Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 7 10526004
SENAI 1° Ano - CGE 2155 2018/2A frase abaixo se refere à questão.
Arquitetos filhos de Itaporanga se ____ apresentando grandes projetos e ideias ____ na Vila.
Fonte: adaptado de: Disponível em: http://www.diamanteonline.com.br/noticia/vale-do pianco/2016/04/02/arquitetos-filhos-de-itaporanga-se-destacam-com-ideias-inovadoras-e-grandes-projetos-no-vale/2193.html. Acesso em: 21 maio 2016.
De acordo com as regras de concordância verbal e nominal aplicáveis ao caso acima, a alternativa que completa corretamente a frase é
Questão 1 10408639
CPM 2018Leia um trecho da obra O Pequeno Príncipe para responder a esta questão gramatical.
Ah!, pequeno príncipe, assim eu comecei a compreender, pouco a pouco, os segredos da tua triste vidinha. Durante muito tempo não tiveste outra distração a não ser a doçura do pôr do sol. Aprendi esse novo detalhe quando me disseste, na manhã do quarto dia:
– Gosto muito de pôr do sol. Vamos ver um...
– Mas é preciso esperar...
– Esperar o quê?
– Esperar que o sol se ponha.
Tu fizeste um ar de surpresa e, logo depois, riste de ti
mesmo. Disseste-me:
– Eu imagino sempre estar em casa!
Saint-Exupèry, Antoine. O Pequeno Príncipe. – 49.ed. – Rio de Janeiro:Agir, 2015.
O tom do texto é um tanto poético porque apresenta muitos substantivos abstratos. São substantivos abstratos no trecho em referência as palavras que estão na alternativa:
Questão 8 10259804
EFOMM 2º Dia 2018No “Baile dos FERAS”, os organizadores notaram que a razão entre o número de homens e o número de mulheres presentes, no início do evento, era de 7/10. Durante o show, nenhum homem ou nenhuma mulher saiu ou entrou. Ao final do show, os organizadores observaram no local o aumento de 255 homens e a redução de 150 mulheres, de modo que a razão entre o número de homens e o número de mulheres presentes depois disso passou a ser 9/10.
Qual é o número total de pessoas que estiveram presentes em algum momento no show?
Questão 5 10178715
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2018Para responder à questão, leia o texto a seguir.
Na BR-232, o verde violenta o muro

Foto: Jailson de Paz/DP/D.A.Press
[01] Os muros de sustentação do viaduto sobre a
BR-232 em Bonança, município de Moreno, são
provas de que nem sempre o concreto vence o
verde.
[05] Apesar da imensidão de cimento, avencas
surgem a cada dia nos espaços – encaixes – que
existem entre as placas.
Alguns pontos do viaduto mais parecem um
jardim suspenso.
[10] Para alguns moradores de Bonança, o cres-
cimento das plantas é sinônimo de descaso do
poder público. E defendem que sejam arrancadas.
Outros veem a teimosia das avencas como
sinal da força da natureza, portanto deveriam não
[15] apenas ser preservadas, mas estimuladas a crescer.
Em meio ao debate, "a violência do verde
sobre o muro" me agrada.
Tenho pelo menos duas razões para isso: a
quebra do cinza e o recado de resistência do verde
[20] frente a algumas imposições do desenvolvimento.
Fonte: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/meioambiente/2013/ 08/na-br-232-o-verde-volenta-o-cinza. Acesso em: 21 mar. 2014.
Assinale a alternativa que contém dois substantivos formados a partir de adjetivos.
Questão 5 3179512
Colégio Pedro II 2018Texto I
GUILHERME AUGUSTO ARAÚJO FERNANDES
Era uma vez um menino chamado Guilherme Augusto Araújo Fernandes e ele nem era
tão velho assim.
Sua casa era ao lado de um asilo de velhos e ele conhecia todo mundo que vivia lá.
[...]
[05] Mas a pessoa que ele mais gostava era a Sra. Antônia Maria Diniz Cordeiro, porque ela
também tinha quatro nomes, como ele.
