresta (blog). 08 out. 2013 (adaptado). Original disponível em: . Acesso: 05 ago. 2016.
Vocabulário:
Onírico: de sonho e/ou relativo a sonho.
Pantomima: representação teatral baseada na mímica (ou seja, em gestos corporais); por extensão, situação falsa, representação, ilusão, fraude.Patético: que provoca sentimento de piedade ou tristeza; indivíduo digno da piedade alheia.
No texto – construído a partir de analogias (ou aproximações interpretativas) com as obras literárias “Aventuras de Alice no país das maravilhas” e “Através do espelho e o que Alice encontrou por lá”, do escritor inglês Lewis Carroll –, a autora, Luciana Lhullier, aborda dois momentos da vida humana: a infância e a fase adulta.
Considerando o texto como um todo, é correto afirmar que a vida adulta é
Questão 10 419493
IFSudesteMinas 2017Leia a charge para responder à questão.

A seguir, leia o poema “Meninos carvoeiros”, de Manuel Bandeira, para responder à questão.
Meninos carvoeiros
Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
– Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.
Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.
(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)
– Eh, carvoero! Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles...
[15] Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!
– Eh, carvoero!
Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
[20] Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados.
BANDEIRA, Manuel. Antologia poética: Manuel Bandeira. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1961. p. 56-57. Adaptado.
O poema “Meninos carvoeiros” e a charge conservam uma conexão semântica que pode ser CORRETAMENTE examinada nos seguintes versos de Manuel Bandeira:
Questão 8 419487
IFSudesteMinas 2017Leia a charge para responder à questão.

Aliando as linguagens não verbal (informações visuais) e verbal (recursos linguísticos), o gênero charge tem por finalidade expressar, graficamente, uma crítica às diversas situações que compõem a contemporaneidade. A partir dessa proposição e observando a charge exposta, a frase existente na tabuleta recorre:
06
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