Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 12 10738090
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020
Esse cartaz, através da linguagem verbal e não verbal, tem como objetivo principal
Questão 4 10737217
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020A MULHER SEM MEDO
Cientistas americanos estudam o caso de uma mulher portadora de uma rara condição, em resultado da qual ela
não tem medo de nada
Folha.com, 17 de dezembro de 2010.
Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão, começou a
namorar a mulher sem medo. Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto,
que era o de escrever um livro chamado "A Vida com a Mulher sem Medo", uma obra que, imaginava, poderia
fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna.
[5] Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a acontecer.
Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas
pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove
horas da manhã, senão... E aí vinham as advertências: senão eu grito com você, senão eu bato em você, senão
eu deixo você sem comida.
[10] Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às gargalhadas.
Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu queria
ficar assustada com suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo."
Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na
mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro.
[15] Como fazê-lo? Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou
rato. Resolveu optar pela barata, por uma questão de facilidade : perto de onde moravam havia um velho
depósito abandonado, cheio de baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de
boca larga.
Voltou para casa e ficou esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já
[20] antegozava a cena: ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor.
Foi neste momento que o rato apareceu. Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um
roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei dos Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o
de pé sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as baratas, gritando histericamente.
[25] Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às gargalhadas. Foi buscar
uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores problemas. Feito que
ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com as quatro baratas.
O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobres insetos? Ou aquilo era um novo tipo de
perversão?
[30] Àquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque para assustá-la
seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas, assim como
não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo era uma
coisa no mínimo amedrontadora.
SCLIAR, Moacyr. A mulher sem medo. Folha.co, São Paulo, 17 jan. 2011. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1701201107.htm. Acesso em: 04/08/2019.
O uso que se faz da língua nas ações de comunicação é sempre mediado por intenções.
Na passagem “Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto, que era o de escrever um livro (...)”, o modalizador discursivo “Na verdade”
Questão 3 10737216
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020A MULHER SEM MEDO
Cientistas americanos estudam o caso de uma mulher portadora de uma rara condição, em resultado da qual ela
não tem medo de nada
Folha.com, 17 de dezembro de 2010.
Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão, começou a
namorar a mulher sem medo. Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto,
que era o de escrever um livro chamado "A Vida com a Mulher sem Medo", uma obra que, imaginava, poderia
fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna.
[5] Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a acontecer.
Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas
pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove
horas da manhã, senão... E aí vinham as advertências: senão eu grito com você, senão eu bato em você, senão
eu deixo você sem comida.
[10] Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às gargalhadas.
Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu queria
ficar assustada com suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo."
Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na
mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro.
[15] Como fazê-lo? Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou
rato. Resolveu optar pela barata, por uma questão de facilidade : perto de onde moravam havia um velho
depósito abandonado, cheio de baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de
boca larga.
Voltou para casa e ficou esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já
[20] antegozava a cena: ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor.
Foi neste momento que o rato apareceu. Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um
roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei dos Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o
de pé sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as baratas, gritando histericamente.
[25] Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às gargalhadas. Foi buscar
uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores problemas. Feito que
ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com as quatro baratas.
O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobres insetos? Ou aquilo era um novo tipo de
perversão?
[30] Àquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque para assustá-la
seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas, assim como
não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo era uma
coisa no mínimo amedrontadora.
SCLIAR, Moacyr. A mulher sem medo. Folha.co, São Paulo, 17 jan. 2011. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1701201107.htm. Acesso em: 04/08/2019.
“Ou aquilo era um novo tipo de perversão?” – Nessa passagem, a palavra perversão SÓ NÃO significa
Questão 11 10736690
COTUCA 2020Leia o texto a seguir para responder às questões

André Dahmer, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 14/05/2016. Extraído de “ Quadrinhos dos anos 10”.
Qual das alternativas a seguir melhor indica o modo verbal e uma interpretação para o uso do verbo “venham” nos quadrinhos?
Questão 9 10736684
COTUCA 2020Leia o texto a seguir para responder às questões

A informalidade da linguagem usada na frase pode ter como objetivo:
Questão 4 10736662
COTUCA 2020Leia o texto a seguir para responder às questões
A palavra slam é uma onomatopeia da língua inglesa utilizada para indicar o som de uma “batida” de porta ou janela, seja esse movimento leve ou abrupto. Algo próximo do nosso “pá!” em língua portuguesa. A onomatopeia foi emprestada por Marc Kelly Smith, um trabalhador da construção civil e poeta, para nomear o Uptown Poetry Slam, evento poético que surgiu em Chicago, em 1984. O termo slam é utilizado para se referir às finais de torneios de baseball, tênis, bridge, basquete, por exemplo. Smith nomeou também slam os campeonatos de performances poéticas que organizava e no qual os slammers (poetas) eram avaliados com notas pelo público presente, inicialmente em um bar de jazz em Chicago, depois nas periferias da cidade. A iniciativa “viralizou”, como se diz hoje, contagiando outras cidades dos Estados Unidos e, mais tarde, ganhou o mundo. Poesia é o mundo.
Adaptado de NEVES, C. A. B. Slams - letramentos literários de reexistência ao/no mundo contemporâneo. Linha D'Água (Online), São Paulo, v. 30, n. 2, p. 92-112, out. 2017 Linha D'Água (Online), São Paulo, v. 30, n. 2, p. 92-112, out. 2017. Acesso em 18/07/2019.
“Smith nomeou também slam os campeonatos de performances poéticas que organizava e no qual os slammers (poetas) eram avaliados com notas pelo público presente, inicialmente em um bar de jazz em Chicago, depois nas periferias da cidade”.
Sobre o trecho reproduzido, é possível afirmar que o sujeito do verbo “organizava” é:
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