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Questão 8364588
UNESP UNESP 2014 1 Fase1 Gerais 2014A questão toma por base uma passagem do artigo Os operários da música livre, de Ronaldo Evangelista.
Desde o final do século 20, toda a engrenagem industrial do mercado musical passa por intensas transformações, como o surgimento e disseminação de novas tecnologias, em grande parte gratuitas, como os arquivos MP3s, as redes de compartilhamento destes arquivos, mecanismos torrents, sites de armazenamento de conteúdo, ferramentas de publicação on-line - tudo à disposição de quem quisesse dividir com os outros suas canções e discos favoritos. A era pós- industrial atingiu toda a indústria do entretenimento, mas o braço da música foi quem mais sofreu, especialmente as grandes gravadoras multinacionais, as chamadas majors, que sofreram um declínio em todas as etapas de seu antigo negócio, ao mesmo tempo em que rapidamente se aperfeiçoavam ferramentas baratas e caseiras de produção que diminuíam a distância entre amadores e profissionais.
A era digital é também chamada de pós-industrial porque confronta o modelo de produção que dominava até o final do século 20. Esse modelo industrial é baseado na repetição, em formatar e embalar. Por trás disso, a ideia é obter a máxima produção - o que, para produtos em geral, funciona muito bem. Quando esses parâmetros são aplicados à arte, a venda do produto (por exemplo, o disco) depende do conteúdo (a canção). A canção que vai resultar nessa “produção máxima" é buscada por meio de um equilíbrio entre criatividade e uma fórmula de sucesso que desperte o interesse do público. Como estudos ainda não conseguiram decifrar como direcionar a criatividade de uma maneira que certamente despertará esse interesse (e maximizará a produção), a opção normalmente costuma ser pela solução mais simples.
“Cada um tem descoberto suas fórmulas e possibilidades, pois tudo tende a ser cada vez menos homogêneo", opina o baiano Lucas Santtana, que realizou seus discos recentes às próprias custas.“Claro que ainda existe uma distância em relação aos artistas chamados mainstream", continua. “Mas você muda o tamanho da escala e já está tudo igual em termos de business. A pergunta é se essa geração faz uma música para esse grande mercado ou se ela está formando um novo público. Outra pergunta é se o grande mercado na verdade não passa de uma imposição de uma máfia que dita o que vai ser popular. "
(Galileu, março de 2013. Adaptado.)
Como estudos ainda não conseguiram decifrar como direcionar a criatividade de uma maneira que certamente despertará esse interesse (e maximizará a produção), a opção normalmente costuma ser pela solução mais simples.
O período em destaque apresenta muitos ecos (coincidências de sons de finais de palavras). Uma das formas de evitá-los e tornar a sequência mais fluente seria colocar “conduzir”, “tal”, “quantidade produzida” em lugar de, respectivamente,
Questão 8364586
UNESP UNESP 2014 1 Fase1 Gerais 2014A questão toma por base uma passagem do artigo Os operários da música livre, de Ronaldo Evangelista.
Desde o final do século 20, toda a engrenagem industrial do mercado musical passa por intensas transformações, como o surgimento e disseminação de novas tecnologias, em grande parte gratuitas, como os arquivos MP3s, as redes de compartilhamento destes arquivos, mecanismos torrents, sites de armazenamento de conteúdo, ferramentas de publicação on-line - tudo à disposição de quem quisesse dividir com os outros suas canções e discos favoritos. A era pós- industrial atingiu toda a indústria do entretenimento, mas o braço da música foi quem mais sofreu, especialmente as grandes gravadoras multinacionais, as chamadas majors, que sofreram um declínio em todas as etapas de seu antigo negócio, ao mesmo tempo em que rapidamente se aperfeiçoavam ferramentas baratas e caseiras de produção que diminuíam a distância entre amadores e profissionais.
A era digital é também chamada de pós-industrial porque confronta o modelo de produção que dominava até o final do século 20. Esse modelo industrial é baseado na repetição, em formatar e embalar. Por trás disso, a ideia é obter a máxima produção - o que, para produtos em geral, funciona muito bem. Quando esses parâmetros são aplicados à arte, a venda do produto (por exemplo, o disco) depende do conteúdo (a canção). A canção que vai resultar nessa “produção máxima" é buscada por meio de um equilíbrio entre criatividade e uma fórmula de sucesso que desperte o interesse do público. Como estudos ainda não conseguiram decifrar como direcionar a criatividade de uma maneira que certamente despertará esse interesse (e maximizará a produção), a opção normalmente costuma ser pela solução mais simples.
