Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 4 622128
COTUCA 2018Leia os dois textos a seguir para responder à questão.
NO MEIO DO CAMINHO
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 2006. p. 16

Sérgio Vaz. Disponível em https://www.facebook.com/poetasergio.vaz2 Acesso em 29/08/2017.
Observe os tempos verbais apresentados nos dois textos e escolha a alternativa que melhor os analisa.
Questão 2 622122
COTUCA 2018Leia o cartum a seguir para responder à questão.

Quino. Que presente inapresentável. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010. p. 79.
Sobre a construção da fala do soldado:
Questão 15 618055
COTIL 1° Ano 2018TEXTO PARA A QUESTÃO
MENOR ABANDONADO
Cora Coralina
De onde vens, criança?
Que mensagem trazes de futuro?
Por que tão cedo esse batismo impuro
que mudou teu nome?
[5] Em que galpão, casebre, invasão, favela,
ficou esquecida tua mãe?...
E teu pai, em que selva escura
se perdeu, perdendo o caminho
do barraco humilde?...
[10] Criança periférica rejeitada...
Teu mundo é um submundo.
Mão nenhuma te valeu na derrapada.
Ao acaso das ruas – nosso encontro.
És tão pequeno... e eu tenho medo.
[15] Medo de você crescer, ser homem.
Medo da espada de teus olhos...
Medo da tua rebeldia antecipada.
Nego a esmola que me pedes
Culpa-me tua indigência inconsciente
[20] Revolta-me tua infância desvalida
Quisera escrever versos de fogo,
e sou mesquinha.
Pudesse eu te ajudar, criança-estigma
Defender tua causa, cortar tua raiz
[25] chagada...
És o lema sombrio de uma bandeira
que levanto,
pedindo para ti – Menor Abandonado,
Escolas de Artesanato – Mater et Magistra
[30] que possam te salvar, deter a tua queda...
Ninguém comigo na floresta escura...
E o meu grito impotente se perde
na acústica indiferente das cidades.
Escolas de Artesanato para reduzir
[35] o gigantismo enfermo
da criança enferma
é o meu perdido S.O.S.
Estou sozinha na floresta escura
e o meu apelo se perdeu inútil
[40] na acústica insensível da cidade.
És o infante de um terceiro mundo
em lenta rotação para o encontro
do futuro.
Há um fosso de separação
[45] entre três mundos.
E tu – Menor Abandonado,
és a pedra, o entulho e o aterro
desse fosso.
Quisera a tempo te alcançar,
[50] mudar teu rumo.
De novo te vestir a veste branca
de um novo catecúmeno.
És tanto e tantos teus irmãos
na selva densa...
[55] E eu sozinha na cidade imensa!
“Escolas de ofícios Mãe e Mestra”
para tua legião.
Mãe para o amor.
Mestra para o ensino.
[60] Passa, criança... Segue o teu destino.
Além é o teu encontro.
Estarás sentado, curvado, taciturno.
Sete “homens bons” te julgarão.
Um juiz togado dirá textos de Lei
[65] que nunca entenderás.
- Mais uma vez mudarás de nome.
E dentro de uma casa muito grande
e muito triste – serás um número.
(...)
http://vermelho.org.br/noticia/43468-1
Nos versos (1) “De onde vens, criança?”; (18) “Nego a esmola que me pedes”; (21) “Quisera escrever versos de fogo”, temos verbos irregulares.
Segundo o padrão culto da língua, responda à questão.
Assinale a opção que contém a forma correta dos verbos medir, valer, caber e negociar, na primeira pessoa do singular do presente do indicativo.
Questão 14 618054
COTIL 1° Ano 2018TEXTO PARA A QUESTÃO
MENOR ABANDONADO
Cora Coralina
De onde vens, criança?
Que mensagem trazes de futuro?
Por que tão cedo esse batismo impuro
que mudou teu nome?
[5] Em que galpão, casebre, invasão, favela,
ficou esquecida tua mãe?...
E teu pai, em que selva escura
se perdeu, perdendo o caminho
do barraco humilde?...
[10] Criança periférica rejeitada...
Teu mundo é um submundo.
Mão nenhuma te valeu na derrapada.
Ao acaso das ruas – nosso encontro.
És tão pequeno... e eu tenho medo.
[15] Medo de você crescer, ser homem.
Medo da espada de teus olhos...
Medo da tua rebeldia antecipada.
Nego a esmola que me pedes
Culpa-me tua indigência inconsciente
[20] Revolta-me tua infância desvalida
Quisera escrever versos de fogo,
e sou mesquinha.
