Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 5 10766038
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2022Leia o texto para responder à questão.
A saída da estadista?
Se há um líder político que se consagrou como estadista1 nos últimos anos, esse líder é a chanceler alemã Angela Merkel. Ela soube como ninguém conciliar o pragmatismo2 com o respeito a princípios civilizacionais, como se viu na crise dos refugiados de 2015-16.
Enfrentou a Covid-19 com competência e transparência, recorrendo sempre à abordagem científica, com a qual, na condição de química quântica, está plenamente familiarizada. Até pela ausência de concorrentes à altura, tornou-se a principal líder da União Europeia.
Ao longo de 16 anos no poder, foi capaz de capitalizar tudo isso em prestígio pessoal. Trata-se de uma política incomumente popular, não apenas na Alemanha como em vários outros países europeus.
Paradoxalmente, é considerável a probabilidade de Merkel ver sua aliança política conservadora CDU/CSU naufragar nas eleições marcadas para o próximo dia 26.
Que a chanceler deixaria o cargo já era sabido. Faz um bom tempo que a líder anunciou a intenção de aposentar-se ao término do atual mandato, mas, diante do sucesso que é sua administração, pretendia entregar o posto a um sucessor de seu próprio partido.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 01.09.2021. Adaptado)
1 estadista: pessoa que exerce liderança política com sabedoria
2 pragmatismo: consideração das coisas de um ponto de vista prático
Considere as passagens do texto.
• Ela soube como ninguém conciliar o pragmatismo com o respeito a princípios civilizacionais... (1º parágrafo)
• Ao longo de 16 anos no poder, foi capaz de capitalizar tudo isso em prestígio pessoal. (3º parágrafo)
Os termos destacados são sinônimos, correta e respectivamente, de:
Questão 2 10766008
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2022Leia a tira para responder à questão.

(Bill Waterson, “O melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br, 24.08.2021)
No contexto em que está empregada e de acordo com a norma-padrão, a frase do 3º quadrinho – Você está preocupado com os rumos do nosso país? – pode ser substituída por
Questão 9 10738821
IFF 2022/2Os conectores são utilizados para estabelecer conexão entre as informações apresentadas em um texto, propiciando coesão e progressão textual.
Considerando esse propósito, assinale a opção em que a função do conector destacado está CORRETAMENTE classificada:
Questão 8 10738820
IFF 2022/2Existem diferentes formas de estabelecer a articulação das palavras em uma frase e, assim, garantir sua coesão, como ocorreu no uso do pronome QUE em “Greta Thunberg é um dos nomes que nos ajudam a provar isso.”
Tendo em vista esta estratégia coesiva, assinale a alternativa na qual palavra QUE também é utilizada para retomar um elemento antecedente:
Questão 6 10738815
IFF 2022/2TEXTO I
A Geração Z e a conexão 24 horas por dia
Velocidade? Sim. Paciência? Não. Redes sociais? Sim. Livros? Não. Ambição? Sim. Obediência? Não. Videogames? Sim. Esportes? Não. Fique de olho na “geração Z”, apressada, pragmática, autônoma e teimosa.
Estes dois bilhões de jovens nascidos depois de 1995, com a internet, estão decididos a construir uma vida distante dos códigos e das aspirações dos mais velhos. São “mutantes”, como são denominados por alguns pesquisadores, fascinados por sua fusão com o mundo digital. Eles navegam em várias telas e estão acostumados ao “tudo, ao mesmo tempo, agora”. Soa normal pagar muito pelo último ‘smartphone’ e, ao mesmo tempo, baixar gratuitamente filmes e música na internet. Os códigos dos adultos parecem defasados para eles, que gostam das marcas “rebeldes” e se informam, sobretudo, através das redes sociais, segundo estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos por grandes empresas, como BNP e Ford, que querem entender seus futuros clientes.
