Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 24 15290274
CMRJ 1 Ano Ensino Fundamental 2023'Nativos digitais' não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE
A familiaridade dos adolescentes atuais com a tecnologia, que faz deles nativos digitais, não os torna automaticamente habilitados para compreender, distinguir e usar de modo eficiente o conhecimento disponível na internet
1 Pelo contrário, os dados sugerem que eles são, em grande parte, incapazes de compreender
nuances ou ambiguidades em textos online, localizar materiais confiáveis em buscas de internet ou em
conteúdo de e-mails e redes sociais, avaliar a credibilidade de fontes de informação ou mesmo distinguir
fatos de opiniões.
5 As conclusões foram apresentadas pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico) em seminário virtual na última quarta-feira (26/05), com base no relatório Leitores do Século
21 - Desenvolvendo Habilidades de Alfabetização em um Mundo Digital. O relatório, divulgado no início
do mês, mostra as habilidades de interpretação de texto dos alunos de 15 anos avaliados no Pisa, exame
internacional aplicado pela OCDE em 2018 em estudantes de 79 países ou territórios, inclusive no Brasil.
10 Os dados são preocupantes: no Brasil, apenas um terço (33%) dos estudantes foi capaz de
distinguir fatos de opiniões em uma das perguntas aplicadas no Pisa. Na média dos países da OCDE, esse
índice era de 47%, o que mostra que, mesmo no grupo de países mais desenvolvidos, mais da metade
dos estudantes de 15 anos não demonstrou, em média, capacidade de fazer distinção entre fato
opinião.
15 Segundo o estudo, apenas metade dos estudantes em países da OCDE disseram ser ensinados na
escola para reconhecer se a informação que estão lendo é enviesada, e 40% dos alunos nesses países
foram incapazes de reconhecer os perigos de se clicar em links de e-mails de phishing, por exemplo.
As habilidades de navegação foram consideradas altamente eficientes para 24% dos estudantes
na média da OCDE, e para apenas 15% dos estudantes no Brasil. As consequências disso são profundas à
20 inserção no mundo do trabalho e para o exercício da cidadania, uma vez que pessoas que não sejam
capazes de compreender textos plenamente estarão, em teoria, menos aptas para ocupar empregos de
alta complexidade - e, ao mesmo tempo, serão presas mais fáceis para o ambiente de desinformação que
floresce na internet e nas redes sociais.
"Ter nascido na era digital e ser um nativo digital não significa que você vai ter habilidades digitais
25 para usar a tecnologia de modo eficaz", afirmou no seminário Andreas Schleicher, diretor de educação da
OCDE.
Mais tecnologia não equivale a mais alfabetização midiática
30 Os resultados também mostram que, apesar de sua crescente familiaridade com a tecnologia, os
jovens não necessariamente aprendem instintivamente as habilidades necessárias para usar essa
tecnologia para obter informações confiáveis.
De modo geral, o maior acesso à tecnologia entre os jovens nos últimos anos não se traduziu
tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
35 tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
evoluíram pouco nas avaliações do Pisa feitas entre 2000 e 2018, apesar das enormes mudanças sociais e
digitais vividas pela comunidade global nesse intervalo de tempo.
Mais do que contato constante com a tecnologia, Schleicher defendeu que são a "aprendizagem
tradicional" e o engajamento de professores que farão a diferença em dar aos alunos a capacidade de
entender diferentes perspectivas em um texto e serem capazes de identificar nuances e opiniões.
40 O relatório mostra que, em sistemas educacionais nos quais essas habilidades digitais são
ativamente ensinadas, estudantes pareceram mais capazes de distinguir fatos de opiniões. Mas Schleicher
destacou que é um problema que ultrapassa os muros da escola e exaltou o trabalho de países que já
têm uma cultura mais enraizada de leitura e alfabetização, como Dinamarca, Finlândia, Estônia e Japão.
Ele ressalta, porém, que o tema exige muito mais estudos e discussões na sociedade. "Ainda não
45 temos a resposta de por que alguns países se saem melhor" em alfabetização digital, afirmou.
O que se sabe é que o educador tem um papel central nisso, à medida que mudam as habilidades
exigidas dos estudantes: no século XX, esperava-se que um aluno obtivesse conhecimento de fontes
pré-curadas, como enciclopédias.
