Questões de EFAF Português
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Questão 5 10653769
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2014Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto
Bob, um gato fora do normal.
Há uma citação famosa que diz que recebemos uma segunda chance todos os
dias, mas geralmente não a aproveitamos. Passei grande parte de minha existência
provando que isso é verdade. Mas tudo mudou no começo da primavera de 2007,
quando me tornei amigo de um gato, o Bob.
[5] Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão
de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que
de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden.
O elevador do meu prédio não estava funcionando, então minha amiga Belle e eu
seguimos em direção à escada. A lâmpada estava quebrada, e o hall de entrada, escuro
[10] como breu, mas não pude deixar de notar um par de olhos reluzindo na escuridão. Um
gato laranja estava enrolado sobre um capacho, do lado de fora de um dos
apartamentos do térreo. Era um macho.
Ele me encarou com um olhar inteligente. “Então, quem é você e o que faz
aqui?”, parecia perguntar.
[15] Eu me ajoelhei.
— Olá, companheiro. Nunca te vi antes. Você mora aqui?
Ele continuou me encarando, me analisando. Fiz carinho no seu pescoço, em
parte para ficar amigo dele e, por outro lado, para saber se usava coleira. Não usava.
Ele adorou a atenção. Seu pelo era desigual, havia falhas em alguns lugares, e
[20] ele estava visivelmente faminto. Pelo modo como encostou em mim, pude perceber que
precisava de um amigo.
— Acho que é um gato de rua — eu disse a Belle.
Belle sabia que eu adorava gatos.
— Você não pode ficar com ele, James — ela me advertiu, apontando para o
[25] capacho onde o gato estava sentado. — Provavelmente ele pertença a alguém aqui do
prédio.
Ela estava certa. A última coisa de que eu precisava naquele momento da minha
vida era de um gato. Já estava bem difícil tomar conta de mim mesmo.
Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá. Fiz novamente um carinho nele, que
[30] ronronou, agradecendo a atenção.
Com a luz do dia, pude perceber que era um animal lindo. Tinha um rosto
impressionante, com penetrantes olhos verdes. A julgar pelos arranhões em suas patas
e no focinho, devia ter-se envolvido em alguma briga ou acidente. Seu pelo era ralo e
espetado, havia buracos em vários lugares. Fiquei realmente preocupado com o bichano.
[35] Pare de se preocupar com o gato; em vez disso, preocupe-se com você mesmo,
pensei. Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden,
onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.
Ao voltar para casa, já era tarde — quase dez horas. Desci apressado pelo
corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora. Parte de
[40] mim ficou desapontada, porém, mais do que tudo, fiquei aliviado.
No dia seguinte, meu coração deu um pulo ao vê-lo novamente, no mesmo lugar.
Ele estava mais fraco e mais desgrenhado que nunca. Parecia faminto e com frio, pois
estava tremendo.
Talvez estivesse na hora de Bob encontrar um novo dono. Talvez ele tenha
[45] encontrado em mim sua alma gêmea.
Foi, então, que tomei uma decisão ali mesmo.
— Vem comigo! — exclamei.
Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento. Eu tinha agora uma
companhia.
Extraído e adaptado de BOWEN, James. Bob: um gato fora do normal.
Ribeirão Preto: Novo Conceito Ed., 2014.
Vocabulário:
1. hall (linha 09) – corredor de passagem para chegar a algum lugar.
2. breu (linha 10) – escuro.
3. ronronou (linha 30) – produziu ruído (os felinos).
Em “Passei grande parte de minha existência provando que isso é verdade“ (linhas 02-03), o pronome isso se refere
Questão 4 10653762
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2014Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto
Bob, um gato fora do normal.
Há uma citação famosa que diz que recebemos uma segunda chance todos os
dias, mas geralmente não a aproveitamos. Passei grande parte de minha existência
provando que isso é verdade. Mas tudo mudou no começo da primavera de 2007,
quando me tornei amigo de um gato, o Bob.
[5] Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão
de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que
de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden.
O elevador do meu prédio não estava funcionando, então minha amiga Belle e eu
seguimos em direção à escada. A lâmpada estava quebrada, e o hall de entrada, escuro
[10] como breu, mas não pude deixar de notar um par de olhos reluzindo na escuridão. Um
gato laranja estava enrolado sobre um capacho, do lado de fora de um dos
apartamentos do térreo. Era um macho.
Ele me encarou com um olhar inteligente. “Então, quem é você e o que faz
aqui?”, parecia perguntar.
[15] Eu me ajoelhei.
— Olá, companheiro. Nunca te vi antes. Você mora aqui?
Ele continuou me encarando, me analisando. Fiz carinho no seu pescoço, em
parte para ficar amigo dele e, por outro lado, para saber se usava coleira. Não usava.
