Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 2 10724081
CMRJ 6° Ano - Português 2019Texto:

Ilustração de Jean-Claude R. Alphen
João e o pé de feijão-preto
José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
Era uma vez um menino chamado João, que vivia com sua mãe num casebre bem longe da
cidade.
Eles eram pobres, muito pobres, pobres de dar dó.
Só o que tinham era uma vaca, e viviam de vender seu leite. Mas, um dia, quando João foi
[5] ordenhá-la, não saiu nem uma gota.
Então a mãe de João disse;
— Meu filho, nosso dinheiro acabou e nossa vaquinha secou. Vá até o mercado e veja se
alguém quer comprá-la.
João pegou o animal pelo cabresto e foi até a cidade. Porém, antes que chegasse lá, um
[10] homem de cavanhaque lhe perguntou:
— Ei, garoto, não quer trocar essa vaca por um grão de feijão?
— Rá, rá, essa é boa. O senhor pensa que eu sou bobo?
— Mas é feijão mágico.
— Mágico?
[15] — Não vou contar o que ele faz, senão estraga a surpresa. Mas é só você plantá-lo numa
noite de lua cheia e no dia seguinte vai ver o que acontece.
João achou que era melhor ter um feijão mágico do que dinheiro, e assim trocou sua vaca
com o homem de cavanhaque.
O menino voltou para casa todo feliz, achando que tinha feito um ótimo negócio.
[20] Porém, quando sua mãe viu o feijão, ficou muito triste.
— Você trocou nossa vaquinha por isso? Agora vamos morrer de fome...
— Não! Este feijão é mágico!
— Não existe mágica no feijão. Você foi enganado, João.
Desapontada, ela atirou o grão pela janela.
[25] Mas, por uma grande coincidência, naquela noite houve uma bela lua cheia.
Quando João acordou na manhã seguinte, viu que um enorme pé de feijão tinha crescido no
seu quintal. Era tão alto que passava das nuvens!
O garoto não pensou duas vezes e começou a subir pela planta para ver o que tinha lá em
cima.
[30] Depois de passar pela última nuvem, avistou um castelo. Ele era muito grande, muitíssimo
grande, muitíssimo grandíssimo! E tinha torres pretas bem pontudas.
João andou até o castelo e passou por baixo da porta como se fosse uma barata.
Mal entrou, ouviu um barulho diferente: “glu-glu!”.
Olhando na direção do “glu-glu” ele viu uma enorme perua dentro de uma gaiola de ouro.
[35] Então pensou: “Vou levar esta perua para casa. Assim, eu e minha mãe comeremos omeletes para
sempre!”.
João ia abrir a gaiola quando o chão começou a tremer. Pou! Pou! Pou!
O menino se escondeu atrás de um malcheiroso cesto de roupas sujas e quase desmaiou ao
ver um gigante na sala.
[40] Para piorar, ele cantava assim:
Fi-fi-fa-fa, fi-fi-fó-fum,
Mau como eu só existe um.
Fi-fi-fa-fa, fi-fi-fó-fum,
Mau como eu só existe um.
[45] O gigante vinha todo contente, mas então torceu o nariz e fez “snif, snif, snif”
— Sinto o cheiro de criança! Urrou ele.
Já chegava perto do cesto em que João se escondia quando, ploc, a perua botou um ovo.
Só que não era um ovo comum. Era de ouro!
O grandalhão caminhou até a gaiola, pegou o ovo e guardou-o no bolso. Depois foi comer
[50] seu almoço, que naquele dia foi um cavalo assado e, de sobremesa, cavalos-marinhos cobertos de
chocolate.
Então ele abriu um baita bocejo e dormiu.
Quando o gigante começou a roncar, João abriu a gaiola e amarrou seu cinto no pescoço da
ave.
[55] Ele estava quase saindo do castelo, no entanto (sempre tem um “no entanto” nas histórias) a
perua fez “glu-glu” bem alto.
O gigante acordou. E com muita raiva.
— Espere aí, seu patife, vais virar um belo bife.
O menino saiu correndo com o animal e desceu deslizando pelo pé de feijão-preto como se
[60] ele fosse um escorregador beeeeeeem comprido.
Já o gigante teve que descer com calma pela planta, porque era meio desengonçado.
Assim que chegou em casa, João gritou:
— Mãe, vamos derrubar o pé de feijão-preto! Tem um gigante querendo me pegar!