Hoje, ele precisa aprender a distinguir o que é relevante entre milhares de resultados de uma
50 busca no Google; precisa ser capaz de construir conhecimento e validá-lo, opina a OCDE. "Os educadores
precisarão ser grandes mentores, mobilizadores e guias" nesse processo, afirmou Schleicher.
O poder persistente dos livros
Embora a leitura esteja mais fragmentada e migrando cada vez mais ao ambiente virtual, o
55 relatório da OCDE mostra que o papel dos livros e de textos aprofundados continua sendo primordial.
Os estudantes que disseram ler livros com mais frequência em papel do que nos meios digitais
tiveram melhores resultados em leitura em todos os países e territórios que participaram do Pisa 2018.
Além disso, esses jovens também relataram ter mais prazer com a leitura. Na mesma linha, a leitura de
livros de ficção e de textos longos também está positivamente associada a um melhor desempenho em
60 leitura na maioria dos países avaliados.
O problema é que quase a metade dos estudantes (49%) nos países da OCDE disse, na pesquisa
aplicada junto ao Pisa 2018, que só liam "se tivessem que ler". E cerca de um terço dos estudantes
pesquisados disseram que raramente ou nunca lia livros.
Nesse contexto, o incentivo a leituras de profundidade, que permitam aos alunos treinar a
65 observação de nuances no texto, é uma estratégia capaz de melhorar as habilidades de compreensão
textual tão valiosas no século XXI.
(...)
(Adaptado de: www.bbc.com/acessado em: 26.06.2023)
Releia o trecho a seguir, que foi extraído do texto:
"Segundo o estudo, apenas metade dos estudantes em países da OCDE disseram ser ensinados na escola para reconhecer (...) se a informação que estão lendo é enviesada, e 40% dos alunos nesses países foram incapazes de reconhecer os perigos (...)"
As orações em destaque são classificadas, respectivamente, como:
Questão 23 15290254
CMRJ 1 Ano Ensino Fundamental 2023'Nativos digitais' não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE
A familiaridade dos adolescentes atuais com a tecnologia, que faz deles nativos digitais, não os torna automaticamente habilitados para compreender, distinguir e usar de modo eficiente o conhecimento disponível na internet
1 Pelo contrário, os dados sugerem que eles são, em grande parte, incapazes de compreender
nuances ou ambiguidades em textos online, localizar materiais confiáveis em buscas de internet ou em
conteúdo de e-mails e redes sociais, avaliar a credibilidade de fontes de informação ou mesmo distinguir
fatos de opiniões.
5 As conclusões foram apresentadas pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico) em seminário virtual na última quarta-feira (26/05), com base no relatório Leitores do Século
21 - Desenvolvendo Habilidades de Alfabetização em um Mundo Digital. O relatório, divulgado no início
do mês, mostra as habilidades de interpretação de texto dos alunos de 15 anos avaliados no Pisa, exame
internacional aplicado pela OCDE em 2018 em estudantes de 79 países ou territórios, inclusive no Brasil.
10 Os dados são preocupantes: no Brasil, apenas um terço (33%) dos estudantes foi capaz de
distinguir fatos de opiniões em uma das perguntas aplicadas no Pisa. Na média dos países da OCDE, esse
índice era de 47%, o que mostra que, mesmo no grupo de países mais desenvolvidos, mais da metade
dos estudantes de 15 anos não demonstrou, em média, capacidade de fazer distinção entre fato
opinião.
15 Segundo o estudo, apenas metade dos estudantes em países da OCDE disseram ser ensinados na
escola para reconhecer se a informação que estão lendo é enviesada, e 40% dos alunos nesses países
foram incapazes de reconhecer os perigos de se clicar em links de e-mails de phishing, por exemplo.
As habilidades de navegação foram consideradas altamente eficientes para 24% dos estudantes
na média da OCDE, e para apenas 15% dos estudantes no Brasil. As consequências disso são profundas à
20 inserção no mundo do trabalho e para o exercício da cidadania, uma vez que pessoas que não sejam
capazes de compreender textos plenamente estarão, em teoria, menos aptas para ocupar empregos de
alta complexidade - e, ao mesmo tempo, serão presas mais fáceis para o ambiente de desinformação que
floresce na internet e nas redes sociais.