Ele adorou a atenção. Seu pelo era desigual, havia falhas em alguns lugares, e
[20] ele estava visivelmente faminto. Pelo modo como encostou em mim, pude perceber que
precisava de um amigo.
— Acho que é um gato de rua — eu disse a Belle.
Belle sabia que eu adorava gatos.
— Você não pode ficar com ele, James — ela me advertiu, apontando para o
[25] capacho onde o gato estava sentado. — Provavelmente ele pertença a alguém aqui do
prédio.
Ela estava certa. A última coisa de que eu precisava naquele momento da minha
vida era de um gato. Já estava bem difícil tomar conta de mim mesmo.
Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá. Fiz novamente um carinho nele, que
[30] ronronou, agradecendo a atenção.
Com a luz do dia, pude perceber que era um animal lindo. Tinha um rosto
impressionante, com penetrantes olhos verdes. A julgar pelos arranhões em suas patas
e no focinho, devia ter-se envolvido em alguma briga ou acidente. Seu pelo era ralo e
espetado, havia buracos em vários lugares. Fiquei realmente preocupado com o bichano.
[35] Pare de se preocupar com o gato; em vez disso, preocupe-se com você mesmo,
pensei. Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden,
onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.
Ao voltar para casa, já era tarde — quase dez horas. Desci apressado pelo
corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora. Parte de
[40] mim ficou desapontada, porém, mais do que tudo, fiquei aliviado.
No dia seguinte, meu coração deu um pulo ao vê-lo novamente, no mesmo lugar.
Ele estava mais fraco e mais desgrenhado que nunca. Parecia faminto e com frio, pois
estava tremendo.
Talvez estivesse na hora de Bob encontrar um novo dono. Talvez ele tenha
[45] encontrado em mim sua alma gêmea.
Foi, então, que tomei uma decisão ali mesmo.
— Vem comigo! — exclamei.
Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento. Eu tinha agora uma
companhia.
Extraído e adaptado de BOWEN, James. Bob: um gato fora do normal.
Ribeirão Preto: Novo Conceito Ed., 2014.
Vocabulário:
1. hall (linha 09) – corredor de passagem para chegar a algum lugar.
2. breu (linha 10) – escuro.
3. ronronou (linha 30) – produziu ruído (os felinos).
Se o narrador da história fosse Belle, a frase “Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua” (linhas 36-37) poderia ser reescrita, mantendo a coerência, como:
Questão 3 10653735
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2014Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto
Bob, um gato fora do normal.
Há uma citação famosa que diz que recebemos uma segunda chance todos os
dias, mas geralmente não a aproveitamos. Passei grande parte de minha existência
provando que isso é verdade. Mas tudo mudou no começo da primavera de 2007,
quando me tornei amigo de um gato, o Bob.
[5] Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão
de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que
de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden.
O elevador do meu prédio não estava funcionando, então minha amiga Belle e eu
seguimos em direção à escada. A lâmpada estava quebrada, e o hall de entrada, escuro
[10] como breu, mas não pude deixar de notar um par de olhos reluzindo na escuridão. Um
gato laranja estava enrolado sobre um capacho, do lado de fora de um dos
apartamentos do térreo. Era um macho.
Ele me encarou com um olhar inteligente. “Então, quem é você e o que faz
aqui?”, parecia perguntar.
[15] Eu me ajoelhei.
— Olá, companheiro. Nunca te vi antes. Você mora aqui?
Ele continuou me encarando, me analisando. Fiz carinho no seu pescoço, em
parte para ficar amigo dele e, por outro lado, para saber se usava coleira. Não usava.
Ele adorou a atenção. Seu pelo era desigual, havia falhas em alguns lugares, e
[20] ele estava visivelmente faminto. Pelo modo como encostou em mim, pude perceber que
precisava de um amigo.
— Acho que é um gato de rua — eu disse a Belle.
Belle sabia que eu adorava gatos.
— Você não pode ficar com ele, James — ela me advertiu, apontando para o
[25] capacho onde o gato estava sentado. — Provavelmente ele pertença a alguém aqui do
prédio.
Ela estava certa. A última coisa de que eu precisava naquele momento da minha
vida era de um gato. Já estava bem difícil tomar conta de mim mesmo.
Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá. Fiz novamente um carinho nele, que
[30] ronronou, agradecendo a atenção.
Com a luz do dia, pude perceber que era um animal lindo. Tinha um rosto
impressionante, com penetrantes olhos verdes. A julgar pelos arranhões em suas patas
e no focinho, devia ter-se envolvido em alguma briga ou acidente. Seu pelo era ralo e
espetado, havia buracos em vários lugares. Fiquei realmente preocupado com o bichano.
