Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 7 10726378
CMJF 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa (Prova 1) 2014TEXTO




Disponível em: www.nomundodamatemagica.blogspot Acesso em 23 set. 2014.
Texto adaptado.
Em relação ao texto, Turma da Mônica em: Dorinha, a nova amiguinha, pode-se afirmar que:
Questão 6 10726376
CMJF 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa (Prova 1) 2014TEXTO
O coelhinho de orelhas azuis
Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar com eles e preferiu estar sozinho,
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
[5] sua tristeza, mas a lua nunca tlhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sitio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e riam-se dele.
"O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis."
[10] Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
- Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés disse o coelhinho.
[15] Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar
- Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
[20] "É exatamente disso que estou precisando!, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
- Agora faço parte da corporação dos cozinheiros-disse o coelhinho. Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
[25] azuis. Começaram então a rir e a gritar
- Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
"É exatamente disso que estou precisando, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
[30] baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores. -Agora pertenço à corporação dos jardineiros disse a coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar
[35] - Você não é um jardineira de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas por baixo do chapéu de palhaço.
[40] No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas. Agora pertenço à corporação dos palhaços disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar
- Você não é um palhaço de verdade!
[45] O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
[50] - Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis
- Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um regato no meio de um bosque.
[55] - Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho, Al, o coelhinho descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
[60] Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
[65] O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.
Max Bolligers S Risesfasch, AT Vardag, 1990 Disponivel em: http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/
Acesso em 26 ago. 2014. Texto readaptado.
Vocabulário do texto
manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: individuo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego,
desatar, começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.
No texto, O coelhinho de orelhas azuis, pode-se afirmar que:
Questão 5 10726370
CMJF 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa (Prova 1) 2014Leia os textos e assinale uma única alternativa da questão a seguir.
TEXTO I
Educar a criança com valores. A Tolerância

[...]
Ser tolerante é o mesmo que ser respeitoso,
bondoso e atencioso com os demais.
É uma qualidade pessoal que se define como respeito às ideias, crenças ou
práticas dos outros, ainda que diferentes e contrárias às
[5] nossas. Ser tolerante è ser condescendente com alguém e não impedir que se faça o que desejarem. É aceitar
e admitir a diferença ou a diversidade. É respeitar a opinião
dos outros.
[...]
[10] A tolerância tem um papel muito importante nas
relações das crianças com seus amigos e familiares. É
importante que elas escutem as ideias e as opiniões dos
seus amigos, que aceitem seus pontos de vista ainda que
sejam muito diferentes dos seus e que consigam conviver
[15] bem durante um jogo, alguma atividade ou em sala de
aula. A tolerância Ihes ajuda a terem uma boa integração
em grupo ou equipe.
Disponível em: guiainfantil.com/meterias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-a-toleraAcessa em 26 ago. 2014.
Disponível em: guiainfantil.com/materias/educacaol=valoreducar-a-acrianca-com-valores-o-respeito-a-diversidade/
Acesso em 26 ago. 2014
Vocabulário do texto
condescendente: compreensivo, bondoso.
diversidade: pluralidade, variação.
TEXTO II
O coelhinho de orelhas azuis
Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar com eles e preferiu estar sozinho,
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
[5] sua tristeza, mas a lua nunca tlhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sitio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e riam-se dele.
"O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis."
[10] Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
- Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés disse o coelhinho.
[15] Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar
- Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
[20] "É exatamente disso que estou precisando!, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
- Agora faço parte da corporação dos cozinheiros-disse o coelhinho. Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
[25] azuis. Começaram então a rir e a gritar
- Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
"É exatamente disso que estou precisando, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
[30] baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores. -Agora pertenço à corporação dos jardineiros disse a coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar
[35] - Você não é um jardineira de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas por baixo do chapéu de palhaço.
[40] No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas. Agora pertenço à corporação dos palhaços disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar
- Você não é um palhaço de verdade!
[45] O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
[50] - Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis
- Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um regato no meio de um bosque.
[55] - Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho, Al, o coelhinho descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
[60] Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
[65] O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.
Max Bolligers S Risesfasch, AT Vardag, 1990 Disponivel em: http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/
Acesso em 26 ago. 2014. Texto readaptado.
Vocabulário do texto
manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: individuo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego,
desatar, começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.
