Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 33 15290604
CMRJ 1 Ano Ensino Fundamental 2023Os jovens NÃO SÃO TÃO tecnológicos
A experiência surgiu na contratação de estagiários para que cumprissem tarefas básicas como
copiar arquivos, criar pastas, acessar a internet e fazer download de programas. Os atuais jovens, com
faixa entre 15 e 18 anos, não são tão tecnologicamente íntimos como se falava alguns anos atrás. Não
sabem operar um computador ou notebook, nem criar pastas e muito menos instalar drivers. Imagina,
então, formatar um HD e instalar um sistema operacional como Windows? Nem pensar! E se for falar do
Linux, então? Corre o risco de imaginarem ser uma nova rede social. Essa experiência foi vivenciada
quando a Info Usado contratou estagiários para funções básicas na empresa e necessitava-se operar
notebook. Até então, 5 jovens com idades de 16 ou 17 já haviam passado pela empresa. Apenas
conseguia trabalhar perfeitamente em um computador e, para o restante, foi necessário, às vezes,
deslocar um profissional experiente para ensinar o estagiário a acessar a internet por um navegador, por
exemplo. A dificuldade foi que era preciso repetir a instrução semanalmente de como baixar um
programa e copiá-lo em uma pasta específica, mesmo em alguns casos quando esta mesma tarefa havia
sido feita no dia anterior.
Esses jovens pertencem à Geração Ze são nascidos a partir de 1995 até 2010. Não é um
desmerecimento deles, mas uma observação de que, quando a internet passou a se popularizar no Brasil
em 2005 e 2006, a televisão comentava exponencialmente da Geração Z de uma forma que dominariam o
mundo da tecnologia. Não é bem assim. Ser informatizado não é o mesmo que saber usar um TIK TOK ou
um Instagram, esses são aplicativos para distração e são poucos os jovens que conseguem fazer das
redes sociais a fonte de receita.
(...)
Para quem vivenciou a época analógica que dependia, às vezes, de uma Barsa para fazer uma
pesquisa ou trabalho de escola ou a dificuldade que era para obter programas, drivers, músicas e filmes, a
internet se tornou revolucionária por facilitar a comunicação e conhecimento e não deveria ser usada
exclusivamente para trocas de memes. Sem contar no sentido de empobrecimento, os efeitos do uso
constante de redes sociais trazem prejuízos psicológicos e de comparação entre pessoas. Por ser uma
vitrine em que cada um mostra a sua melhor versão, mesmo que enganosa, como ficam as pessoas que
estão em momentos difíceis da sua vida?
Mesmo que o smartphone reuniu muitas tecnologias em um aparelho bastante portátil, uma tela
de 4" não é confortável o bastante para leituras de textos ou aprendizado de cursos em vídeos. É
incômodo fazer um curso pelo smartphone porque é dificultoso fazer anotações ou fichamentos do
conteúdo aprendido, principalmente quando os assuntos são teóricos e técnicos. Além disso, o
computador é mais barato que um smartphone se for bem escolhido e não precisa ser novo, pode ser
uma peça de segunda mão. Contudo, um smartphone ponta de linha não é apenas um aparelho no
bolso, tornou-se um símbolo de status social. (...)
(Adaptado de: www.blog.infousado.com.br/acessado em: 26.06.2023)
Releia o trecho a seguir, extraído do texto:
"Mesmo que o smartphone reuniu muitas tecnologias em um aparelho bastante portátil, uma tela de 4" não é
confortável o bastante para leituras de textos ou aprendizado de cursos em vídeos."