"Ter nascido na era digital e ser um nativo digital não significa que você vai ter habilidades digitais
25 para usar a tecnologia de modo eficaz", afirmou no seminário Andreas Schleicher, diretor de educação da
OCDE.
Mais tecnologia não equivale a mais alfabetização midiática
30 Os resultados também mostram que, apesar de sua crescente familiaridade com a tecnologia, os
jovens não necessariamente aprendem instintivamente as habilidades necessárias para usar essa
tecnologia para obter informações confiáveis.
De modo geral, o maior acesso à tecnologia entre os jovens nos últimos anos não se traduziu
tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
35 tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
evoluíram pouco nas avaliações do Pisa feitas entre 2000 e 2018, apesar das enormes mudanças sociais e
digitais vividas pela comunidade global nesse intervalo de tempo.
Mais do que contato constante com a tecnologia, Schleicher defendeu que são a "aprendizagem
tradicional" e o engajamento de professores que farão a diferença em dar aos alunos a capacidade de
entender diferentes perspectivas em um texto e serem capazes de identificar nuances e opiniões.
40 O relatório mostra que, em sistemas educacionais nos quais essas habilidades digitais são
ativamente ensinadas, estudantes pareceram mais capazes de distinguir fatos de opiniões. Mas Schleicher
destacou que é um problema que ultrapassa os muros da escola e exaltou o trabalho de países que já
têm uma cultura mais enraizada de leitura e alfabetização, como Dinamarca, Finlândia, Estônia e Japão.
Ele ressalta, porém, que o tema exige muito mais estudos e discussões na sociedade. "Ainda não
45 temos a resposta de por que alguns países se saem melhor" em alfabetização digital, afirmou.
O que se sabe é que o educador tem um papel central nisso, à medida que mudam as habilidades
exigidas dos estudantes: no século XX, esperava-se que um aluno obtivesse conhecimento de fontes
pré-curadas, como enciclopédias.
Hoje, ele precisa aprender a distinguir o que é relevante entre milhares de resultados de uma
50 busca no Google; precisa ser capaz de construir conhecimento e validá-lo, opina a OCDE. "Os educadores
precisarão ser grandes mentores, mobilizadores e guias" nesse processo, afirmou Schleicher.
O poder persistente dos livros
Embora a leitura esteja mais fragmentada e migrando cada vez mais ao ambiente virtual, o
55 relatório da OCDE mostra que o papel dos livros e de textos aprofundados continua sendo primordial.
Os estudantes que disseram ler livros com mais frequência em papel do que nos meios digitais
tiveram melhores resultados em leitura em todos os países e territórios que participaram do Pisa 2018.
Além disso, esses jovens também relataram ter mais prazer com a leitura. Na mesma linha, a leitura de
livros de ficção e de textos longos também está positivamente associada a um melhor desempenho em
60 leitura na maioria dos países avaliados.
O problema é que quase a metade dos estudantes (49%) nos países da OCDE disse, na pesquisa
aplicada junto ao Pisa 2018, que só liam "se tivessem que ler". E cerca de um terço dos estudantes
pesquisados disseram que raramente ou nunca lia livros.
Nesse contexto, o incentivo a leituras de profundidade, que permitam aos alunos treinar a
65 observação de nuances no texto, é uma estratégia capaz de melhorar as habilidades de compreensão
textual tão valiosas no século XXI.
(...)
(Adaptado de: www.bbc.com/acessado em: 26.06.2023)
No 3° parágrafo do texto, o autor aborda a relação entre países desenvolvidos/ subdesenvolvidos e apresenta uma quebra de expectativa em relação aos primeiros, como se observa a seguir:
"O que mostra que, mesmo no grupo de países mais desenvolvidos, mais da metade dos estudantes de
15 anos não demonstrou, em média, capacidade de fazer distinção entre fato e opinião".
Essa quebra é marcada pela estrutura "mesmo no grupo de países mais desenvolvidos", cujo valor semântico-discursivo é o de
Questão 22 15290238
CMRJ 1 Ano Ensino Fundamental 2023'Nativos digitais' não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE
A familiaridade dos adolescentes atuais com a tecnologia, que faz deles nativos digitais, não os torna automaticamente habilitados para compreender, distinguir e usar de modo eficiente o conhecimento disponível na internet
1 Pelo contrário, os dados sugerem que eles são, em grande parte, incapazes de compreender
nuances ou ambiguidades em textos online, localizar materiais confiáveis em buscas de internet ou em
conteúdo de e-mails e redes sociais, avaliar a credibilidade de fontes de informação ou mesmo distinguir
fatos de opiniões.
