Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 6 11773547
IFPE Integrados Part I 2020/1Leia o TEXTO para responder à questão
TEXTO
EDUCAÇÃO E COOPERAÇÃO: PRÁTICAS QUE SE RELACIONAM
A educação e a cooperação são duas práticas sociais em que, sob certos aspectos, uma contém a outra. Na educação, podem-se identificar práticas cooperativas; na cooperação, podem-se identificar práticas educativas. Entrelaçam-se e potencializam-se como processos sociais. A organização da cooperação exige de seus atores uma comunicação de interesses, de objetivos, a respeito dos quais precisam falar, argumentar e decidir. Nesse processo de interlocução de saberes, acontece a educação. Há, portanto, uma estreita relação entre esses dois fenômenos: na prática cooperativa, para além de seus propósitos e interesses específicos, produz-se conhecimento, aprendizagem, educação; na prática educativa, como um processo complexo de relações humanas, produz-se cooperação. Assim, as práticas cooperativas na escola podem constituir-se em privilegiados "espaços pedagógicos", através dos quais os seus sujeitos tomam consciência das diferentes dimensões da vida social.
FRANTZ, Walter. Educação e cooperação: práticas que se relacionam. Sociologias [online]. 2001, n.6, pp.242- 264. ISSN 1517-4522. http://dx.doi.org/10.1590/S1517-45222001000200011. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-45222001000200011&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 27 nov. 2019 (adaptado).
Observe a forma verbal destacada no TEXTO e assinale a alternativa cuja explicação justifica CORRETAMENTE sua flexão no singular.
Questão 8 11723648
IFNMG Integrado 2020Leia o texto e responda a questão
TEXTO 01
XI
O mundo não foi feito em alfabeto. Senão que
primeiro em água e luz. Depois árvore. Depois
lagartixas. Apareceu um homem na beira do rio.
Apareceu uma ave na beira do rio. Apareceu a
concha. E o mar estava na concha. A pedra foi
descoberta por um índio. O índio fez fósforo da
pedra e inventou o fogo pra gente fazer boia. Um
menino escutava o verme de uma planta, que era
pardo. Sonhava-se muito com pererecas e com
mulheres. As moscas davam flor em março. Depois
encontramos com a alma da chuva que vinha do lado
da Bolívia – e demos no pé.
(Rogaciano era índio guató e me contou essa
cosmologia).
BARROS, Manoel de. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. p. 71.
Vocabulário
guató: pertencente aos guatós, grupo indígena sul-americano;
cosmologia: “ramo da astronomia que estuda a estrutura e a evolução do universo em seu todo, preocupando-se tanto
com a origem quanto com a evolução dele” (Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa).
“Apareceu um homem na beira do rio. / Apareceu uma ave na beira do rio. Apareceu a / concha.” (versos 3-5) Sobre a repetição do verbo “aparecer” e do adjunto adverbial “na beira do rio”, no TEXTO 01, assinale a alternativa que traz o julgamento mais adequado.
Questão 7 11723627
IFNMG Integrado 2020Leia o texto e responda a questão
TEXTO 01
XI
O mundo não foi feito em alfabeto. Senão que
primeiro em água e luz. Depois árvore. Depois
lagartixas. Apareceu um homem na beira do rio.
Apareceu uma ave na beira do rio. Apareceu a
concha. E o mar estava na concha. A pedra foi
descoberta por um índio. O índio fez fósforo da
pedra e inventou o fogo pra gente fazer boia. Um
menino escutava o verme de uma planta, que era
pardo. Sonhava-se muito com pererecas e com
mulheres. As moscas davam flor em março. Depois
encontramos com a alma da chuva que vinha do lado
da Bolívia – e demos no pé.
(Rogaciano era índio guató e me contou essa
cosmologia).
BARROS, Manoel de. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. p. 71.
Vocabulário
guató: pertencente aos guatós, grupo indígena sul-americano;
cosmologia: “ramo da astronomia que estuda a estrutura e a evolução do universo em seu todo, preocupando-se tanto
com a origem quanto com a evolução dele” (Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa).
Recentemente, em uma palestra, o líder indígena, ambientalista e escritor Ailton Krenak fez a seguinte observação:
“Fomos, durante muito tempo, [...] nos alienando desse organismo de que somos parte, a Terra, e passamos a pensar
que ele é uma coisa e nós, outra: a Terra e a humanidade. Eu não percebo onde tem alguma coisa que não seja
natureza.”
(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. E-book.)
Lendo o poema de Manoel de Barros (TEXTO 01), podemos afirmar que
Questão 5 11723597
IFNMG Integrado 2020Leia os textos e responda a questão.
