Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 3 395707
IFMT 2018/1Deixem a ortografia em paz
Do Senado, duas notícias, uma boa e outra má. A boa: parece que temos senadores preocupados com o ensino de português. A má: querem alterar outra vez nossa ortografia, agora radicalmente, com a esperança de que, com isso, alunos possam obter melhores resultados na aprendizagem da língua. Criaram até uma comissão, com o objetivo de aplicar o acordo ortográfico (o mesmo que, na prática, já está em vigor), e para fazer com que “se escreva como se fala”. Além de não ser boa, a ideia é impraticável.
[...]
Mas isso não é tudo. Como costuma lembrar Carlos Alberto Faraco, a língua escrita não é mero reflexo da língua falada: ambas constituem meios autônomos de manifestação do saber linguístico. A ortografia é uma representação abstrata e convencional da língua. E é fundamental que o sistema ortográfico seja estável e que, independentemente da variação na fala, haja uma única representação gráfica por palavra. Do contrário, não teríamos como reconhecer palavras que fossem escritas em outro tempo (ou até em outro espaço). Seria o caos.
[...]
Temos ainda o aspecto prático, talvez o mais relevante de todos. Quando foi imposto o último acordo ortográfico (que, absurdamente, teve sua implantação oficial postergada), toda a indústria editorial movimentou-se para preparar novas edições de todo o seu acervo. Dezenas de milhares de títulos sofreram as mudanças exigidas pelo MEC e outros órgãos governamentais e privados. Gramáticas e dicionários foram refeitos; tratados foram revisados; livros infantis, alterados; manuais, reeditados. Uma nova reforma seria desastrosa, não só para as editoras, mas também para os governos, que teriam que substituir todas as bibliotecas novamente. Trata-se de muito dinheiro jogado fora, possivelmente levando à falência muitas casas editoriais importantes, promovendo gasto desnecessário de verbas públicas, tornando obsoletos bilhões de livros escolares e universitários.
E há, ainda, o aspecto da exclusão social. Quando uma reforma ortográfica é implantada, grande parte dos adultos se torna analfabeta, já que eles nem sempre conseguem reter e utilizar as novas regras inventadas por capricho de meia dúzia de “sábios”, ou de desavisados. [...]
(Publicado originalmente no jornal Correio Braziliense em 09/05/2014, por Jaime Pinsky*) (*) Jaime Pinsky é historiador, professor titular da Unicamp, diretor da Editora Contexto, autor de “Por que gostamos de história”, entre outros livros.
Segundo o autor, uma nova reforma ortográfica seria desastrosa, pois:
Questão 1 395705
IFMT 2018/1Deixem a ortografia em paz
Do Senado, duas notícias, uma boa e outra má. A boa: parece que temos senadores preocupados com o ensino de português. A má: querem alterar outra vez nossa ortografia, agora radicalmente, com a esperança de que, com isso, alunos possam obter melhores resultados na aprendizagem da língua. Criaram até uma comissão, com o objetivo de aplicar o acordo ortográfico (o mesmo que, na prática, já está em vigor), e para fazer com que “se escreva como se fala”. Além de não ser boa, a ideia é impraticável.
[...]
Mas isso não é tudo. Como costuma lembrar Carlos Alberto Faraco, a língua escrita não é mero reflexo da língua falada: ambas constituem meios autônomos de manifestação do saber linguístico. A ortografia é uma representação abstrata e convencional da língua. E é fundamental que o sistema ortográfico seja estável e que, independentemente da variação na fala, haja uma única representação gráfica por palavra. Do contrário, não teríamos como reconhecer palavras que fossem escritas em outro tempo (ou até em outro espaço). Seria o caos.
[...]
Temos ainda o aspecto prático, talvez o mais relevante de todos. Quando foi imposto o último acordo ortográfico (que, absurdamente, teve sua implantação oficial postergada), toda a indústria editorial movimentou-se para preparar novas edições de todo o seu acervo. Dezenas de milhares de títulos sofreram as mudanças exigidas pelo MEC e outros órgãos governamentais e privados. Gramáticas e dicionários foram refeitos; tratados foram revisados; livros infantis, alterados; manuais, reeditados. Uma nova reforma seria desastrosa, não só para as editoras, mas também para os governos, que teriam que substituir todas as bibliotecas novamente. Trata-se de muito dinheiro jogado fora, possivelmente levando à falência muitas casas editoriais importantes, promovendo gasto desnecessário de verbas públicas, tornando obsoletos bilhões de livros escolares e universitários.