[35] Pare de se preocupar com o gato; em vez disso, preocupe-se com você mesmo,
pensei. Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden,
onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.
Ao voltar para casa, já era tarde — quase dez horas. Desci apressado pelo
corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora. Parte de
[40] mim ficou desapontada, porém, mais do que tudo, fiquei aliviado.
No dia seguinte, meu coração deu um pulo ao vê-lo novamente, no mesmo lugar.
Ele estava mais fraco e mais desgrenhado que nunca. Parecia faminto e com frio, pois
estava tremendo.
Talvez estivesse na hora de Bob encontrar um novo dono. Talvez ele tenha
[45] encontrado em mim sua alma gêmea.
Foi, então, que tomei uma decisão ali mesmo.
— Vem comigo! — exclamei.
Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento. Eu tinha agora uma
companhia.
Extraído e adaptado de BOWEN, James. Bob: um gato fora do normal.
Ribeirão Preto: Novo Conceito Ed., 2014.
Vocabulário:
1. hall (linha 09) – corredor de passagem para chegar a algum lugar.
2. breu (linha 10) – escuro.
3. ronronou (linha 30) – produziu ruído (os felinos).
Analise os trechos sublinhados das frases abaixo e marque (F) se indicar um FATO ou (O) uma OPINIÃO sobre determinado fato.
Depois, escolha a alternativa que corresponda à resposta correta.
( ) “Ele me encarou com um olhar inteligente.” (linha 13)
( ) “Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá.” (linha 29)
( ) “Desci apressado pelo corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora.” (linhas 38-39)
( ) “Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento.” (linha 48)
( ) “Eu tinha agora uma companhia.” (linhas 48-49)
Questão 2 10653729
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2014Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto
Bob, um gato fora do normal.
Há uma citação famosa que diz que recebemos uma segunda chance todos os
dias, mas geralmente não a aproveitamos. Passei grande parte de minha existência
provando que isso é verdade. Mas tudo mudou no começo da primavera de 2007,
quando me tornei amigo de um gato, o Bob.
[5] Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão
de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que
de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden.
O elevador do meu prédio não estava funcionando, então minha amiga Belle e eu
seguimos em direção à escada. A lâmpada estava quebrada, e o hall de entrada, escuro
[10] como breu, mas não pude deixar de notar um par de olhos reluzindo na escuridão. Um
gato laranja estava enrolado sobre um capacho, do lado de fora de um dos
apartamentos do térreo. Era um macho.
Ele me encarou com um olhar inteligente. “Então, quem é você e o que faz
aqui?”, parecia perguntar.
[15] Eu me ajoelhei.
— Olá, companheiro. Nunca te vi antes. Você mora aqui?
Ele continuou me encarando, me analisando. Fiz carinho no seu pescoço, em
parte para ficar amigo dele e, por outro lado, para saber se usava coleira. Não usava.
Ele adorou a atenção. Seu pelo era desigual, havia falhas em alguns lugares, e
[20] ele estava visivelmente faminto. Pelo modo como encostou em mim, pude perceber que
precisava de um amigo.
— Acho que é um gato de rua — eu disse a Belle.
Belle sabia que eu adorava gatos.
— Você não pode ficar com ele, James — ela me advertiu, apontando para o
[25] capacho onde o gato estava sentado. — Provavelmente ele pertença a alguém aqui do
prédio.
Ela estava certa. A última coisa de que eu precisava naquele momento da minha
vida era de um gato. Já estava bem difícil tomar conta de mim mesmo.
Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá. Fiz novamente um carinho nele, que
[30] ronronou, agradecendo a atenção.
Com a luz do dia, pude perceber que era um animal lindo. Tinha um rosto
impressionante, com penetrantes olhos verdes. A julgar pelos arranhões em suas patas
e no focinho, devia ter-se envolvido em alguma briga ou acidente. Seu pelo era ralo e
espetado, havia buracos em vários lugares. Fiquei realmente preocupado com o bichano.
[35] Pare de se preocupar com o gato; em vez disso, preocupe-se com você mesmo,
pensei. Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden,
onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.
Ao voltar para casa, já era tarde — quase dez horas. Desci apressado pelo
corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora. Parte de
[40] mim ficou desapontada, porém, mais do que tudo, fiquei aliviado.
No dia seguinte, meu coração deu um pulo ao vê-lo novamente, no mesmo lugar.
Ele estava mais fraco e mais desgrenhado que nunca. Parecia faminto e com frio, pois
estava tremendo.
Talvez estivesse na hora de Bob encontrar um novo dono. Talvez ele tenha
[45] encontrado em mim sua alma gêmea.
Foi, então, que tomei uma decisão ali mesmo.
— Vem comigo! — exclamei.
Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento. Eu tinha agora uma
companhia.