“Cada um tem descoberto suas fórmulas e possibilidades, pois tudo tende a ser cada vez menos homogêneo", opina o baiano Lucas Santtana, que realizou seus discos recentes às próprias custas.“Claro que ainda existe uma distância em relação aos artistas chamados mainstream", continua. “Mas você muda o tamanho da escala e já está tudo igual em termos de business. A pergunta é se essa geração faz uma música para esse grande mercado ou se ela está formando um novo público. Outra pergunta é se o grande mercado na verdade não passa de uma imposição de uma máfia que dita o que vai ser popular. "
No primeiro parágrafo, o termo tudo, por sua relação sintática e semântica com a sequência que o precede, representa:(Galileu, março de 2013. Adaptado.)
Questão 8364584
UNESP UNESP 2014 1 Fase1 Gerais 2014A questão toma por base uma passagem do artigo Os operários da música livre, de Ronaldo Evangelista.
Desde o final do século 20, toda a engrenagem industrial do mercado musical passa por intensas transformações, como o surgimento e disseminação de novas tecnologias, em grande parte gratuitas, como os arquivos MP3s, as redes de compartilhamento destes arquivos, mecanismos torrents, sites de armazenamento de conteúdo, ferramentas de publicação on-line - tudo à disposição de quem quisesse dividir com os outros suas canções e discos favoritos. A era pós- industrial atingiu toda a indústria do entretenimento, mas o braço da música foi quem mais sofreu, especialmente as grandes gravadoras multinacionais, as chamadas majors, que sofreram um declínio em todas as etapas de seu antigo negócio, ao mesmo tempo em que rapidamente se aperfeiçoavam ferramentas baratas e caseiras de produção que diminuíam a distância entre amadores e profissionais.
A era digital é também chamada de pós-industrial porque confronta o modelo de produção que dominava até o final do século 20. Esse modelo industrial é baseado na repetição, em formatar e embalar. Por trás disso, a ideia é obter a máxima produção - o que, para produtos em geral, funciona muito bem. Quando esses parâmetros são aplicados à arte, a venda do produto (por exemplo, o disco) depende do conteúdo (a canção). A canção que vai resultar nessa “produção máxima" é buscada por meio de um equilíbrio entre criatividade e uma fórmula de sucesso que desperte o interesse do público. Como estudos ainda não conseguiram decifrar como direcionar a criatividade de uma maneira que certamente despertará esse interesse (e maximizará a produção), a opção normalmente costuma ser pela solução mais simples.
“Cada um tem descoberto suas fórmulas e possibilidades, pois tudo tende a ser cada vez menos homogêneo", opina o baiano Lucas Santtana, que realizou seus discos recentes às próprias custas.“Claro que ainda existe uma distância em relação aos artistas chamados mainstream", continua. “Mas você muda o tamanho da escala e já está tudo igual em termos de business. A pergunta é se essa geração faz uma música para esse grande mercado ou se ela está formando um novo público. Outra pergunta é se o grande mercado na verdade não passa de uma imposição de uma máfia que dita o que vai ser popular. "
Segundo o autor, desde o final do século 20, as novas tecnologias e softwares voltados para a música beneficiaram:(Galileu, março de 2013. Adaptado.)
Questão 8364366
ETECSP ETECSP 2014 2 FaseU Gerais 2014
Do you speak english?
"Hey, man!" gritam duas crianças, enquanto atravessam a rua Sergipe, em São Paulo. Em um período de dez minutos, outras sete pessoas, em carros e motos, passam soltando cumprimentos em inglês.
Elas se dirigem ao vendedor de balas que trabalha naquele ponto há 21 anos. Não é um vendedor qualquer. É "Joseph Robert" da Silva, 46, "nickname" Bob Chiclete, que só vende suas balas de eucalipto e hortelã falando "in English"
E onde ele aprendeu a falar?
"It’s easy. Here, at the corner" responde dizendo que é fácil, aprendeu nas esquinas. "Um dia, perguntei a um estudante como se dizia ’bom-dia’ em inglês. Depois, soube o que era ’my friend’. E assim fui engrenando e melhorando a abordagem."
