Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 44 296994
ETEC 2018/1Leia a música de Marcelo Jeneci e responda à questão.
Dar-te-ei
[...] Não te darei papéis, não te darei, esses rasgam,
esses borram
Não te darei discos, não, eles repetem, eles arranham
Não te darei casacos, não te darei, nem essas coisas
que te resguardam e que se vão
Dar-te-ei finalmente os beijos meus
Deixarei que esses lábios sejam meus, sejam teus
Esses embalam, esses secam, mas esses ficam.
Não te darei bombons, não te darei, eles acabam,
eles derretem
Não te darei festas, não te darei, elas terminam, elas
choram, elas se vão [...]
<https://tinyurl.com/ybf22rpl> Acesso em: 10.11.2017.
O autor da música enumera e destaca todas as coisas que dará e o que não dará a(o) sua(seu) amada(o), enfocando que prefere as coisas que “ficam”. Para isso, ele faz uso da linguagem em seu sentido denotativo e conotativo.
Assinale a alternativa em que há o exemplo e a explicação corretos dos tipos de linguagens utilizadas na música.
Questão 1 296833
ETEC 2018/1Leia a crônica de Paulo Brabo e responda à questão.
DUZENTAS GRAMAS
Meu amigo Hélio, que é pai do Arthur e diz sonoramente trêss e déss (ao invés de, digamos, “trêis” e “déis”) fica indignado quando peço na padaria duzentas gramas de presunto – quando a forma correta, insiste ele, é “duzentos” gramas. Sempre que acontece e estamos juntos acabamos discutindo uns dez minutos sobre modos diferentes de falar. Ele de praxe argumenta que as regras de pronúncia e ortografia, se existem, devem ser obedecidas – e que os mais cultos (como eu, um cara que traduz livros!) devem insistir na forma correta a fim de esclarecer e encaminhar gente menos iluminada, como supõe-se seja a moça que me vende na padaria o presunto e o queijo. Eu sempre argumento que quando ele diz que só existe uma forma correta de falar está usurpando um termo de outro ramo, e tentando aplicar a ética à gramática: como se falar “corretamente” implicasse em algum grau de correção moral; como se dizer “duzentas” gramas fosse incorrer numa falha de caráter e dizer “duzentos” fosse prova de virtude e integridade. [...]
<https://tinyurl.com/ya6ta9cr> Acesso em: 09.11.2017.
Segundo o texto, é possível afirmar que
Questão 58 296038
CEFET MG 2018Nem sempre a memória de Vargas recebeu tratamento tão nobre. Em primeiro lugar, porque se trata de um personagem bastante ambíguo – se por um lado contribuiu com inegáveis avanços para o desenvolvimento do país, por outro liderou um período autoritário e de repressão política em seu primeiro governo (1930-1945). Além disso, no último meio século, o Brasil atravessou grandes mudanças políticas e institucionais. À experiência democrática iniciada em 1946 sucederam-se, a partir de 1964, vinte anos de ditadura militar, até que em 1985 se iniciasse novo processo de construção democrática. Para cada um desses momentos veio à tona um Vargas diferente.
(FERREIRA, Maria de Moraes. Vargas para todos os gostos. Revista de História. Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional, ano 3, n. 35, p. 14-19, ago 2008.)
A memória de Getúlio Vargas ganha interpretações diversas
PORQUE
sua ambiguidade permite que, em momentos históricos distintos, seja apropriada de maneiras variadas.
Sobre essas duas proposições, é correto afirmar que
Questão 15 295977
CEFET MG 2018Se minha mãe tivesse me falado que meu pai, quando eu nasci, foi olhos de alegria imensa, com certeza eu lembraria. E, se lembrasse, seria certeza do ocorrido ou apenas história minha inventada por mim no desejo que já nascia de verter-me em palavras?
RITER, Caio. Eu e o silêncio do meu pai. São Paulo: Biruta, 2011, p. 33.
Lido no contexto da narrativa, o fragmento evidencia a
Questão 14 295975
CEFET MG 2018TEXTO I
O menino a olha. Não tem ainda (hoje eu sei) a noção do sentimento que aquela mulher lhe provoca. Mas, sem saber, a odeia: [...]
RITER, Caio. Eu e o silêncio do meu pai. São Paulo: Biruta, 2011, p. 14.
TEXTO II
Me deixava ficar, apenas incomodamento pelo tanto de carência (hoje acho) daquele homem magro e calado que era meu pai. E nenhum de nós era capaz de um abraço.
RITER, Caio. Eu e o silêncio do meu pai. São Paulo: Biruta, 2011, p. 18.
Nesses excertos, o uso dos parênteses tem a função de
Questão 13 295973
CEFET MG 2018“Rogo-te, pai, compreende-me bem”. Extraída da obra de Franz Kafka (1883-1924), a epígrafe do livro sinaliza o esforço de redenção do narrador, em sua tentativa de compreender e perdoar o pai. Essa intenção se concretiza em
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