5 As conclusões foram apresentadas pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico) em seminário virtual na última quarta-feira (26/05), com base no relatório Leitores do Século
21 - Desenvolvendo Habilidades de Alfabetização em um Mundo Digital. O relatório, divulgado no início
do mês, mostra as habilidades de interpretação de texto dos alunos de 15 anos avaliados no Pisa, exame
internacional aplicado pela OCDE em 2018 em estudantes de 79 países ou territórios, inclusive no Brasil.
10 Os dados são preocupantes: no Brasil, apenas um terço (33%) dos estudantes foi capaz de
distinguir fatos de opiniões em uma das perguntas aplicadas no Pisa. Na média dos países da OCDE, esse
índice era de 47%, o que mostra que, mesmo no grupo de países mais desenvolvidos, mais da metade
dos estudantes de 15 anos não demonstrou, em média, capacidade de fazer distinção entre fato
opinião.
15 Segundo o estudo, apenas metade dos estudantes em países da OCDE disseram ser ensinados na
escola para reconhecer se a informação que estão lendo é enviesada, e 40% dos alunos nesses países
foram incapazes de reconhecer os perigos de se clicar em links de e-mails de phishing, por exemplo.
As habilidades de navegação foram consideradas altamente eficientes para 24% dos estudantes
na média da OCDE, e para apenas 15% dos estudantes no Brasil. As consequências disso são profundas à
20 inserção no mundo do trabalho e para o exercício da cidadania, uma vez que pessoas que não sejam
capazes de compreender textos plenamente estarão, em teoria, menos aptas para ocupar empregos de
alta complexidade - e, ao mesmo tempo, serão presas mais fáceis para o ambiente de desinformação que
floresce na internet e nas redes sociais.
"Ter nascido na era digital e ser um nativo digital não significa que você vai ter habilidades digitais
25 para usar a tecnologia de modo eficaz", afirmou no seminário Andreas Schleicher, diretor de educação da
OCDE.
Mais tecnologia não equivale a mais alfabetização midiática
30 Os resultados também mostram que, apesar de sua crescente familiaridade com a tecnologia, os
jovens não necessariamente aprendem instintivamente as habilidades necessárias para usar essa
tecnologia para obter informações confiáveis.
De modo geral, o maior acesso à tecnologia entre os jovens nos últimos anos não se traduziu
tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
35 tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
evoluíram pouco nas avaliações do Pisa feitas entre 2000 e 2018, apesar das enormes mudanças sociais e
digitais vividas pela comunidade global nesse intervalo de tempo.
Mais do que contato constante com a tecnologia, Schleicher defendeu que são a "aprendizagem
tradicional" e o engajamento de professores que farão a diferença em dar aos alunos a capacidade de
entender diferentes perspectivas em um texto e serem capazes de identificar nuances e opiniões.
40 O relatório mostra que, em sistemas educacionais nos quais essas habilidades digitais são
ativamente ensinadas, estudantes pareceram mais capazes de distinguir fatos de opiniões. Mas Schleicher
destacou que é um problema que ultrapassa os muros da escola e exaltou o trabalho de países que já
têm uma cultura mais enraizada de leitura e alfabetização, como Dinamarca, Finlândia, Estônia e Japão.
Ele ressalta, porém, que o tema exige muito mais estudos e discussões na sociedade. "Ainda não
45 temos a resposta de por que alguns países se saem melhor" em alfabetização digital, afirmou.
O que se sabe é que o educador tem um papel central nisso, à medida que mudam as habilidades
exigidas dos estudantes: no século XX, esperava-se que um aluno obtivesse conhecimento de fontes
pré-curadas, como enciclopédias.
Hoje, ele precisa aprender a distinguir o que é relevante entre milhares de resultados de uma
50 busca no Google; precisa ser capaz de construir conhecimento e validá-lo, opina a OCDE. "Os educadores
precisarão ser grandes mentores, mobilizadores e guias" nesse processo, afirmou Schleicher.
O poder persistente dos livros
Embora a leitura esteja mais fragmentada e migrando cada vez mais ao ambiente virtual, o
55 relatório da OCDE mostra que o papel dos livros e de textos aprofundados continua sendo primordial.