E há, ainda, o aspecto da exclusão social. Quando uma reforma ortográfica é implantada, grande parte dos adultos se torna analfabeta, já que eles nem sempre conseguem reter e utilizar as novas regras inventadas por capricho de meia dúzia de “sábios”, ou de desavisados. [...]
(Publicado originalmente no jornal Correio Braziliense em 09/05/2014, por Jaime Pinsky*) (*) Jaime Pinsky é historiador, professor titular da Unicamp, diretor da Editora Contexto, autor de “Por que gostamos de história”, entre outros livros.
Com base na leitura do texto, podemos afirmar que, segundo o autor:
Questão 9 391306
IFMT 2018/2
(fonte: BARALDI, M. Disponivel em: http://www.marciobaraldi.com.br)
A mesma regra de acentuação gráfica para o substantivo “latifúndio” é usada para grafar a palavra:
Questão 20 379738
IFSC 2018/1Texto
'Obsessão por dietas estraga alimentação perfeita do brasileiro', diz Rita Lobo
[1] Apresentadora critica moda de 'substituir uma coisa pela outra' e defende valorização da
[2] 'comida de verdade' e do arroz e feijão contra epidemia de obesidade no Brasil: 'População
[3] foi ficando obesa à medida que se afastou da cozinha'.
[4] Por BBC
[5] Atualizado 30/08/2017 07h33
[6] Obsessão por dietas da moda, por contagem de calorias e por "substituir uma comida
[7] pela outra" são sintomas do nosso distanciamento da comida de verdade e da cozinha, diz
[8] a chef e apresentadora Rita Lobo, que defende a importância do arroz com feijão como o
[9] "alimento perfeito" para o brasileiro. A ex-modelo envolveu-se com comida 20 anos atrás,
[10] quando estudou gastronomia em Nova York e, desde então, popularizou-se com o site de
[11] receitas Panelinha (que deu origem a seis livros de culinária) e como apresentadora de
[12] televisão (seu programa no GNT, Cozinha Prática, estreou neste mês a nona temporada).
[13] Um dos projetos de Rita, 42, chama-se justamente Comida de Verdade, com
[14] consultoria do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, órgão
[15] que criou o Guia Alimentar da População Brasileira - documento oficial do Ministério da
[16] Saúde. O Comida de Verdade ensina, em vídeos disponíveis no YouTube, a diferenciar
[17] comidas naturais (ou "verdadeiras") das ultraprocessadas -- que costumam ser ricas em
[18] conservantes, açúcares e sal, mas pobres em nutrientes. Uma nova etapa do projeto
[19] começará em novembro, voltada à introdução alimentar de bebês.
[20] "Comida de verdade é a que tem origem na natureza, seja animal ou vegetal -- todas
[21] as frutas, verduras, grãos, cereais, carnes -- e derivados desses alimentos, mas sem
[22] nenhum tipo de aditivo químico. E, para quem mora no Brasil, não tem dieta melhor do que
[23] a brasileira", afirma Rita Lobo, que conversou com a BBC Brasil a respeito de alimentação,
[24] dietas e hábitos gastronômicos.
[25] Rita traça paralelos entre a combinação clássica do Brasil -- o "pê-efe", com arroz,
[26] feijão e acompanhamentos -- e famosas dietas internacionais, como a mediterrânea, a
[27] japonesa ou a francesa. "São centenas de anos (durante os quais) essa nossa dieta tem
[28] sido testada. Não é à toa que o arroz é servido com o feijão. Falta um aminoácido no feijão
[29] que justamente o arroz tem e, juntos, eles formam uma potência nutricional que quase não
[30] precisa de mais nada."
[31] Rita tampouco é adepta da ideia de "substituir isso por aquilo" -- popularizada pela
[32] chef Bela Gil e pela ideia de trocar um alimento calórico por um menos calórico. Ficou
[33] famoso o tuíte de fevereiro de Rita que, ao ser instada por um leitor a ensinar a preparar
[34] "maionese de óleo de coco e iogurte", respondeu: "1) Isso não é maionese; 2) Trate seu
[35] distúrbio alimentar". Compartilhado quase 2 mil vezes, o tuíte rendeu tanto elogios por
[36] levantar o debate sobre comida real, quanto críticas por fazer menção ao sensível tema de
[37] distúrbios alimentares.
Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/obsessao-por-dietas-estraga-alimentacao perfeita-do-brasileirodiz- rita-lobo.ghtml (adaptado). Acesso em: 20 Set, 2017.