Estes jovens, com idades entre 13 e 20 anos, se consideram de mente aberta e inovadores, mas reconhecem que são impacientes e cabeça-dura. Adotam os modismos que se propagam pela internet em todo o planeta, seja por meio de sucessos de bilheteria americanos, como “Jogos Vorazes” ou “Divergente”, ou a K-Pop coreana. Seu vocabulário é repleto de acrônimos e anglicismos. Seus ídolos são astros da internet, como o sueco PewDiePie, comentarista de games que tem mais de 30 milhões de seguidores no YouTube. Seus amigos das redes sociais são tão importantes quanto os da vida real e, às vezes, acabam se encontrando pessoalmente. Desde os 16 anos, até mesmo antes, frequentam páginas de contatos. Mais da metade dos Z considera que a autêntica vida social acontece nas redes, onde 84% têm conta registrada, segundo consulta da agência americana JWT. Para eles, é mais simples teclar do que falar.
Eles passam mais de três horas por dia na frente de telas, segundo o escritório de estudos americano Sparks and Honey. Sofrem de “FOMO” (Fear of Missing Out), o medo de perder alguma coisa, e odeiam a ideia de não estar conectados. Não lhes basta consumir séries e filmes. Eles querem participar, criar seu canal no YouTube ou blogs de vídeo. Estão em várias redes sociais, como Facebook, Instagram, Twitter e Tumblr. A maioria navega pela internet, enquanto assiste à televisão e pensa que a tecnologia torna tudo possível. Sua atenção é breve, mais que ler, escaneiam, o que às vezes provoca respostas superficiais às perguntas de seus professores.
Filhos da crise, eles têm critérios muito definidos com relação as suas escolhas profissionais. Na França, pelo mesmo salário, 25% elegeriam a empresa mais divertida, 22%, a mais inovadora, e 21%, a mais ética. Desejosos de ter um impacto no mundo, gostam do voluntariado, praticado por um quarto dos jovens de 16 a 19 anos nos Estados Unidos. No entanto, a maioria dos Z se considera “estressada” com o futuro, que lhes parece sombrio, sobretudo para o meio ambiente e a economia.
Disponível em: https://exame.abril.com.br/tecnologia/a-geracao-z-e-a-conexao-24-horas-pordia/. Acesso em: 23 abr. 2022.
TEXTO II
Greta Thunberg, a jovem de 16 anos indicada ao prêmio Nobel da Paz
Quando falamos que a geração Z vai mudar o mundo, não é exagero. E Greta Thunberg é um dos nomes que nos ajudam a provar isso.
Três membros do parlamento norueguês indicaram Greta Thunberg para o Prêmio Nobel da Paz de 2019. A jovem ativista do clima, que tem apenas 16 anos, ganhou destaque internacional com seus frequentes e ousados ataques contra o aquecimento global.
“Indicamos Greta Thunberg porque, se não fizermos nada para deter, a mudança climática será a causa de guerras, conflitos e refugiados”, diz Freddy Andre Ovstegard, membro do parlamento norueguês. “Thunberg lançou um movimento de massa, que eu vejo como uma grande contribuição para a paz.”
Nascida na Suécia, Greta atraiu a atenção mundial quando se recusou a ir à escola após um verão recorde em seu país. Em sua entrevista à Rolling Stone, ela disse que estava frustrada com a falta de ação governamental em relação à crescente temperatura na Suécia, então foi ao parlamento sueco com sua mochila e alguns lanches e começou uma “greve de escola pelo clima”. Desde então, ela tem faltado às aulas na maioria das sextasfeiras para realizar seus protestos regulares.
Greta assinalou que, inicialmente, se sentiu ignorada pelas pessoas ao seu redor. “Eu tentei fazer com que as pessoas se juntassem a mim, mas ninguém estava realmente interessado, então eu tive que fazer isso sozinha”.