No fragmento acima, há uma importante inadequação em relação ao uso da norma-padrão, constatada pelo uso de
Questão 32 15290527
CMRJ 1 Ano Ensino Fundamental 2023Os jovens NÃO SÃO TÃO tecnológicos
A experiência surgiu na contratação de estagiários para que cumprissem tarefas básicas como
copiar arquivos, criar pastas, acessar a internet e fazer download de programas. Os atuais jovens, com
faixa entre 15 e 18 anos, não são tão tecnologicamente íntimos como se falava alguns anos atrás. Não
sabem operar um computador ou notebook, nem criar pastas e muito menos instalar drivers. Imagina,
então, formatar um HD e instalar um sistema operacional como Windows? Nem pensar! E se for falar do
Linux, então? Corre o risco de imaginarem ser uma nova rede social. Essa experiência foi vivenciada
quando a Info Usado contratou estagiários para funções básicas na empresa e necessitava-se operar
notebook. Até então, 5 jovens com idades de 16 ou 17 já haviam passado pela empresa. Apenas
conseguia trabalhar perfeitamente em um computador e, para o restante, foi necessário, às vezes,
deslocar um profissional experiente para ensinar o estagiário a acessar a internet por um navegador, por
exemplo. A dificuldade foi que era preciso repetir a instrução semanalmente de como baixar um
programa e copiá-lo em uma pasta específica, mesmo em alguns casos quando esta mesma tarefa havia
sido feita no dia anterior.
Esses jovens pertencem à Geração Ze são nascidos a partir de 1995 até 2010. Não é um
desmerecimento deles, mas uma observação de que, quando a internet passou a se popularizar no Brasil
em 2005 e 2006, a televisão comentava exponencialmente da Geração Z de uma forma que dominariam o
mundo da tecnologia. Não é bem assim. Ser informatizado não é o mesmo que saber usar um TIK TOK ou
um Instagram, esses são aplicativos para distração e são poucos os jovens que conseguem fazer das
redes sociais a fonte de receita.
(...)
Para quem vivenciou a época analógica que dependia, às vezes, de uma Barsa para fazer uma
pesquisa ou trabalho de escola ou a dificuldade que era para obter programas, drivers, músicas e filmes, a
internet se tornou revolucionária por facilitar a comunicação e conhecimento e não deveria ser usada
exclusivamente para trocas de memes. Sem contar no sentido de empobrecimento, os efeitos do uso
constante de redes sociais trazem prejuízos psicológicos e de comparação entre pessoas. Por ser uma
vitrine em que cada um mostra a sua melhor versão, mesmo que enganosa, como ficam as pessoas que
estão em momentos difíceis da sua vida?
Mesmo que o smartphone reuniu muitas tecnologias em um aparelho bastante portátil, uma tela
de 4" não é confortável o bastante para leituras de textos ou aprendizado de cursos em vídeos. É
incômodo fazer um curso pelo smartphone porque é dificultoso fazer anotações ou fichamentos do
conteúdo aprendido, principalmente quando os assuntos são teóricos e técnicos. Além disso, o
computador é mais barato que um smartphone se for bem escolhido e não precisa ser novo, pode ser
uma peça de segunda mão. Contudo, um smartphone ponta de linha não é apenas um aparelho no
bolso, tornou-se um símbolo de status social. (...)
(Adaptado de: www.blog.infousado.com.br/acessado em: 26.06.2023)
O autor do texto apresenta uma série de prejuízos sociais e psicológicos advindos do mau uso da tecnologia pela geração Z. Da lista desses danos, aquele que é elencado como de maior gravidade pelo autor, levando-se em conta as marcas discursivas empregadas, é a
Questão 31 15290515
CMRJ 1 Ano Ensino Fundamental 2023
(Fonte: www.pinterest.com/ acessado em: 26.06.2023)
Se fôssemos conectar o 1º período da tirinha ao 2º, construindo assim um período composto, o melhor conector a ser empregado, mantendo-se a intencionalidade irônica do texto e a sua linguagem não-verbal, seria:
Questão 30 15290488
CMRJ 1 Ano Ensino Fundamental 2023
(Fonte: www.pinterest.com/ acessado em: 26.06.2023)
O texto é uma tirinha cujo objetivo é o de promover reflexões informais acerca do impacto da tecnologia no contexto atual e, por isso, não segue adequadamente à norma-padrão. Com base nessas reflexões, é possível inferir que o analfabeto funcional digital é aquele que emprega seu tempo na internet para
Questão 29 15290474
CMRJ 1 Ano Ensino Fundamental 2023'Nativos digitais' não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE
A familiaridade dos adolescentes atuais com a tecnologia, que faz deles nativos digitais, não os torna automaticamente habilitados para compreender, distinguir e usar de modo eficiente o conhecimento disponível na internet
1 Pelo contrário, os dados sugerem que eles são, em grande parte, incapazes de compreender
nuances ou ambiguidades em textos online, localizar materiais confiáveis em buscas de internet ou em
conteúdo de e-mails e redes sociais, avaliar a credibilidade de fontes de informação ou mesmo distinguir
fatos de opiniões.