Pudesse eu te ajudar, criança-estigma
Defender tua causa, cortar tua raiz
[25] chagada...
És o lema sombrio de uma bandeira
que levanto,
pedindo para ti – Menor Abandonado,
Escolas de Artesanato – Mater et Magistra
[30] que possam te salvar, deter a tua queda...
Ninguém comigo na floresta escura...
E o meu grito impotente se perde
na acústica indiferente das cidades.
Escolas de Artesanato para reduzir
[35] o gigantismo enfermo
da criança enferma
é o meu perdido S.O.S.
Estou sozinha na floresta escura
e o meu apelo se perdeu inútil
[40] na acústica insensível da cidade.
És o infante de um terceiro mundo
em lenta rotação para o encontro
do futuro.
Há um fosso de separação
[45] entre três mundos.
E tu – Menor Abandonado,
és a pedra, o entulho e o aterro
desse fosso.
Quisera a tempo te alcançar,
[50] mudar teu rumo.
De novo te vestir a veste branca
de um novo catecúmeno.
És tanto e tantos teus irmãos
na selva densa...
[55] E eu sozinha na cidade imensa!
“Escolas de ofícios Mãe e Mestra”
para tua legião.
Mãe para o amor.
Mestra para o ensino.
[60] Passa, criança... Segue o teu destino.
Além é o teu encontro.
Estarás sentado, curvado, taciturno.
Sete “homens bons” te julgarão.
Um juiz togado dirá textos de Lei
[65] que nunca entenderás.
- Mais uma vez mudarás de nome.
E dentro de uma casa muito grande
e muito triste – serás um número.
(...)
http://vermelho.org.br/noticia/43468-1
Nos versos 32 e 33, “E meu grito impotente se perde / na acústica indiferente das cidades”, as palavras grifadas são derivadas, cujo prefixo indica negação.
Identifique a alternativa em que não há nenhuma palavra derivada
Questão 8 618025
COTIL 1° Ano 2018TEXTO PARA A QUESTÃO
OS FILHOS DO LIXO
Lya Luft
Há quem diga que dou esperança; há quem proteste que sou pessimista. Eu digo que os maiores otimistas são aqueles que, apesar do que vivem ou observam, continuam apostando na vida, trabalhando, cultivando afetos e tendo projetos. Às vezes, porém, escrevo com dor. Como hoje.
Acabo de assistir a uma reportagem sobre crianças do Brasil que vivem do lixo. Digamos que são o lixo deste país, e nós permitimos ou criamos isso. Eu mesma já vi com estes olhos gente morando junto de lixões, e crianças disputando com urubus pedaços de comida estragada para matar a fome.
A reportagem era uma história de terror – mas verdadeira, nossa, deste país. Uma jovem de menos de 20 anos trazia numa carretinha feita de madeiras velhas seus três filhos, de 4, 2 e 1 ano. Chegavam ao lixão, e a maiorzinha, já treinada, saía a catar coisas úteis, sobretudo comida. Logo estavam os três comendo, e a mãe, indagada, explicou com simplicidade: "A gente tem de sobreviver, né?".
Não sei como é possível alguém dizer que este país vai bem enquanto esses fatos, e outros semelhantes, acontecem. Pois, sendo na nossa pátria, não importa em que recanto for, tudo nos diz respeito, como nos dizem respeito a malandragem e a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo. Ouvimos a toda hora que nunca o país esteve tão bem. Até que em algumas coisas, talvez muitas, melhoramos.
Mas quem somos, afinal? Que país somos, que gente nos tornamos, se vemos tudo isso e continuamos comendo, bebendo, trabalhando e estudando como se nem fosse conosco? Deve ser o nosso jeito de sobreviver – não comendo lixo concreto, mas engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem. Pois, se nos convencermos de que isso acontece no nosso meio, no nosso país, talvez na nossa cidade, e nos sentirmos parte disso, responsáveis por isso, o que se poderia fazer?
https://renatavalerafatec.files.wordpress.com/2017/02/acervo-digital-veja-os-filhos-do-lixo.pdf
Considere: Às vezes, porém, escrevo com dor”. A preposição em destaque estabelece uma relação de modo.
As preposições estabelecem, além de modo, relação de tempo, lugar, finalidade, meio, assunto, causa, etc.
Assinale a alternativa em que as preposições em destaque estabelecem a mesma relação.
Questão 15 485305
IFMA 2018O texto que segue refere-se à questão.
TEXTO
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse príncipe
(Canção Construção, de Chico Buarque)
No verso da canção de Chico Buarque (texto), “Seus olhos embotados de cimento e lágrima”, a palavra em destaque assume, morfologicamente, a função de:
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