Com o tempo, alguns conhecidos lhe deram livros didáticos que ele estuda com afinco durante a tarde, ao chegar em casa, em Embu, depois de vender balas das 9h às 14h. "I study a lot", afiança.
Além de livros, ele também ganha roupas de presente dos clientes que, em sua maioria, viraram amigos do popular vendedor. Na quinta-feira passada, vestia um sapato de couro preto com bico fino, calça de linho verde-musgo, camisa mostarda, gravata e blazer grafite. Mesmo tão bem-vestido, diz que já sofreu preconceito de quem acha absurdo ele saber inglês.
O vendedor brinca que só faz negócio com quem corresponde. E por que tudo isso, afinal" "É meu marketing." Vende mais" "Of course!" - diz, dando certeza. Mas em seguida relativiza "I hope" isto é, "espero que sim"
Mas parece que é verdade. Na mesma hora uma moça buzina para ele se aproximar e leva dois pacotes de balas. É a bancária Bruna L., 21, que "sempre compra" de Bob Chiclete, ela própria falando inglês com ele. No período da tarde, Bob costuma ter vendido tudo.
Quem não entende a língua se cativa com a simpatia: "Ele está sempre aqui, bonitão assim, é um barato", diz o fotógrafo Waldir G., 53, em outro carro. "Não sei inglês, mas me divirto."
CASTRO, Cristina Moreno de. Folha de S. Paulo, 09.05.2011. (Adaptado).
Do you speak english?
"Hey, man!" gritam duas crianças, enquanto atravessam a rua Sergipe, em São Paulo. Em um período de dez minutos, outras sete pessoas, em carros e motos, passam soltando cumprimentos em inglês.
Elas se dirigem ao vendedor de balas que trabalha naquele ponto há 21 anos. Não é um vendedor qualquer. É "Joseph Robert" da Silva, 46, "nickname" Bob Chiclete, que só vende suas balas de eucalipto e hortelã falando "in English"
E onde ele aprendeu a falar?
"It’s easy. Here, at the corner" responde dizendo que é fácil, aprendeu nas esquinas. "Um dia, perguntei a um estudante como se dizia ’bom-dia’ em inglês. Depois, soube o que era ’my friend’. E assim fui engrenando e melhorando a abordagem."
Com o tempo, alguns conhecidos lhe deram livros didáticos que ele estuda com afinco durante a tarde, ao chegar em casa, em Embu, depois de vender balas das 9h às 14h. "I study a lot", afiança.
Além de livros, ele também ganha roupas de presente dos clientes que, em sua maioria, viraram amigos do popular vendedor. Na quinta-feira passada, vestia um sapato de couro preto com bico fino, calça de linho verde-musgo, camisa mostarda, gravata e blazer grafite. Mesmo tão bem-vestido, diz que já sofreu preconceito de quem acha absurdo ele saber inglês.
O vendedor brinca que só faz negócio com quem corresponde. E por que tudo isso, afinal" "É meu marketing." Vende mais" "Of course!" - diz, dando certeza. Mas em seguida relativiza "I hope" isto é, "espero que sim"
Mas parece que é verdade. Na mesma hora uma moça buzina para ele se aproximar e leva dois pacotes de balas. É a bancária Bruna L., 21, que "sempre compra" de Bob Chiclete, ela própria falando inglês com ele. No período da tarde, Bob costuma ter vendido tudo.
Quem não entende a língua se cativa com a simpatia: "Ele está sempre aqui, bonitão assim, é um barato", diz o fotógrafo Waldir G., 53, em outro carro. "Não sei inglês, mas me divirto."
CASTRO, Cristina Moreno de. Folha de S. Paulo, 09.05.2011. (Adaptado).
Nickname: apelido
I study a lot.: Eu estudo muito.
Leia as alternativas reescritas a partir das ideias do 6º parágrafo e assinale aquela em que todos os termos em destaque mantêm o sentido original do texto.Questão 8364362
ETECSP ETECSP 2014 2 FaseU Gerais 2014A carreira nas alturas
A água está no joelho dos profissionais do mercado. As debilidades na formação em língua portuguesa têm levado muitas pessoas a participar de cursos de reciclagem em português nas escolas de idiomas e nos cursos de graduação.