5 As conclusões foram apresentadas pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico) em seminário virtual na última quarta-feira (26/05), com base no relatório Leitores do Século
21 - Desenvolvendo Habilidades de Alfabetização em um Mundo Digital. O relatório, divulgado no início
do mês, mostra as habilidades de interpretação de texto dos alunos de 15 anos avaliados no Pisa, exame
internacional aplicado pela OCDE em 2018 em estudantes de 79 países ou territórios, inclusive no Brasil.
10 Os dados são preocupantes: no Brasil, apenas um terço (33%) dos estudantes foi capaz de
distinguir fatos de opiniões em uma das perguntas aplicadas no Pisa. Na média dos países da OCDE, esse
índice era de 47%, o que mostra que, mesmo no grupo de países mais desenvolvidos, mais da metade
dos estudantes de 15 anos não demonstrou, em média, capacidade de fazer distinção entre fato
opinião.
15 Segundo o estudo, apenas metade dos estudantes em países da OCDE disseram ser ensinados na
escola para reconhecer se a informação que estão lendo é enviesada, e 40% dos alunos nesses países
foram incapazes de reconhecer os perigos de se clicar em links de e-mails de phishing, por exemplo.
As habilidades de navegação foram consideradas altamente eficientes para 24% dos estudantes
na média da OCDE, e para apenas 15% dos estudantes no Brasil. As consequências disso são profundas à
20 inserção no mundo do trabalho e para o exercício da cidadania, uma vez que pessoas que não sejam
capazes de compreender textos plenamente estarão, em teoria, menos aptas para ocupar empregos de
alta complexidade - e, ao mesmo tempo, serão presas mais fáceis para o ambiente de desinformação que
floresce na internet e nas redes sociais.
"Ter nascido na era digital e ser um nativo digital não significa que você vai ter habilidades digitais
25 para usar a tecnologia de modo eficaz", afirmou no seminário Andreas Schleicher, diretor de educação da
OCDE.
Mais tecnologia não equivale a mais alfabetização midiática
30 Os resultados também mostram que, apesar de sua crescente familiaridade com a tecnologia, os
jovens não necessariamente aprendem instintivamente as habilidades necessárias para usar essa
tecnologia para obter informações confiáveis.
De modo geral, o maior acesso à tecnologia entre os jovens nos últimos anos não se traduziu
tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
35 tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
evoluíram pouco nas avaliações do Pisa feitas entre 2000 e 2018, apesar das enormes mudanças sociais e
digitais vividas pela comunidade global nesse intervalo de tempo.
Mais do que contato constante com a tecnologia, Schleicher defendeu que são a "aprendizagem
tradicional" e o engajamento de professores que farão a diferença em dar aos alunos a capacidade de
entender diferentes perspectivas em um texto e serem capazes de identificar nuances e opiniões.
40 O relatório mostra que, em sistemas educacionais nos quais essas habilidades digitais são
ativamente ensinadas, estudantes pareceram mais capazes de distinguir fatos de opiniões. Mas Schleicher
destacou que é um problema que ultrapassa os muros da escola e exaltou o trabalho de países que já
têm uma cultura mais enraizada de leitura e alfabetização, como Dinamarca, Finlândia, Estônia e Japão.
Ele ressalta, porém, que o tema exige muito mais estudos e discussões na sociedade. "Ainda não
45 temos a resposta de por que alguns países se saem melhor" em alfabetização digital, afirmou.
O que se sabe é que o educador tem um papel central nisso, à medida que mudam as habilidades
exigidas dos estudantes: no século XX, esperava-se que um aluno obtivesse conhecimento de fontes
pré-curadas, como enciclopédias.
