Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 4 10616051
Colégio Embraer 2020Leia o texto para responder à questão
Eu Nunca... terá segunda temporada?
Eu Nunca... chegou à Netflix em 27 de abril e, em duas semanas no ar, já está no top 5 entre os dez títulos mais vistos divulgados pela plataforma. Sucesso de audiência no Brasil e no mundo, a pergunta que muita gente está fazendo é se teremos uma continuação e quando ela chega.
Divertida e leve na medida, a série acompanha Devi Vishwakumar (Maitreyi Ramakrishnan), uma menina de 15 anos e seus anseios e questionamentos de adolescente.
Como um bônus muito interessante, Eu Nunca... ainda aborda vários pontos da cultura indiana, fruto do trabalho e da inspiração de sua criadora, Mindy Kaling. A atriz, produtora e roteirista americana é filha de indianos e ficou muito famosa com seu trabalho em um clássico das séries de comédia: The Office.
Oficialmente, a Netflix ainda não confirmou uma segunda temporada da série de Mindy Kaling. Mas, dada a boa recepção do público em todo o mundo e os rumos do final da primeira, tudo leva a crer que sim.
(Renata Nogueira, “Eu Nunca... terá segunda temporada? Tudo o que já sabemos sobre a série”. https://entretenimento.uol.com.br, 15.05.2020. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o enunciado, elaborado com informações do último parágrafo do texto, atende à norma-padrão de concordância nominal e concordância verbal.
Questão 15 10541956
OBJETIVO 9º Ano - Português 2020Texto - DIMINUTIVOS
Sempre pensei que ninguém batia o brasileiro no uso do diminutivo, essa nossa mania de reduzir tudo à mesma dimensão, seja um cafezinho, um cineminha ou uma vidinha. Só o que varia é a inflexão da voz. Se alguém diz, por exemplo, “Ó vidinha!” você sabe que ele está se referindo a uma vida com todas as mordomias. Nem é uma vida, é um comercial de cigarro com longa metragem. Um vidão. Mas se disser “Ah vidinha...” o coitado está se queixando dela e com toda a razão. Há anos que o seu único divertimento é tirar sapatos e fazer xixi. Mas nos dois casos o diminutivo é usado com o mesmo carinho.
O francês tem o seu tout petit peu, que não é um diminutivo, é um exagero. Um “pouco todo pequeno” é muita explicação para tão pouco. Os mexicanos usam o poco, o poquito e – menos ainda do que o poquito – o poquetim! Mas ninguém bate o brasileiro.
Era o que eu pensava até o dia, na Itália, em que ouvi alguém dizer que alguma coisa duraria um mezzoretto. Não sei se a grafia é essa mesma, mas um povo que consegue, numa palavra, reduzir uma meia hora de tamanho – e você não tem nenhuma dúvida de que um mezzoretto dura os mesmos 30 minutos de uma meia hora convencional, mas passa muito mais depressa – é invencível em matéria de diminutivo.
O diminutivo é uma maneira ao mesmo tempo afetuosa e precavida de usar a linguagem. Afetuosa porque geralmente o usamos para designar o que é agradável, aquelas coisas tão afáveis que se deixam diminuir sem perder o sentido. E precavida porque também o usamos para desarmar certas palavras que, na sua forma original, são ameaçadoras demais.
Operação, por exemplo. É uma palavra assustadora. Pior do que intervenção cirúrgica, porque promete uma intromissão muito mais radical nos intestinos. Uma operação certamente durará horas e os resultados são incertos. Suas chances de sobreviver a uma operação... sei não. Melhor se preparar para o pior.
Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois. Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente.
– Alô, doutor? Olha, aquele meu quisto no braço direito que nós íamos tirar hoje? A operaçãozinha?
– Sim.
– Não vou poder ir, mas o Asdrúbal vai no meu lugar
– O Asdrúbal?
– Meu assistente direto aqui na firma. Homem de confiança.
– Mas ele vai fazer a operaçãozinha por você?
– Ele é o meu braço direito, doutor.
Se alguém disser que precisa ter uma conversa com você, cuidado. É coisa da maior importância. Os próprios destinos do Pacto do Atlântico podem estar em jogo. Uma conversa é sempre com hora marcada.
Já uma conversinha raramente passa do nível da mais cândida inconsequência. E geralmente é fofoca. A hora para uma conversinha é sempre qualquer hora dessas.
Num jogo você arrisca tudo, até a hora. Num joguinho aceita-se até o cheque frio.
Entre ter um caso e ter um casinho a diferença, às vezes, é a tragédia passional.
No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente com relação à comida. Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha.
– Mais um feijãozinho?