Extraído e adaptado de BOWEN, James. Bob: um gato fora do normal.
Ribeirão Preto: Novo Conceito Ed., 2014.
Vocabulário:
1. hall (linha 09) – corredor de passagem para chegar a algum lugar.
2. breu (linha 10) – escuro.
3. ronronou (linha 30) – produziu ruído (os felinos).
Enumere as frases abaixo de acordo com a ordem em que os fatos aparecem no texto.
Depois, escolha a alternativa que corresponda à resposta correta.
( ) James e Belle viram, pela primeira vez, o gato laranja porque precisaram usar a escada do prédio.
( ) James ficou desapontado, mas, principalmente, aliviado quando não encontrou o gato laranja no corredor.
( ) A previsão de mau tempo levou James a voltar para casa mais cedo do que de costume.
( ) O rapaz fez carinho no pescoço do animal para ficar seu amigo e, também, para saber se usava coleira.
( ) A companhia do gato, em seu apartamento, provocou em James uma sensação boa.
Questão 1 10653685
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2014Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto
Bob, um gato fora do normal.
Há uma citação famosa que diz que recebemos uma segunda chance todos os
dias, mas geralmente não a aproveitamos. Passei grande parte de minha existência
provando que isso é verdade. Mas tudo mudou no começo da primavera de 2007,
quando me tornei amigo de um gato, o Bob.
[5] Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão
de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que
de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden.
O elevador do meu prédio não estava funcionando, então minha amiga Belle e eu
seguimos em direção à escada. A lâmpada estava quebrada, e o hall de entrada, escuro
[10] como breu, mas não pude deixar de notar um par de olhos reluzindo na escuridão. Um
gato laranja estava enrolado sobre um capacho, do lado de fora de um dos
apartamentos do térreo. Era um macho.
Ele me encarou com um olhar inteligente. “Então, quem é você e o que faz
aqui?”, parecia perguntar.
[15] Eu me ajoelhei.
— Olá, companheiro. Nunca te vi antes. Você mora aqui?
Ele continuou me encarando, me analisando. Fiz carinho no seu pescoço, em
parte para ficar amigo dele e, por outro lado, para saber se usava coleira. Não usava.
Ele adorou a atenção. Seu pelo era desigual, havia falhas em alguns lugares, e
[20] ele estava visivelmente faminto. Pelo modo como encostou em mim, pude perceber que
precisava de um amigo.
— Acho que é um gato de rua — eu disse a Belle.
Belle sabia que eu adorava gatos.
— Você não pode ficar com ele, James — ela me advertiu, apontando para o
[25] capacho onde o gato estava sentado. — Provavelmente ele pertença a alguém aqui do
prédio.
Ela estava certa. A última coisa de que eu precisava naquele momento da minha
vida era de um gato. Já estava bem difícil tomar conta de mim mesmo.
Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá. Fiz novamente um carinho nele, que
[30] ronronou, agradecendo a atenção.
Com a luz do dia, pude perceber que era um animal lindo. Tinha um rosto
impressionante, com penetrantes olhos verdes. A julgar pelos arranhões em suas patas
e no focinho, devia ter-se envolvido em alguma briga ou acidente. Seu pelo era ralo e
espetado, havia buracos em vários lugares. Fiquei realmente preocupado com o bichano.
[35] Pare de se preocupar com o gato; em vez disso, preocupe-se com você mesmo,
pensei. Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden,
onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.
Ao voltar para casa, já era tarde — quase dez horas. Desci apressado pelo
corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora. Parte de
[40] mim ficou desapontada, porém, mais do que tudo, fiquei aliviado.
No dia seguinte, meu coração deu um pulo ao vê-lo novamente, no mesmo lugar.
Ele estava mais fraco e mais desgrenhado que nunca. Parecia faminto e com frio, pois
estava tremendo.
Talvez estivesse na hora de Bob encontrar um novo dono. Talvez ele tenha
[45] encontrado em mim sua alma gêmea.
Foi, então, que tomei uma decisão ali mesmo.
— Vem comigo! — exclamei.
Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento. Eu tinha agora uma
companhia.
Extraído e adaptado de BOWEN, James. Bob: um gato fora do normal.
Ribeirão Preto: Novo Conceito Ed., 2014.
Vocabulário:
1. hall (linha 09) – corredor de passagem para chegar a algum lugar.
2. breu (linha 10) – escuro.
3. ronronou (linha 30) – produziu ruído (os felinos).
Considerando o texto, não se pode afirmar que se trata
Questão 24 10576746
FAETEC 2014Sobre os componentes da frase “Vamos fazer uma pesquisa para saber se a sociedade é contra ou a favor do uso de animais em laboratórios”, podemos afirmar corretamente que:
06
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