Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 9 168716
IFRJ 2015Esta imagem traz o maior grafite da Ásia, pintado em 2012 em um prédio de 70 metros da cidade de Busan, na Coreia do Sul, pelo artista alemão Hendrik Beikirch, em que está retratada a imagem de um pescador pobre, personagem comum à realidade da população sul-coreana. Ao lado, encontra-se o conjunto de edifícios Haeundae I'Park, prédios residenciais luxuosos, símbolos do rápido desenvolvimento e do acúmulo de riqueza por parte da população do país.

Disponível em: http://publicdelivery.org/asias-tallest-mutal-hendrik-beikirch/. Acesso em: 06 jan. 2015.
Sobre esse trabalho de Beikirch, pode-se entender que
Questão 4 168711
IFRJ 2015Texto I
Arte transforma
Walcyr Carrasco
Nasci numa pequena cidade do interior de São Paulo, Bernardino de Campos. Estruturada em torno da
estrada de ferro, a antiga Sorocabana, onde meu pai trabalhava, a cidade não cresceu de forma expressiva. A
estrada de ferro fechou. O número de habitantes? Cerca de 11 mil. Meus pais se mudaram quando eu tinha 3
anos de idade. Passei todas as minhas férias, quando criança, em Bernardino, na casa de minha avó paterna.
[5] Ainda reconheço ruas e casas. Há muito tempo não tenho nenhum parente bem próximo na cidade. Mas sinto
uma afinidade com Bernardino. Raízes contam na vida de alguém.
Por que falo tudo isso?
Há dez anos fui convidado para participar do primeiro Festival de Teatro de Bernardino de Campos
(Festar), com grupos de várias cidades do interior. Fui, é claro. Gostei de ver o entusiasmo pelas peças, a
[10] alegria dos grupos em participar. Era uma novidade. Conversando com as pessoas, descobri que Bernardino se
transformara numa campeã de suicídios. A tal ponto que, quando alguém ia comprar corda, já diziam, meio
brincando, meio assustados:
— Vai partir desta para melhor?
É que as pessoas sempre se matavam da mesma maneira, se enforcando. Olhei aquelas ruas desertas, onde a
[15] partir das 20 horas nada acontecia, e pensei:
— Que esperança, que perspectiva de vida há aqui?
Os anos se passaram, e não voltei à cidade. Para minha surpresa, no último fim de semana fui convidado a
participar da nova edição do Festar, agora comemorando dez anos. É de admirar um festival de teatro no
interior que dura dez anos. Fui bem contente. Ao chegar, descobri que Bernardino continua com suas
[20] dificuldades econômicas. Mas o prefeito apoia as artes. A Secretaria de Cultura já montou uma escola de
dança para crianças e adolescentes — totalmente gratuita. Criou-se um baile para a terceira idade que, soube,
bomba todos os fins de semana. Durante a semana do festival, as peças, infantis e adultas, tiveram casa cheia,
mesmo às 23 horas, um dos horários de apresentação. Esperava, inicialmente, textos ingênuos, bem
amadores. Preconceito meu. Entre os principais, havia Casa de bonecas, de Ibsen, sobre a independência e a
[25] dignidade da mulher; Pterodáctilos, criação de um grupo de Registro que vem arrebatando prêmios em
festivais; e a peça Um pequeno animal selvagem, do grupo Os Cogitadores, de São José do Rio Preto, escrita
por Zeno Wilde, autor paulista de vanguarda que já morreu. Era uma montagem forte, intensa, que não ficou
em cima do muro. Pelo contrário, os atores não tiveram medo de chocar. Surpreso, pensei: Arte não é só para
encantar, também pode chocar, abrir uma janela para um universo que os espectadores não conhecem.
[30] Aplaudi a peça de pé.
Em certo momento, nas conversas, perguntei sobre os casos de depressão e suicídio. Estranharam. Alguém
lembrou que isso acontecia, sim, em Bernardino há um certo tempo, mas agora não se ouve mais falar. Óbvio.
As pessoas estão criando! Mexer com as cabeças não é tão tangível como construir um viaduto. Vi essas
pessoas convivendo com música, teatro, dança, trocando experiências. A arte tem um profundo poder de
[35] transformação. É um lindo caminho, que começa a acontecer. E que com certeza cria novas consciências e um
jeito novo de viver.
Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-carrasco/noticia/2014/08/barteb-transforma.html . Acesso em: 05 jan. 2015. (Adaptação)
[...] Criou-se um baile para a terceira idade que, soube, bomba todos os fins de semana.( l. 21-22)
Nesse trecho, destacou-se uma palavra que foi empregada coloquialmente. Essa palavra, no contexto, confere ao enunciado um valor
Questão 27 167440
IFSP 2015Existem, em nosso idioma, certas palavras e expressões que, embora tenham semelhança com advérbios, não se incluem nessa classe gramatical e recebem o nome de palavras denotativas. Essas palavras podem exprimir vários sentidos. Diante do exposto, correlacione as colunas, considerando o sentido que as palavras ou expressões denotam

Questão 30 167144
IFBA 2015TEXTO 2
1 Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro: de outro galo
5 que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzam
os fios de sol de seus gritos de galo
para que a manhã, desde uma teia tênue,
10 se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
15 A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
NETO, João Cabral de Melo. Tecendo a manhã. Disponível em: . Acesso em: 25 de setembro de 2014.(Adaptado)
Compreende-se como ideia central da poesia que:
Questão 18 166829
IFRN 2015TEXTO

Assinale a opção em que a reescritura do enunciado do Texto mantém seu sentido.
Questão 15 166826
IFRN 2015TEXTO

A leitura dos elementos verbais e não verbais do Texto permite afirmar que
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