TEXTO 01
Dindi
Tom Jobim – Aloysio de Oliveira
1959
Céu, tão grande é o céu
E bandos de nuvens que seguem ligeiras
Pra onde elas vão
Ah! eu não sei, não sei
E o vento que fala nas folhas
Contando as histórias
Que são de ninguém
Mas que são minhas
E de você também
Ah! Dindi
Se soubesses o bem que eu te quero
O mundo seria, Dindi, tudo, Dindi
Lindo Dindi
Ah! Dindi
Se um dia você for embora me leva contigo, Dindi
Fica, Dindi, olha Dindi
E as águas deste rio aonde vão eu não sei
A minha vida inteira esperei, esperei
Por você, Dindi
Que é a coisa mais linda que existe
Você não existe, Dindi
Olha, Dindi
Advinha, Dindi
Deixa, Dindi
Que eu te adore, Dindi... Dindi
In: HOMEM, Wagner; OLIVEIRA, Luiz Roberto. Histórias de canções: Tom Jobim. São Paulo: Leya, 2012. p. 82.
TEXTO 02
Vamos falar de uma das joias da coroa do “maestro soberano”. Assinada por Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, tem uma
estória muito curiosa, também narrada pela irmã de Tom, a escritora Helena Jobim. Dindi, ao contrário do que acham
quase todos os seus ouvintes, não é nome de uma mulher idealizada pelos autores. É um riacho que existe no sítio
“Poço Fundo”, onde o maestro repousava e compunha em sossego. O texto de Helena é curto e altamente revelador.
Eis o seu registro: “Descansava no sítio, de pijama. Via o rio passar, roncando nas pedras, as águas esparramadas.
Aquele ruído o apaziguava. Na outra margem, começava o pasto que ia dar no morro do Dirindi. Dindi não era, como
muitos pensavam, um nome de mulher. Mas sim toda aquela vasta natureza e seus segredos”.
FALCÃO, Aluízio. Contos na era das canções e outros escritos. Recife: Cepe, 2017. E-book.
Assinale a alternativa que traz uma palavra ou expressão usada metaforicamente no TEXTO 02 (ou seja, em sentido figurado).
Questão 9 11234499
IFS Processo Seletivo 2020Marque a alternativa que apresenta substantivo sobrecomum:
Questão 17 11092893
IFSC Integrados 2020/1Leia o TEXTO a seguir para responder às questão.
Sozinhos
Esta ideia para um conto de terror é tão terrível que, logo depois de tê-la,
me arrependi. Mas já estava tida, não adiantava mais. Você, leitor, no entanto, tem
uma escolha. Pode parar aqui, e se poupar, ou ler até o fim e provavelmente
nunca mais dormir. Vejo que decidiu continuar. Muito bem, vamos em frente.
[5] Talvez, posta no papel, a ideia perca um pouco do seu poder de susto. Mas não
posso garantir nada. É assim:
Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos
já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo
fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é
[10] mentira.
– Ronca.
– Não ronco.
– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com
uma terceira pessoa.
[15] Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam. Os netos,
nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo.
Ficam os dois sozinhos.
– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em
seguida tem a ideia infeliz. – É o que eu vou fazer! Esta noite, quando você dormir,
[20] vou ligar o gravador e gravar os seus roncos.
– Humrfm – diz o velho.
Você, leitor, já deve estar sentindo o que vai acontecer. Pare de ler, leitor.
Eu não posso parar de escrever. As ideias não podem ser desperdiçadas, mesmo
que nos custem amigos, a vida ou o sono. Imagine se Shakespeare tivesse se
[25] horrorizado com suas próprias ideias e deixado de escrevê-las, por puro
comedimento. Não que eu queira me comparar a Shakespeare. Shakespeare era
bem mais magro. Tenho que exercer este ofício, esta danação. Você, no entanto,
não é obrigado a me acompanhar, leitor. Vá passear, vá tomar um sol. Uma das
maneiras de controlar a demência solta no mundo é deixar os escritores falando
[30] sozinhos, exercendo sozinhos a sua profissão malsã, o seu vício solitário. Você
ainda está lendo. Você é pior do que eu, leitor. Você tinha escolha.
Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o
velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também
dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.
[35] Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se
alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.
– Rarrá! – diz a velha, feliz.
Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!
– Rarrá! – diz o velho, vingativo.
[40] E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro.
Uma voz sussurrando, leitor. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher
ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz.
Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes.
É um diálogo sussurrado.
[45] “Estão prontos?”
“Não, acho que ainda não…”
“Então vamos voltar amanhã…”
Verissimo. Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Disponível em: http://files.jornalagito.webnode.com.br/200000103-7b0077b18a/Comedias%20pra%20ler%20na%20escola.pdf Acesso em 26/09/2019.
Assinale a única alternativa em que a expressão entre parênteses NÃO representa um sinônimo da palavra destacada nas frases retiradas do TEXTO.
06
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