Questões de EFAF Português
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Questão 5 421572
IFSul - Rio-Grandense 2014/1Leia o texto, o qual servirá de base para a questão.
POR QUE OS TRIATOMÍNEOS SÃO CHAMADOS DE “BARBEIROS”?
[1] O inseto transmissor do Trypanoswoma cruzi, causador da doença de Chagas, recebeu no
[2] Brasil, em linguagem popular sertaneja, vários nomes, conforme a região geográfica. De todos
[3] eles, o mais comum nas regiões sudeste e centro oeste, e o de barbeiro, onde a doença de
[4] Chagas passou a ser conhecida popularmente como “a doença do barbeiro”. O próprio Chagas
[5] usou a expressão “doença do barbeiro” em uma de suas publicações.
[6] É de admitir que a denominação popular de “barbeiro” tenha sido inspirada no
[7] comportamento do inseto, relacionando-o com a profissão de barbeiro.
[8] Duas interpretações são encontradas na literatura médica: a primeira, mais difundida, e
[9] de que o triatomíneo suga o sangue das pessoas principalmente na face, por ficar esta parte do
[10] corpo descoberta e, portanto, mais acessível ao ataque. Estabelece-se, assim, uma relação de
[11] face com barba e, desta, com a profissão de barbeiro. A segunda interpretação é de que, sendo o
[12] triatomíneo inseto hematófago, ao sugar o sangue das suas vítimas a noite, enquanto estas
[13] dormem, pratica verdadeiras sangrias.
[14] Até o século XIX, os profissionais barbeiros, além de cortar o cabelo e a barba, tinham
[15] outras atribuições, dentre as quais a de fazer sangrias por indicação médica e, até mesmo, por
[16] conta própria. A sangria era, então, uma panaceia universal que se aplicava a todas as doenças.
[17] Esta atribuição conferida aos barbeiros vem desde a Idade Média e era comum a todos os países
[18] europeus.
Disponível em: http:/usuarios.cultura.com.br/jmrezende/barbeiros.hm Acesso em: 7 set. 2013.
O termo portanto (linha 10) possui o mesmo significado de
Questão 14 399985
IFSulDeMinas 2014Todas as frases a seguir aludem ao uso do mal/mau, mas pode haver erro quanto ao correto uso dos termos destacados. Assinale apenas a alternativa que contempla a verdade quanto ao uso do mal/mau.
I. Eu mal abria a porta, Ofélia entrava.
II. Sua mãe mudava de roupa mau saía da cama.
III. ... levantava com cuidados a saia de babados, mal sentava-se.
IV. Numa padaria, mau vi-me diante da verdade inútil.
V. ... era uma visitação na sala mal arrumada.
Questão 13 399984
IFSulDeMinas 2014
Manolito está relatando à Mafalda o seu sucesso com a Matemática. No decorrer da conversação, percebemos que ele
Questão 3 399932
IFSulDeMinas 2014TEXTO
Razões para NÃO reduzir a maioridade penal: o objetivo é tentar reduzir a violência ou atender a um desejo coletivo de vingança?
Por Vinicius Bocato, em seu blog
Na última semana uma tragédia abalou todos os funcionários e alunos da Faculdade Cásper Líbero, onde estou terminando o curso de jornalismo. O aluno de Rádio e TV Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto por um assaltante na frente do prédio onde morava, na noite da terça-feira (9). O crime chocou não só pela banalização da vida – Victor Hugo entregou o celular ao criminoso e não reagiu –, mas também pela constatação de que a tragédia poderia ter acontecido com qualquer outro estudante da faculdade.
Esse novo capítulo da violência diária em São Paulo ganhou atenção especial da mídia por um detalhe: o criminoso estava a três dias de completar 18 anos. Ou seja, cometeu o latrocínio (roubo seguido de morte) enquanto adolescente e foi encaminhado à Fundação Casa.
