Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 15 10592533
Colégio Embraer 2018Leia o texto para responder à questão.
Texto I
Antigamente
Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. [...] Os mais idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar a fresca; e também tomavam cautela de não apanhar sereno. Os mais jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo, chupando balas de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano; os quais, de pouco siso, se metiam em camisa de onze varas, e até em calças pardas; não admira que dessem com os burros n’água.
(Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão. Adaptado)
• fazer o quilo: fazer a digestão
• tomar a fresca: tomar um vento aprazível
• animatógrafo/cinematógrafo: cinema
• aeroplano: avião
• siso: juízo
• meter-se em camisa de onze varas: estar em dificuldade
• calças pardas: confusão
Texto II
Na cabeça dos jovens
O exemplo mais recente de todo dinamismo da língua está na escrita cifrada usada na internet, que pode (e deve) ser discutida em sala de aula e usada em proveito da aprendizagem. O uso criativo da linguagem da comunicação via computador é uma novidade. Abreviações eram feitas desde a época do latim, mas nunca houve nada com a inventividade do “internetês”. “Trata-se de uma escrita praticamente instantânea, algo inédito”, comenta Ataliba de Castilho, da USP.
Janaína Batista de Lima, professora de Belo Horizonte, quando viu, nas provas da turma da 5ª série, palavras escritas de forma diferente, como vc, eh e naum (no lugar de você, é e não), não entendeu nada.
Já Ana Maria Nasser Furtado, professora em São Paulo, aderiu ao “internetês”. Ela realiza debates com a garotada sobre o assunto e alguns acham esquisito que ela escreva como eles. “Sei que é uma questão de identidade para os jovens”, conta, lembrando-se dos pais que reclamam por não entender o que os filhos digitam. Com as gerações, muda a língua, que não para de se recriar.
(https://novaescola.org.br. Adaptado)
Nas orações – ... chupando balas de alteia. (Texto I) – e – Com as gerações, muda a língua... (Texto II) –, os verbos destacados têm a mesma predicação, respectivamente, que os destacados em:
Questão 14 10592459
Colégio Embraer 2018Leia o texto para responder à questão.
Texto I
Antigamente
Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. [...] Os mais idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar a fresca; e também tomavam cautela de não apanhar sereno. Os mais jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo, chupando balas de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano; os quais, de pouco siso, se metiam em camisa de onze varas, e até em calças pardas; não admira que dessem com os burros n’água.
(Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão. Adaptado)
• fazer o quilo: fazer a digestão
• tomar a fresca: tomar um vento aprazível
• animatógrafo/cinematógrafo: cinema
• aeroplano: avião
• siso: juízo
• meter-se em camisa de onze varas: estar em dificuldade
• calças pardas: confusão
Texto II
Na cabeça dos jovens
O exemplo mais recente de todo dinamismo da língua está na escrita cifrada usada na internet, que pode (e deve) ser discutida em sala de aula e usada em proveito da aprendizagem. O uso criativo da linguagem da comunicação via computador é uma novidade. Abreviações eram feitas desde a época do latim, mas nunca houve nada com a inventividade do “internetês”. “Trata-se de uma escrita praticamente instantânea, algo inédito”, comenta Ataliba de Castilho, da USP.
Janaína Batista de Lima, professora de Belo Horizonte, quando viu, nas provas da turma da 5ª série, palavras escritas de forma diferente, como vc, eh e naum (no lugar de você, é e não), não entendeu nada.
Já Ana Maria Nasser Furtado, professora em São Paulo, aderiu ao “internetês”. Ela realiza debates com a garotada sobre o assunto e alguns acham esquisito que ela escreva como eles. “Sei que é uma questão de identidade para os jovens”, conta, lembrando-se dos pais que reclamam por não entender o que os filhos digitam. Com as gerações, muda a língua, que não para de se recriar.
(https://novaescola.org.br. Adaptado)
Geralmente, quando se elabora uma frase com predicado nominal, existe a intenção de caracterizar determinada informação do texto.
Os trechos, reescritos a partir dos Textos I e II, que exemplificam esse uso são, respectivamente:
Questão 11 10592321
Colégio Embraer 2018Leia o texto para responder à questão.
Este teu olhar
Este seu olhar
Quando encontra o meu
Fala de umas coisas
Que eu não posso acreditar
Doce é sonhar
É pensar que você
Gosta de mim
Como eu de você!
Mas a ilusão
Quando se desfaz
Dói no coração
De quem sonhou, sonhou demais
Ah! Se eu pudesse entender
O que dizem os teus olhos...
(https://www.vagalume.com.br)
No verso “Mas a ilusão”, o termo em destaque opõe-se à ideia de
Questão 7 10592233
Colégio Embraer 2018Leia o texto para responder à questão.
Lembrei-me de uma piada que ouvi em adolescente; os meus pais tinham em vinil discos de espetáculos de comédia de Juca Chaves ou Chico Anísio. Não me lembro qual dos humoristas brasileiros era, mas a cena era um soldado que dizia ao seu superior “não se preocupe comigo, capitão, comigo é sempre ou mato ou morro”. O capitão, claro, elogia-lhe a bravura e aponta-o como exemplo. Mas mal ele vira as costas, o soldado elucida os companheiros de armas: “o que eu quis dizer é que se eles vierem pelo mato, eu fujo para o morro, se vierem pelo morro, eu fujo para o mato”.
Na passagem – Lembrei-me de uma piada que ouvi em adolescente; os meus pais tinham em vinil discos de espetáculos... –, a preposição “em” estabelece, correta e respectivamente, relações de
Questão 5 10592209
Colégio Embraer 2018Leia o texto para responder à questão.
Lembrei-me de uma piada que ouvi em adolescente; os meus pais tinham em vinil discos de espetáculos de comédia de Juca Chaves ou Chico Anísio. Não me lembro qual dos humoristas brasileiros era, mas a cena era um soldado que dizia ao seu superior “não se preocupe comigo, capitão, comigo é sempre ou mato ou morro”. O capitão, claro, elogia-lhe a bravura e aponta-o como exemplo. Mas mal ele vira as costas, o soldado elucida os companheiros de armas: “o que eu quis dizer é que se eles vierem pelo mato, eu fujo para o morro, se vierem pelo morro, eu fujo para o mato”.
Na oração – “não se preocupe comigo, capitão...” –, o sujeito é do mesmo tipo do que está presente em:
Questão 2 10592140
Colégio Embraer 2018Leia a tira para responder à questão.

(Quino. Mafalda inédita, 2001. Adaptado)
Na expressão “pobre menininha”, no 3º quadrinho, o diminutivo do substantivo expressa ideia de
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