Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 3 10187670
IFPE Subsequente 2014TEXTO
POR QUE ESTUDAR A CULTURA INDÍGENA E AFRO-BRASILEIRA?
Os currículos escolares, tradicionalmente, sempre trabalham a História Geral e a História do Brasil, a partir de uma postura eurocêntrica, tendendo a olhar os povos indígenas e afros sempre com um esgar de olhos que deflagram um descaso com a riqueza e a complexidade dessas culturas. Historicamente, passamos a interpretar a História Oficial de nosso país a partir do ponto de vista da classe dominante, o que condenou à Ignorância a contribuição cultural, social, política e econômica que os negros e os índios, em suas respectivas conjunturas, legaram ao Brasil.
(...)
Legados à condição de mão-de-obra barata e servil, presos em suas senzalas e aldeias, negros e índios sempre caminharam pelos recônditos da História, paralelo às transformações sociais, econômicas e políticas que aconteciam no Brasil litorâneo. Brasil esse forjado pelos grandes ciclos econômicos e transformações políticas diversas. O que esse Brasil não assume (porque no fundo ele sabe) é que o grande construtor da sociedade brasileira sempre foram seus inúmeros coadjuvantes, forjando uma nação a partir da resistência, dos sincretismos e da miscigenação.
Octávio Ianni dizia que a cada época histórica o Brasil debruça-se sobre a questão nacional. Essa preocupação resulta do fato de que nossos intérpretes sempre sentem a necessidade de problematizar a formação da sociedade brasileira, justamente para poder entender o presente e compreender nossa verdadeira identidade nacional. Na maioria das vezes, a empreitada torna-se difícil, pois estes se deparam com a questão da diversidade cultural no caminho. É como se a problemática acerca da identidade nacional fosse representada por um enorme “quebra-cabeças”, um mosaico no qual, na medida em que fôssemos juntando as peças, novas lacunas surgiriam, impedindo uma percepção clara do problema, mas ao mesmo tempo dando uma dimensão múltipla do tema.
Neste sentido, surge uma questão importante: a formação do povo brasileiro está atrelada incondicionalmente à tensa relação entre a classe dominante e a classe subalterna. Legados à condição de força de trabalho escrava, negros e índios resistiam aos desmandos dos patrões, em certos momentos, a partir do enfrentamento, mas a estratégia adotada, mesmo que inconscientemente, era sempre silenciosa. A contribuição desses povos está nos costumes, comidas típicas, modos de vestir, sotaques, práticas culturais únicas, sincretismo religioso, peças preciosas do grande mosaico em que se tornou o Brasil.
Os “esquecidos da história” (...) adotaram, inconscientemente, a estratégia da memória, passando de geração em geração suas culturas, seu capital simbólico próprio, onde não precisam de registros impressos para se fazer entender. Não precisam da legitimidade da elite, bastam ser “lembrados pelos pares”. Isso já é suficiente para que se forje uma grande nação!
Estudar a “História da cultura afro-brasileira e indígena” requer revisar aquilo que já se falou sobre negros e índios, buscando considerar a contribuição destes na formação da sociedade brasileira. Tudo que for estranho aos nossos olhos tem que ser investigado a fundo. No final, outra visão será construída.
O importante é que essa nova visão não se constitua como verdade absoluta, mas que se constitua como ferramenta para seguirmos em frente, em busca de novas respostas e desarmados de qualquer tipo de preconceito e estranhamento. Lembremos que o mosaico nunca se completa, o “quebra-cabeças” que não se soluciona justamente por compreender sua própria complexidade. Afinal de contas, não é assim que a ciência sempre agiu?
Khemerson de Melo Macedo - Coordenador Geral de Projetos do NCPAM, finalista em Ciências Sociais pela UFAM.
Disponível em: http://www.ncpam.com.br.
Acesso em: 24ago.2013.
Com base no material linguístico do texto, avalie os comentários a seguir e indique a alternativa correta.
Questão 14 10157029
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2014Leia a tirinha abaixo para responder aos itens:

Disponível em: http Ilcomidanarede. com.bríwp-€ p< ontent/uploads2014/01/Copa-do-Mundo-e-a-Mafalda?.pna. Acesso em 29/09/2014.
Na tirinha de Mafalda, a ironia presente só pode ser identificada a partir da seguinte interpretação:
Questão 13 10156992
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2014Leia a tirinha abaixo para responder aos itens:

Disponível em: http Ilcomidanarede. com.bríwp-€ p< ontent/uploads2014/01/Copa-do-Mundo-e-a-Mafalda?.pna. Acesso em 29/09/2014.
