Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 4 10724542
CMRJ 6° Ano - Português 2018TEXTO
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
[5] rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
[10] – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
[15] diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
[20] No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
[25] de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
[30] impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
[35] – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
[40] – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
[45] – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
Algumas palavras substituem outros termos ou expressões do texto, estabelecendo ligações entre as partes e evitando repetições.
Marque a alternativa cuja análise do elemento coesivo esteja adequada.
Questão 10 10719897
CMS 6° Ano - Português 2018OS TEXTOS 2 e 3 REFERE-SE AO ITEM
TEXTO 2

http://monica.gomes.blogspot.com/2014/03/o-melhor-amigo.html
TEXTO 3
Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim
(Eu uso óculos)
E volta e meia cu entro com meu carro pela contramão
(Eu 'tô sem óculos)
Se eu tô alegre eu ponho os óculos e vejo
tu do bem
Mas se eu tô triste, eu tiro os óculos
Eu não vejo ninguém
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Eu decidi dizer que eu nunca fui o tal
Era mais fácil se eu tentasse fazer charme de intelectual
Se eu te disser. periga você não acreditar em mim
Eu não nasci de óculos
Eu não era assim não
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Por que você não olha pra mim?
Por que você diz sempre que não?
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente também bate um coração
https://www. letras.mus.br/os-paralamas-do- sucesso/47956.
No texto 2, as reticências indicam que:
Questão 8 10719891
CMS 6° Ano - Português 2018OS TEXTOS 2 e 3 REFERE-SE AO ITEM
TEXTO 2

http://monica.gomes.blogspot.com/2014/03/o-melhor-amigo.html
TEXTO 3
Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim
(Eu uso óculos)
E volta e meia cu entro com meu carro pela contramão
(Eu 'tô sem óculos)
Se eu tô alegre eu ponho os óculos e vejo
tu do bem
Mas se eu tô triste, eu tiro os óculos
Eu não vejo ninguém
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Eu decidi dizer que eu nunca fui o tal
Era mais fácil se eu tentasse fazer charme de intelectual
Se eu te disser. periga você não acreditar em mim
Eu não nasci de óculos
Eu não era assim não
Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Por que você não olha pra mim?
Por que você diz sempre que não?
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente também bate um coração
https://www. letras.mus.br/os-paralamas-do- sucesso/47956.
As pessoas que “não enxergam além das aparências”, de quem fala Armandinho, no último quadrinho (texto 2), se aproximam do seguinte trecho da letra da canção (texto 3):
Questão 13 10708702
CMBH 1°ano - Prova de Português 2018Texto
Felicidade Gourmet
Luis Giffoni
[1] A felicidade é um prato descomplicado de fazer. É verdade que leva muitos ingredientes, pode
custar caro, admite variações, às vezes demora; muita gente jura que o inventou, mas cada um de nós
possui talento inato para alcançar as três estrelas do Michelin. É fácil.
Adicione sempre um pouco de desejo à receita. Sem desejo, o prato perde a atração.
[5] Preocupações exageradas põem tudo a perder. Cultura e conhecimento podem ser usados à vontade, senão
não se aproveita todo o paladar. A Lua deve estar no tempero, para o cheiro subir ao espaço. A natureza
também, para se apurar o gosto da vida. Nada como polvilhar sobre o molho o canto do sabiá ou do
pintassilgo, como preferir. Providência simples, que acrescenta doçura. Poesia também entra no preparo.
Substitui o sal, quando vem das entranhas.
[10] A base, no entanto, continua você mesmo, suas escolhas, suas preferências. Você decide o que
usar e, ao servir-se, será o supremo juiz. Chame os amigos e os parentes para ajudá-lo na cozinha. Eles
realçam as delícias de sua receita.
Importante: não se esqueça do ponto. Retire do fogo na hora certa. Tem gente que esperou tanto o
prato ficar pronto que morreu antes. Com fome.
Vocabulário:
- Michelin: guia turístico que premia restaurantes. O máximo de estrelas são três, sinônimo de uma cozinha irrepreensível.
- gourmet: palavra de origem francesa que significa quem conhece e aprecia bons pratos e vinhos.
(Fonte: https://luisgiffoni.com.br/felicidade-gourmet/ . Acesso em 09 ago 2018.)
Observe o emprego do acento grave (indicativo da crase) na expressão destacada: “Adicione sempre um pouco de desejo à receita.” (Texto, ℓ. 4)
Ocorre o mesmo caso em:
Questão 11 10689313
OBRL 6° Ano - 2° Fase 2018Observe que os dois primeiros pares de palavras abaixo foram escritos segundo determinado critério. Esse mesmo critério deve ser usado para descobrir qual a palavra que comporia corretamente o terceiro par, sabendo que as palavras da direita foram formadas a partir das palavras da esquerda.

Com base nesse critério, a palavra que substitui corretamente o ponto de interrogação é:
Questão 6 10620052
COTIL 1° Ano 2018TEXTO PARA A QUESTÃO.
OS FILHOS DO LIXO
Lya Luft
Há quem diga que dou esperança; há quem proteste que sou pessimista. Eu digo que os maiores otimistas são aqueles que, apesar do que vivem ou observam, continuam apostando na vida, trabalhando, cultivando afetos e tendo projetos. Às vezes, porém, escrevo com dor. Como hoje.
Acabo de assistir a uma reportagem sobre crianças do Brasil que vivem do lixo. Digamos que são o lixo deste país, e nós permitimos ou criamos isso. Eu mesma já vi com estes olhos gente morando junto de lixões, e crianças disputando com urubus pedaços de comida estragada para matar a fome.
A reportagem era uma história de terror – mas verdadeira, nossa, deste país. Uma jovem de menos de 20 anos trazia numa carretinha feita de madeiras velhas seus três filhos, de 4, 2 e 1 ano. Chegavam ao lixão, e a maiorzinha, já treinada, saía a catar coisas úteis, sobretudo comida. Logo estavam os três comendo, e a mãe, indagada, explicou com simplicidade: "A gente tem de sobreviver, né?".
Não sei como é possível alguém dizer que este país vai bem enquanto esses fatos, e outros semelhantes, acontecem. Pois, sendo na nossa pátria, não importa em que recanto for, tudo nos diz respeito, como nos dizem respeito a malandragem e a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo. Ouvimos a toda hora que nunca o país esteve tão bem. Até que em algumas coisas, talvez muitas, melhoramos.
Mas quem somos, afinal? Que país somos, que gente nos tornamos, se vemos tudo isso e continuamos comendo, bebendo, trabalhando e estudando como se nem fosse conosco? Deve ser o nosso jeito de sobreviver – não comendo lixo concreto, mas engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem. Pois, se nos convencermos de que isso acontece no nosso meio, no nosso país, talvez na nossa cidade, e nos sentirmos parte disso, responsáveis por isso, o que se poderia fazer?
https://renatavalerafatec.files.wordpress.com/2017/02/acervo-digital-veja-os-filhos-do-lixo.pdf
O texto está escrito em linguagem formal e, logicamente, as palavras, os verbos estão empregados com correção, em norma culta.
Com base nessa informação, seguindo o mesmo padrão de linguagem, responda à questão.
Assinale a resposta que classifica o sujeito dos seguintes períodos destacados do texto:
I. “Há quem diga” (1º parágrafo)
II. “... como nos dizem respeito a malandragem, a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo.” (4º parágrafo)
III. “Chegavam ao lixão,” (3º parágrafo)
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