Os estudantes que disseram ler livros com mais frequência em papel do que nos meios digitais
tiveram melhores resultados em leitura em todos os países e territórios que participaram do Pisa 2018.
Além disso, esses jovens também relataram ter mais prazer com a leitura. Na mesma linha, a leitura de
livros de ficção e de textos longos também está positivamente associada a um melhor desempenho em
60 leitura na maioria dos países avaliados.
O problema é que quase a metade dos estudantes (49%) nos países da OCDE disse, na pesquisa
aplicada junto ao Pisa 2018, que só liam "se tivessem que ler". E cerca de um terço dos estudantes
pesquisados disseram que raramente ou nunca lia livros.
Nesse contexto, o incentivo a leituras de profundidade, que permitam aos alunos treinar a
65 observação de nuances no texto, é uma estratégia capaz de melhorar as habilidades de compreensão
textual tão valiosas no século XXI.
(...)
(Adaptado de: www.bbc.com/acessado em: 26.06.2023)
A norma-padrão estabelece importantes regras acerca da colocação dos pronomes oblíquos átonos em relação aos verbos que compõem uma oração. Releia o trecho a seguir, extraído do texto, e assinale a alternativa correta.
"A familiaridade dos adolescentes atuais com a tecnologia, que faz deles nativos digitais, não os torna
automaticamente habilitados para compreender, distinguir e usar de modo eficiente o conhecimento
disponível na internet".
O pronome oblíquo encontrado no fragmento acima apresenta-se em posição proclítica, fato este justificado principalmente por ocorrer o (a)
Questão 21 15290182
CMRJ 1 Ano Ensino Fundamental 2023'Nativos digitais' não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE
A familiaridade dos adolescentes atuais com a tecnologia, que faz deles nativos digitais, não os torna automaticamente habilitados para compreender, distinguir e usar de modo eficiente o conhecimento disponível na internet
1 Pelo contrário, os dados sugerem que eles são, em grande parte, incapazes de compreender
nuances ou ambiguidades em textos online, localizar materiais confiáveis em buscas de internet ou em
conteúdo de e-mails e redes sociais, avaliar a credibilidade de fontes de informação ou mesmo distinguir
fatos de opiniões.
5 As conclusões foram apresentadas pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico) em seminário virtual na última quarta-feira (26/05), com base no relatório Leitores do Século
21 - Desenvolvendo Habilidades de Alfabetização em um Mundo Digital. O relatório, divulgado no início
do mês, mostra as habilidades de interpretação de texto dos alunos de 15 anos avaliados no Pisa, exame
internacional aplicado pela OCDE em 2018 em estudantes de 79 países ou territórios, inclusive no Brasil.
10 Os dados são preocupantes: no Brasil, apenas um terço (33%) dos estudantes foi capaz de
distinguir fatos de opiniões em uma das perguntas aplicadas no Pisa. Na média dos países da OCDE, esse
índice era de 47%, o que mostra que, mesmo no grupo de países mais desenvolvidos, mais da metade
dos estudantes de 15 anos não demonstrou, em média, capacidade de fazer distinção entre fato
opinião.
15 Segundo o estudo, apenas metade dos estudantes em países da OCDE disseram ser ensinados na
escola para reconhecer se a informação que estão lendo é enviesada, e 40% dos alunos nesses países
foram incapazes de reconhecer os perigos de se clicar em links de e-mails de phishing, por exemplo.
As habilidades de navegação foram consideradas altamente eficientes para 24% dos estudantes
na média da OCDE, e para apenas 15% dos estudantes no Brasil. As consequências disso são profundas à
20 inserção no mundo do trabalho e para o exercício da cidadania, uma vez que pessoas que não sejam
capazes de compreender textos plenamente estarão, em teoria, menos aptas para ocupar empregos de
alta complexidade - e, ao mesmo tempo, serão presas mais fáceis para o ambiente de desinformação que
floresce na internet e nas redes sociais.
"Ter nascido na era digital e ser um nativo digital não significa que você vai ter habilidades digitais
25 para usar a tecnologia de modo eficaz", afirmou no seminário Andreas Schleicher, diretor de educação da
OCDE.