Para algumas pessoas, pode ser peculiar ver alguém tão jovem falar tão apaixonadamente sobre um assunto, mas Greta demonstra pouco interesse em se conformar com os limites quando se trata do aquecimento global. Pelo contrário, a preocupação dessa jovem de 16 anos em lidar com a mudança climática continua sem sinais de desaceleração.
Disponível em: http://inovasocial.com.br/solucoes-de-impacto/greta-thunberg-mudancaclimatica-nobel/. Acesso em: 23 abr. 2022.
Complementando a temática do primeiro texto I, o texto II,
Questão 1 10738806
IFF 2022/2A Geração Z e a conexão 24 horas por dia
Velocidade? Sim. Paciência? Não. Redes sociais? Sim. Livros? Não. Ambição? Sim. Obediência? Não. Videogames? Sim. Esportes? Não. Fique de olho na “geração Z”, apressada, pragmática, autônoma e teimosa.
Estes dois bilhões de jovens nascidos depois de 1995, com a internet, estão decididos a construir uma vida distante dos códigos e das aspirações dos mais velhos. São “mutantes”, como são denominados por alguns pesquisadores, fascinados por sua fusão com o mundo digital. Eles navegam em várias telas e estão acostumados ao “tudo, ao mesmo tempo, agora”. Soa normal pagar muito pelo último ‘smartphone’ e, ao mesmo tempo, baixar gratuitamente filmes e música na internet. Os códigos dos adultos parecem defasados para eles, que gostam das marcas “rebeldes” e se informam, sobretudo, através das redes sociais, segundo estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos por grandes empresas, como BNP e Ford, que querem entender seus futuros clientes.
Estes jovens, com idades entre 13 e 20 anos, se consideram de mente aberta e inovadores, mas reconhecem que são impacientes e cabeça-dura. Adotam os modismos que se propagam pela internet em todo o planeta, seja por meio de sucessos de bilheteria americanos, como “Jogos Vorazes” ou “Divergente”, ou a K-Pop coreana. Seu vocabulário é repleto de acrônimos e anglicismos. Seus ídolos são astros da internet, como o sueco PewDiePie, comentarista de games que tem mais de 30 milhões de seguidores no YouTube. Seus amigos das redes sociais são tão importantes quanto os da vida real e, às vezes, acabam se encontrando pessoalmente. Desde os 16 anos, até mesmo antes, frequentam páginas de contatos. Mais da metade dos Z considera que a autêntica vida social acontece nas redes, onde 84% têm conta registrada, segundo consulta da agência americana JWT. Para eles, é mais simples teclar do que falar.
Eles passam mais de três horas por dia na frente de telas, segundo o escritório de estudos americano Sparks and Honey. Sofrem de “FOMO” (Fear of Missing Out), o medo de perder alguma coisa, e odeiam a ideia de não estar conectados. Não lhes basta consumir séries e filmes. Eles querem participar, criar seu canal no YouTube ou blogs de vídeo. Estão em várias redes sociais, como Facebook, Instagram, Twitter e Tumblr. A maioria navega pela internet, enquanto assiste à televisão e pensa que a tecnologia torna tudo possível. Sua atenção é breve, mais que ler, escaneiam, o que às vezes provoca respostas superficiais às perguntas de seus professores.
Filhos da crise, eles têm critérios muito definidos com relação as suas escolhas profissionais. Na França, pelo mesmo salário, 25% elegeriam a empresa mais divertida, 22%, a mais inovadora, e 21%, a mais ética. Desejosos de ter um impacto no mundo, gostam do voluntariado, praticado por um quarto dos jovens de 16 a 19 anos nos Estados Unidos. No entanto, a maioria dos Z se considera “estressada” com o futuro, que lhes parece sombrio, sobretudo para o meio ambiente e a economia.
Disponível em: https://exame.abril.com.br/tecnologia/a-geracao-z-e-a-conexao-24-horas-pordia/. Acesso em: 23 abr. 2022.
A apresentação de uma série de perguntas do primeiro parágrafo do Texto foi uma estratégia utilizada pelo autor para
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