Óbvio que a primeira reação é de indignação; acho válida toda a revolta da população, em especial da família do garoto, mas não podemos deixar que a emoção nos leve a atitudes irresponsáveis. Sempre que um adolescente se envolve em um crime bárbaro, boa parte da população levanta a voz rpara exigir a redução da maioridade penal. Alguns vão adiante e chegam a questionar se não seria hora de o Estado se igualar ao criminoso e implantar a pena de morte no país.
Além de obviamente não termos mais espaço para a Lei de Talião no século XXI, legislar com base na emoção nada mais atende do que a um sentimento de vingança. Não resolve (nem ameniza) o problema da violência urbana.
O que chama a atenção é maneira como a grande mídia cobre essas tragédias. A maioria das matérias que vemos nos veículos tradicionais só reforça uma característica do Brasil que eles mesmos criticam: somos o país do imediatismo. A cada crime brutal cometido por um adolescente, discutimos os efeitos da violência, mas não as suas causas. Discutimos como reprimir, não como prevenir. É uma tática populista que desvia o foco das reais causas do problema.
Disponível em http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/04/pela-nao-reducao-da-maioridade-penal.html , acessado em 30 de abril de 2013.
Assinale a opção que contenha as mesmas informações que o período: “O aluno de Rádio e TV Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto por um assaltante na frente do prédio onde morava.”
Questão 7 382030
IFSC 2014/2Assalto
Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:
- Isto é um assalto!
Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?
- Um assalto! Um assalto! - a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirene policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.
Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?
- Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante!
O ônibus na rua transversal parou para assuntar. Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um passageiro advertiu:
- No que você vai a fim de ver o assalto, eles assaltam sua caixa.
Ele nem escutou. Então os passageiros também acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de saber, que vem movendo o homem, desde a idade da pedra até a idade do módulo lunar.
Outros ônibus pararam, a rua entupiu.
- Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles não podem dar no pé.
- É uma mulher que chefia o bando!
- Já sei. A tal dondoca loura.
- A loura assalta em São Paulo. Aqui é a morena.
- Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.
- Minha Nossa Senhora, o mundo tá virado!
- Vai ver que está é caçando marido.
- Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue escorrendo!
- Sangue nada, tomate.
Na confusão, circularam notícias diversas. O assalto fora a uma joalheria, as vitrinas tinham sido esmigalhadas a bala. E havia joias pelo chão, braceletes, relógios. O que os bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três estavam gravemente feridas.
Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva. Era preciso abrir caminho a todo custo. No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes trocavam de direção: quem fugia dava marcha à ré, quem queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edifícios de apartamentos tinham fechado suas portas, logo que o primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao mesmo tempo, salvar o pelo e contemplar lá de cima. Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam:
- Pega! Pega! Correu pra lá!
- Olha ela ali!
- Eles entraram na kombi ali adiante!
- É um mascarado! Não, são dois mascarados!
Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora, a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como não havia espaço, uns caíam por cima de outros. Cessou o ruído. Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo, repetido, confuso?
- Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a gente com dor de barriga, pensando que era metralhadora!
Caíram em cima do garoto, que soverteu na multidão. A senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando sempre:
- É um assalto! Chuchu por aquele preço é um verdadeiro assalto!
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond. Assalto. In: Para gostar de ler. Vol. 3. Ed. Ática, 1979. p. 12-14. [Adaptado]
Sobre o texto, é CORRETO afirmar que:
Questão 11 171738
SESC 2014Releia:
“Esta é uma dimensão importante, mas não a única: quando as pessoas têm oportunidades e aprendem a produzir e receber informação de maneira crítica, é infinito o mundo de conhecimento que se abre com o acesso à Internet e aos meios de comunicação.”
Os dois-pontos apresentam importantes funções textuais, podendo, inclusive, assinalar determinados valores de sentido das estruturas pontuadas.
Em relação à afirmação anterior, em qual das opções encontra-se o sentido veiculado pelos dois pontos?
06
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