Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 14 398901
IFSulDeMinas 2018Analise atentamente a charge abaixo e responda ao que se pede na questão.

Disponível em: <http://www.arionaurocartuns. com.br> Acesso em: 22 ago.2017.
Assinale a alternativa que NÃO condiz com a mensagem extraída a partir da leitura da charge.
Questão 11 398896
IFSulDeMinas 2018MUSEU DE MEMES PRESERVA A MEMÓRIA DE ASSUNTOS QUE VIRALIZAM NAS REDES
Criado na UFF (RJ), projeto estuda a função social desse fenômeno da internet
Por Gabriel Toscano
RIO — Quando foi convidada para comentar a cerimônia do Oscar na Rede Globo, no ano passado, a atriz Glória Pires não poderia imaginar que viraria um meme no dia seguinte. Repetida por ela várias vezes, a frase “Não sou capaz de opinar” explodiu nas redes sociais e, ainda hoje, é lembrada com graça. A internet, no entanto, é constantemente renovada por temas que viralizam. Para preservar a memória e entender a função social desse fenômeno, em 2015, foi criado o Museu de Memes, projeto do curso de Estudos de Mídia, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O acervo está na página www.museudememes.com.br, que reúne histórias recentes e, acredite, anteriores à internet. As publicações explicam a origem e fazem uma pequena análise do contexto que viralizou. O site também tem artigos, entrevistas com donos de páginas famosas na internet e com pessoas que tiveram sua imagem envolvida em memes, como Eduardo Jorge, candidato à presidência na eleição de 2014.
Apesar da veia humorística, memes também têm função social e são usados em casos de denúncia e afirmação de identidade. Nos Estados Unidos, o movimento negro usou a hashtag #BlackLivesMatter [vidas negras importam, em tradução livre] para denunciar a violência policial. No Brasil, campanhas de empoderamento feminino também se tornaram virais recentemente. Entre elas, as divulgadas com as hashtags #meuprimeiroassedio, compartilhada por mulheres que relatavam experiências de assédio, e #meuamigosecreto, para denunciar, anonimamente, o comportamento machista de alguns homens.
“Esse tipo de conteúdo nos faz refletir. Esses memes que acabaram símbolos da luta feminista evocavam o lugar da mulher na sociedade”, explica Viktor Chagas, criador e coordenador do projeto #MUSEUdeMEMES desde 2011.
Diferentona (2015)

Esse meme teve origem no twitter. Irritada com pessoas que questionam se são as únicas a agir de determinada maneira, a usuária @nicesthing acabou criando um monstro. O que era para ser um simples desabafo teve mais de 21 mil retweets e, com suas variáveis, tornou-se figurinha fácil em publicações das redes sociais, dando origens a páginas como a “Diferentona”, no Facebook, que tem mais de dois milhões de curtidas e faz sucesso até hoje.
O Globo, 30/03/17. Adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/rio/museu-de-memes-preserva-memoria-de-assuntosque-viralizam-nas-redes-21104316. Acesso em: 22 ago. 2017.
Em relação à linguagem utilizada na mensagem “será que eu sou a única pessoa que...” de @ nicesthing, em 2015, assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F):
( ) É inadequada para o contexto em que foi publicada, pois utiliza as palavras estrangeiras “Just you”.
( ) Apesar dos desvios da norma padrão da língua portuguesa, é adequada à linguagem usada na internet em contextos informais como o do Twitter.
( ) Alguns desvios de concordância, como em “7 bilhão de pessoa”, também podem ser utilizados para dar humor à mensagem analisada.
( ) A linguagem da internet permite o uso de abreviações, como em “vc”, por prezar pela agilidade na comunicação.
Questão 7 398860
IFSulDeMinas 2018
SANTOS, Carlos Henrique (Guabira). Seres humanos...Blearg. Disponível em: . Acesso em: 25 ago. 2017.
O tema principal da tirinha é:
Questão 2 398854
IFSulDeMinas 2018Andar pelas ruas e ouvir um comentário obsceno sobre o seu corpo é um elogio? Ouvir uma cantada no ambiente de trabalho é algo natural? Ser “encoxada” no transporte público faz mesmo parte da rotina das grandes cidades? A resposta para todas essas perguntas é NÃO. Tudo isso é assédio sexual.
O que é assédio sexual?
O assédio sexual é uma manifestação sensual ou sexual, alheia à vontade da pessoa a quem se dirige. Ou seja, abordagens grosseiras, ofensas e propostas inadequadas que constrangem, humilham, amedrontam. É essencial que qualquer investida sexual tenha o consentimento da outra parte, o que não acontece quando uma mulher leva uma cantada.