Mais tecnologia não equivale a mais alfabetização midiática
30 Os resultados também mostram que, apesar de sua crescente familiaridade com a tecnologia, os
jovens não necessariamente aprendem instintivamente as habilidades necessárias para usar essa
tecnologia para obter informações confiáveis.
De modo geral, o maior acesso à tecnologia entre os jovens nos últimos anos não se traduziu
tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
35 tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
evoluíram pouco nas avaliações do Pisa feitas entre 2000 e 2018, apesar das enormes mudanças sociais e
digitais vividas pela comunidade global nesse intervalo de tempo.
Mais do que contato constante com a tecnologia, Schleicher defendeu que são a "aprendizagem
tradicional" e o engajamento de professores que farão a diferença em dar aos alunos a capacidade de
entender diferentes perspectivas em um texto e serem capazes de identificar nuances e opiniões.
40 O relatório mostra que, em sistemas educacionais nos quais essas habilidades digitais são
ativamente ensinadas, estudantes pareceram mais capazes de distinguir fatos de opiniões. Mas Schleicher
destacou que é um problema que ultrapassa os muros da escola e exaltou o trabalho de países que já
têm uma cultura mais enraizada de leitura e alfabetização, como Dinamarca, Finlândia, Estônia e Japão.
Ele ressalta, porém, que o tema exige muito mais estudos e discussões na sociedade. "Ainda não
45 temos a resposta de por que alguns países se saem melhor" em alfabetização digital, afirmou.
O que se sabe é que o educador tem um papel central nisso, à medida que mudam as habilidades
exigidas dos estudantes: no século XX, esperava-se que um aluno obtivesse conhecimento de fontes
pré-curadas, como enciclopédias.
Hoje, ele precisa aprender a distinguir o que é relevante entre milhares de resultados de uma
50 busca no Google; precisa ser capaz de construir conhecimento e validá-lo, opina a OCDE. "Os educadores
precisarão ser grandes mentores, mobilizadores e guias" nesse processo, afirmou Schleicher.
O poder persistente dos livros
Embora a leitura esteja mais fragmentada e migrando cada vez mais ao ambiente virtual, o
55 relatório da OCDE mostra que o papel dos livros e de textos aprofundados continua sendo primordial.
Os estudantes que disseram ler livros com mais frequência em papel do que nos meios digitais
tiveram melhores resultados em leitura em todos os países e territórios que participaram do Pisa 2018.
Além disso, esses jovens também relataram ter mais prazer com a leitura. Na mesma linha, a leitura de
livros de ficção e de textos longos também está positivamente associada a um melhor desempenho em
60 leitura na maioria dos países avaliados.
O problema é que quase a metade dos estudantes (49%) nos países da OCDE disse, na pesquisa
aplicada junto ao Pisa 2018, que só liam "se tivessem que ler". E cerca de um terço dos estudantes
pesquisados disseram que raramente ou nunca lia livros.
Nesse contexto, o incentivo a leituras de profundidade, que permitam aos alunos treinar a
65 observação de nuances no texto, é uma estratégia capaz de melhorar as habilidades de compreensão
textual tão valiosas no século XXI.
(...)
(Adaptado de: www.bbc.com/acessado em: 26.06.2023)
Sobre os dados apresentados pelo estudo da OCDE acerca dos nativos digitais - texto - é correto afirmar que o (a) (s)
Questão 38 15269581
CMB 1 Ano 2023Após a leitura do texto, responda a questão.
TEXTO
As 10 inteligências artificiais mais poderosas dos quadrinhos
[1] Como todo bom amante de fantasia e ficção científica deve saber, o conceito de
inteligência artificial é bem antigo na literatura e nos quadrinhos. Conquanto muita coisa publicada há
40 ou 50 anos parecesse absurda, várias daquelas ideias já fazem parte de nosso cotidiano, ao
utilizarmos os recursos de busca do Google ou uma assistente digital.
[5] Pensando nisso, a Canaltech preparou uma lista com as 10 inteligências artificiais mais
poderosas dos quadrinhos, seja para o bem ou para o mal, em ordem crescente, da décima para a
primeira colocação: 10ª) Skeets (DC Comics), 9ª) Professor (Marvel Comics), 8ª) Homens metálicos
(DC Comics), 7ª) Transformers (Marvel Comics/IDW Publishing), 6ª) Visão (Marvel Comics), 5ª)
Inteligência Suprema Kree (Marvel Comics), 4ª) Falange (Marvel Comics), 3ª) Ultron (Marvel
[10] Comics), 2ª) Brainiac (DC Comics) e 1ª) Caixa materna (DC Comics).