Hoje, ele precisa aprender a distinguir o que é relevante entre milhares de resultados de uma
50 busca no Google; precisa ser capaz de construir conhecimento e validá-lo, opina a OCDE. "Os educadores
precisarão ser grandes mentores, mobilizadores e guias" nesse processo, afirmou Schleicher.
O poder persistente dos livros
Embora a leitura esteja mais fragmentada e migrando cada vez mais ao ambiente virtual, o
55 relatório da OCDE mostra que o papel dos livros e de textos aprofundados continua sendo primordial.
Os estudantes que disseram ler livros com mais frequência em papel do que nos meios digitais
tiveram melhores resultados em leitura em todos os países e territórios que participaram do Pisa 2018.
Além disso, esses jovens também relataram ter mais prazer com a leitura. Na mesma linha, a leitura de
livros de ficção e de textos longos também está positivamente associada a um melhor desempenho em
60 leitura na maioria dos países avaliados.
O problema é que quase a metade dos estudantes (49%) nos países da OCDE disse, na pesquisa
aplicada junto ao Pisa 2018, que só liam "se tivessem que ler". E cerca de um terço dos estudantes
pesquisados disseram que raramente ou nunca lia livros.
Nesse contexto, o incentivo a leituras de profundidade, que permitam aos alunos treinar a
65 observação de nuances no texto, é uma estratégia capaz de melhorar as habilidades de compreensão
textual tão valiosas no século XXI.
(...)
(Adaptado de: www.bbc.com/acessado em: 26.06.2023)
Sobre as informações abordadas pelo último tópico do texto - "O poder persistente dos livros" - é correto afirmar que a
Questão 28 15290459
CMRJ 1 Ano Ensino Fundamental 2023'Nativos digitais' não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE
A familiaridade dos adolescentes atuais com a tecnologia, que faz deles nativos digitais, não os torna automaticamente habilitados para compreender, distinguir e usar de modo eficiente o conhecimento disponível na internet
1 Pelo contrário, os dados sugerem que eles são, em grande parte, incapazes de compreender
nuances ou ambiguidades em textos online, localizar materiais confiáveis em buscas de internet ou em
conteúdo de e-mails e redes sociais, avaliar a credibilidade de fontes de informação ou mesmo distinguir
fatos de opiniões.
5 As conclusões foram apresentadas pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico) em seminário virtual na última quarta-feira (26/05), com base no relatório Leitores do Século
21 - Desenvolvendo Habilidades de Alfabetização em um Mundo Digital. O relatório, divulgado no início
do mês, mostra as habilidades de interpretação de texto dos alunos de 15 anos avaliados no Pisa, exame
internacional aplicado pela OCDE em 2018 em estudantes de 79 países ou territórios, inclusive no Brasil.
10 Os dados são preocupantes: no Brasil, apenas um terço (33%) dos estudantes foi capaz de
distinguir fatos de opiniões em uma das perguntas aplicadas no Pisa. Na média dos países da OCDE, esse
índice era de 47%, o que mostra que, mesmo no grupo de países mais desenvolvidos, mais da metade
dos estudantes de 15 anos não demonstrou, em média, capacidade de fazer distinção entre fato
opinião.
15 Segundo o estudo, apenas metade dos estudantes em países da OCDE disseram ser ensinados na
escola para reconhecer se a informação que estão lendo é enviesada, e 40% dos alunos nesses países
foram incapazes de reconhecer os perigos de se clicar em links de e-mails de phishing, por exemplo.
As habilidades de navegação foram consideradas altamente eficientes para 24% dos estudantes
na média da OCDE, e para apenas 15% dos estudantes no Brasil. As consequências disso são profundas à
20 inserção no mundo do trabalho e para o exercício da cidadania, uma vez que pessoas que não sejam
capazes de compreender textos plenamente estarão, em teoria, menos aptas para ocupar empregos de
alta complexidade - e, ao mesmo tempo, serão presas mais fáceis para o ambiente de desinformação que
floresce na internet e nas redes sociais.