Por que devemos denunciar o assédio?
Dizer não ao assédio é não aceitar mais que mulheres sejam vistas como objetos sexuais passivos ou como vítimas frágeis do poder dos homens. Dizer não ao assédio é afirmar que as mulheres podem e devem ter controle sobre a própria sexualidade. É mostrar que podemos igualar a voz e o poder da mulher na sociedade, é não submeter as mulheres aos papéis sociais tradicionais.
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Chega de Fiu Fiu. 2014. Elaborado pela ONG Olga. Disponível em: . Acesso em: 23 ago. 2017. (adaptado)
Avalie as sentenças abaixo como (V) verdadeiras ou (F) falsas.
I) A palavra “não”, grafada em caixa alta no primeiro parágrafo, indica ênfase.
II) O adjetivo “alheia” caracteriza o substantivo “vontade”.
III) O uso da 1ª pessoa do plural em “É mostrar que podemos igualar a voz e o poder da mulher na sociedade” evidencia a opinião pessoal do emissor.
Questão 10 398625
IFPE 2018/1TEXTO
CANTIGA
Ai! A manhã primorosa
do pensamento...
Minha vida é uma pobre rosa
ao vento.
Passam arroios de cores
sobre a paisagem.
Mas tu eras a flor das flores,
Imagem!
Vinde ver asas e ramos,
na luz sonora!
Ninguém sabe para onde vamos
agora.
Os jardins têm vida e morte,
noite e dia...
Quem conhecesse a sua sorte,
morria.
E é nisto que se resume
o sofrimento:
cai a flor, — e deixa o perfume
no vento!
MEIRELES, Cecília. Viagem. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1991. p. 115-116.
A leitura atenta do poema “Cantiga”, de Cecília Meireles, permite-nos afirmar que
Questão 7 398610
IFPE 2018/1TEXTO
O FIM DO LIVRO DE PAPEL
(1) Só 122 livros. Era o que a Universidade de Cambridge tinha em 1427. Eram manuscritos lindos, que valiam cada um o preço de uma casa. Isso foi 3 décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas. Depois dela, os livros deixaram de ser obras artesanais exclusivas de milionários e viraram o que viraram. Graças a uma novidade: a prensa de tipos móveis, que era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge levava para terminar um manuscrito.
(2) Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá. Só que uma revolução que já acabou. Há 10 anos, pelo menos. Quando a internet começou a crescer para valer, ficou claro que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra.
(3) Mas aconteceu justamente o que ninguém esperava: nada. A internet nunca arranhou o prestígio nem as vendas dos livros. Muito pelo contrário. O 2o negócio online que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. Se um extraterrestre pousasse na Terra hoje, acharia que nada disso faz sentido. Por que o livro não morreu? Como uma plataforma que, se comparada à internet, é tão arcaica quanto folhas de pergaminho ou tábuas de argila continua firme?
(4) Você sabe por quê. Ler um livro inteiro no computador é insuportável. A melhor tecnologia para uma leitura profunda e demorada continua sendo tinta preta em papel branco. Tudo embalado num pacote portátil e fácil de manusear. Igual à Bíblia de Gutenberg. Isso sem falar em outro ingrediente: quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até.
(5) Mas esse amor só dura porque ainda não apareceu nada melhor que um livro para a atividade de ler um livro. Se aparecer… Se aparecer, não: quando aparecer. Depois do cd, que já morreu, e do dvd, que está respirando com a ajuda de aparelhos, o livro impresso é o próximo da lista.
VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Disponível em: . Acesso em: 06 out. 2017. Adaptado.
Quanto aos recursos expressivos empregados no TEXTO, destaca-se
I. a metalinguagem – que consiste em usar a língua para se referir à própria língua – como em “Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá” (2º parágrafo).
II. a coloquialidade – linguagem informal e utilizada no cotidiano – como em “Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá” (2º parágrafo) e em “Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas” (4º parágrafo).
III. a intertextualidade – já que há retomada e reelaboração de outros textos – como em “Isso foi 3 décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas” (1 º parágrafo).
IV. a ironia – estratégia textual em que se diz o contrário daquilo que se quer dar a entender – como em “Uma relação de fetiche. Amor até” (4º parágrafo).
V. a prosopopeia – que é a personificação de seres ou coisas inanimadas, atribuindo-lhes ações ou características humanas – como em “Depois do cd, que já morreu, e do dvd, que está respirando com a ajuda de aparelhos” (5º parágrafo).
São verdadeiras, apenas, as proposições
06
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