Em relação à resposta de Rita Lobo, “2) trate seu distúrbio alimentar”, apresentada no no tuíte acima, marque (V) para o que for verdadeiro e (F) para o que for falso.
( ) A resposta da apresentadora contém uma ordem expressa ao leitor, marcada pelo uso do verbo “tratar”, utilizado no modo imperativo afirmativo.
( ) Se Rita Lobo utilizasse a frase Gostaria que você tratasse seu distúrbio alimentar no lugar de “trate seu distúrbio alimentar”, sua ordem se tornaria um pedido, pois a frase teria um tom mais cordial.
( ) Como Rita Lobo é uma apresentadora de TV, ela tem poder para dar ordens aos leitores; logo, preferiu utilizar a forma verbal “trate”.
( ) A inclusão da expressão “Por favor” no início da sentença (Por favor, trate seu distúrbio alimentar.) amenizaria o tom de ordem que acompanha a oração.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas, de cima para baixo.
Questão 19 379727
IFSC 2018/1Texto
'Obsessão por dietas estraga alimentação perfeita do brasileiro', diz Rita Lobo
[1] Apresentadora critica moda de 'substituir uma coisa pela outra' e defende valorização da
[2] 'comida de verdade' e do arroz e feijão contra epidemia de obesidade no Brasil: 'População
[3] foi ficando obesa à medida que se afastou da cozinha'.
[4] Por BBC
[5] Atualizado 30/08/2017 07h33
[6] Obsessão por dietas da moda, por contagem de calorias e por "substituir uma comida
[7] pela outra" são sintomas do nosso distanciamento da comida de verdade e da cozinha, diz
[8] a chef e apresentadora Rita Lobo, que defende a importância do arroz com feijão como o
[9] "alimento perfeito" para o brasileiro. A ex-modelo envolveu-se com comida 20 anos atrás,
[10] quando estudou gastronomia em Nova York e, desde então, popularizou-se com o site de
[11] receitas Panelinha (que deu origem a seis livros de culinária) e como apresentadora de
[12] televisão (seu programa no GNT, Cozinha Prática, estreou neste mês a nona temporada).
[13] Um dos projetos de Rita, 42, chama-se justamente Comida de Verdade, com
[14] consultoria do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, órgão
[15] que criou o Guia Alimentar da População Brasileira - documento oficial do Ministério da
[16] Saúde. O Comida de Verdade ensina, em vídeos disponíveis no YouTube, a diferenciar
[17] comidas naturais (ou "verdadeiras") das ultraprocessadas -- que costumam ser ricas em
[18] conservantes, açúcares e sal, mas pobres em nutrientes. Uma nova etapa do projeto
[19] começará em novembro, voltada à introdução alimentar de bebês.
[20] "Comida de verdade é a que tem origem na natureza, seja animal ou vegetal -- todas
[21] as frutas, verduras, grãos, cereais, carnes -- e derivados desses alimentos, mas sem
[22] nenhum tipo de aditivo químico. E, para quem mora no Brasil, não tem dieta melhor do que
[23] a brasileira", afirma Rita Lobo, que conversou com a BBC Brasil a respeito de alimentação,
[24] dietas e hábitos gastronômicos.
[25] Rita traça paralelos entre a combinação clássica do Brasil -- o "pê-efe", com arroz,
[26] feijão e acompanhamentos -- e famosas dietas internacionais, como a mediterrânea, a
[27] japonesa ou a francesa. "São centenas de anos (durante os quais) essa nossa dieta tem
[28] sido testada. Não é à toa que o arroz é servido com o feijão. Falta um aminoácido no feijão
[29] que justamente o arroz tem e, juntos, eles formam uma potência nutricional que quase não
[30] precisa de mais nada."
[31] Rita tampouco é adepta da ideia de "substituir isso por aquilo" -- popularizada pela
[32] chef Bela Gil e pela ideia de trocar um alimento calórico por um menos calórico. Ficou
[33] famoso o tuíte de fevereiro de Rita que, ao ser instada por um leitor a ensinar a preparar
[34] "maionese de óleo de coco e iogurte", respondeu: "1) Isso não é maionese; 2) Trate seu
[35] distúrbio alimentar". Compartilhado quase 2 mil vezes, o tuíte rendeu tanto elogios por
[36] levantar o debate sobre comida real, quanto críticas por fazer menção ao sensível tema de
[37] distúrbios alimentares.
Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/obsessao-por-dietas-estraga-alimentacao perfeita-do-brasileirodiz- rita-lobo.ghtml (adaptado). Acesso em: 20 Set, 2017.