— O que você fez desta vez?
[65] — Entrei no castelo dele e roubei sua perua.
— Você invade uma casa, rouba um bicho e ainda quer matar o sujeito?
Então a mãe de João segurou-o pelo braço e esperou que o gigante descesse. Aí disse para
o grandalhão:
— Senhor gigante, meu filho agiu muito mal. Por favor, nos desculpe. Isso não vai mais
[70] acontecer. Pode levar sua perua.
Ainda bufando de raiva, o gigante tomou a ave nos braços e pôs a mão num dos galhos do
pé de feijão.
No entanto, antes de subir, pensou: “Puxa, eles poderiam ter cortado o pé de feijão, mas
essa mulher preferiu fazer a coisa certa. Isto não acontece todos os dias. Acho que darei uma
[75] recompensa a ela.”
E, tirando o ovo de ouro do bolso, entregou-o à mãe de João.
— Tome, faça o que quiser com isso.
Depois, sem dizer mais nada, voltou para seu castelo nas nuvens.
A mãe de João vendeu o ovo de ouro e comprou várias vacas (que davam leite) e galinhas
[80] (que botavam ovos de verdade).
Assim, o menino aprendeu uma lição e eles nunca mais passaram fome.
Moral da história: Às vezes quem é bom não se dá mal.
TORERO, José Roberto & PIMENTA, Marcus Aurelius: ilustrações Jean-Claude R. Alphen. João e os 10 pés de feijão. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2016. p.5-6, 20-25.
Na frase dita pela mãe a João “— O que você fez desta vez?” (linha 64), existe o pressuposto de que
Questão 10 10716438
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto
PAGUE PRA VER
[1] Sair com o Gabriel nem sempre é uma tarefa das mais fáceis do mundo. Mas acredito que isso
seja com qualquer criança.
Já li muitas entrevistas e assisti a outras em que os pais acabaram se tornando “autistas” sem que
tivessem percebido - eles acabaram se isolando e deixando de frequentar eventos sociais e, a cada dia
[5] que passa, ficam mais prisioneiros dessa situação.
Entendo perfeitamente. Infelizmente, não temos como prever o que vai acontecer a cada esquina
e a cada estímulo que meu filho vai encontrar pelo caminho. Só de começar a imaginar todas as reações
que porventura ele venha a ter, na maior parte das vezes, pensamos em ficar em casa. Afinal de contas, o
lar é um ambiente controlado e ninguém vai se desgastar, nem se frustrar, ou se aborrecer.
[10] Acredito que seu dia, leitor (a), não seja fácil, assim como o meu também não é.
Quando recebemos um convite, pensamos mil vezes antes de sair de casa. Após esses momentos
de reflexão, quase sempre escolhemos a opção de sair e “pagar pra ver”. Não vou mentir, às vezes,
temos que ir embora 10, 15 minutos depois que chegamos ao destino do passeio. Mas, em uma próxima
vez, pode ser que ele fique 20 minutos e, se realmente ficar, será uma vitória que iremos comemorar
[15] como a conquista de um título mundial.
O olhar dele é algo profundo, quase que indescritível, e, quando conseguimos que o Gabriel fixe
seus olhos dentro dos nossos olhos, temos a sensação de que ele está agradecendo por não desistirmos.
Se eu puder deixar uma mensagem hoje, é: não desistam de seu filho, de sua filha, vivam o
presente. Durmam na mesma cama, tomem banho juntos, abracem e se beijem. Não deixem que o autismo
[20] seja uma “sentença” em sua vida e na de seu filho ou na de sua filha. Divirtam-se. Vocês merecem;)
YAMAMUTO, Wagner. Pague pra ver. Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p.15, jun./jul./ago. 2019. Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Assinale a opção em que o termo sublinhado tenha a MESMA classificação morfológica do termo destacado no trecho abaixo, extraído do TEXTO:
“(...) será uma vitória que iremos comemorar como a conquista de um título mundial.” (linhas 14 e 15)
Questão 9 10685113
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2019Texto




Chico Bento: é cuidando, Maurício de Sousa. São Paulo: Panini comics, n 47, março de 2019. p. 5
Releia o quadrinho abaixo, extraído do texto.

A utilização de balões de fala e de pensamento nesse quadrinho colabora para
Questão 5 10685050
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2019Texto - CHUMBINHO
Miguel chegava de bicicleta ao Colégio Elite bem no meio da algazarra da entrada dos alunos.
