Questões de EFAF Português
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Questão 14 4185598
CN 2° Dia 2014Texto para a questão.
Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito várias vezes do trajeto que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
Quando me vejo em tal situação, eu me lembro que dirigir, após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não mais observamos os detalhes, por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador para buscar textos sobre um tema e, de repente, me dei conta de que estava em temas que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. Sofremos de uma tentação permanente de pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. Elas já nasceram neste mundo de profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
Aí, um belo dia elas vão para a escola. Professores e pais, a partir de então, querem que as crianças prestem atenção em uma única coisa por muito tempo. E quando elas não conseguem, reclamamos, levamos ao médico, arriscamos hipóteses de que sejam portadoras de síndromes que exigem tratamento etc.
A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim. Elas já sabem usar programas complexos em seus aparelhos eletrônicos, brincam com jogos desafiantes que exigem atenção constante aos detalhes e, se deixarmos, passam horas em uma única atividade de que gostam.
Mas, nos estudos, queremos que elas prestem atenção no que é preciso, e não no que gostam. E isso, caro leitor, exige a árdua aprendizagem da autodisciplina. Que leva tempo, é bom lembrar.
As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso. Aliás, boa parte desse trabalho é nosso, e não delas.
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda. O que pode ajudar, por exemplo, é analisarmos o contexto em que estão quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual.
SAYÃO, Rosely. Profusão de estímulos. Folha de São Paulo, 11 fev. 2014 - adaptado.
Em "Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda.” (11º§), os dois-pontos podem ser substituídos, sem que haja alteração de sentido, por
Questão 6 4185153
CN 2° Dia 2014Texto para a questão.
Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito várias vezes do trajeto que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
Quando me vejo em tal situação, eu me lembro que dirigir, após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não mais observamos os detalhes, por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador para buscar textos sobre um tema e, de repente, me dei conta de que estava em temas que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. Sofremos de uma tentação permanente de pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. Elas já nasceram neste mundo de profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
Aí, um belo dia elas vão para a escola. Professores e pais, a partir de então, querem que as crianças prestem atenção em uma única coisa por muito tempo. E quando elas não conseguem, reclamamos, levamos ao médico, arriscamos hipóteses de que sejam portadoras de síndromes que exigem tratamento etc.
A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim. Elas já sabem usar programas complexos em seus aparelhos eletrônicos, brincam com jogos desafiantes que exigem atenção constante aos detalhes e, se deixarmos, passam horas em uma única atividade de que gostam.
Mas, nos estudos, queremos que elas prestem atenção no que é preciso, e não no que gostam. E isso, caro leitor, exige a árdua aprendizagem da autodisciplina. Que leva tempo, é bom lembrar.
As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso. Aliás, boa parte desse trabalho é nosso, e não delas.
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda. O que pode ajudar, por exemplo, é analisarmos o contexto em que estão quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual.
SAYÃO, Rosely. Profusão de estímulos. Folha de São Paulo, 11 fev. 2014 - adaptado.
Em qual opção a forma verbal em destaque expressa uma ação hipotética?
Questão 10 3160456
Colégio Pedro II 2014O texto a seguir servirá de base para responder à questão.

Observe a 3a imagem da mãe na tira.
Considerando o diálogo com a filha, a expressão do rosto da mãe indica o seguinte pensamento:
Questão 9 3160451
Colégio Pedro II 2014O texto a seguir servirá de base para responder à questão.

A pergunta que a mãe faz, no primeiro quadrinho, serve para
Questão 7 3160447
Colégio Pedro II 2014O texto a seguir servirá de base para responder à questão.
Nossa rua tem um problema
A seguir, foram selecionados trechos dos diários dos personagens Rosana e Zuza, em que
cada um escreve sobre problemas que estão enfrentando na vizinhança de onde moram.
23 de junho
Nossa rua tem um problema. Tudo por causa de um bando de moleques que vive
[05] atazanando a vida da gente. Minha mãe disse que, se ela soubesse, tinha alugado uma casa lá
no Jardim Prudêncio, perto da vovó, mas agora é tarde. Tem cada uma que eles aprontam que
dá vontade de pegar um por um pelo cabelo e beliscar até ficar roxo. (...)
Rosana
28 de junho
[10] Os moleques daqui, o Zuza, o Mauro e o Joça mais o Toninho, o Zé Luís e o Beto vivem
jogando futebol. Parece mania, nunca vi. Todo dia a mesma coisa. O pior é que já quebraram a
vidraça de umas mil casas e não tem muro em toda rua sem marca de bolada.