Ele a chamava de Dona Antônia e contava-lhe todos os seus segredos.
Um dia, Guilherme Augusto escutou sua mãe e seu pai conversando sobre Dona Antônia.
– Coitada da velhinha – disse sua mãe.
[10] – Por que ela é coitada? – perguntou Guilherme Augusto.
– Porque ela perdeu a memória – respondeu seu pai.
– Também, não é para menos – disse sua mãe. – Afinal, ela já tem noventa e seis anos.
– O que é memória? – perguntou Guilherme Augusto.
Ele vivia fazendo perguntas.
[15] – É algo de que você se lembre – respondeu o pai.
Mas Guilherme Augusto queria saber mais; então, ele procurou a Sra. Silvano que tocava
piano.
– O que é memória? – perguntou.
– Algo quente, meu filho, algo quente.
[20] Ele procurou o Sr. Cervantes que lhe contava histórias arrepiantes.
– O que é memória? – perguntou.
– Algo bem antigo, meu caro, algo bem antigo.
Ele procurou o Sr. Valdemar que adorava remar.
– O que é memória? – perguntou.
[25] – Algo que o faz chorar, meu menino, algo que o faz chorar.
Ele procurou a Sra. Mandala que andava com uma bengala.
– O que é memória? – perguntou.
– Algo que o faz rir, meu querido, algo que o faz rir.
Ele procurou o Sr. Possante que tinha voz de gigante.
[30] – O que é memória? – perguntou.
– Algo que vale ouro, meu jovem, algo que vale ouro.
Então Guilherme Augusto voltou para casa, para procurar memórias para Dona Antônia,
já que ela havia perdido as suas.
Ele procurou uma antiga caixa de sapatos cheia de conchas, guardadas há muito tempo,
[35] e colocou-as com cuidado numa cesta.
Ele achou a marionete, que sempre fizera todo mundo rir, e colocou-a na cesta também.
Ele lembrou-se, com tristeza, da medalha que seu avô lhe tinha dado e colocou-a
delicadamente ao lado das conchas.
Depois achou sua bola de futebol, que para ele valia ouro; por fim, entrou no galinheiro
[40] e pegou um ovo fresquinho, ainda quente, debaixo da galinha.
Aí, Guilherme Augusto foi visitar Dona Antônia e deu a ela, uma por uma, cada coisa de
sua cesta.
“Que criança adorável que me traz essas coisas maravilhosas”, pensou Dona Antônia.
E então ela começou a se lembrar.
[45] Ela segurou o ovo ainda quente e contou a Guilherme Augusto sobre um ovinho azul,
todo pintado, que havia encontrado uma vez, dentro de um ninho, no jardim da casa de sua
tia.
Ela encostou uma das conchas em seu ouvido e lembrou da vez que tinha ido à praia de
bonde, há muito tempo, e como sentira calor com suas botas de amarrar.
[50] Ela pegou a medalha e lembrou, com tristeza, de seu irmão mais velho, que havia ido
para guerra e que nunca voltou.
Ela sorriu para a marionete e lembrou da vez em que mostrara uma para sua irmãzinha,
que rira às gargalhadas, com a boca cheia de mingau.
Ela jogou a bola de futebol para Guilherme Augusto e lembrou do dia em que se
[55] conheceram e de todos os segredos que haviam compartilhado.
E os dois sorriram e sorriram, pois toda a memória perdida de Dona Antônia tinha sido
encontrada, por um menino que nem era tão velho assim.
FOX, Mem. Guilherme Augusto Araújo Fernandes. São Paulo: Brinque-Book, 1984.
Texto II
GUARDAR
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
do que um pássaro sem voos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.
CICERO, Antonio. Guardar: poemas escolhidos. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2008, p. 11.
No poema (Texto II), são criados vários sentidos para o verbo “guardar”.
Assinale a alternativa em que a atitude de Guilherme (Texto I) corresponde a um desses sentidos.
Questão 4 3179504
Colégio Pedro II 2018Texto
GUILHERME AUGUSTO ARAÚJO FERNANDES
Era uma vez um menino chamado Guilherme Augusto Araújo Fernandes e ele nem era
tão velho assim.