Estacionou no pátio e viu que a seu lado chegava um camaradinha uns dois anos mais novo, alegre e simpático como ele só. Também largou sua magrela ao lado da de Miguel e perguntou:
- Oi! Você é o Miguel, não é?
[05]- Sou - Miguel respondeu, achando graça. — E você, quem é?
- Me chamam de Chumbinho...
Enquanto Miguel tirava a mochila do bagageiro e a encaixava entre os ombros, o menino
Chumbinho corria na direção de um tumulto perto do portão da escola, zoeira grande demais mesmo para a algazarra normal daquele horário. Miguel logo o seguiu e viu uma roda de alunos que
[10] provocavam um menino de uns sete anos que... que chorava!
O grupo ria, arreliava e humilhava sadicamente o pobrezinho, pois parecia que o choro do garoto era o que eles queriam que acontecesse.
- E aí, Gaguinho?
- Fala de novo! Mas be-be-bem de-de-va-va-ga-ga-ri-rinho, hein?
[15]- Ha, ha, hal Quero ver esse pouca-fala na hora da chamada oral!
- Ga-ga-ga! Ga-ga-guinhôôôôô!
O sangue subiu à cabeça de Miguel. Estava pronto para intervir quando o tal Chumbinho antecipou-se: era bem menor do que os provocadores, mas avançava para o meio da roda, passava um braço pelo ombro do garotinho choroso, punha a outra mão na cintura, desafiadoramente, e
[20] levantava a voz:
- O que-que-que es-tá-tá a-a-a-con-con-te-te-cendo? Que co-var-di-dia é e-e-essa? Tá to-to-do mun-mundo ma-ma-luco, é?
Como por encanto, no grupo de gozadores baixou um silêncio de cemitério. Logo no portão de entrada, um dos lugares mais barulhentos de qualquer escola! Os provocadores empalideciam,
[25] recuavam, e um deles falou, quase gaguejando também:
- O que é isso, Chumbinho? Você não é gago...
- Nã-não so-sou, é? Po-por que não po-posso se-ser? E se-se eu for, hein, hein, hein? Vai que-querer me go-gozar, va-vai?
O rapaz baixava os olhos. amedrontado.
[30] "Amedrontado, por que?" pensava Miguel, cheio de admiração. Afinal de contas aquele garoto a quem chamavam de Chumbinho não parecia um brigão, e era bem menor do que os gozadores.
Seu físico não meteria medo em ninguém!
- Puxa. Chumbinho... - desculpava-se o outro, que, pelo jeito, deveria ser o líder da provocação. - A gente só estava de brincadeira....
[35] Chumbinho enfureceu-se
- De brincadeira?! De brincadeira, você diz? Então por que não brinca assim comigo?
- Vocês não têm a menor vergonha? Esse menino acabou de ser transferido para cá e e assim que vocês mostram a cara dos alunos do Elite?
Os outros calavam-se, baixavam as cabeças, disfarçavam, alguns procuravam esgueirar-se
[40] para longe do problema, e nenhum deles conseguia encarar o menino Chumbinho, sempre de
queixo erguido, decidido feito herói de revista em quadrinhos.
De repente, os curiosos que cercavam a cena e que primeiro a haviam presenciado só para ver aonde aquilo lá chegar, prorromperam em aplausos entusiasmados, em gritos, como se seu time predileto tivesse acabado de marcar o gol da vitória:
[45] - Ai, Chumbinho!
- Mostrou pra eles!
- Viva o Chumbinho! (...)
O herói do dia, ainda sob aplausos, começou a afastar-se, conduzindo o novato, que agora não mais chorava.
[50] - Viva o Chumbinhôôôô! - aplaudiam todos.
Chumbinho, de cabeça erguida, piscou na direção de Miguel ao passar por ele.
(Pedro Bandeira. A droga da amizade 1. ed. São Paulo: Moderna. pp. 27-30)
Releia este trecho do texto: "- Fala de novo! Mas be-be-bem de-de-va-va-ga-ga-ri-rinho, hein?" (linha 14).
Sobre o uso do hífen pode-se afirmar que
Questão 2 10685017
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2019Texto - CHUMBINHO
Miguel chegava de bicicleta ao Colégio Elite bem no meio da algazarra da entrada dos alunos.