Em relação ao texto I, Educar a criança com valores. A tolerância, e ao texto II, O coelhinho de orelhas azuis, pode-se afirmar que:
Questão 4 10726367
CMJF 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa (Prova 1) 2014TEXTO
O coelhinho de orelhas azuis
Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar com eles e preferiu estar sozinho,
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
[5] sua tristeza, mas a lua nunca tlhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sitio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e riam-se dele.
"O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis."
[10] Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
- Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés disse o coelhinho.
[15] Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar
- Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
[20] "É exatamente disso que estou precisando!, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
- Agora faço parte da corporação dos cozinheiros-disse o coelhinho. Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
[25] azuis. Começaram então a rir e a gritar
- Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
"É exatamente disso que estou precisando, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
[30] baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores. -Agora pertenço à corporação dos jardineiros disse a coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar
[35] - Você não é um jardineira de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas por baixo do chapéu de palhaço.
[40] No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas. Agora pertenço à corporação dos palhaços disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar
- Você não é um palhaço de verdade!
[45] O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
[50] - Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis
- Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um regato no meio de um bosque.
[55] - Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho, Al, o coelhinho descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
[60] Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
[65] O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.
Max Bolligers S Risesfasch, AT Vardag, 1990 Disponivel em: http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/
Acesso em 26 ago. 2014. Texto readaptado.
Vocabulário do texto
manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: individuo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego,
desatar, começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.
Em se tratando das características do texto, O coelhinho de orelhas azuis, assinale a alternativa correta:
Questão 3 10726362
CMJF 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa (Prova 1) 2014TEXTO
O coelhinho de orelhas azuis
Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar com eles e preferiu estar sozinho,
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
[5] sua tristeza, mas a lua nunca tlhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sitio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e riam-se dele.
"O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis."
[10] Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
- Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés disse o coelhinho.
[15] Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar
- Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
[20] "É exatamente disso que estou precisando!, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
- Agora faço parte da corporação dos cozinheiros-disse o coelhinho. Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
[25] azuis. Começaram então a rir e a gritar
- Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
"É exatamente disso que estou precisando, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
[30] baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores. -Agora pertenço à corporação dos jardineiros disse a coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar
[35] - Você não é um jardineira de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas por baixo do chapéu de palhaço.
[40] No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas. Agora pertenço à corporação dos palhaços disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar
- Você não é um palhaço de verdade!
[45] O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
[50] - Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis
- Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um regato no meio de um bosque.
[55] - Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho, Al, o coelhinho descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
[60] Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
[65] O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.
Max Bolligers S Risesfasch, AT Vardag, 1990 Disponivel em: http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/
Acesso em 26 ago. 2014. Texto readaptado.
Vocabulário do texto
manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: individuo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego,
desatar, começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.
Tendo em vista o texto, O coelhinho de orelhas azuis, assinale a alternativa em que o trecho está analisado corretamente:
Questão 2 10726359
CMJF 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa (Prova 1) 2014TEXTO
O coelhinho de orelhas azuis
Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar com eles e preferiu estar sozinho,
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
[5] sua tristeza, mas a lua nunca tlhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sitio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e riam-se dele.
"O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis."
[10] Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
- Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés disse o coelhinho.
[15] Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar
- Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
[20] "É exatamente disso que estou precisando!, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
- Agora faço parte da corporação dos cozinheiros-disse o coelhinho. Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
[25] azuis. Começaram então a rir e a gritar
- Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
"É exatamente disso que estou precisando, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
[30] baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores. -Agora pertenço à corporação dos jardineiros disse a coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar
[35] - Você não é um jardineira de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas por baixo do chapéu de palhaço.
[40] No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas. Agora pertenço à corporação dos palhaços disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar
- Você não é um palhaço de verdade!
[45] O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
"É exatamente disso que estou precisando!", pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
[50] - Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis
- Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um regato no meio de um bosque.
[55] - Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho, Al, o coelhinho descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
[60] Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
[65] O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.
Max Bolligers S Risesfasch, AT Vardag, 1990 Disponivel em: http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/
Acesso em 26 ago. 2014. Texto readaptado.
Vocabulário do texto
manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: individuo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego,
desatar, começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.
Em relação ao texto, O coelhinho de orelhas azuis, assinale a alternativa correta:
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