O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários. Leva porcos inteiros, todos os miúdos e temperos conhecidos e, parece, um missionário. Mas a dona da casa o trata como um mingau de todos os dias.
– Mais um feijãozinho?
– Um pouquinho
– E uma farofinha?
– Ao lado do arrozinho?
– Isso.
– E quem sabe uma cervejinha?
– Obrigadinho
diminutivo é também uma forma de disfarçar o nosso entusiasmo pelas grandes porções. E tem um efeito psicológico inegável. Você pode passar horas tomando cervejinha em cima de cervejinha sem nenhum dos efeitos que sofreria depois de apenas duas cervejas.
– E agora, um docinho.
E surge um tacho de ambrosia que é um porta-aviões.
(Luis Fernando Veríssimo. Diminutivos. Comédia da vida privada. 101 crônicas escolhidas. Porto Alegre: LP&M, 1994.)
No trecho “Sempre pensei que ninguém batia o brasileiro no uso do diminutivo...”, o autor revela sentimento de
Questão 12 10541934
OBJETIVO 9º Ano - Português 2020Observe as frases a seguir:
I. “Hoje, já são contabilizados 362 tipos de vírus”.
II. “Então, antes de sair por aí colocando a culpa na operadora, no fabricante do aparelho ou na tecnologia pelas maluquices do seu celular, confira se o seu aparelho foi infectado”.
Os trechos indicam, respectivamente,
Questão 90 10541925
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020Em nossa língua, diminutivos e aumentativos têm conotações que expressam a brasilidade. Pequenez se associa à fraqueza, carência de amparo, imploração de amor. Tudo isso é associado tradicionalmente à feminilidade. Por isso, os nomes de mulher frequentemente resvalam para o diminutivo: Joaninha, Lurdinha, Zilminha. Mais raramente, os nomes de homem assumem diminutivos e se reportam exatamente a quando eram pequenos, meninos — e o diminutivo terá pegado para o resto da vida.
Esses nomes próprios, no aumentativo, são outra conotação da brasilidade. Quando se faz um grande edifício, sobretudo para esporte, nele se coloca um nome de homem, no aumentativo. É Almeidão, é Pelezão. É vontade de dizer que tudo é não apenas grande, também forte, prepotente quase.
Não faltam obras públicas feitas por mulheres da política. Faltam nomes delas, no aumentativo. Seriam obras de Martona, de SP, e de Cozetona, de Campina Grande. Mas tudo isso soa mal para referir-se a elas.
NÓBREGA, F. P. Nuances de linguagem. Disponível em: http://intervox.nce.ufrj.br. Acesso em: 19 set. 2019 (adaptado).
A discussão proposta na crônica associa o uso do diminutivo e do aumentativo ao preconceito social.
Essa afirmação evidencia-se no trecho
Questão 10 10541924
OBJETIVO 9º Ano - Português 2020Texto - SEU CELULAR ANDA MEIO MALUCO? CUIDADO, ELE PODE ESTAR COM VÍRUS
A bateria do celular está durando menos do que o previsto pelo fabricante, mesmo quando você não fica horas pendurado nele? De vez em quando, aparecem algumas mensagens multimídia esquisitas, o aparelho fica desconfigurado e tentando se conectar via Bluetooth com outros celulares?
Se você respondeu “sim” para algumas das perguntas acima, é melhor tomar cuidado. Seu celular pode estar com vírus.
Mesmo se você respondeu “não”, fique esperto. Desde 2004 — quando o primeiro vírus para celular foi descoberto— até o ano passado, o número de pragas para celulares cresceu mais de 1.000%, segundo a empresa de segurança F-Secure. O seu aparelho pode ser o próximo a ser contaminado.
Hoje, já são contabilizados 362 tipos de vírus. A maioria deles (80%) são cavalos de troia. Spams e spywares, ao contrário do que se possa imaginar, são minoria (4%). Na mira das pragas, estão os celulares com tecnologia Bluetooth — responsável por 70% das contaminações— e as mensagens multimídia (MMS).
Então, antes de sair por aí colocando a culpa na operadora, no fabricante do aparelho ou na tecnologia pelas maluquices do seu celular, confira se o seu aparelho foi infectado e aproveite as dicas para manter o seu celular livre de pragas.
(Cintia Baio e Lilian Ferreira. UOL Tecnologia. Disponível em: http://tecnologia.uol.com.br/proteja/ultnot/2008/01/23/ult2882u34.jhtm. Acesso em: 18 abr 2015.)
O texto acima tem por finalidade
Questão 88 10541918
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020
Disponível em: www.cnj.jus.br. Acesso em: 8 set. 2019.
Com o objetivo de combater a divulgação de notícias falsas, o texto estabelece diálogo com uma história do folclore.
Essa referência é marcada pelo(a)
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