O texto em quadrinhos apresenta uma série de elementos estruturais que influenciam diretamente em sua compreensão.
Para a interpretação do sentido global da história, é preciso que o leitor saiba que o balão do primeiro quadrinho refere-se:
Questão 11 10156817
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2014Leia o texto a seguir e assinale a única resposta correta em cada questão:
TEXTO
Mais que um jogo
Por: Wilma Freitas, Superintendente de Educação do Senac RJ
O que vimos na Bahia, além de ser uma política da Federação Alemã de Futebol, mostra o resultado de uma educação para a responsabilidade e solidária
1 A Alemanha não limitou sua revolução aos campos de futebol para transformar derrotas em. vitórias. O país também usou um resultado ruim em um ranking mundial de educação em 2001 para rever e transformar seu modelo de ensino.
2 Um ano antes, a Alemanha amargava o 21° lugar dentre os 31 participantes do Programme for International Student Assessment (Pisa). A época, apenas 37% dos alunos do país concluíam o ensino médio e se habilitavam a entrar em uma universidade. O desempenho abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) levantou um profundo debate sobre a educação no país e fez a Alemanha revolucionar seu projeto educacional.
3 O modelo alemão é dual, ou seja, a profissão não é isolada do contexto de vida do aluno. O maior diferencial desse processo de formação profissional e acadêmica acontece após o primeiro segmento do ensino fundamental. Aos 10 anos, os alunos passam por dois anos de orientação científica, a fim de identificar em quais áreas têm mais habilidade, ampliando as chances de se destacarem no mercado de trabalho.

4 A reforma levou a Alemanha a subir o ranking educacional no Pisa e chegar a 12° em Ciências, a 16° em Matemática e a 19° em Leitura. O planejamento é facilitado pela autonomia dos estados alemães em relação à educação. Conseguem administrar a formação de acordo com a demanda econômica de cada região. Com o modelo, apenas 6% dos alunos do país estudam em escolas particulares e, em dez estados, as instituições de ensino superior são públicas.
5 A estratégia de superação e inclusão profissional empreendida pela Alemanha provocou uma reviravolta no ensino. O que vimos acontecer na Bahia, além de ser uma política da Federação Alemã de Futebol, demonstra o resultado de uma educação para a responsabilidade e solidária.
6 Em. 2013, uma equipe do Senac RJ realizou uma viagem técnica às alemãs Berlim e Munique para conhecer o que era desenvolvido no país e buscar parcerias acadêmicas. Com as visitas, a instituição observou in loco o método aplicado e avaliou o progresso após maciço investimento educacional. As escolas são equipadas com instalações e laboratórios adequados ao desenvolvimento profissional, voltados para a qualificação dos alunos, além de modernas instalações de ensino base, fundamentais para o sucesso do futuro profissional.
7 "Método semelhante ao processo educacional alemão, qualificando jovens para o mercado de trabalho utilizando a experiência in loco como ponto principal, é desenvolvido também pelo Senac RJ há mais de uma década. As estratégias pressupõem o desenvolvimento profissional como resultado do engajamento do estudante em seu processo de aprendizagem. E a relação entre prática e teoria Se dá por meio de problemas e desafios enfrentados em situações reais ou em casos que simulem a realidade do contexto de trabalho.
8 Esse é um modelo viável. E comprova que, muito além das linhas do campo, o Brasil também pode fazer seu golaço na educação.
Disponível em http://oglobo;globo.com/opiniao/mais-que-um-jogo-13399594
Acesso em 29/07/2014.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Dual: composto de duas partes (3° parágrafo)
Senac: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (6° parágrafo)
In loco: expressão latina significando “no local” (6° parágrafo)
De acordo com o excerto: “Em 2013, uma equipe do Senac RJ realizou uma viagem técnica às alemãs Berlim e Munique...” (texto, 6° parágrafo), assinale a alternativa que apresente a transitividade correta do verbo grifado:
Questão 10 10156796
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2014TEXTO I
Mais que um jogo
Por: Wilma Freitas, Superintendente de Educação do Senac RJ
O que vimos na Bahia, além de ser uma política da Federação Alemã de Futebol, mostra o resultado de uma educação para a responsabilidade e solidária
1 A Alemanha não limitou sua revolução aos campos de futebol para transformar derrotas em. vitórias. O país também usou um resultado ruim em um ranking mundial de educação em 2001 para rever e transformar seu modelo de ensino.