1ª) Caixa Materna (DC Comics)
Inicialmente as IAs extraterrestres dos Novos Deuses eram associadas “apenas” à
capacidade de teletransportar imediatamente as pessoas por meio de seus “Tubos de Explosão”. Mas
elas são muito mais do que isso, com propriedades que parecem mesclar magia com ciência, pois seu
[15] núcleo de processamento senciente tem um vínculo direto com a Muralha da Fonte, que originou o
Multiverso DC e guarda todas as energias e segredos da editora.
Assim, as Caixas Maternas podem curar deuses e meta-humanos, aumentar a matéria, criar
incríveis bolsões de energia, transformar outras máquinas em vida senciente, entre outras coisas — na
verdade, depende do limite da imaginação de quem escreve as histórias envolvendo essas IAs. No
[20] cinema, vocês devem se lembrar de que elas eram justamente o artefato em que o Lobo da Estepe e
Darkseid queriam pôr as mãos e que também originou o herói Ciborgue em Liga da Justiça.
Disponível em: https://canaltech.com.br/amp/quadrinhos/inteligencias-artificiais-mais-poderosas-quadrinhos-160617/. Acesso em: 16 ago. 2023. (Com adaptações)
Assinale a única alternativa em que o excerto "No cinema, vocês devem se lembrar de que elas eram justamente o artefato em que o Lobo da Estepe e Darkseid queriam pôr as mãos e que também originou o herói Ciborgue em Liga da Justiça." (último parágrafo do texto) foi reescrito sem provocar alteração no sentido original nem desobedecer às regras da modalidade escrita padrão.
Questão 36 15269528
CMB 1 Ano 2023Após a leitura do texto, responda a questão.
TEXTO
As 10 inteligências artificiais mais poderosas dos quadrinhos
[1] Como todo bom amante de fantasia e ficção científica deve saber, o conceito de
inteligência artificial é bem antigo na literatura e nos quadrinhos. Conquanto muita coisa publicada há
40 ou 50 anos parecesse absurda, várias daquelas ideias já fazem parte de nosso cotidiano, ao
utilizarmos os recursos de busca do Google ou uma assistente digital.
[5] Pensando nisso, a Canaltech preparou uma lista com as 10 inteligências artificiais mais
poderosas dos quadrinhos, seja para o bem ou para o mal, em ordem crescente, da décima para a
primeira colocação: 10ª) Skeets (DC Comics), 9ª) Professor (Marvel Comics), 8ª) Homens metálicos
(DC Comics), 7ª) Transformers (Marvel Comics/IDW Publishing), 6ª) Visão (Marvel Comics), 5ª)
Inteligência Suprema Kree (Marvel Comics), 4ª) Falange (Marvel Comics), 3ª) Ultron (Marvel
[10] Comics), 2ª) Brainiac (DC Comics) e 1ª) Caixa materna (DC Comics).
1ª) Caixa Materna (DC Comics)
Inicialmente as IAs extraterrestres dos Novos Deuses eram associadas “apenas” à
capacidade de teletransportar imediatamente as pessoas por meio de seus “Tubos de Explosão”. Mas
elas são muito mais do que isso, com propriedades que parecem mesclar magia com ciência, pois seu
[15] núcleo de processamento senciente tem um vínculo direto com a Muralha da Fonte, que originou o
Multiverso DC e guarda todas as energias e segredos da editora.
Assim, as Caixas Maternas podem curar deuses e meta-humanos, aumentar a matéria, criar
incríveis bolsões de energia, transformar outras máquinas em vida senciente, entre outras coisas — na
verdade, depende do limite da imaginação de quem escreve as histórias envolvendo essas IAs. No
[20] cinema, vocês devem se lembrar de que elas eram justamente o artefato em que o Lobo da Estepe e
Darkseid queriam pôr as mãos e que também originou o herói Ciborgue em Liga da Justiça.
Disponível em: https://canaltech.com.br/amp/quadrinhos/inteligencias-artificiais-mais-poderosas-quadrinhos-160617/. Acesso em: 16 ago. 2023. (Com adaptações)
Marque a alternativa que melhor descreve a finalidade principal do texto.
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