O que antes era restrito a profissionais de educação e comunicação, agora já faz parte da rotina de profissionais de várias áreas. Para eles, a língua portuguesa começa a ser assimilada como uma ferramenta para o desempenho estável. Sem ela, o conhecimento técnico fica restrito à própria pessoa, que não sabe comunicá-lo.
No dia a dia, nem todos os profissionais precisam usar frequentemente a linguagem escrita, pois nem sempre têm de redigir relatórios, cartas, comunicados e e-mails; mas todos têm de se expressar de forma convincente, por meio da linguagem oral, quando estão em uma reunião e querem respeito e credibilidade.
A competência comunicativa pode garantir a empregabilidade de um profissional. Desde o processo de seleção, as empresas buscam pessoas que saibam comunicar-se com clareza e poder persuasivo. Nas dinâmicas de grupo, além de habilidades de relacionamento e liderança, os selecionadores verificam a capacidade comunicativa do candidato.
Pequenos deslizes (evitar contato visual com os ouvintes, gesticular em excesso, apresentar problemas de dicção ou vocabulário limitado) podem ser fatais e pretexto para a pessoa não ser contratada. Algumas empresas solicitam redação e, pelo texto, avaliam a argumentação daqueles que pretendem representá-las no mercado - comenta Maria Helena Nóbrega, professora da USP.
(Adriana Natali. http://revistalingua.uol.com.br/textos/63/artigo249013-1.asp Acesso em: 03.02.2014. Adaptado)
Considere a primeira frase do 2º parágrafo.
O que antes era restrito a profissionais de educação e comunicação, agora já faz parte da rotina de profissionais de várias áreas.
Nessa frase, a autora estabelece uma relação temporal para expressar:
Questão 8364257
FATEC FATEC 2014 2 FaseU Gerais 2014O futebol repete a vida
Tostão
(Colunista da Folha)
Há muitas analogias entre o esporte e a vida. Por isso, as empresas, principalmente as americanas, adoram convidar pessoas do futebol para darem palestras aos seus funcionários e executivos. Por ter sido campeão do mundo e ser agora um cronista, recebo muitos convites. Recuso todos.
As empresas confundem as razões e as emoções do esporte com as experiências pessoais. Querem criar um manual e um perfil dos vencedores. Não existe. As experiências não se transmitem. Cada um faz do seu jeito.
Um jogo de futebol é um espetáculo, uma metáfora da vida. Estão presentes a alegria e a tristeza, a glória e o ocaso, a razão e a paixão, a ganância e a solidariedade, o invisível e o previsível, o evidente e o contraditório, o real e o simbólico, a ternura e a agressividade e outras ambivalências que fazem parte da alma humana.
Nos esportes coletivos e na vida, todos querem brilhar mais do que os outros. Muitos aprendem que só vão se destacar e melhorar de vida se participarem de um grupo ou de uma sociedade organizada, forte e solidária. Por outro lado, são os talentos individuais que iluminam o coletivo. Parece contraditório. A vida é contraditória.
O esporte é uma boa analogia entre razão e paixão. Um grande jogo precisa ter técnica e emoção. Para formarmos um grande time, é necessário talento, criatividade, disciplina tática e garra. Os grandes atletas são sábios e guerreiros. Quanto mais difícil a partida, mais Pelé vibrava em campo.
O futebol está tão próximo da brincadeira e da descontração quanto da disciplina e da seriedade. Garrincha foi barrado antes da Copa de 58 porque era considerado uma criança irresponsável. Ele mostrou que o futebol pode ser uma brincadeira séria.
Em qualquer atividade, a base da criatividade está na brincadeira com seriedade. Craques brincam com a bola; poetas e artistas brincam com as palavras, as imagens e os sons. O ideal seria brincar com a vida, com responsabilidade e sem sentimento de culpa.
Em um jogo de futebol é muito estreita a linha divisória entre a ética, a responsabilidade e a ambição e a busca pela vitória de todas as maneiras. Na emoção de uma partida, no desejo intenso de ser um campeão, muitas vezes se perdem esses limites. Aí, o atleta dribla a ética. Alguns se arrependem. Assim é também na vida.
Segundo Tostão, alguns atletas, para obter a vitória a todo custo num jogo de futebol, são capazes deDisponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0405200342.htm>. Acesso em: 12 fev. 2014. (Adaptado.)
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