2 Um ano antes, a Alemanha amargava o 21° lugar dentre os 31 participantes do Programme for International Student Assessment (Pisa). A época, apenas 37% dos alunos do país concluíam o ensino médio e se habilitavam a entrar em uma universidade. O desempenho abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) levantou um profundo debate sobre a educação no país e fez a Alemanha revolucionar seu projeto educacional.
3 O modelo alemão é dual, ou seja, a profissão não é isolada do contexto de vida do aluno. O maior diferencial desse processo de formação profissional e acadêmica acontece após o primeiro segmento do ensino fundamental. Aos 10 anos, os alunos passam por dois anos de orientação científica, a fim de identificar em quais áreas têm mais habilidade, ampliando as chances de se destacarem no mercado de trabalho.

4 A reforma levou a Alemanha a subir o ranking educacional no Pisa e chegar a 12° em Ciências, a 16° em Matemática e a 19° em Leitura. O planejamento é facilitado pela autonomia dos estados alemães em relação à educação. Conseguem administrar a formação de acordo com a demanda econômica de cada região. Com o modelo, apenas 6% dos alunos do país estudam em escolas particulares e, em dez estados, as instituições de ensino superior são públicas.
5 A estratégia de superação e inclusão profissional empreendida pela Alemanha provocou uma reviravolta no ensino. O que vimos acontecer na Bahia, além de ser uma política da Federação Alemã de Futebol, demonstra o resultado de uma educação para a responsabilidade e solidária.
6 Em. 2013, uma equipe do Senac RJ realizou uma viagem técnica às alemãs Berlim e Munique para conhecer o que era desenvolvido no país e buscar parcerias acadêmicas. Com as visitas, a instituição observou in loco o método aplicado e avaliou o progresso após maciço investimento educacional. As escolas são equipadas com instalações e laboratórios adequados ao desenvolvimento profissional, voltados para a qualificação dos alunos, além de modernas instalações de ensino base, fundamentais para o sucesso do futuro profissional.
7 "Método semelhante ao processo educacional alemão, qualificando jovens para o mercado de trabalho utilizando a experiência in loco como ponto principal, é desenvolvido também pelo Senac RJ há mais de uma década. As estratégias pressupõem o desenvolvimento profissional como resultado do engajamento do estudante em seu processo de aprendizagem. E a relação entre prática e teoria Se dá por meio de problemas e desafios enfrentados em situações reais ou em casos que simulem a realidade do contexto de trabalho.
8 Esse é um modelo viável. E comprova que, muito além das linhas do campo, o Brasil também pode fazer seu golaço na educação.
Disponível em http://oglobo;globo.com/opiniao/mais-que-um-jogo-13399594
Acesso em 29/07/2014.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Dual: composto de duas partes (3° parágrafo)
Senac: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (6° parágrafo)
In loco: expressão latina significando “no local” (6° parágrafo)
TEXTO II
Pisa: desempenho do Brasil piora em leitura e 'empaca' em ciências
Do Uol, em São Paulo
1 Em 2012, o desempenho dos estudantes brasileiros em leitura piorou em relação a 2009. De acordo com dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), o país somou 410 pontos em leitura, dois a menos do que a sua pontuação na última avaliação e 86 pontos abaixo da média dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
2 Com isso, o pais ficou com a 55a posição do ranking de leitura, abaixo de países como Chile, Uruguai, Romênia e Tailândia. Segundo o relatório da OCDE, parte do mau desempenho do pais pode ser explicado pela expansão de alunos de 15 anos na rede em séries defasadas.
3 Quase metade (49,2%) dos alunos brasileiros não alcança o nível 2 de desempenho na avaliação que tem o nível 6 como teto. Isso significa que eles não são capazes de deduzir informações do texto, de estabelecer relações entre diferentes partes do texto e não conseguem compreender nuances da linguagem.
Disponível em: http://educacao.uol. com.br/noticias/2013/12/03/pisa-desempenho-do-brasil-piora-em-leitura-e-empaca-em-ciencias.htm
Acesso em 04/08/2014.
Texto adaptado.