Marque a alternativa CORRETA, de acordo com o Texto.
Questão 12 379702
IFSC 2018/1TEXTO
A geração smartphone, que bebe menos álcool, faz menos sexo e não está preparada para a vida adulta
[1] Jovens que cresceram na era dos smartphones estão menos preparados para a vida adulta,
[2] segundo uma pesquisa americana. A chamada "geração smartphone", daqueles que nasceram após
[3] 1995, vem amadurecendo mais lentamente do que as anteriores.
[4] Eles são menos propensos a dirigir, trabalhar, fazer sexo, sair e beber álcool, de acordo com
[5] Jean Twenge, professora de Psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados
[6] Unidos. Suas conclusões estão no recém-publicado livro iGen: Why Today's Super-Connected Kids
[7] are Growing up Less Rebellious, More Tolerant, Less Happy - and Completely Unprepared for
[8] Adulthood (iGen: Por que as crianças superconectadas estão crescendo menos rebeldes, mais
[9] tolerantes, menos felizes - e completamente despreparadas para a vida adulta, em tradução livre),
[10] com os resultados de uma investigação baseada em pesquisas com 11 milhões de jovens
[11] americanos e entrevistas em profundidade.
[12] Em entrevista à BBC Mundo, o serviço da BBC em espanhol, Twenge explicou que esses
[13] jovens cresceram em um ambiente mais seguro e se expõem menos a situações de risco. Mas, por
[14] outro lado, chegam à universidade e ao mundo do trabalho com menos experiências, mais
[15] dependentes e com dificuldade de tomar decisões. "Os de 18 anos agem como se tivessem 15 em
[16] gerações anteriores", comenta Twenge. Ela diz que isto tem relação com a superconectividade típica
[17] desta geração, que passa em média seis horas por dia conectada à internet, enviando mensagens e
[18] jogando jogos online.
[19] Por conta disto, acabam passando menos tempo com amigos, o que pode afetar o
[20] desenvolvimento de suas habilidades sociais. O estudo mostrou ainda que quanto mais tempo o
[21] jovem passa na frente do computador, maiores os níveis de infelicidade. "O que me impressionou na
[22] pesquisa foi que os adolescentes estavam bastante cientes dos efeitos negativos dos celulares",
[23] comentou a pesquisadora. "E um estudo com 200 universitários que fizemos mostrou que quase
[24] todos prefeririam ver seus amigos pessoalmente", continua.
[25] Essa consciência, no entanto, não se traduz na prática. A Geração Smartphone, segundo a
[26] pesquisa com base no universo americano, sofre com altos níveis de ansiedade, depressão e
[27] solidão. A taxa de suicídio, por exemplo, triplicou na última década entre meninas de 12 a 14 anos.
[28] Mas, ao mesmo tempo, trata-se de uma geração mais realista com o mercado de trabalho e
[29] mais disposta a trabalhar duro, o que Twenge vê como "boa notícia para empresas". "Eles não têm
[30] grandes expectativas como as que tinham os millennials (a geração anterior, dos nascidos após
[31] 1980)", compara. "Eles estão mais preocupados em estar física e emocionalmente seguros. Bebem
[32] menos e não gostam de riscos."
[33] Segundo o livro, por terem uma infância mais protegida, têm um crescimento mais lento.
[34] Para Twenge, "não gostam de fazer coisas nas quais não se sintam seguras, o que fazem é adiar os
[35] prazeres e as responsabilidades". Embora as principais conclusões pareçam acenar para um sinal
[36] de alerta, a pesquisadora comenta que a geração smartphone é tolerante com pessoas diferentes e
[37] ativa na defesa de direitos LGBT e da população. "E mais ainda que as gerações anteriores, eles
[38] acreditam que as pessoas devem ser o que são", completa.
Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/geral-41080541. Acesso em: 29 Ago, 2017.
Leia com atenção as afirmações a seguir, considerando o Texto.
I. Segundo dados da pesquisa de Jean Twenge, professora da Universidade de San Diego, os jovens da geração smartphone amadurecem mais lentamente do que as gerações anteriores.
II. A pesquisa de Jean Twenge foi feita com base no depoimento de 11 milhões de jovens americanos.
III. Os resultados da pesquisa mostram que os jovens estão satisfeitos com a superconectividade típica de sua geração.
IV. Os jovens que hoje têm 15 anos de idade agem como se tivessem 18, em gerações anteriores.
Assinale a alternativa CORRETA.
06
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