Sua casa era ao lado de um asilo de velhos e ele conhecia todo mundo que vivia lá.
[...]
[05] Mas a pessoa que ele mais gostava era a Sra. Antônia Maria Diniz Cordeiro, porque ela
também tinha quatro nomes, como ele.
Ele a chamava de Dona Antônia e contava-lhe todos os seus segredos.
Um dia, Guilherme Augusto escutou sua mãe e seu pai conversando sobre Dona Antônia.
– Coitada da velhinha – disse sua mãe.
[10] – Por que ela é coitada? – perguntou Guilherme Augusto.
– Porque ela perdeu a memória – respondeu seu pai.
– Também, não é para menos – disse sua mãe. – Afinal, ela já tem noventa e seis anos.
– O que é memória? – perguntou Guilherme Augusto.
Ele vivia fazendo perguntas.
[15] – É algo de que você se lembre – respondeu o pai.
Mas Guilherme Augusto queria saber mais; então, ele procurou a Sra. Silvano que tocava
piano.
– O que é memória? – perguntou.
– Algo quente, meu filho, algo quente.
[20] Ele procurou o Sr. Cervantes que lhe contava histórias arrepiantes.
– O que é memória? – perguntou.
– Algo bem antigo, meu caro, algo bem antigo.
Ele procurou o Sr. Valdemar que adorava remar.
– O que é memória? – perguntou.
[25] – Algo que o faz chorar, meu menino, algo que o faz chorar.
Ele procurou a Sra. Mandala que andava com uma bengala.
– O que é memória? – perguntou.
– Algo que o faz rir, meu querido, algo que o faz rir.
Ele procurou o Sr. Possante que tinha voz de gigante.
[30] – O que é memória? – perguntou.
– Algo que vale ouro, meu jovem, algo que vale ouro.
Então Guilherme Augusto voltou para casa, para procurar memórias para Dona Antônia,
já que ela havia perdido as suas.
Ele procurou uma antiga caixa de sapatos cheia de conchas, guardadas há muito tempo,
[35] e colocou-as com cuidado numa cesta.
Ele achou a marionete, que sempre fizera todo mundo rir, e colocou-a na cesta também.
Ele lembrou-se, com tristeza, da medalha que seu avô lhe tinha dado e colocou-a
delicadamente ao lado das conchas.
Depois achou sua bola de futebol, que para ele valia ouro; por fim, entrou no galinheiro
[40] e pegou um ovo fresquinho, ainda quente, debaixo da galinha.
Aí, Guilherme Augusto foi visitar Dona Antônia e deu a ela, uma por uma, cada coisa de
sua cesta.
“Que criança adorável que me traz essas coisas maravilhosas”, pensou Dona Antônia.
E então ela começou a se lembrar.
[45] Ela segurou o ovo ainda quente e contou a Guilherme Augusto sobre um ovinho azul,
todo pintado, que havia encontrado uma vez, dentro de um ninho, no jardim da casa de sua
tia.
Ela encostou uma das conchas em seu ouvido e lembrou da vez que tinha ido à praia de
bonde, há muito tempo, e como sentira calor com suas botas de amarrar.
[50] Ela pegou a medalha e lembrou, com tristeza, de seu irmão mais velho, que havia ido
para guerra e que nunca voltou.
Ela sorriu para a marionete e lembrou da vez em que mostrara uma para sua irmãzinha,
que rira às gargalhadas, com a boca cheia de mingau.
Ela jogou a bola de futebol para Guilherme Augusto e lembrou do dia em que se
[55] conheceram e de todos os segredos que haviam compartilhado.
E os dois sorriram e sorriram, pois toda a memória perdida de Dona Antônia tinha sido
encontrada, por um menino que nem era tão velho assim.
FOX, Mem. Guilherme Augusto Araújo Fernandes. São Paulo: Brinque-Book, 1984.
"Ele a chamava de Dona Antônia e contava-lhe todos os seus segredos.” (linha 7)
O termo substituído pelo pronome “lhe” na frase acima é
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