Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 84 10531907
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2018Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou para ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta
pro Quilombo dos Palmares
Eu vi.
SEIXAS, R; COELHO, P. Há 10 mil anos atrás. São Paulo: Som 13, 1976.
O processo de criação, muitas vezes, apropria-se de textos e de ideias presentes em outros textos.
Isso ocorre nos seguintes versos da canção:
Questão 78 10531852
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2018Fui ver titia e ela continua insatisfeita com o poder aquisitivo do cruzeiro. Sabe muito bem que a inflação diminui, sabe muito bem que o produto bruto aumenta, mas acha que isso tudo, infelizmente, está custando a chegar no supermercado. Diz que o problema é o custo do aluguel, o custo do feijão, da carne e do arroz. O resto, realmente, não interessa. Olhei para titia, com meus olhos sábios, e não pude deixar de sorrir com tristeza – o problema dela é que não consegue abandonar essa medíocre mania de querer simplificar a economia.
FERNANDES, M. 30 anos de mim mesmo. Rio de Janeiro: Desiderata, 2006.
A realidade social vivida pelas personagens, no texto, adquire expressividade pelo olhar de um narrador
Questão 15 10530197
SENAI 1° Ano - CGE 2152 2018/2O texto abaixo se refere à questão.
A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças. Vinha da escravidão, fora senhora de escravos – e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar o bacalhau. Nunca se afizera ao regime novo – essa indecência de negro igual a branco e qualquer coisinha: a polícia! “Qualquer coisinha”: uma mucama assada ao forno porque se engraçou dela o senhor; uma novena (nove dias) de relho (chicote) porque disse: “Como é ruim, a sinhá...” (...)
Fonte: LOBATO, M. Negrinha. In: MORICONI, Í. Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva. 2009.
No trecho em destaque, há o emprego da
Questão 6 10530005
SENAI 1° Ano - CGE 2152 2018/2Os textos I e II se referem à questão.
Texto I
Mais uma vez
(...)
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia
A gente aprende
Se você quiser alguém
Em quem confiar
Confie em si mesmo!...
(...)
Fonte: RUSSO, R. Disponível em: https://www.letras.mus.br/renato-russo/1213616/. Acesso em: 26 maio 2016.
Texto II

Fonte: Disponível em: https://programacaotelevisivabrasileira.files.wordpress.com/2014/01/download-1.jpg. Acesso em: 26 maio 2016.
Sintaticamente, é correto afirmar que nos textos I e II as orações grifadas são, respectivamente:
Questão 6 10525990
SENAI 1° Ano - CGE 2155 2018/2A tirinha abaixo se refere à questão.

Fonte: QUINO. Disponível em: http://geoprofessora.blogspot.com.br/2008/06/mafalda-e-geografia.html.
Acesso em: 03 jan. 2017.
Em relação à acentuação e à ortografia, as lacunas do quarto quadrinho devem ser preenchidas, conforme norma padrão da Língua Portuguesa, respectivamente, com
Questão 29 10415196
CMT 2018TEXTO
MEDO
(Ana Lúcia Santana)
O medo é uma sensação real, e pode ser um amigo ou um inimigo do homem. É
normal que, diante dos perigos reais da existência, a primeira reação seja o medo, pois em
seu aspecto normal, saudável, ele nos preserva dos perigos, nos alerta para as ameaças e,
diante deste sentimento, pode-se agir ou fugir. Dependendo do contexto, tanto um quanto o
[5] outro pode ser positivo, tudo depende dos limites de cada ser.
Todos enfrentam medos os mais diversos em determinados momentos da vida – da
morte, de doenças, da violência, de um acidente, da velhice, entre outros. Ele surge, às
vezes, do nada; outras vezes de uma forma crescente, na mente das pessoas, e pode tanto
estimular ações construtivas quanto se tornar uma sombra ameaçadora, quando assume o
[10] aspecto do pânico, tomando conta da consciência e impedindo qualquer ação ou reação,
paralisando as pessoas. Nestes casos, é necessário procurar um tratamento, para que se
possa vencer este monstro devorador, antes de ser completamente dominado por ele,
principalmente na esfera dos pensamentos, pois em seu grau extremo ele impede o
funcionamento da Razão.
[15] Geralmente os medos provêm de fatores conhecidos, assim a maior parte das
pessoas sabe o que temem. Algumas vezes, porém, eles são aparentemente irreais, ou seja,
não se sabe de onde vêm e porque nasce esta sensação – é como uma premonição, quando
se sabe que algo está ali ou vai acontecer, mas não se consegue definir. Ao se ter
consciência do que nos assusta, esse medo desaparece, pois normalmente temos receio do
[20] desconhecido. Assim, quando a criança acredita realmente que há um monstro sob sua
cama, ele sente o medo crescer dentro de si. Mas, quando se prova para ela que não há
nada lá, ela se liberta desta emoção.
Para vencer os medos excessivos, é preciso recorrer aos mecanismos do nosso
inconsciente, acreditar no seu poder e se esforçar para mudar algumas de nossas crenças.
[25] Ficamos livres do medo destrutivo quando descobrimos suas fontes. Este medo que foge à
razão deve ser defrontado, pois ele provém da ligação que nossa mente realiza com as
experiências frustrantes. Assim, se a pessoa continuar mentalizando que as vivências
negativas se repetirão, elas realmente sucederão novamente.
Em nossa sociedade, submetida a uma violência crescente, a condições de vida
[30] estressantes, não é difícil a pessoa mergulhar em transtornos relacionados ao medo, como
a síndrome do pânico, mas também é possível reagir e buscar uma melhor qualidade de
vida, transformando, assim, este sentimento em algo que estimule uma ação construtiva, no
sentido de converter o medo em algo normal e saudável, protetor e preservativo, despido
deste aspecto patológico de que ele se reveste atualmente.
http://www.casadobruxo.com.br/ http://vilamulher.com.br/bem-estar/motivacao/de-onde-vem-seu-medo-11-1-71-40.html http://www.nova-acropole.org.br/ Acesso em 24/5/2018 às 16h05
É possível afirmar que, entre os trechos destacados do TEXTO “É normal que a primeira reação seja o medo” (l. 1) e “perigos reais da existência” (l. 2) é estabelecida, respectivamente, ou seja, nessa ordem, uma relação de:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)