Meu irmão bem que queria jogar com eles, só que eles não gostam do Chico. Por quê,
ninguém sabe. Cada vez que a gente sai de casa, eles param o jogo e ficam olhando e
[15] cochichando com o rabo do olho. Mamãe acha que eles dizem palavrão. Papai não sabe a que
horas eles fazem lição. Para mim vão todos repetir de ano. Tomara. *Catiça. Azar deles. Bem
feito.
Rosana
3 de julho
[20] Nossa rua tem um problema. É o Chico. O pai dele é daqueles que não deixam ninguém
botar o nariz pra fora de casa. Jogar bola na rua? Não pode. Comprar figurinha ali na esquina?
Nem pensar. Coitado. O Chico parece um prisioneiro de guerra. Um pistoleiro desses que vivem
a vida atrás das grades. Nunca pode nada. Fica em casa pálido, chupando o dedo. Dá pena uma
pessoa assim tão sem ter o que fazer. A gente jogando bola a tarde inteira e ele na janela
[25] babando. A turma brincando de polícia e ladrão e ele lá. Quando é domingo, é dia do Chico
almoçar na casa da avó. Vai ele, a mãe, o pai e aquela chata da irmã dele, a Rosana, aquela
quatro-olhos que vive jogando água na gente com o esguicho.
Saem todos penteados, perfumosos e engomosos. O Chico de topete e meia branca até o
joelho. Entram no carro e partem deixando a rua inteira parada de queixo caído. A casa de Chico
[30] é bem bonita e a família dele é hiperchique. Só que o pai dele é uma fúria.
Zuza
*Catiça: azar.
(AZEVEDO, Ricardo. Nossa rua tem um problema. São Paulo: Paulinas, 1986. Fragmentos. Adaptado.)
Leia a passagem a seguir, destacada do texto:
“Meu irmão bem que queria jogar com eles, só que eles não gostam do Chico.” (linha 13).
A alternativa que apresenta o termo de sentido equivalente à expressão sublinhada é
Questão 5 3160440
Colégio Pedro II 2014O texto a seguir servirá de base para responder à questão.
Nossa rua tem um problema
A seguir, foram selecionados trechos dos diários dos personagens Rosana e Zuza, em que
cada um escreve sobre problemas que estão enfrentando na vizinhança de onde moram.
23 de junho
Nossa rua tem um problema. Tudo por causa de um bando de moleques que vive
[05] atazanando a vida da gente. Minha mãe disse que, se ela soubesse, tinha alugado uma casa lá
no Jardim Prudêncio, perto da vovó, mas agora é tarde. Tem cada uma que eles aprontam que
dá vontade de pegar um por um pelo cabelo e beliscar até ficar roxo. (...)
Rosana
28 de junho
[10] Os moleques daqui, o Zuza, o Mauro e o Joça mais o Toninho, o Zé Luís e o Beto vivem
jogando futebol. Parece mania, nunca vi. Todo dia a mesma coisa. O pior é que já quebraram a
vidraça de umas mil casas e não tem muro em toda rua sem marca de bolada.
Meu irmão bem que queria jogar com eles, só que eles não gostam do Chico. Por quê,
ninguém sabe. Cada vez que a gente sai de casa, eles param o jogo e ficam olhando e
[15] cochichando com o rabo do olho. Mamãe acha que eles dizem palavrão. Papai não sabe a que
horas eles fazem lição. Para mim vão todos repetir de ano. Tomara. *Catiça. Azar deles. Bem
feito.
Rosana
3 de julho
[20] Nossa rua tem um problema. É o Chico. O pai dele é daqueles que não deixam ninguém
botar o nariz pra fora de casa. Jogar bola na rua? Não pode. Comprar figurinha ali na esquina?
Nem pensar. Coitado. O Chico parece um prisioneiro de guerra. Um pistoleiro desses que vivem
a vida atrás das grades. Nunca pode nada. Fica em casa pálido, chupando o dedo. Dá pena uma
pessoa assim tão sem ter o que fazer. A gente jogando bola a tarde inteira e ele na janela
[25] babando. A turma brincando de polícia e ladrão e ele lá. Quando é domingo, é dia do Chico
almoçar na casa da avó. Vai ele, a mãe, o pai e aquela chata da irmã dele, a Rosana, aquela
quatro-olhos que vive jogando água na gente com o esguicho.
Saem todos penteados, perfumosos e engomosos. O Chico de topete e meia branca até o
joelho. Entram no carro e partem deixando a rua inteira parada de queixo caído. A casa de Chico
[30] é bem bonita e a família dele é hiperchique. Só que o pai dele é uma fúria.
Zuza
*Catiça: azar.
(AZEVEDO, Ricardo. Nossa rua tem um problema. São Paulo: Paulinas, 1986. Fragmentos. Adaptado.)
As travessuras dos moleques provocam em Rosana
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