Vocabulário:
Defasadas: discrepantes, fora do nível (2° parágrafo)
Observe os casos de concordância verbal sublinhados nas sentenças abaixo:
I. “Com o modelo, apenas 6% dos alunos do país estudam em escolas particulares...” (texto I, 4° parágrafo)
II. “Quase metade (49,2%) dos alunos brasileiros não alcança o nível 2...” (texto II, 3° parágrafo)
Assinale a alternativa que indique, respectivamente, as justificativas corretas para a concordância verbal efetuada acima:
Questão 9 10156762
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2014TEXTO
A ÁGUIA QUE (QUASE) VIROU GALINHA
Por: Rubem Alves
1 Era uma vez uma águia que foi criada num galinheiro. Cresceu pensando que era galinha.
Era uma galinha estranha (o que a fazia sofrer). Que tristeza quando se via refletida nos espelhos das
poças d'água tão diferente! O bico era grande demais, adunco, impróprio para catar milho, como todas as
outras faziam. Seus olhos tinham um ar feroz, diferente do olhar amedrontado das galinhas, tão ao sabor
do amor do galo.
2 Era muito grande em relação as outras, era atlética. Com certeza sofria de alguma doença. E ela queria uma coisa só: ser uma galinha comum, como todas as outras.
3 Fazia um esforço enorme para isso. Treinava ciscar com bamboleio próprio. Andava meio agachada, para não se destacar pela altura. Tomava lições de cacarejo.
4 O que mais queria: que seu cocô tivesse o mesmo “cheiro familiar e acolhedor do cocô das galinhas. O seu era “diferente, inconfundível. Todos sabiam onde ela tinha estado e riam.
5 Sua luta para ser igual a levava a extremos de dedicação política. Participava de todas as causas. Quando havia greve por rações de milho mais abundantes, ela estava sempre na frente. Fazia discursos inflamados contra as péssimas condições de segurança do galinheiro, pois a tela precisava ser arrumada, estava cheia de buracos (nunca lhe passava pela cabeça aproveitar-se dos furos para fugir, porque o que ela queria não era a liberdade, era ser igual às outras, mesmo dentro do galinheiro).
6 Pregava a necessidade de uma revolução no galinheiro. Acabar com o dono que se apossava do trabalho das galinhas. O galinheiro precisava de uma nova administração galinácea. (Acabar com o galinheiro, derrubar as cercas, isso era coisa impensável. O que se desejava era um galinheiro que fosse bom, protegido, onde ninguém pudesse entrar — muito embora o reverso fosse “de onde ninguém pudesse sair”).
7 Aconteceu que, um dia, um alpinista que se dirigia para o cume das montanhas passou por ali. Alpinistas são pessoas que gostam de ser águias. Não podendo, fazem aquilo que chega mais perto. Sobem a pés e mãos, até as alturas onde elas vivem e voam. E ficam lá, olhando para baixo, imaginando que seria muito bom se fossem águias e pudessem voar.
8 O alpinista viu a águia no galinheiro e se assustou.
9 — O que você, águia, está fazendo no meio das galinhas? Ele perguntou.
10 Ela pensou que estava sendo caçoada e ficou brava.
11 — Não me goza. Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça.
12 — Galinha coisa nenhuma, replicou o alpinista. Você tem bico de águia, olhar de águia, rabo de águia, cocô de águia. É ÁGUIA! Deveria estar voando... E apontou para minúsculos pontos no céu, muito longe, águias que voam perto dos picos das montanhas.
13 — Deus me livre! Tenho vertigem das alturas. Me dá tonteira. O máximo, para mim, é o segundo degrau do poleiro, ela respondeu.
14 O alpinista percebeu que a discussão não iria a lugar nenhum. Suspeitou que a águia até gostava de ser galinha. Coisa que acontece frequentemente. Voar é excitante, mas dá calafrios. O galinheiro pode ser chato, mas é tranquilo. A segurança atrai mais que a liberdade.
15 Assim, fim de papo. Agarrou a águia e enfiou dentro de um saco. E continuou sua marcha para o alto da montanha.
16 Chegando lá, escolheu o abismo mais fundo, abriu o saco e sacudiu a águia no vazio. Ela caiu. Aterrorizada, debateu-se furiosamente, procurando algo a que se agarrar. Mas não havia nada. Só lhe sobravam as asas.
17 E foi então que algo novo aconteceu. Do fundo de seu corpo galináceo, uma águia, há muito tempo adormecida e esquecida, acordou, se apossou das asas e, de repente, ela voou.
18 “Lá de cima olhou o vale onde vivera. Visto das alturas, ele era muito mais bonito. Que pena que há tantos animais que só podem ver os limites do galinheiro!”
Disponivel em: www .biblipage.com/aquia. html
Acesso em 02/10/2014,
Texto adaptado.
Vocabulário:
Adunco: recurvado, curvo (1° parágrafo)
Assinale a alternativa que apresente a análise correta da classe de palavras grifada, responsável por marcar a ocorrência da transformação da galinha em águia, nos últimos parágrafos do texto:
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