Estacionou no pátio e viu que a seu lado chegava um camaradinha uns dois anos mais novo, alegre e simpático como ele só. Também largou sua magrela ao lado da de Miguel e perguntou:
- Oi! Você é o Miguel, não é?
[05]- Sou - Miguel respondeu, achando graça. — E você, quem é?
- Me chamam de Chumbinho...
Enquanto Miguel tirava a mochila do bagageiro e a encaixava entre os ombros, o menino
Chumbinho corria na direção de um tumulto perto do portão da escola, zoeira grande demais mesmo para a algazarra normal daquele horário. Miguel logo o seguiu e viu uma roda de alunos que
[10] provocavam um menino de uns sete anos que... que chorava!
O grupo ria, arreliava e humilhava sadicamente o pobrezinho, pois parecia que o choro do garoto era o que eles queriam que acontecesse.
- E aí, Gaguinho?
- Fala de novo! Mas be-be-bem de-de-va-va-ga-ga-ri-rinho, hein?
[15]- Ha, ha, hal Quero ver esse pouca-fala na hora da chamada oral!
- Ga-ga-ga! Ga-ga-guinhôôôôô!
O sangue subiu à cabeça de Miguel. Estava pronto para intervir quando o tal Chumbinho antecipou-se: era bem menor do que os provocadores, mas avançava para o meio da roda, passava um braço pelo ombro do garotinho choroso, punha a outra mão na cintura, desafiadoramente, e
[20] levantava a voz:
- O que-que-que es-tá-tá a-a-a-con-con-te-te-cendo? Que co-var-di-dia é e-e-essa? Tá to-to-do mun-mundo ma-ma-luco, é?
Como por encanto, no grupo de gozadores baixou um silêncio de cemitério. Logo no portão de entrada, um dos lugares mais barulhentos de qualquer escola! Os provocadores empalideciam,
[25] recuavam, e um deles falou, quase gaguejando também:
- O que é isso, Chumbinho? Você não é gago...
- Nã-não so-sou, é? Po-por que não po-posso se-ser? E se-se eu for, hein, hein, hein? Vai que-querer me go-gozar, va-vai?
O rapaz baixava os olhos. amedrontado.
[30] "Amedrontado, por que?" pensava Miguel, cheio de admiração. Afinal de contas aquele garoto a quem chamavam de Chumbinho não parecia um brigão, e era bem menor do que os gozadores.
Seu físico não meteria medo em ninguém!
- Puxa. Chumbinho... - desculpava-se o outro, que, pelo jeito, deveria ser o líder da provocação. - A gente só estava de brincadeira....
[35] Chumbinho enfureceu-se
- De brincadeira?! De brincadeira, você diz? Então por que não brinca assim comigo?
- Vocês não têm a menor vergonha? Esse menino acabou de ser transferido para cá e e assim que vocês mostram a cara dos alunos do Elite?
Os outros calavam-se, baixavam as cabeças, disfarçavam, alguns procuravam esgueirar-se
[40] para longe do problema, e nenhum deles conseguia encarar o menino Chumbinho, sempre de
queixo erguido, decidido feito herói de revista em quadrinhos.
De repente, os curiosos que cercavam a cena e que primeiro a haviam presenciado só para ver aonde aquilo lá chegar, prorromperam em aplausos entusiasmados, em gritos, como se seu time predileto tivesse acabado de marcar o gol da vitória:
[45] - Ai, Chumbinho!
- Mostrou pra eles!
- Viva o Chumbinho! (...)
O herói do dia, ainda sob aplausos, começou a afastar-se, conduzindo o novato, que agora não mais chorava.
[50] - Viva o Chumbinhôôôô! - aplaudiam todos.
Chumbinho, de cabeça erguida, piscou na direção de Miguel ao passar por ele.
(Pedro Bandeira. A droga da amizade 1. ed. São Paulo: Moderna. pp. 27-30)
Os sufixos diminutivos podem acrescentar às palavras ideias de carinho, ternura, admiração, ironia ou desprezo.
De acordo com o contexto do texto, assinale a alternativa em que o uso do diminutivo expressa desprezo.
Questão 8 10683194
OBRL 5ºAno, 2° Fase - TETA 2019Considere que a regra de formação das palavras abaixo permaneça a mesma, e que existem três (03) padrões a serem percebidos, e que se repetem ininterruptamente.

Obedecendo a esta regra de formação, a alternativa que substitui corretamente o ponto de interrogação é?
06
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