"Ter nascido na era digital e ser um nativo digital não significa que você vai ter habilidades digitais
25 para usar a tecnologia de modo eficaz", afirmou no seminário Andreas Schleicher, diretor de educação da
OCDE.
Mais tecnologia não equivale a mais alfabetização midiática
30 Os resultados também mostram que, apesar de sua crescente familiaridade com a tecnologia, os
jovens não necessariamente aprendem instintivamente as habilidades necessárias para usar essa
tecnologia para obter informações confiáveis.
De modo geral, o maior acesso à tecnologia entre os jovens nos últimos anos não se traduziu
tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
35 tanto em educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens
evoluíram pouco nas avaliações do Pisa feitas entre 2000 e 2018, apesar das enormes mudanças sociais e
digitais vividas pela comunidade global nesse intervalo de tempo.
Mais do que contato constante com a tecnologia, Schleicher defendeu que são a "aprendizagem
tradicional" e o engajamento de professores que farão a diferença em dar aos alunos a capacidade de
entender diferentes perspectivas em um texto e serem capazes de identificar nuances e opiniões.
40 O relatório mostra que, em sistemas educacionais nos quais essas habilidades digitais são
ativamente ensinadas, estudantes pareceram mais capazes de distinguir fatos de opiniões. Mas Schleicher
destacou que é um problema que ultrapassa os muros da escola e exaltou o trabalho de países que já
têm uma cultura mais enraizada de leitura e alfabetização, como Dinamarca, Finlândia, Estônia e Japão.
Ele ressalta, porém, que o tema exige muito mais estudos e discussões na sociedade. "Ainda não
45 temos a resposta de por que alguns países se saem melhor" em alfabetização digital, afirmou.
O que se sabe é que o educador tem um papel central nisso, à medida que mudam as habilidades
exigidas dos estudantes: no século XX, esperava-se que um aluno obtivesse conhecimento de fontes
pré-curadas, como enciclopédias.
Hoje, ele precisa aprender a distinguir o que é relevante entre milhares de resultados de uma
50 busca no Google; precisa ser capaz de construir conhecimento e validá-lo, opina a OCDE. "Os educadores
precisarão ser grandes mentores, mobilizadores e guias" nesse processo, afirmou Schleicher.
O poder persistente dos livros
Embora a leitura esteja mais fragmentada e migrando cada vez mais ao ambiente virtual, o
55 relatório da OCDE mostra que o papel dos livros e de textos aprofundados continua sendo primordial.
Os estudantes que disseram ler livros com mais frequência em papel do que nos meios digitais
tiveram melhores resultados em leitura em todos os países e territórios que participaram do Pisa 2018.
Além disso, esses jovens também relataram ter mais prazer com a leitura. Na mesma linha, a leitura de
livros de ficção e de textos longos também está positivamente associada a um melhor desempenho em
60 leitura na maioria dos países avaliados.
O problema é que quase a metade dos estudantes (49%) nos países da OCDE disse, na pesquisa
aplicada junto ao Pisa 2018, que só liam "se tivessem que ler". E cerca de um terço dos estudantes
pesquisados disseram que raramente ou nunca lia livros.
Nesse contexto, o incentivo a leituras de profundidade, que permitam aos alunos treinar a
65 observação de nuances no texto, é uma estratégia capaz de melhorar as habilidades de compreensão
textual tão valiosas no século XXI.
(...)
(Adaptado de: www.bbc.com/acessado em: 26.06.2023)
Conectivos são estruturas semântico-discursivas que conferem diferentes valores às orações em que se encontram, papel semelhante ao exercido pelos sinais de pontuação. No fragmento a seguir (texto), o melhor conector para substituir o emprego de dois-pontos sem prejuízo semântico ao trecho original é
"De modo geral, o maior acesso à tecnologia entre os jovens nos últimos anos não se traduziu tanto em
educação midiática, disse Schleicher no seminário: os índices de alfabetização digital dos jovens evoluíram
pouco nas avaliações do Pisa feitas entre 2000 e 2018 (...)"
06
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